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sábado, 31 de dezembro de 2022

Pelé (repost)

(repost) 

Wilalba F. Souza                   26/02/21

Acabo de assistir, atentamente, um filme sobre o Pelé. Seu nome dá o título à película (termo usado nos tempos dos filmes de rolo). Lamentavelmente, acho eu, seus produtores tentaram utilizá-los (o filme e Pelé - uma compilação de cenas e depoimentos) com fins políticos, em crítica ao governo militar das décadas de sessenta e setenta. Enfim, usaram a história de um destacado brasileiro, vi assim, em narrativa recorrente de quem é oposição, tentando fazer espirrar e sobrar spray no governo atual, do presidente Bolsonaro, capitão da reserva do Exército Brasileiro, eleito pelo povo.

Acho que não conseguiram enfiar o rei no "rolo", pelo menos do jeito que, de maneira velhaca, tentaram. Nos seus oitenta anos, meio debilitado e emotivo (isto, sempre foi) ele se mostrou equilibrado e firme, mesmo sendo criticado por colegas (jogadores) esquerdistas, gente da imprensa e artistas, adredemente selecionados, quando declarou: - jogando futebol fiz muito mais pelo Brasil que os políticos remunerados!

Pelé “trucou” João Saldanha, técnico improvisado que disse, peremptoriamente, lá em 1970, estar ele cego e que não poderia jogar... uma maneira de enfraquecer o time nacional. Aliás, há depoimento de quem foi ao México e disse ter torcido contra.

Comunista - o João, dito sem medo - técnico da seleção, queria perder, evitando a utilização mediática que poderia fortalecer a causa e o governo dos militares. Aí, claro que por causa de Pelé, e pelos seus intensões, sacaram o Saldanha e colocaram o Zagalo, do "vão ter que me engolir".

Desse filme, pude concluir, data vênia:

1. O Santos foi o único time brasileiro verdadeiramente campeão do mundo.

2.  De certa forma arrisco, consciente do meu exagero, dizer que houve um Brasil antes, e outro depois do Pelé.

3.  Pelé é, indubitavelmente, o maior e mais festejado atleta de todos os tempos, em todo mundo.

4.  Por fim, considero Edson Arantes do Nascimento um dos homens mais formidáveis deste país.

Sugiro-lhes ver.

quinta-feira, 24 de março de 2022

Polícia Militar Educativa

 Wilalba F. Souza                            24/03/2022

Aconteceu no 7° BPM/PMRJ/São Gonçalo, e foi divulgado por seus integrantes - 4° CPA - 7° BPM (Via P-5)

 

         Nos idos de 2006/2007 nós, do 7º Batalhão, conhecemos o Wellington Vitorino ou “Pelézinho”, como o chamávamos carinhosamente, vendendo picolés nas imediações do batalhão, no bairro de Alcântara, São Gonçalo. O Wellington tinha 12 anos de idade e como a maioria das crianças que vive em regiões periféricas, não possuía uma condição socioeconômica favorável. Devido a sua educação e gentileza, o convidamos para vender seus picolés dentro da Unidade para um efetivo de mais de 800 homens. Com a sua visão empreendedora, ele adquiria os picolés na fábrica por 0,45 centavos e revendia aos policiais por 1 Real. Só descobrimos isso hoje! hahahaha.

         O tempo foi passando e o sucesso das suas vendas foi aumentando. Quando então passamos a exigir o boletim escolar com boas notas para que ele continuasse vendendo no batalhão. O que foi feito por aquele menino. Certa vez ele apresentou nota baixa em redação, onde foi exigido que apresentasse uma redação por dia para que continuasse a vender seus picolés. Coincidência ou não, após ser aprovado em escola técnica e mais tarde ser aprovado em bolsa de estudos para uma excelente escola da zona sul do Rio de Janeiro, “Pelézinho” foi aprovado em diversas universidades públicas e privadas renomadas, além de alcançar a nota 1000 no ENEM em redação.

