Wilalba F. Souza 05/08/16
Ainda sobre o tal PLP 257 (Projeto de Lei Complementar) que trata da renegociação das dívidas dos estados brasileiros com a federação, assitimos a repetição da insegurança do governo atual, do presidente Temer, em suas tomadas de decisões. Propalando as reais necessidades de promover, com urgência, o equilíbrio fiscal, detonado que foi pelo governo Dilma, o dito presidente em exercício e sua equipe planejavam medidas de caráter geral, duras, mas bem intencionadas, para retomar o crescimento, aumentar investimentos em infra-estrutura e a confiança dos investidores no nosso mercado, etc, etc.
Logo, logo, aprovaram o orçamento, autorizando o lançamento de um “rombo” de quase 200 bilhões de reais, evitando as pedaladas ilegais, iguais às dadas pela presidente afastada. Temos que apertar os cintos? Claro!!! Ainda mais se isto pode ajudar a colocar o trem nos trilhos. Só que esses políticos tupiniquins, montados num animal raquítico, procedem de maneira irresponsável, repetindo um velho chavão: “não quero nem saber se a mula é manca, o que quero é rosetar”. E pra quem não sabe, tento explicar: roseta é um tipo de espora que os cavaleiros usam pra obrigar seu animal a ficar atento, mediante toque à altura da sua virilha, o que deve ser muito incômodo, dolorido e até mortal! Em suma: de qualquer maneira defendem o seu lado e o de quem, por um motivo ou outro, pode lhes fazer pressão. Exemplo? Eles mesmos e as altas cortes, de quem dependem, ainda mais depois dessas “mangueiradas” da “lava-jato.
Pois é, a mula tem que andar, de qualquer maneira, para os nossos quadros políticos e para os magistrados. O resto, bem... é resto! Só que essas exceções automaticamente viram regra geral, pois, com base nesses descalabros, haverá desdobramentos em cascatas pra baixo que atingirão – penso eu – outras classes do funcionalismo, mesmo nos estados. E não é que, via tal PLP, ainda em discussão na Câmara, pretendem que os estados suspendam aumentos e outras correções salariais por dois anos? Como, pensando melhor, como eu já disse anteriormente, isto é atiçar vespeiro, é cutucar a onça com vara curta, por isto, mais depressa que a gente imagina, os parlamentares, melhor avaliando tal imprudência, começaram a amenizar as exigências, o que, a meu ver, desqualifica a norma legal. Já divulgaram que as promoções dos militares estaduais e, por conseguinte, de outras classes que têm seus planos de carreira, não serão afetadas. E aumentos, só de acordo com a evolução do aparelho arrecadador! Assim, e posso estar enganado, esses projetos remendados acabarão se tornando placebos, se tanto. É como aumentar a água no feijão, pra render mais!
Me lembram, essas coisas, duas passagens por mim assistidas, há anos. Em meados de 1.970 um rico fazendeiro deu uma novilha para o batalhão fazer uma festa. Um churrasco! O cozinheiro, ou churrasqueiro, foi se orientar com o sub-comandante, sobre melhor maneira de distribuir a carne e ele, prontamente, deu as instruções: -para soldados, cabos, sargentos e subtenentes vão o coxão-duro, o mole, lagarto, músculo, etc! Para os oficiais as partes nobres: filé e contra-filé, por exemplo! E justificou; - Têm o estômago mais delicado!!!! A outra é quando meu colega, José Maria da Luz, resolveu me dar uma carona do Prado até à Praça Savassi, em Belo Horizonte: acelerava demais, fechava o sinal, ele logo freava bruscamente e, ato contínuo, buzinava, numa espécie de tic nervoso! Imaginem meu sufoco, sendo obrigado a passar por essa situação por uns vinte semáforos. Os deputados e magistrados têm o estômago mais delicado? Devem ter! E esses mesmos parlamentares aceleram, logo dão de cara com reações contrárias, freiam suas ações e buzinam alto, para anunciar que revisaram o texto... e, por aí, vão!!!
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