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quarta-feira, 3 de agosto de 2016

O PLP 257 (Projeto de Lei Complementar)



O PLP 257 (Projeto de Lei Complementar)

Wilalba F. Souza                                                     03/08/16


Qualquer leigo e desavisado sabe que a D. Dilma, dita presidente afastada do Brasil, não está sendo “impitimada” porque fez uma farra danada com os recursos orçamentários, e não orçamentários, no afã de se reeleger mandatária-mor brasileira. Restou comprovado que a “mãe do PAC”, empurrada para o Palácio do Planalto pelo velho camaleão Luís Inácio, Lula, que se intitulou, há tempos, uma “metamorfose ambulante”, não era, e não é do riscado. E, mesmo que fosse, nesse nosso sistema, de troca de favores políticos e concessões do que se pode e não pode, pra ficar bem “politicamente”, estaríamos na mesma situação. A questão é política!

O exemplo disto é a pindaíba em que vivem nossos estados, em sua grande maioria, por todo o território nacional. Olhemos para o Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo. Todos endividados e atrasando salários dos servidores, esses hoje considerados culpados pela crise, eis que mais de sessenta por cento do que se arrecada vão para despesa de pessoal. Enfim, é a prova inconteste de que esses gestores, na esmagadora maioria, não passam de “Dilmas” e também deveriam ser cassados, por analogia.

O grande discurso do governo central e dos políticos é a renegociação das dividas estaduais com a União. Os juros são altos e, anos após ano, eles vão “esticando” prazos e jogando os problemas pra frente. A mãe do PAC, depois de arrebentar com a economia, encaminhou a proposta hoje discutida,  via PLP 257 que não anda, por motivos óbvios. Empacou, sendo que o governo provisório de Temer trabalha para aprová-lo, avisando: “- Olha, vamos adotar essas maldades, mas elas são da lavra do PT!” Parece brincadeira de mau gosto! E é!!!

Esse PLP, assumido por Temer e assessoria, quer que nós dos estados tenhamos a maior responsabilidade e sacrifício pelo equilíbrio fiscal, enquanto eles, donos da maior parte do bolo, deitam na tranqüila rede do “nós podemos tudo”! Como? Há poucos dias aprovaram aumentos em geral para a magistratura, pras forças armadas, pros funcionários federais, continuando a regar, com muito dinheiro, as ações e os bolsos de seus parlamentares da Câmara/Senado, quando deviam adotar uma postura mais conservadora para seus gastos, dando exemplo aos escalões de baixo.

Imagine quem possa interessar: irão mexer na previdência de nós militares mineiros que contribuímos mesmo após irmos pra reserva; congelarão nossos vencimentos por dois anos e mais, as promoções, já previstas, pelo mesmo prazo. Pior que isto é misturar tudo, desconsiderando a condição dos militares estaduais brasileiros, prevista na Constituição de 1988. E mais, cada PM tem tratamento específico em seu estado. Quer dizer, estão jogando tudo num balaio e decidindo de maneira “inter-femural” uma coisa muito séria que, penso eu, vai atiçar vespeiro por esse Brasil afora, numa época em que, cada vez mais, o povão precisa de policiamento, as polícias de aporte e apoio, e onde há interferências externas deletérias por todos seus setores. Se ficasse por aí ainda estava bom. Entretanto, tudo se degringola junto aos combalidos sistemas de saúde, ensino e segurança pública!

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