Richa no Paraná
Wilalba F. Souza
05/mai/15
É a primeira vez que vejo rixa, no nosso
país, provocada por um governador, sua assessoria e secretários, em razão do “olho
grande” em cima dos recursos da previdência oficial do Estado. A rixa,
evidentemente, foi entre professores e membros do governo. Nossos mandatários
são um caso sério, principalmente quando têm folgada maioria nas Assembléias.
Também não importa quais sejam suas siglas partidárias. Onde há dinheiro, eles
correm atrás. Razão disto? Dívidas e caixas em baixa, provocadas, muitas vezes,
pela má utilização dos recursos orçamentários.
Parece que o governador Richa quer usar
o dinheiro da previdência para outras finalidades. E uma delas deve servir,
inclusive, para quitar vencimentos de professores em atividade. Eu , como
bom mineiro, apenas invocaria o nosso “uai?”, para demonstrar estranheza com
tal atitude. E como ficariam os professores aposentados? Certamente inseguros
com seu futuro, submetidos às manobras, às “matrifuzias” desses políticos e
suas artimanhas. E, advindos, daí, os movimentos de insatisfação, as greves e
os entreveros, o negócio é chamar a PM, metida, também e certamente, neste
mesmo imbróglio previdenciário paranaense. O que pouca gente entende é que
multidão não tem classificação ou gradação intelectual. Integrada ela, por quem
quer que seja, o descontrole e a violência podem ser deflagradas de uma hora
para outra.
E, insuflada pelo clamor do grupo,
infiltrada de “corpos estranhos”, ou não, ela costuma agredir e, depois de ser
contida pelo aparato do Estado, podem restar resultados desagradáveis! E as
cobranças vêm pra cima da Polícia Militar de Choque. Há linhas que delimitam o
alcance da turba, além da qual só se pode esperar o confronto. E se essa massa “encara”
os policiais, vai haver resposta, nem sempre agradável, ocorrendo, às vezes,
ferimentos em ambos os lados. É o tal “efeito colateral”. E lógico que pode haver
exageros, daqui e dali, mas somente quem está no calor desses eventos é que
sabe como anda o “batido da lata”. Não se trata de uma luta entre boxeadores ou
esgrimistas, com regras previamente estipuladas, e sim um choque de real perigo para quem se entrega àquela
ação.
- Houve confronto entre a Polícia
Militar e os manifestantes! É assim que a imprensa, de modo geral, se refere
ao, vamos dizer assim, “entrevero”. Pra mim deveria ser dito: - houve confronto
entre os manifestantes e a polícia! Eles é que foram “pra cima”! Mas dá pra se
entender, tendo em vista a luta dessa classe trabalhadora sofrida dos
professores. Mas a ressalva tem que ser feita, mais uma vez: turba é turba,
seja ela composta por professores ou por estivadores, infelizmente. Não poucas
vezes assistimos universitários, vindos de gente abastada, cometendo violência
em atos públicos! E os políticos, apesar
do “barulho”, votaram favoravelmente às medidas do rixa, digo, Richa. São do
mesmo balaio e não estão nem aí para funcionários públicos, menos ainda para
professores! Mas é bom que todos entendam que quem é condenado pelo crime não é
a arma, e sim quem a acionou. – Mas amigo, polícia é arma? Respondo, em um sentido
esclarecedor, que muitas vezes, e em certas ações, sim! Felizmente em mais de noventa por cento de
sua atuação, não! É escudo, proteção e ajuda!
Temos assistido uma verdadeira balbúrdia
político/ administrativa por este Brasil afora. É de arrepiar e tudo muito
parecido. Infelizmente, na mesma direção, o governo de Minas, desde há muitos
anos, tem retirado recursos do IPSM (Instituto dos Servidores Militares de
Minas Gerais). E, acima de tudo, por motivos eleitoreiros, promovido
verdadeiros absurdos, na tentativa de perpetuação no poder. Coisa de PSDB, de
PT, de PMDB, PROS...e outras “marcas”, menos votadas. E, por incrível que
pareça, nesta nossa Minas Gerais libertária, ninguém “abriu, abre ou vai abrir
o bico” por causa disto! Até encontrarem um jeito de dar outra “pedalada”, ou
firula, vão empurrando o problema com a barriga! E que barriga, pois não têm
como fechar o “rombo”!!! E que rombo!!!
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