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terça-feira, 4 de janeiro de 2022

Não olhe para cima

 Wilalba F. Souza                                                   04/01/2022 

         Até interessante, a chamada desse filme da Netflix, empresa que domina o setor de entretenimento da sétima arte nesses novos tempos. A produção está recheada de famosos atores e, curiosamente, trata da reação da população e seus líderes quando um cometa, ou um corpo extraterrestre, se aproxima e ameaça destruir a terra. 

         O tema não é original. Já se produziram incontáveis histórias, no cinema, a partir do antigo orgulho norte-americano para, via poderosas armas, destruir essa ameaça, em um último instante. Até Clark Kent já fez isto, em gáudio aos amantes das salas de projeção.

Isto num tempo em que a grande democracia norte-americana tinha dois partidos políticos dominantes, adversários, menos radicais que hoje.

         Curiosamente esse filme teria sido feito em 2019, pouco antes da pandemia da covid ameaçar, e assustar, tal qual o cometa, o planeta.

E é aí que com a mensagem subliminar - ou direta, mesmo - oportunistas mergulham no tema, interpretando à sua maneira, especialmente inserindo questões político-ideológicas numa crítica negativa a quem quiserem. Um direcionou o enredo "pegando no pé" de Trump, republicano conservador, patriota, liberal, acostumado com a economia de mercado, menos estatizante, menos populista. Mas, me parece, sobram farpas, também, para o presidente brasileiro Bolsonaro, meio alinhado com o ex-presidente americano.

         Muito interessante ver, na linha de frente do "cast" o famosíssimo ator Leonardo DiCaprio, ativista ecológico que tem verdadeira fixação nas reservas florestais do Brasil. Aliás, nossa terra virou "casa da Geni". Todo mundo joga merda nela e nós aceitamos. Vá lá, seria justo se fizessem o mesmo com seu país, com a China, com a Rússia, Índia, países campeões na emissão de gases poluidores. Mas... lá não é da Geni!

         Henri Bugalho é o nome do crítico. Nunca vi mais gordo. Tem aparecido na mídia pra analisar o tal filme! Pelo pouco que vi sua missão é, não sei até quando, ferrar, radicalizando, com Bolsonaro e sua família. É apenas mais um que, aproveitando-se de DiCaprio e de Brasileiros inconformados com a eleição que afastou da presidência - e só dela - os petistas e aliados, joga pesado para recuperar tal cadeira e suas benesses até agora erradicadas. Enfim, o cara é terrível. Intragável. Claro, tem quem goste!

         Pra não fixar em um só ponto, vi outra opinião: a do Alexandre Garcia, que mantém um canal no Youtube. Sua visão é mais isenta. E não precisava, porque ele é conservador. Ele simplesmente distribui a carga entre os extremos ideológicos que têm dividido o mundo. Achei mais justo, inda mais que tem quem diga que o filme é de humor, satírico! Será?  E cada um que vista a carapuça, de forma que, com sua interpretação, puxe a sardinha pra sua brasa.

         Reitero, neste espaço, dois aspectos. O primeiro é que perdi, se é que já o tive, interesse pelo filme e até pela Netflix. O segundo é que fica muito difícil engolir sapos-boi, e isto já se tornou rotina neste nosso país, pra ficar assistindo essa cantilena de que, no Flamengo, só Jesus - o Jorge - salva. E no Brasil, só Lula - vejam bem, nos libertará! Perdoaram todos seus pecados, o santificaram e esperam dele todas as bençãos. Muito difícil encarar esse purgante!

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