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segunda-feira, 17 de janeiro de 2022

Sambadinhas

 Wilalba F. Souza                                         17/01/2022 

         Luís Inácio da Silva, perto de seus oitenta anos, sempre perseguiu, e continua perseguindo, o poder e o protagonismo. Vive única e exclusivamente pra isto. E olhem que ele foi chefe do executivo por oito anos consecutivos. É um ser humano insaciável. Começou nos sindicatos do ABC, em priscas eras. Torneiro mecânico, dizem que se aposentou quando perdeu o dedo mínimo da mão direita. É! O nordestino, semianalfabeto, conquistou um extenso currículo na política - e na justiça, condenado que foi, por crimes de corrupção, enquanto presidente. Aliás, antes de chegar lá, ele foi derrotado nas urnas umas duas ou três vezes. Fernando Henrique foi o último a batê-lo, depois de "convencer" o Congresso a alterar a legislação e deixá-lo concorrer a um segundo mandato, o que era vedado.

         Bem... não sabemos em que condições "politiqueiras” FHC deixou "Lulinha Paz e Amor" se eleger em 2002. Naquele tempo era impossível se saber. Hoje a história nos revela muito sobre a afinidade dos dois. Unidos contra Bolsonaro, andam se abraçando por aí. Fernando Henrique deve ter perdoado e esquecido, tal qual o STF, motivado por essa "causa maior”, os crimes de corrupção do aliado. Então, lá atrás, houve tratativas pontuais para Lula ser presidente, depois da reeleição aprovada. Uma troca, pura e simples. Um toma-lá-dá-cá!

         Desde Fernando Henrique esses partidos à esquerda programaram “lotear" o Brasil. O apetite deles é enorme. E isto deu certo, até 2018. Não tem como a gente esquecer: o ex-sindicalista, de barbas e cabelos desarrumados, ternos mal cortados e muito simples, estufou o peito e adentrou Alvorada acima, todo produzido. Os cabelereiros, alfaiates e maquiadores conseguiram uma magistral transformação, no antes taxado de "sapo barbudo". Faz sentido! A televisão mostrava seus olhos brilhando de felicidade. E ele dando "cambadinhas", em tosca imitação do piloto Barrichello, no podium, depois de uma vitória na Fórmula 1.

         Na realidade Lula estava em estado de torpor e de euforia mal controlada. Na sua comitiva, forte comissão de apoio, formada por Zé Dirceu - seu braço direito - Dilma e Jesuíno, também ditos ex-guerrilheiros, além de outros, menos votados, mas sedentos por cargos e muito poder, no novo governo que se instalava.

         De posse do cetro, cada vez mais deslumbrado, contando com a estabilidade da moeda e com a boa fase da economia mundial, nos dois primeiros, até o terceiro ano de governo, sua avaliação era muito boa. Aí, ele e José Dirceu - o inescrupuloso - homem forte e chefe da Casa Civil, bolaram e colocaram em prática o projeto "mensalão", que consistia em pegar milhões em propina de empresas e empreiteiras, para, dentre outros objetivos, comprar votos e consciências dos congressistas, aprovando tudo que quisessem. Mas, o sonho maior, claro, era, e ainda é, a perpetuação no poder.

         Zé Dirceu sempre demonstrou, quando o assunto lhe interessava, seu jogo pesado. A gente percebia isto em suas entrevistas, claro que mediante acenos permissivos de Lula, indicativos de sua aprovação. Outra assessoria pensante, mais prudente, de grande tirocínio, não saia de perto de Lula: o discreto Palocci, oriundo de Ribeirão Preto. Também, boa bisca não era! Não viera das guerrilhas e, segundo depôs à justiça e na Lava-jato, cansou de alertar seu "chefe", sobre aquela "dinheirada irregular", fora de controle. Só que Luís Inácio sempre fazia "ouvidos de mercador", ou desconversava! E as práticas indecorosas, criminosas, persistiram!

