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quinta-feira, 28 de agosto de 2014

O Brasil das incertezas


Wilalba F. Souza                                                                   27ago2014

Na condição de cidadão comum que sou, e com algum tempo disponível, embora não tendo formação como analista, pesquisador, sociólogo, e tantas outros talentos de gente que “destampa” a falar sobre tudo que move nosso país, também me dou ao luxo de fazer isto. E começo pelas pesquisas eleitorais divulgadas ontem, e que teriam sido encomendadas pela TV Globo e Jornal do Brasil. E estas pesquisas têm metodologias que
permitem análises por diversos ângulos. Para o primeiro turno, com indicação dos candidatos, sem indicação, confrontando um e outro, de acordo com os projetos de cada pesquisador.

No primeiro turno Dilma aparece à frente com seis ou sete pontos a mais que Marina Silva e Aécio mais abaixo desta, dez pontos. No segundo turno,
numa disputa entre as duas senhoras, Dilma seria derrotada. Tem gente dizendo, a respeito desses resultados, que as intenções de votos em Marina
seriam como uma espuma cuja tendência seria diminuir. Sei lá! Marina Silva, que teve boa votação há quatro anos, “desapareceu”, a meu ver, do cenário político e reaparece “fazendo estragos” depois que o promissor Eduardo Campos se acidentou fatalmente.

Brasileiros não se interessam por propaganda política. Têm suas simpatias independentes de partido. De certa forma isto não é saudável. Cada partido, em tese, tem sua doutrina, e seus filiados teriam que acreditar nisto. Tenho a impressão que assim não acontece, daí as articulações e  as coligações. Vira tudo uma colcha de retalhos onde os políticos rateiam cargos para se manterem “vivos” e terem mínimas condições de governabilidade. Alianças de Lula com Maluf, de Aécio com Fernando Pimentel, de Marina com lideranças políticas do agro-negócio, são estranhas e, com o tempo, se transformam em desentendimentos e desencontros. Olhem só o que o PMDB faz com o PT! Haja cargos!

Tenho uma irmã que mora nos Estados Unidos. Sua família lá é composta por Republicanos. De maneira nenhuma aceitam dar votos aos Democratas. Sem dizer se isto é bom ou ruim, pelo menos vejo no fato coerência, embora sabendo que o processo eleitoral de lá difere do nosso, e também que, nas duas democracias, existem lá suas mazelas. Assim o negócio é observar o andamento dessas carruagens político-partidárias que vão por aí distribuindo suas promessas. Por enquanto os debates estão mornos e nada de novo se apresentou, além das ditas pesquisas. Outras virão após encontros entre os pretendentes aos governos estaduais e à presidência.

Por fim, sem fazer comparações, mas prevenindo-as, tenho o direito de recordar o resultado dessas votações emocionais, de candidato que se elegeu com votos de brasileiros que se deixaram iludir por uma cara nova e que deram com os “burros n`água”. Fernando Collor de Melo, o “caçador de Marajás”, tentou criar uma forma nova de governar, “congelou” nossas economias e foi derrubado com sua cassação. Não teve competência, depois de ter amealhado muitos “fãs” eleitores que lhe entregaram o Brasil, para tocar este enorme transatlântico, saindo de seu barquinho das Alagoas. Deu no que deu!




segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Sobre Políticas de Segurança Pública

                    
Wilalba F. Souza                                                                  25ago13

A campanha política está me parecendo meio morna. Tenho observado horários políticos gratuitos, na mídia, “em branco”. Meu sentimento pessoal é o de que brasileiro pouco se interessa por isto. Mais ou menos o que acontece com “A Voz do Brasil”! Muita coisa difundida pelas redes sociais visa denegrir este ou aquele candidato. Ridicularizá-lo a ponto de diminuí-lo como pessoa. Os tais programas obrigatórios da televisão e do rádio no tal horário eleitoral são verdadeira “suga mental”. Ninguém agüenta! Coisa antiga, com formato angustiante, maçante e enjoativo. Assim, pressupomos, tem eleitor que no dia marcado sai pra votar sem saber em quem. E isto deve valer até para os cargos governador e presidente. Ah, mas tem os debates para cargos do executivo! Nada! O  blá, blá, blá é sempre o mesmo.

