Wilalba F. Souza 09/01/2022
Infelizmente se confirmam, nesse mais
de um século, as histórias sobre o tal "capitalismo selvagem" que,
para fazer lucro, salta sobre tudo, mesmo que os trilhos e entulhos tenham que
passar por cima da população, aliás aquela que deveria se beneficiar do
progresso. Mas não é bem assim.
Com o correr dos anos descobriram que
fazendo parte do processamento do minério na origem rende mais. Daí a razão da
existência das barragens de tecnologia antiga - e barata - para coleta de
rejeitos. Verdadeiras arapucas, armadilhas de lama suja, envenenadas por
produtos químicos. Antes ia tudo para os países importadores. Agora, não. Essa
sujeira fica pendurada por aí e, não raras vezes, explodem, como em Mariana e
Brumadinho, ceifando vidas e arrebentando com seres humanos. Também com fontes
de real riqueza, a exemplo do Rio Doce, dito de integração nacional! Os
governos são fracos. A autoridade foi pulverizada e enfraquecida. Todo mundo
manda tudo e manda nada, e ninguém resolve. Senão consultemos os volumosos processos
judiciais contra essas empresas sem pátria, protegidas por chicanas da lei!
Mas, não se iludam... essas desgraças
vão continuar a poluir nossos cursos d’água, adoecer nosso povo e nossas almas,
a interromper estradas, enquanto ricos acionistas curtirão seus luxuosos
condomínios, no Brasil e pelo mundo, pouco se importando com as buzinas
estridentes dos comboios quilométricos de vagões que cortam nossas vias
urbanas, sem piedade, de dia e de noite!
Do final de 2021 para cá Minas Gerais -
não atoa chamada de "caixa d’água do Brasil" - tem recebido muita
chuva. Há muito isto não acontecia E, lógico, a natureza dá motivo a aumento
das águas nos cursos dos rios e riachos, podendo ocorrer transtornos. Faz
parte. Mas construir frágeis barragens de rejeitos em nível topográfico acima
da Br 040, uma das principais rodovias de Minas, de maneira a, impunemente,
interromper, por falta de um mínimo de responsabilidade, a via, é o cúmulo do
absurdo. Isto jamais acontecerá, ou aconteceria, com os trilhos que fazem
transportes para essas nefastas empresas que lucram às "bamburras" à
custa da fraqueza das autoridades (?) e do povo, este, para mim, muito passivo.
Somos apenas espectadores de segunda classe!
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