         Hoje aos 27 anos, ele volta ao 7º Batalhão com o coração agradecido para fazer uma surpresa aqueles que o ajudaram no passado. Quis o destino (Deus!), que hoje estivessem à frente do batalhão, 15 anos depois, pessoas que puderam testemunhar sua trajetória no passado, como o Comandante da unidade Tenente Coronel Aristheu, o subcomandante Major Schorcht e o Major Jesus chefe da 4ª seção, para presenciar esse momento. Agora ele é o dono da banca e o picolé é por sua conta.

         O Wellington hoje é aluno do M.I.T. (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) um dos mais conceituados do mundo. Seu currículo não para por aí. Visitem seu perfil! @wvitorino

         Família, cooperação e uma fé inabalável são alguns dos ingredientes que compõem essa história.

Voa, “Pelezinho”!


segunda-feira, 17 de janeiro de 2022

Sambadinhas

 Wilalba F. Souza                                         17/01/2022 

         Luís Inácio da Silva, perto de seus oitenta anos, sempre perseguiu, e continua perseguindo, o poder e o protagonismo. Vive única e exclusivamente pra isto. E olhem que ele foi chefe do executivo por oito anos consecutivos. É um ser humano insaciável. Começou nos sindicatos do ABC, em priscas eras. Torneiro mecânico, dizem que se aposentou quando perdeu o dedo mínimo da mão direita. É! O nordestino, semianalfabeto, conquistou um extenso currículo na política - e na justiça, condenado que foi, por crimes de corrupção, enquanto presidente. Aliás, antes de chegar lá, ele foi derrotado nas urnas umas duas ou três vezes. Fernando Henrique foi o último a batê-lo, depois de "convencer" o Congresso a alterar a legislação e deixá-lo concorrer a um segundo mandato, o que era vedado.

         Bem... não sabemos em que condições "politiqueiras” FHC deixou "Lulinha Paz e Amor" se eleger em 2002. Naquele tempo era impossível se saber. Hoje a história nos revela muito sobre a afinidade dos dois. Unidos contra Bolsonaro, andam se abraçando por aí. Fernando Henrique deve ter perdoado e esquecido, tal qual o STF, motivado por essa "causa maior”, os crimes de corrupção do aliado. Então, lá atrás, houve tratativas pontuais para Lula ser presidente, depois da reeleição aprovada. Uma troca, pura e simples. Um toma-lá-dá-cá!

         Desde Fernando Henrique esses partidos à esquerda programaram “lotear" o Brasil. O apetite deles é enorme. E isto deu certo, até 2018. Não tem como a gente esquecer: o ex-sindicalista, de barbas e cabelos desarrumados, ternos mal cortados e muito simples, estufou o peito e adentrou Alvorada acima, todo produzido. Os cabelereiros, alfaiates e maquiadores conseguiram uma magistral transformação, no antes taxado de "sapo barbudo". Faz sentido! A televisão mostrava seus olhos brilhando de felicidade. E ele dando "cambadinhas", em tosca imitação do piloto Barrichello, no podium, depois de uma vitória na Fórmula 1.

         Na realidade Lula estava em estado de torpor e de euforia mal controlada. Na sua comitiva, forte comissão de apoio, formada por Zé Dirceu - seu braço direito - Dilma e Jesuíno, também ditos ex-guerrilheiros, além de outros, menos votados, mas sedentos por cargos e muito poder, no novo governo que se instalava.

         De posse do cetro, cada vez mais deslumbrado, contando com a estabilidade da moeda e com a boa fase da economia mundial, nos dois primeiros, até o terceiro ano de governo, sua avaliação era muito boa. Aí, ele e José Dirceu - o inescrupuloso - homem forte e chefe da Casa Civil, bolaram e colocaram em prática o projeto "mensalão", que consistia em pegar milhões em propina de empresas e empreiteiras, para, dentre outros objetivos, comprar votos e consciências dos congressistas, aprovando tudo que quisessem. Mas, o sonho maior, claro, era, e ainda é, a perpetuação no poder.