Nas promessas de campanha não se acredita mais. Os discursos são muito surrealistas. E a disputa se faz via apresentação de programas que não serão cumpridos, por um ou outro motivo. É cultural dos políticos. Assumido o cargo, o percentual de metas alcançado é muito aquém do projetado. Objetivos importantes são deixados de lado. Continuarão sendo,  problemas quase insolúveis. Exemplos clássicos são as estações de tratamento de esgoto e a questão dos lixões a céu aberto. Uma vergonha nacional! Estou vendo Aécio prometendo dar tratamento mais digno aos aposentados e à terceira idade. Lula, que expandiu o” bolsa família” por motivos puramente eleitoreiros e Dilma, sua sucessora, permaneceram mudos, estáticos, em seus mandatos, mantendo o tal fator previdenciário, que corrói aposentadorias e pensões dos...velhinhos!!!  Aécio promete melhorar, mas não se aprofunda na questão. Não conheço o discurso da Marina Silva. É ambientalista e não sei se abordará o assunto com a seriedade e respeito que ele merece.

Sobre políticas de segurança pública falam muito pouco. É um dos grandes problemas do Brasil – desafio mesmo - e repercute sua gravidade nas cidades. Em todos os Estados está entre as maiores reivindicações do povo. É fato que polícia não dá conta do recado. Seja militar ou civil. Estadual ou federal. Os reflexos da insegurança são sentidos por todos nós e prefeitos não têm como estabelecer políticas para o setor. É histórico o fato do poder central “abraçar” esta prerrogativa. Agora estão legalizando e regulamentando poder de polícia para as guardas municipais. As localidades que tiverem arrecadação e orçamento suficientes poderão assumir, paulatinamente, funções que antes eram de exclusividade das PM.  Não há como fazer isto a curto prazo. Ainda haverá muitas discussões. Há espaços que podem ser ocupados por essas novas polícias. Inicialmente, penso eu, devem assumir o controle e fiscalização do trânsito urbano, normalmente defasados por todos os cantos.

Morrem, no país, anualmente, quase trinta mil pessoas vitimadas só pelo nosso trânsito. Se somarmos a esses dados outras mortes nos assaltos, em crimes violentos, nos embates com policiais e entre quadrilhas, o absurdo se agrava. Ultrapassa números de muitas guerras pelo mundo. Há mais veículos pelas estradas e não há policiamento suficiente. Seja ele nas rodovias federais ou estaduais. Nas vias urbanas os índices são importantes. Alarmantes mesmo! Os prejuízos decorrentes são enormes. Recursos desperdiçados e que podiam ser investidos em outras áreas. Os candidatos, mesmo à reeleição, em suas falas, demonstram total desconhecimento do assunto. São lacônicos e se limitam a comentar, genericamente, sobre o que vão fazer, ou fizeram, com ênfase nos investimentos em viaturas e equipamentos. É muito pouco. Por nossas estradas despoliciadas se transportam as drogas, contrabando facilitando uma gama enorme de  irregularidades, e o deslocamento de  outras cargas ilegais, além de veículos furtados. Fala-se pouco sobre o assunto. Enquanto isto, mesmo em estradas mal cuidadas, começam a instalar pedágios, por obra e graça do governo petista que, nas suas campanhas, se dizia contra a privatização.

