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segunda-feira, 4 de maio de 2015

Richa no Paraná



                                     Richa no Paraná


Wilalba F. Souza                                                                            05/mai/15


É a primeira vez que vejo rixa, no nosso país, provocada por um governador, sua assessoria e secretários, em razão do “olho grande” em cima dos recursos da previdência oficial do Estado. A rixa, evidentemente, foi entre professores e membros do governo. Nossos mandatários são um caso sério, principalmente quando têm folgada maioria nas Assembléias. Também não importa quais sejam suas siglas partidárias. Onde há dinheiro, eles correm atrás. Razão disto? Dívidas e caixas em baixa, provocadas, muitas vezes, pela má utilização dos recursos orçamentários.

Parece que o governador Richa quer usar o dinheiro da previdência para outras finalidades. E uma delas deve servir, inclusive, para quitar vencimentos de professores em atividade. Eu, como bom mineiro, apenas invocaria o nosso “uai?”, para demonstrar estranheza com tal atitude. E como ficariam os professores aposentados? Certamente inseguros com seu futuro, submetidos às manobras, às “matrifuzias” desses políticos e suas artimanhas. E, advindos, daí, os movimentos de insatisfação, as greves e os entreveros, o negócio é chamar a PM, metida, também e certamente, neste mesmo imbróglio previdenciário paranaense. O que pouca gente entende é que multidão não tem classificação ou gradação intelectual. Integrada ela, por quem quer que seja, o descontrole e a violência podem ser deflagradas de uma hora para outra.

E, insuflada pelo clamor do grupo, infiltrada de “corpos estranhos”, ou não, ela costuma agredir e, depois de ser contida pelo aparato do Estado, podem restar resultados desagradáveis! E as cobranças vêm pra cima da Polícia Militar de Choque. Há linhas que delimitam o alcance da turba, além da qual só se pode esperar o confronto. E se essa massa “encara” os policiais, vai haver resposta, nem sempre agradável, ocorrendo, às vezes, ferimentos em ambos os lados. É o tal “efeito colateral”. E lógico que pode haver exageros, daqui e dali, mas somente quem está no calor desses eventos é que sabe como anda o “batido da lata”. Não se trata de uma luta entre boxeadores ou esgrimistas, com regras previamente estipuladas, e sim um choque  de real perigo para quem se entrega àquela ação.

- Houve confronto entre a Polícia Militar e os manifestantes! É assim que a imprensa, de modo geral, se refere ao, vamos dizer assim, “entrevero”. Pra mim deveria ser dito: - houve confronto entre os manifestantes e a polícia! Eles é que foram “pra cima”! Mas dá pra se entender, tendo em vista a luta dessa classe trabalhadora sofrida dos professores. Mas a ressalva tem que ser feita, mais uma vez: turba é turba, seja ela composta por professores ou por estivadores, infelizmente. Não poucas vezes assistimos universitários, vindos de gente abastada, cometendo violência em atos públicos!  E os políticos, apesar do “barulho”, votaram favoravelmente às medidas do rixa, digo, Richa. São do mesmo balaio e não estão nem aí para funcionários públicos, menos ainda para professores! Mas é bom que todos entendam que quem é condenado pelo crime não é a arma, e sim quem a acionou. – Mas amigo, polícia é arma? Respondo, em um sentido esclarecedor, que muitas vezes, e em certas ações, sim!  Felizmente em mais de noventa por cento de sua atuação, não! É escudo, proteção e ajuda!

Temos assistido uma verdadeira balbúrdia político/ administrativa por este Brasil afora. É de arrepiar e tudo muito parecido. Infelizmente, na mesma direção, o governo de Minas, desde há muitos anos, tem retirado recursos do IPSM (Instituto dos Servidores Militares de Minas Gerais). E, acima de tudo, por motivos eleitoreiros, promovido verdadeiros absurdos, na tentativa de perpetuação no poder. Coisa de PSDB, de PT, de PMDB, PROS...e outras “marcas”, menos votadas. E, por incrível que pareça, nesta nossa Minas Gerais libertária, ninguém “abriu, abre ou vai abrir o bico” por causa disto! Até encontrarem um jeito de dar outra “pedalada”, ou firula, vão empurrando o problema com a barriga! E que barriga, pois não têm como fechar o “rombo”!!! E que rombo!!!



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