         Zé Dirceu sempre demonstrou, quando o assunto lhe interessava, seu jogo pesado. A gente percebia isto em suas entrevistas, claro que mediante acenos permissivos de Lula, indicativos de sua aprovação. Outra assessoria pensante, mais prudente, de grande tirocínio, não saia de perto de Lula: o discreto Palocci, oriundo de Ribeirão Preto. Também, boa bisca não era! Não viera das guerrilhas e, segundo depôs à justiça e na Lava-jato, cansou de alertar seu "chefe", sobre aquela "dinheirada irregular", fora de controle. Só que Luís Inácio sempre fazia "ouvidos de mercador", ou desconversava! E as práticas indecorosas, criminosas, persistiram!

         Lula, que certa feita fora chamado, por Obama, de "o cara" (anos depois o americano disse ter se arrependido) inchou mais que baiacu e, concomitantemente, iniciou seu périplo pelas ditaduras vizinhas, e até da África, oferecendo financiamento, com dinheiro do BNDS, desde que as nossas grandes empreiteiras assumissem a execução das obras. Daí a explicação pelo rio de dinheiro sujo canalizado ao presidente e seus assessores, em todos os níveis.

         Bem, isto continuou no segundo mandato, mesmo com Zé Dirceu defenestrado. O esquema do "mensalão" vazara e o escândalo gerou processos na justiça. Lula, de nada sabia (?????). Aliás, nosso ex-presidente - amante das sambadinhas e das vitórias - quando perguntado sobre essas matrifuzias fica desmemoriado. Seu segundo mandato foi eivado, das mesmas, e piores até irregularidades contra o patrimônio público que lhe fora confiado polo povo brasileiro.

         Dilma estava a seu lado, na Casa Civil. Tinha fama de boa técnica e gerentona leal. Mas, Petrobrás, Caixa Econômica, Fundos de Pensão e BNDS, além de outras empresas públicas, orgulho do Brasil e dos brasileiros, foram espoliadas, sugadas. E as "inocentes sambadinhas" coreografavam as farras. O "protetor dos pobres" estava depenando as galinhas dos ovos de ouro.

         Terminado seu segundo mandato, contrariando a tudo e a todos, na condição de dono inquestionável do PT, Lula exigiu a candidatura de Dilma Rousseff para seu lugar. E com uma campanha regada a muitos recursos financeiros, de origem duvidosa, elegeram a presidenta. Depois a reelegeram. Aécio Neves foi ultrapassado na contagem de votos na reta final. Dizem que de forma estranhíssima!

         Passado o "mensalão" evidenciaram-se as investigações da "Lava-jato", protagonizada pelo Juiz Sérgio Moro. Dilma, perdidona com sua administração, acabou sendo cassada. Deu pedaladas demais, ou seja, gastou mais que o Congresso autorizara e, juntando isto a outros desgastes, largou o governo pelas portas dos fundos. Nessa balada, seu mentor, seu rei, Lula, foram deixados nu. Ele e grande gama de compadrios foram processados, condenados e colocados no xadrez, com sentenças confirmadas em tribunais superiores.

         Na cadeia, o "rei" não perdeu a majestade. Ficou por lá uns três anos e foi colocado em liberdade. Posteriormente seus companheiros corruptos também livraram-se soltos. Filigranas jurídicas forjadas - segundo muitos juristas do Brasil - pelo Supremo Tribunal Federal, nossa corte maior que, por mais de vinte anos, foi "mobiliada" pelos mandatários esquerdistas. Virou um tribunal político, onde a Constituição Federal é, de maneira geral, desconsiderada.

         É de estarrecer, mesmo! E como tem sede de poder o gerente geral do PT. Depois de toda lambança por ele cometida, diz que quer voltar para consertar o que seus sucessores desmancharam. É muita desfaçatez. A sua favorita sucessora ele sempre exclui, de seus relatos. Roubos, desvios, irregularidades e corrupção? Jura, de mãos postas, que em seu governo nunca houve isto, que ele soubesse! Que tese para uma monografia universitária na área psiquiátrica!