Em Minas Gerais, que tem a maior malha rodoviária do país, as estradasestaduais são “cuidadas” por um efetivo diminuto, sendo que as Companhias de Meio Ambiente e Trânsito,  ancoradas nos Comandos Regionais, têm seu desempenho prejudicado. Não é necessário ver as estatísticas. É só andar pelas nossas vias e constatar pessoalmente. Imaginem o que é cumprir essas duas importantes missões, pelo nosso Estado com mais ou menos dois mil e quinhentos homens. Dá uns três PM (s) por município. Se considerarmos que esse pessoal adoece, tira férias, faz instrução etc, a coisa é mais preocupante ainda. Ou investem pesado nisso ou assistiremos o agravamento da situação.  Propaganda oficial pode estar difundindo o contrário, mas esta é a nossa realidade, infelizmente! Nossas cidades, nossas estradas e nosso meio ambiente estão gritando por socorro! Vamos prestar atenção no que dirão os candidatos a respeito do assunto. 

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Confusão eleitoral


                                    

Wilalba F. Souza                                                                   18ago14

Certas coisas neste nosso Brasil são desconcertantes. A começar pelo completo desconhecimento popular a respeito do processo eleitoral e sua legislação. Isto no caso específico dessas eleições que nós teremos em outubro próximo. Tem a ocorrência dos  fichas sujas que não poderiam concorrer porque já tinham pendências junto à justiça, normalmente ligadas a desvio de dinheiro público, abuso de poder econômico, etc, correndo a cargos públicos e outros problemas mais. Se o indivíduo postulante foi denunciado depois de seu registro, pode ser candidato. Caso contrário, não, mas pode recorrer, etc, etc. Pelo menos é isto que ouvimos pelos noticiários

Enfim, a não ser em casos pontuais, esses empecilhos são perfeitamente removíveis via advogado especialista. Um caso emblemático é o do ex-governador do Distrito Federal, o conhecido Roberto Arruda, que até já teve de renunciar por causa de problemas legais que lhe resultariam em processo. Fugiu da cassação para voltar a ser candidato. Por noticiário divulgado  ele lidera as pesquisas. Como, se seus antecedentes desaconselham isto? É da cultura do brasileiro e não conseguimos explicar! É mais comum do que se imagina. Ficha suja não atrapalha ninguém.

O acidente que vitimou Eduardo Campos, um dos candidatos à Presidência da República, mostra a todos como eleições no país é um processo injusto e desigual. Mas nos comentários e debates dos “especialistas” ninguém aborda  isso.  Enquanto quem ocupa o cargo - caso da D. Dilma – tem toda a cobertura oficial, aparato de segurança, um séqüito de auxiliares e técnicos para assegurar seus deslocamentos, os outros se viram com o que podem, dentro das possibilidades pessoais e  partidárias. Em outras nações o chefe do executivo tem que se licenciar do cargo. Seria mais justo se, no mínimo, todos os candidatos recebessem, legalmente, o apoio oficial com critérios rígidos de segurança. Gostaria de saber se os assessores da presidente autorizariam um piloto de jatinho pousar, tendo ela como passageira, naquele aeroporto limitado? O resultado, além do desperdício de vidas, foi uma profunda guinada em uma disputa eleitoral de peso que começara há tempos. Muda tudo, a partir das pesquisas, com a substituição de Campos por Marina. Deviam prevenir para esses acidentes absurdos não ocorressem, evitando, ao mesmo tempo, o aparecimento de alguém para criar clima de conspiração, atentado, etc.

