Wilalba F. Souza 30/12/2021
Na esquerda brasileira certamente há
quem pense sério a respeito do Brasil e da necessidade de mudanças estruturais,
em amplo espectro, focadas à retomada de rumos, sem essa de estatização de tudo
e populismo radical. Uma dessas cabeças,
pelo que de sua boca ouvi, poderia ser o ex-senador e ex-ministro Cristovam
Buarque.
Pra falar a verdade, embora possa
parecer impossível, suas pautas, pelo menos em tese, passam pelas reformas
política, educacional, previdenciária, de amplo alcance social e outras bem coerentes!
Tudo muito parecido com o que propõe o governo de hoje, mas que não anda nas
casas legislativas! Por quê? Tudo que é bom e necessário fica parado, pois o
que interessa é congelar as ações que levariam a população a reconhecer o bom
trabalho da administração atual.
Até admiro esse veterano político,
embora confesse nunca ter visto comentários sobre seu pensamento
político-ideológico. Desconfio muito dessa generalização de que todo
esquerdista seja comunista. Da mesma forma, que todo conservador, de direita,
seja chegado a uma ditadura. Se forem extremistas, suas pontas se tocam! Mas, sintetizando, ele disse claramente, numa
"live" transmitida pelo Youtube:
1. As
mudanças nas universidades são muito difíceis, eis que quem as dirige hoje
(gente da esquerda) acha que seus problemas são só de verbas, dinheiro;
2. É
preciso acabar com os privilégios do serviço público, incluindo os do
judiciário, pois o peso do estado é muito grande, não sobrando recursos para
aplicação em outras áreas (óbvio). Obs. como bom e legítimo político, ele omite
as enormes despesas do legislativo com remunerações miliardárias;
3.
Comentando sobre a debatida questão ecológica, afirmou: - tratam disso - não
diz quem, nem o quê - como se fosse um forte empecilho ao desenvolvimento;
4. Em
outras considerações, omite aspectos influenciadores e resultantes da
globalização, já que não somos uma ilha e sim extensão ou parte da grande tribo
mundial.
Enfim, sem abordar as desastrosas
administrações da esquerda, concluiu que corrupção em governos do país é
endêmica, de certa forma tentando minimizar os gravíssimos desmandos e a
corrupção desenfreada entre seus correligionários. Mas, acho, podia tê-la
pontuado. Não o fez porquê Lula, pra ele - e a bancada não contestou - seria o
único qualificado para unir as forças contrárias a Bolsonaro para combatê-lo. -
Não existe outro, disse. Pior que não existe, mesmo! Lula destruiu todos os
que, estando ao seu lado, e depois de algum tempo, representaram perigo à sua
liderança.
Isto explica Dilma presidente,
candidata imposta por ele, sobre a qual achava ter absoluto controle! Mesmo
sendo sua súdita, ela não aceitou o mandato tampão, segurando a cadeira - que
ela tanto gostou - para o guru petista, como ele queria. Lula só mantém ao seu
lado os asseclas broncos ou os súditos. José Dirceu e Palocci, ex-presidiários,
como ele, são mantidos a uma distância segura. O primeiro, uma eminência parda,
não é ninguém sem seu chefe/guru; o segundo nem sei, porque "abriu o
bico", em delação premiada, sobre os "podres" do ex-presidente,
mas... suas palavras "borboletaram" ao vento.
Claro que, neste pequeno espaço, fica
até difícil a gente dizer o que pensa disso. Mas vamos lá!
O que assistimos nesses depoimentos de
intelectuais brasileiros, de lá e de cá, assusta. Transformaram - e eles que se
expliquem - com suas ideológicas soluções para nossos problemas - que deveriam
se ater às milhares de cabeças pensantes tupiniquins - em duas peças de um
tabuleiro qualquer: de um lado o presidente em mandato (Bolsonaro), falante, de
ficha limpa, e, do outro, um ex-presidente (Lula) mais falante e de péssimos
antecedentes (está registrado na história), como imprescindíveis às nossas
vidas.
Para o respeitabilíssimo senador
Cristovam Buarque a única saída para combater e suplantar o presidente atual,
dito por ele.
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