         Pior, muito pior que isto, é constatar que a oposição - em todos seus partidos - não encontra, em seus quadros, um nome que seja, para concorrer contra seu "inimigo número 1", o presidente Bolsonaro. Então, incrível, juntam-se, todos, a Luís Inácio Lula da Silva, a salvação de seus sonhos eleitorais. E pensar que Petrobrás, Caixa Econômica, BNDS, Correios e outras estatais brasileiras estão superavitárias, depois de serem vilipendiadas pelo homem das "sambadinhas"!

terça-feira, 11 de janeiro de 2022

A propósito das minerações...

          As mineradoras estão com sua exploração e processamento, pelo menos em nosso estado, paralisados. Certamente seus diques, frágeis e perigosíssimos, devido à constante chuva, podem se romper e repetir tragédias recentes.

         Pelo menos é um alento para milhares de almas que ficam sujeitas a possíveis acidentes nessas regiões emporcalhadas por essas empresas. Quem vive às margens da MRS / Ferrovia - verdadeira esteira de transporte, com suas buzinas estridentes e descontroladas, está experimentando um pouco de sossego. Suas quilométricas composições estão temporariamente imobilizadas.

Mentiras institucionais e possíveis consequências!

 Wilalba F. Souza                                                   11/01/22

      O atual presidente foi eleito pela grande maioria dos brasileiros, em 2018, quando muitas foram as candidaturas apresentadas ao maior posto - pelo menos teoricamente - hierárquico da nossa República. Bolsonaro, ex-deputado federal do "baixo-clero" - mero desconhecido - e por causa das redes sociais, passou a ser muito falado, embora devesse ter sido derrotado, pela maioria dos candidatos, segundo os institutos de pesquisa.

         Do outro lado, preso, condenado que fora, por cometimento de um extenso rol de crimes de corrupção, enquanto presidente, Luís Inácio ficara impugnado. Mas, de dentro de seu xadrez especial, participou, ativamente, da campanha eleitoral, em favor de quem indicara, o ex-ministro da educação do governo petista, Fernando Haddad.  O ex-governador paulista, Geraldo Alckmin, do PSDB, também candidato, estava cheio de esperanças, mas teve votação bisonha.  Havia mais pretendentes ao Alvorada. Mas vamos ficar com estes...

         Agora, é só refletir: ninguém do povo conhecia Jair Bolsonaro; todo mundo do povo conhecia, de longa data, Lula. Sua caminhada como sindicalista, político e presidente. Suas manobras ilegais, junto com José Dirceu, nos tempos do mensalão e, depois, conforme restou provado perante a justiça, seus desvios criminosos de recursos de bancos estatais, de fundos de pensão; as mal explicadas posses de apartamento e sítio enrolados, além de farta propina em dinheirama das empreiteiras, da Petrobrás, das parcerias com ditadores, etc, etc...

         Pois é... Haddad, com apoio de Lula, foi pro segundo turno com o improvável Bolsonaro, que venceu o certame. O povão, cansado dos petistas e aliados, deu-lhe uma enxurrada de votos!  Mas, como pode outra enorme parcela de brasileiros votar em candidato indicado por Luís Inácio, este possuidor de uma ficha corrida criminal tão extensa? Só pode ser sua capacidade excepcional pra mentir e convencer!  E ele convenceu, e ainda convence, muita gente. Pior ainda: tem apoio de todos os partidos de oposição, sem nomes de peso, ou novidades, em seus quadros. Puro oportunismo irracional eleitoreiro. Aliás, nessa hora o que importa é a busca pelo poder. Aí, ficha suja, para políticos, militantes e grande gama dos eleitores brasileiros, valoriza qualquer currículo, mesmo se tratando de alguém que possa vir a usar a faixa presidencial, oportunando repetição de desfalques, para ditar o destino de milhões de pessoas.