Então nos resta acompanhar a evolução dos fatos. E com muito cuidado, inclusive para entender as propostas de Aécio e Marina. Os dois são políticos de mentalidade completamente diversa. Ela, ligada às questões do meio ambiente, sofre a antipatia dos setores produtivos agrários. Bem votada há quatro anos, mais como um “ desabafo” do eleitor insatisfeito com PT/ PSDB, tem um bom número de eleitores.  Ele um político moderno, embora jovem, mas experiente, amealhou muitos apoios.  Dilma, Com a máquina administrativa nas mãos, vai bater “o mesmo tambor” e repetir que seu é seu governo direcionado para os mais pobres. Tem funcionado, mas os muitos desvios de conduta e erros de sua política econômica vão ser muito explorados pelos adversários. Esperar pra ver...



sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Linha de pipa com cerol...Nada mudou e já se passaram seis anos

                         

Wilalba F. Souza                                                                                  Barbacena, julho de 2.008                                                                                    

Dia desses, Alexandre Garcia, conceituado comentarista  da  Rede  Globo, demonstrou a incongruência que existe, em nosso país, cujo povo, mesmo não obedecendo  as mais simples  regras de convivência e cooperação (joga lixo nas ruas e córregos, despreza o direito ao silêncio dos vizinhos, gosta de levar vantagem em tudo, de “furar” filas, acha que  a lei foi feita p`ros outros, não p`rá ele, etc, etc...) quando exige, hipocritamente,  que nossos políticos  e outras autoridades que venham a cometer lá seus delitos, sejam  apenados  ”exemplarmente” com prisão, cassação e outras restrições complementares,  vislumbrando um país mais justo para viver e criar os  filhos em paz, etc, etc. Ou seja, a maioria de nós não colabora, “não se enxerga”, mesmo sabendo que a desordem às vezes é mais nefasta que a injustiça.

Tenho um amigo, antigo morador da Boa Vista, bairro de Barbacena, habitado, em geral, por cidadãos de classe média pra baixo, daqueles  que  também  não  recebem muita atenção da administração municipal. Esse meu amigo, que diariamente percorre o trajeto de sua casa até seu trabalho, no bairro Santa Cecília,  fica   visivelmente irritado quando relata suas observações naquele percurso, revelando desvios de comportamento e transgressões às leis que fariam “arrepiar” cidadãos e administradores mais preparados, conscientes  e   educados, de comunidades organizadas, e que os levariam a adotar medidas saneadoras, mas que  são tratados pelas nossas autoridades como pequenas e desprezíveis transgressões.  E,  por não serem combatidas,  se avolumam ao longo do tempo, transformando-se em chagas incuráveis. São  desobediências às mais simples regras irresponsavelmente desconsideradas, embora pernósticas e lesivas à paz social, objetivo tão alardeado, cantado e decantado por autoridades, sociólogos e políticos em campanha.

Na rua Ceará, diz meu amigo, que  hoje  recebe   um considerável movimento de veículos, o passeio, quando existe, é diminuto. O pedestre não tem  por onde andar, a não ser se arriscando, em concorrência com ônibus, caminhões, motos e automóveis. Para agravar a situação  há moradores  que constroem seus muros, escadas e cercas literalmente em cima dos passeios. Quem não acredita  vá lá e confirme esta informação,  afirma, lançando-me o desafio e  perguntado-me, um tanto inflamado: onde andam os agentes públicos ?

Concordo com ele. O pequeno pontilhão ferroviário é uma verdadeira armadilha. Tente passar por lá...a pé! A  rua abaixo dele é uma bagunça e o estacionamento complicado. Frequentemente um e outro “desavisado (?)” para o carro, ou caminhão, desobedecendo a lei, sem nenhum constrangimento, na maior “cara dura”, em prejuízo de quem tem que seguir e vê a rua obstruída.  Esse infrator nunca é abordado   e  se sente à vontade para prejudicar  os demais usuários da via pública. Ali perto há uma borracharia, em permanente acinte, com seus pneus e desmontes em plena pista de rolamento. Jogam lá sua água suja a escorrer pela rua, que por sinal não tem canalização fluvial. Certa  vez meu amigo reclamou das carcaças no passeio  e um dos empregados, ou dono, sei lá, sugeriu, irritado, que ele passasse pelo outro lado. Ou seja, presume-se que também as crianças e idosos têm que se virar. Recentemente  até  uma  churrasqueira acenderam em cima da estreita calçada, perto de um açougue na esquina! É muita fumaça p´ra pouco passeio e muito desrespeito ao cidadão.

