Wilalba F. Souza 09/Nov/2017
Um grande amigo me confidenciou que seu
filho, estudante pré-universitário, de dezenove anos, está negligenciando seus
estudos, tendo em vista umas rusgas entre ele e a mãe de sua namorada, eis que
ele teria dialogado, via WhatsApp, com um colega, sendo o assunto a vida íntima
entre ele e sua “garota”. É que o seu interlocutor estaria em dúvida se
iniciava, ou não, uma vida sexual com a namoradinha, tendo ele respondido que já
estava dormindo com a sua, ó, fazia muito tempo.
Bem, a namoradinha do filho de meu
amigo, de posse do telefone celular do mesmo, viu o conteúdo da “conversa”, não
gostou, contou pra mãe iniciando-se, daí, a “problemada” toda. – Não precisa
mais por os pés nesta casa, seu desclassificado! Cê ta achando que minha filha
é uma qualquer, uma meretriz, ou coisa parecida? Pode ir embora, agora, disse
ela. Decepcionado, também assustado, o garoto pediu à sua ex(?)sogra que
abrisse o portão. – Vou abrir nada não! Sai pela garagem, por onde os cachorros
o fazem, gritou ela.
Já em casa, aborrecido e triste, o rapaz
contou, para o pai e a mãe o ocorrido... e outras “cositas” mais. Assim que ele,
lá pelos seus “bravos” dezessete anos, começou a namorar a belíssima moça, sua
mãe, uma senhora divorciada, chegou a visitar os pais de seu namoradinho. Eu,
sério, não sei se isto faz parte dos costumes hodiernos, mas ela, satisfeita
com a receptividade dos sogros (?) de sua filhinha, poucos dias depois, a levou
a um médico especialista, onde fez
exames, conferiu sua saúde e, certamente, lhe dando conselhos de mulher, para não
se engravidar, entregou uma chave do apartamento para o estudante felizardo,
dormir com a donzela..
O namoro, então, durou uns dois anos. O
rapaz, fazendo cursinho preparatório em Belo Horizonte, com
alta despesa para o pai, estava se saindo muito bem, liderando sua turma nos
exames de simulação e, realmente, dando esperanças à família de conseguir a
sonhada vaga para o concorridíssimo curso de medicina. Quase todos os fins de
semana, saudoso, ele vinha para a casa dos pais, digo, da sua jovem e linda
amada. Entretanto, considerando as intercorrências relatadas, as coisas não vão
bem, e pra todo mundo. O casalzinho se gosta, mas como superar o problema se a
querela já se espalhou pelo âmago das duas famílias, com discussão e desacerto
entre as mamães?
Enfim, uma situação difícil, não que ela
não existisse, nesses anos, ou, nesses séculos todos. Só que agora, me parece,
mais comum, pela liberalidade concedida pelos pais na atualidade. E me lembro
que, não faz muito tempo, os genitores criavam seus filhos, e filhas
principalmente, para casarem virgens, imaculadas, primeiro no cartório, depois
na igreja. Meio carola, mas ajudava! Pois é, esquecemos que a religião já
foi um excelente instrumento de controle social, auxiliar importante na
formação saudável e cristã das famílias.
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