         Lula, que certa feita fora chamado, por Obama, de "o cara" (anos depois o americano disse ter se arrependido) inchou mais que baiacu e, concomitantemente, iniciou seu périplo pelas ditaduras vizinhas, e até da África, oferecendo financiamento, com dinheiro do BNDS, desde que as nossas grandes empreiteiras assumissem a execução das obras. Daí a explicação pelo rio de dinheiro sujo canalizado ao presidente e seus assessores, em todos os níveis.

         Bem, isto continuou no segundo mandato, mesmo com Zé Dirceu defenestrado. O esquema do "mensalão" vazara e o escândalo gerou processos na justiça. Lula, de nada sabia (?????). Aliás, nosso ex-presidente - amante das sambadinhas e das vitórias - quando perguntado sobre essas matrifuzias fica desmemoriado. Seu segundo mandato foi eivado, das mesmas, e piores até irregularidades contra o patrimônio público que lhe fora confiado polo povo brasileiro.

         Dilma estava a seu lado, na Casa Civil. Tinha fama de boa técnica e gerentona leal. Mas, Petrobrás, Caixa Econômica, Fundos de Pensão e BNDS, além de outras empresas públicas, orgulho do Brasil e dos brasileiros, foram espoliadas, sugadas. E as "inocentes sambadinhas" coreografavam as farras. O "protetor dos pobres" estava depenando as galinhas dos ovos de ouro.

         Terminado seu segundo mandato, contrariando a tudo e a todos, na condição de dono inquestionável do PT, Lula exigiu a candidatura de Dilma Rousseff para seu lugar. E com uma campanha regada a muitos recursos financeiros, de origem duvidosa, elegeram a presidenta. Depois a reelegeram. Aécio Neves foi ultrapassado na contagem de votos na reta final. Dizem que de forma estranhíssima!

         Passado o "mensalão" evidenciaram-se as investigações da "Lava-jato", protagonizada pelo Juiz Sérgio Moro. Dilma, perdidona com sua administração, acabou sendo cassada. Deu pedaladas demais, ou seja, gastou mais que o Congresso autorizara e, juntando isto a outros desgastes, largou o governo pelas portas dos fundos. Nessa balada, seu mentor, seu rei, Lula, foram deixados nu. Ele e grande gama de compadrios foram processados, condenados e colocados no xadrez, com sentenças confirmadas em tribunais superiores.

         Na cadeia, o "rei" não perdeu a majestade. Ficou por lá uns três anos e foi colocado em liberdade. Posteriormente seus companheiros corruptos também livraram-se soltos. Filigranas jurídicas forjadas - segundo muitos juristas do Brasil - pelo Supremo Tribunal Federal, nossa corte maior que, por mais de vinte anos, foi "mobiliada" pelos mandatários esquerdistas. Virou um tribunal político, onde a Constituição Federal é, de maneira geral, desconsiderada.

         É de estarrecer, mesmo! E como tem sede de poder o gerente geral do PT. Depois de toda lambança por ele cometida, diz que quer voltar para consertar o que seus sucessores desmancharam. É muita desfaçatez. A sua favorita sucessora ele sempre exclui, de seus relatos. Roubos, desvios, irregularidades e corrupção? Jura, de mãos postas, que em seu governo nunca houve isto, que ele soubesse! Que tese para uma monografia universitária na área psiquiátrica!

         Pior, muito pior que isto, é constatar que a oposição - em todos seus partidos - não encontra, em seus quadros, um nome que seja, para concorrer contra seu "inimigo número 1", o presidente Bolsonaro. Então, incrível, juntam-se, todos, a Luís Inácio Lula da Silva, a salvação de seus sonhos eleitorais. E pensar que Petrobrás, Caixa Econômica, BNDS, Correios e outras estatais brasileiras estão superavitárias, depois de serem vilipendiadas pelo homem das "sambadinhas"!

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