E a nossa Avenida Governador Bias Fortes ? -  continua meu confidente - Não bastassem os lotes vagos, hoje muito valorizados, sujos, sem muros e calçadas, ainda existe  a revendedora  de    automóveis a tomar o espaço público como se seu fosse. Seu estacionamento, a 45 graus,    em cima da calçada, ocupa toda a passagem dos pedestres que não têm outra opção a não ser arriscar-se  pelo meio da pista, onde veículos trafegam em alta velocidade sem fiscalização ou controle. Tal prática, que não é privilégio apenas daquela empresa, soa como verdadeiro abuso, onde só o lucro importa! E isto é comum ao longo desta importante via de acesso à cidade, nossa “porta de entrada”,  e de outras similares, até do centro. É preciso que o poder público restitua as calçadas aos pedestres, colocando as tais posturas municipais e as leis de trânsito para funcionar.Outras transgressões são cometidas ali na rua Senna Madureira,  imediações do famosa.Pontilhão. Lojas e supermercados insistem, certamente contando com a conivência    e omissão das autoridades, em carregar, descarregar e manobrar caminhões a qualquer hora,  entulhando os passeios, isto o dia inteiro, sem um mínimo de respeito às normas reguladoras do assunto, em prejuízo de quem anda a pé, não bastassem outros transtornos  promovidos por excesso de barulho, em nome de atividade econômica que parece autorizar tudo, também à  noite,  senão vejamos a proliferação   dos incômodos “Bebe fácil”,  dos “Meu cantinho” e dos “Torresmão” que  alastram pela cidade,  todos barulhentos, inconvenientes e muitas vezes ilegais. Os  dois  últimos   ocupam os passeios públicos com cadeiras e o pedestre que se dane. Têm  até   cobertura, para maior conforto de seus fregueses, estes também coniventes pois ajudam e incentivam tais práticas. Há prejuízo para mora-dores e transeuntes, sem controle. Por quem quer que seja. Certa vez, em uma reunião sobre segurança pública realizada no 9º BPM, ouvimos uma reclamação estarrecedora partida de um juiz de direito:   para conseguir dormir pegava uns colchões e as filhas menores, indo se enclausurar no banheiro de sua residência. Lá perto, jovens se reuniam, até altas horas, em um “point” com seus carros “tungados”,  de sons super potentes. É o fim da picada !

E as igrejas católicas ?  Suas  festas  passaram a ser prorrogadas. Nunca antecipadas. Não há planejamento que aguente. Seus  shows e outras atividades têm som ensurdecedor. A atividade pastoral ficou deturpada. O movimento  religioso  se  transformou em tímido movimento social, frequentado por menores e embalado pelo ganho duvidoso com venda de bebidas, produtos pirateados e  muita promisquidade. E quem permite tudo isto somos nós.  Mais ainda as auto-ridades, ditas constituídas, que parecem não frequentar  Barbacena. Será que aqui residem ? Esse  negócio  de  “posturas  municipais”  inexiste. Nossos bairros estão em total abandono. Favelas se proliferam. É desrespeito e ninguém fala nada, principalmente os  que, nos feriados e fim de semana vão para seus sítios e casas de campo. Não enfrentam os buracos, a desorganização, falta de administração, sinalização e fiscalização do trânsito. Flanelinhas se apossaram das vagas nas imediações das feiras livres, as máquinas pesadas de toda a espécie circulam pelas vias em geral. As caçambas  não  têm horário certo para serem “estacionadas” ou recolhidas. Não dá para colher outros resultados senão o aumento crescente de acidentes, a disputa selvagem por espaço, o desconforto e a péssima impressão deixada a quem vem nos visitar. E isto numa cidade nacionalmente conhecida e que deveria, inclusive, ser mais organizada, tendo em vista o excelente clima que Deus lhe deu. Aliás precisamos muito Dele para iluminar nossas mentes e mais ainda de quem é encarregado de trabalhar em prol da nossa comunidade. Ah, e as linhas de pipa com cerol ? Respondo rápido: se não somos capazes de acabar com o tal cerol que todos os anos vitima centenas de pessoas, concluo que jamais vamos eliminar a balbúrdia que já se instalou ! E pensar que isto só depende de nós !!!