         Jair Bolsonaro ganhou as eleições, mas não as levou. Lula e sua turma, durante os anos que ocuparam o "Alvorada", mobiliaram e, mais que isto, dominaram tudo. Ministérios, Justiça (STF anulou, na cara dura, todas as condenações de Luís Inácio), Estatais, Universidades, Congresso e, incrível... a imprensa, antes remunerada! De maneira que, nos últimos três anos, o governo eleito teve que matar um leão por dia. E o que mais existe, por aí, são leões, dos grandes. E esse pessoal inconformado está cada vez mais agressivo. A tal de ética foi, há tempos, banida de suas vidas. Percebo isto nas redes sociais. Batem muito pesado! Principalmente os antigos jornalistas que perderam, definitivamente, dinheiro oficial e o censo do ridículo. Eles não produzem "fake news"! Eles mentem descaradamente, mesmo.

         Se enfiarem Lula pelas nossas goelas, vejam bem, teremos de engolir, junto, toda sua "trupe”, sabidamente grande e exigente! E pensar que a falida Petrobrás, em três anos, se transformou na empresa mais valiosa da América Latina; o BNDS, a Caixa Econômica Federal e os Correios retomaram seus rumos e finalidades cidadãs, sem a interferência indevida de maus e desonestos gestores..., mas uma pergunta que não quer calar: até quando?

domingo, 9 de janeiro de 2022

Dinheiro é o que importa!

 Wilalba F. Souza                           09/01/2022

        Incrível a insensibilidade do ser humano, quando o que importa é faturar. Há muitos e muitos anos Carlos Drumont de Andrade já pedia socorro para as montanhas de Minas, desmontadas perto de sua Itabira. De lá pra cá aumentou, e como, a sede mundial pelo minério de ferro. Aliás, sua exploração deu motivo à construção, por Percival Farquhar, um empreendedor, engenheiro inglês, da Ferrovia Vitória-Minas, há mais de cem anos, hoje, simplesmente, Vale (Antiga Vale do Rio Doce),um monstro insaciável à caça de dólares!

        Infelizmente se confirmam, nesse mais de um século, as histórias sobre o tal "capitalismo selvagem" que, para fazer lucro, salta sobre tudo, mesmo que os trilhos e entulhos tenham que passar por cima da população, aliás aquela que deveria se beneficiar do progresso. Mas não é bem assim.

        Com o correr dos anos descobriram que fazendo parte do processamento do minério na origem rende mais. Daí a razão da existência das barragens de tecnologia antiga - e barata - para coleta de rejeitos. Verdadeiras arapucas, armadilhas de lama suja, envenenadas por produtos químicos. Antes ia tudo para os países importadores. Agora, não. Essa sujeira fica pendurada por aí e, não raras vezes, explodem, como em Mariana e Brumadinho, ceifando vidas e arrebentando com seres humanos. Também com fontes de real riqueza, a exemplo do Rio Doce, dito de integração nacional! Os governos são fracos. A autoridade foi pulverizada e enfraquecida. Todo mundo manda tudo e manda nada, e ninguém resolve. Senão consultemos os volumosos processos judiciais contra essas empresas sem pátria, protegidas por chicanas da lei!

        Mas, não se iludam... essas desgraças vão continuar a poluir nossos cursos d’água, adoecer nosso povo e nossas almas, a interromper estradas, enquanto ricos acionistas curtirão seus luxuosos condomínios, no Brasil e pelo mundo, pouco se importando com as buzinas estridentes dos comboios quilométricos de vagões que cortam nossas vias urbanas, sem piedade, de dia e de noite!

