O PLP 257 (Projeto de Lei Complementar)
Wilalba F. Souza
03/08/16
Qualquer leigo e desavisado sabe que a
D. Dilma, dita presidente afastada do Brasil, não está sendo “impitimada”
porque fez uma farra danada com os recursos orçamentários, e não orçamentários,
no afã de se reeleger mandatária-mor brasileira. Restou comprovado que a “mãe
do PAC”, empurrada para o Palácio do Planalto pelo velho camaleão Luís Inácio,
Lula, que se intitulou, há tempos, uma “metamorfose ambulante”, não era, e não
é do riscado. E, mesmo que fosse, nesse nosso sistema, de troca de favores
políticos e concessões do que se pode e não pode, pra ficar bem
“politicamente”, estaríamos na mesma situação. A questão é política!
O exemplo disto é a pindaíba em que
vivem nossos estados, em sua grande maioria, por todo o território nacional.
Olhemos para o Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo.
Todos endividados e atrasando salários dos servidores, esses hoje considerados
culpados pela crise, eis que mais de sessenta por cento do que se arrecada vão
para despesa de pessoal. Enfim, é a prova inconteste de que esses gestores, na
esmagadora maioria, não passam de “Dilmas” e também deveriam ser cassados, por
analogia.
O grande discurso do governo central e dos
políticos é a renegociação das dividas estaduais com a União. Os juros são
altos e, anos após ano, eles vão “esticando” prazos e jogando os problemas pra
frente. A mãe do PAC, depois de arrebentar com a economia, encaminhou a
proposta hoje discutida, via PLP 257 que
não anda, por motivos óbvios. Empacou, sendo que o governo provisório de Temer
trabalha para aprová-lo, avisando: “- Olha, vamos adotar essas maldades, mas elas
são da lavra do PT!” Parece brincadeira de mau gosto! E é!!!
Esse PLP, assumido por Temer e
assessoria, quer que nós dos estados tenhamos a maior responsabilidade e
sacrifício pelo equilíbrio fiscal, enquanto eles, donos da maior parte do bolo,
deitam na tranqüila rede do “nós podemos tudo”! Como? Há poucos dias aprovaram
aumentos em geral para a magistratura, pras forças armadas, pros funcionários
federais, continuando a regar, com muito dinheiro, as ações e os bolsos de seus
parlamentares da Câmara/Senado, quando deviam adotar uma postura mais
conservadora para seus gastos, dando exemplo aos escalões de baixo.
Imagine quem possa interessar: irão
mexer na previdência de nós militares mineiros que contribuímos mesmo após
irmos pra reserva; congelarão nossos vencimentos por dois anos e mais, as
promoções, já previstas, pelo mesmo prazo. Pior que isto é misturar tudo,
desconsiderando a condição dos militares estaduais brasileiros, prevista na
Constituição de 1988. E mais, cada PM tem tratamento específico em seu estado.
Quer dizer, estão jogando tudo num balaio e decidindo de maneira
“inter-femural” uma coisa muito séria que, penso eu, vai atiçar vespeiro por
esse Brasil afora, numa época em que, cada vez mais, o povão precisa de
policiamento, as polícias de aporte e apoio, e onde há interferências externas
deletérias por todos seus setores. Se ficasse por aí ainda estava bom.
Entretanto, tudo se degringola junto aos combalidos sistemas de saúde, ensino e
segurança pública!
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