                                                                                               

                                 

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Anastasia e Dilma

                                

Wilalba F. Souza                                                                          11ago14

Não me esqueço de ter feito, após as eleições de Anastasia e Dilma para os governos de Minas e Brasil, respectivamente, comentários sobre seus mentores. Aqui Aécio Neves, que primeiro acoplou sua “cria” à vice- governança e lá, Lula que substituiu José Dirceu pela sua futura candidata à presidência. Lembro ter chamado Anastasia de “Dilma do Aécio”. São dois nomes que surgiram muito depressa no cenário político partidário, por obra de seus chefes.

Na realidade Anastasia ainda subiu nos palanques quando da candidatura de Aécio Neves ao governo mineiro, pois foi seu indicado na chapa. Ele,   excelente técnico, guindado à política partidária. Nesse ponto foi uma ascensão muito rápida. Depois assumiu o governo com a saída de Aécio, candidato a senador, conseguindo ser re-eleito a seguir. Lembro que a máquina oficial foi usada a todo vapor. Coisas do Brasil! Até comandante geral se envolveu em campanha pelos  quartéis. Medo do candidato Barbacenense Hélio Costa?

Todos nós sabemos que na política existem as negociações. Umas éticas e muito produtivas à população; outras danosas e de favorecimento pontual. A quebra da paridade salarial iniciada em 2.008 por Aécio e seu vice, a meu ver foi fundamental para que chegássemos ao estado de coisas que assistimos hoje. Além de desnivelar os salários das corporações militares estaduais, buliram com nosso instituto de previdência, destroncaram nossos regulamentos e ninguém fala nada sobre isto. A população mineira está carente de maior atuação em policiamento, urbano, rural, rodoviário, etc. O próximo governador e nós da PM/BM temos árdua missão de minimizar esses graves problemas criados por Aécio/Anastasia, com a ajuda de parlamentares e mesmo comandantes sem miolo. De massa encefálica encardida.

Com Dilma aconteceu quase a mesma coisa. A “sargentona” ,assim  costumam intitulá-la mandou e desmandou na Casa Civil. Espécie de anteparo de Lula, logo ganhou-lhe a confiança, ele que adora fazer média e festa. Acredita até que descobriu o Brasil. Dilma foi, então, eleita com os apelos de seu mentor, embora fosse desconhecida dos brasileiros. Uma forma que Lula achou para continuar mandando. E assim são os governantes acostumados ao poder. Ou viciados com o poder. O mesmo ocorreu com Aécio e Anastasia nas Minas Gerais. São muito parecidos, nossos políticos. E nosso povo não consegue enxergar isto.

Entretanto Anastasia é mais discreto, conversa pouco e é articulado. Pelo que dizem, se mostra pessoa firme, mas amena. O considero, em Minas Gerais, o nosso mais  promissor representante. Deve ser eleito senador com muita facilidade. Não tem concorrentes. É uma exceção nesses casos, embora sofra muitas influências, até negativas, de políticos que o rodeiam. Já Dilma, meio abrutalhada, não é do “riscado”. Mal articulada, fala mal e esbanja antipatia. Sua administração dá sinais de que está fazendo água. Muitos escândalos, equívocos e erros de estratégia econômica que vão estourar a qualquer momento. Caso da Petrobras, que além de fazer negócios estranhos, ainda tem que vender seus produtos abaixo do preço. Pra continuar falando de energia, também nossas tarifas de energia elétrica estão com seus preços lá embaixo, sendo que o governo Dilma tem gastado milhões em sustentação  financeira às distribuidoras nacionais. Coisa de louco. Porquê? Tudo pela reeleição.