         Do final de 2021 para cá Minas Gerais - não atoa chamada de "caixa d’água do Brasil" - tem recebido muita chuva. Há muito isto não acontecia E, lógico, a natureza dá motivo a aumento das águas nos cursos dos rios e riachos, podendo ocorrer transtornos. Faz parte. Mas construir frágeis barragens de rejeitos em nível topográfico acima da Br 040, uma das principais rodovias de Minas, de maneira a, impunemente, interromper, por falta de um mínimo de responsabilidade, a via, é o cúmulo do absurdo. Isto jamais acontecerá, ou aconteceria, com os trilhos que fazem transportes para essas nefastas empresas que lucram às "bamburras" à custa da fraqueza das autoridades (?) e do povo, este, para mim, muito passivo. Somos apenas espectadores de segunda classe!

terça-feira, 4 de janeiro de 2022

Não olhe para cima

 Wilalba F. Souza                                                   04/01/2022 

         Até interessante, a chamada desse filme da Netflix, empresa que domina o setor de entretenimento da sétima arte nesses novos tempos. A produção está recheada de famosos atores e, curiosamente, trata da reação da população e seus líderes quando um cometa, ou um corpo extraterrestre, se aproxima e ameaça destruir a terra. 

         O tema não é original. Já se produziram incontáveis histórias, no cinema, a partir do antigo orgulho norte-americano para, via poderosas armas, destruir essa ameaça, em um último instante. Até Clark Kent já fez isto, em gáudio aos amantes das salas de projeção.

Isto num tempo em que a grande democracia norte-americana tinha dois partidos políticos dominantes, adversários, menos radicais que hoje.

         Curiosamente esse filme teria sido feito em 2019, pouco antes da pandemia da covid ameaçar, e assustar, tal qual o cometa, o planeta.

E é aí que com a mensagem subliminar - ou direta, mesmo - oportunistas mergulham no tema, interpretando à sua maneira, especialmente inserindo questões político-ideológicas numa crítica negativa a quem quiserem. Um direcionou o enredo "pegando no pé" de Trump, republicano conservador, patriota, liberal, acostumado com a economia de mercado, menos estatizante, menos populista. Mas, me parece, sobram farpas, também, para o presidente brasileiro Bolsonaro, meio alinhado com o ex-presidente americano.

         Muito interessante ver, na linha de frente do "cast" o famosíssimo ator Leonardo DiCaprio, ativista ecológico que tem verdadeira fixação nas reservas florestais do Brasil. Aliás, nossa terra virou "casa da Geni". Todo mundo joga merda nela e nós aceitamos. Vá lá, seria justo se fizessem o mesmo com seu país, com a China, com a Rússia, Índia, países campeões na emissão de gases poluidores. Mas... lá não é da Geni!

         Henri Bugalho é o nome do crítico. Nunca vi mais gordo. Tem aparecido na mídia pra analisar o tal filme! Pelo pouco que vi sua missão é, não sei até quando, ferrar, radicalizando, com Bolsonaro e sua família. É apenas mais um que, aproveitando-se de DiCaprio e de Brasileiros inconformados com a eleição que afastou da presidência - e só dela - os petistas e aliados, joga pesado para recuperar tal cadeira e suas benesses até agora erradicadas. Enfim, o cara é terrível. Intragável. Claro, tem quem goste!

         Pra não fixar em um só ponto, vi outra opinião: a do Alexandre Garcia, que mantém um canal no Youtube. Sua visão é mais isenta. E não precisava, porque ele é conservador. Ele simplesmente distribui a carga entre os extremos ideológicos que têm dividido o mundo. Achei mais justo, inda mais que tem quem diga que o filme é de humor, satírico! Será?  E cada um que vista a carapuça, de forma que, com sua interpretação, puxe a sardinha pra sua brasa.

         Reitero, neste espaço, dois aspectos. O primeiro é que perdi, se é que já o tive, interesse pelo filme e até pela Netflix. O segundo é que fica muito difícil engolir sapos-boi, e isto já se tornou rotina neste nosso país, pra ficar assistindo essa cantilena de que, no Flamengo, só Jesus - o Jorge - salva. E no Brasil, só Lula - vejam bem, nos libertará! Perdoaram todos seus pecados, o santificaram e esperam dele todas as bençãos. Muito difícil encarar esse purgante!