Wilalba F. Souza 30abril2.015
O Clube dos
Oficiais da Polícia Militar do Estado de Minas Gerais e do Corpo de Bombeiros
foi criado em fins da década de quarenta, tendo sido seu primeiro presidente o
coronel Pedro Paulo Penido. Cobria-se a necessidade docírculo ter uma base de
lazer e convivênciasocial. Sua primeira sede funcionou no bairro Santa Efigênia,
anexa ao complexo onde se encontram hoje a Diretoria de Recursos Humanos e o
Centro Odontológico. Posteriormente à inauguração da atual, no bairro do Prado,
junto à Academia da Polícia Militar, as antigas instalações foram ”herdadas”
pelo Clube dos Sargentos e Subtenentes,hoje Aspra (Associação das Praças da
Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros), isto já na década de sessenta, se não
me engano. Em 1.960,aliás, quando ainda criança e adolescente, cheguei a Belo
Horizonte, a atual e imponente sede social estava sendo terminada e sua piscina
já funcionava.
Em 1966, ao
seu matriculado no CFO (Curso de Formação de Oficiais), o complexo, já com o
espaço aquático do clube, era utilizado pelos alunos, inclusive na instrução.
Havia pouca frequência de associados e dependentes. Entretanto, com o
crescimento desse quadro, a Academia foi reduzindo o uso daquelas instalações e
o faz somente em situações especialíssimas. Aliás, a APM (Academia de Polícia
Militar) tem uma piscina em área própria. O que podemos dizer é que, nesses
sessenta e sete anos, a expansão do “Nosso Clube, Nossa Casa”, foi espetacular.
O Hotel de Trânsito e as Colônias de Férias existentes emCarapebus-ES e Boa
Esperança, são excelentes destinos para os associados passarem bons momentos de
lazer e descanso.
A história
desse clube nos orgulha, como oficial. Deixando de lado a importante parte
cultural por ele desempenhada, há de se registrar o fato de milhares de
aspirantes terem feito suas festas de formatura naqueles salões. Pessoalmente
não me esqueço do baile dos formandos de 1.969, evento inclusive transmitido ao
vivo para os telespectadores da TV Itacolomy! Aliás, para se lembrar disto,
tivemos que revirar, bem lá no fundo, nosso baú de recordações! Coisa “dos
antigamentes” que reforçam nosso reconhecimento àqueles oficiais que
idealizaram tão grandiosos empreendimentos, assumindo a responsabilidade pela
construção desse legado de incalculável valor.
Em 1.983, na
administração do coronel Klinger Sobreira de Almeida, foi instituído o Troféu
Alferes Tiradentes, aliás patrono da Polícia Militar, para homenagear
autoridades de modo geral e oficiais da Polícia Militar que se destacaram em
suas atividades como cidadãos e profissionais dessa mais que bicentenária
instituição prestadora de serviços à comunidade. E claro que integrar o rol
daqueles que se viram reconhecidos pela comissão que indica e examina os nomes,
tendo à frente o presidente, coronel Edvaldo Piccinini Teixeira, nos deixa
satisfeitos e cientes de que, se algo de bom fizemos, veio um reconhecimento,
via instituição representativa dos oficiais da PMMG e do Corpo de Bombeiros, ao
qual integramos há 48 anos.
Civis, oficiais,
de todos os postos, da ativa, reservistas e reformados,compuseram uma gama
qualificada de homenageados, advindos de todas as partes do Estado. Muitos
comandantes, ainda jovens, envergando seus uniformes de gala, fizeram uma
grande confraternização, oportunidade em que o Secretário de Defesa Social, Dr
Bernardo Santana, proferiu o discurso como orador da solenidade, reiterando sua
confiança e apoio às ações desempenhadas pela PM na área de sua pasta. Em
seguida, encerrando a solenidade, discursou o presidente, demonstrando sua
preocupação com projetos petistas em desmilitarizar as Polícias Militares
brasileiras. Um retrocesso e uma desconsideração, também, com nossa mais que
bicentenária instituição militar! Mas este é assunto pra outros debates.
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