Hoje Aécio “fatura” em cima de seu “pupilo”. Lula, embora não seja candidato, à vista do governo Dilma vive esgueirando-se por aí e não aparece. Mas trata-se de um político poderoso. Fez e aconteceu em seu governo em época de vacas gordas. Qualquer técnico, por mais competente que seja, tem que aprender a se relacionar politicamente. Por isto mesmo penso ser uma temeridade deixar as coisas como aí se apresentam. Não morro de amores por Aécio, mas como ele vai ter que mudar as cabeças pensantes na cúpula do país, tendo Anastásia por perto as coisas poderão fluir melhor. Ainda mais que, mande quem mandar, os erros  cometidos lá e cá terão de ser corrigidos. Haja  borracha...




terça-feira, 12 de agosto de 2014

Onde Foi Parar Alvim Falcão ?

Histórias que temos pra contar...          


                                        

 Wilalba F. Souza                                                                                         Fev 2.009


Há uns trinta anos eu era 1º tenente e delegado especial de polícia em Governador Valadares, numa situação atípica, mesmo naqueles anos, para um oficial da ativa, ainda mais pela presença de delegados de carreira e sob a chefia de Marcos Luiz Soares da Rocha, jovem e relativamente experiente policial que, coincidentemente, daí a pouco se casaria com uma das netas do coronel Pedro Ferreira, ícone policial militar do Vale do Rio Doce,  amigo antigo de Luiz Soares da Rocha, famoso secretário de segurança mineiro na década de 40/50, seu tio.

Num domingo pela manhã, mal acabara de me levantar e soou o telefone - estava de plantão de fim de semana. Era o detetive  Elton a me informar que o fazendeiro Galileu tinha sido assassinado no aeroporto de Capelinha, onde fora, de avião, em companhia do amigo, também fazendeiro, Graciliano Teles, que  estaria intermediando uma reconciliação dele com os irmãos Leite, temidos pela capacidade de executar seus desafetos e inimigos.  Assim, no quesito, dominavam a região. Ao desembarcarem, os Leite fuzilaram, impiedosamente , Galileu. O piloto, que nem desligara seus  motores,  e Graciliano, apavorados, deixaram o corpo crivado de balas inerte na pista , levantaram voo, de volta para Governador Valadares, cidade de origem, e, em lá chegando, foram direto  para a delegacia.

Imediatamente comuniquei os fatos ao Delegado Regional Marcos Luiz, ao Comandante de Policiamento de Área (CPA), coronel Jair Pinheiro e ao coronel Xavier, amigos da vítima. Em minutos todos estavam na “Regional”, além do escrivão Astrogildo, admirável companheiro de diligências. Conversa vai, conversa vem, resolveram que o corpo deveria ser buscado. O piloto, com toda razão e muito chocado com os fatos, disse que só iria se o tenente (eu) fosse com ele. O tempo estava horrível, chovia muito, assim preferi ficar calado. Mas todos os olhares se dirigiram para mim. Aí o Astrogildo, mais p´ra frente que bico de tucano, se adiantou e me disse, em voz alta: - vamos lá tenente ? Sem saída, timidamente respondi com um sim pouco convincente, mesmo  porque Capelinha não pertencia à nossa região. Com isto o coronel Jair Pinheiro, meu comandante, entusiasmou-se, proferindo a “sentença”, em seu velho estilo e com tonalidade impar de voz: - “ então que se providencie, companheiro, com  urgência ,o traslado do desafortunado !”

Imediatamente nos armamos com  escopeta e metralhadora e, contando com a companhia do desassustado “Tininho”, filho de Altino Machado - benfeitor da nossa faculdade de direito – embarcamos em direção ao local dos infelizes acontecimentos. O tempo era completamente desfavorável, mas o piloto estava acostumado àquelas intempéries. Assim, viajamos tensos por uns 30 ou 40 minutos, aos  solavancos,  e, contando também com sorte, debaixo  da chuva, pousamos na pista de terra horrorosa que havia na localidade. No desembarque, ao contrário do que pensamos, pois nos preparamos para o pior, nos aguardavam uma Kombi e notícias de que o corpo estava sendo colocado em uma urna. Depois de rápidos contatos com as autoridades, nos liberaram para levá-lo, cheios de receios e temores,com o mau tempo.. O Astrogildo, parece, nunca tinha  “voado” e demonstrava seus  medos com um silêncio profundo. Eu o acompanhava na mesma reação, tendo o coração quase a saltar pela boca. O piloto e Tininho – que também tinha brevê – estudavam a melhor forma de aproximação do aeroporto de Valadares, já que a visibilidade era pouca e o paredão da Ibituruna, nas circunstâncias, representava perigo. Pra piorar...

o caixão colocado entre nós passageiros, e os solavancos, transformaram a diligência  em uma aventura tétrica e interminável. Graças a Deus, chegando a Governador Valadares, abriu-se uma clareira entre as nuvens e o piloto conseguiu pousar com um vento lateral estranho. Autoridades, parentes e curiosos  se aglomeravam nas imediações. Anunciamos aos nossos chefes a  missão cumprida e fomos embora rapidinho dar uma relaxada num bar em frente à delegacia...

O fazendeiro morto deixara muitas posses e, passado algum tempo, a família de sua ex-mulher e de Aldina, sua última companheira, começaram a disputar o espólio. Era constante o “bate-boca” divulgado pela imprensa  (Diário do Rio Doce) que explorava muito as questões policiais, sempre em foco na região do Vale. Galileu, como diria o comandante Jair Pinheiro, a respeito de algumas pessoas, não era “boa bisca” e sua companheira, Aldina, também não era flor que se cheirasse, a partir de um gênio fortíssimo. Logo o tema prometia. Passou-se o tempo e, numa calorenta manhã, o  jornal dos Tassis noticiou que Aldina que teria sido sequestrada e morta no trechoo entre Ipatinga e Dom Carloto, no Vale do Aço. Por mais inexperiente que fosse o  policial a conclusão seria a mesma: o crime tinha motivações econômicas, ou seja, a disputa pelos bens de  Galileu fizera sua primeira e mais visada vítima. Passava o trempo e as investigações não evoluíam, inda mais que o evento criminoso se dera em outra jurisdição policial.  Dispensado das funções de delegado eu retornara para o batalhão, designado para a chefia da 2ª seção, já como capitão. Isto em fim de 1.982, início de 83. Continuava a ter bom trânsito na delegacia, muita amizade e consideração junto aos colegas da caserna. Assim, certo dia, ao abrir a minha sala, deparei com um envelope de onde tirei um bilhete com a informação de quem teria assassinado Aldina:   Alvim Falcão e o cabo reformado João de Tal.

Alvim Falcão devia ter uns 30 ou 35 anos e era casado com a filha de família abastada da região. Não se sabe do que vivia e não tinha boa fama. Alguns diziam que ele era pistoleiro e, se não me falha a memória, vez por outra seu nome habitava as folhas do Diário do Rio Doce. Eu o conhecia de vista. Certa vez, em cumprimento determinação superior, fizemos uma busca minuciosa na fazenda de seu sogro, à procura de armas e munição que diziam estar escondidas por lá. Mesmo constrangidos, a família de sua mulher estava presente, tivemos que revistar tudo, sem sucesso, fato que alimentou a imaginação da mídia. O cabo João era reformado, vivia em paz com sua mulher num bairro afastado e nada constava que o desabonasse.

 Procurei o comandante, hoje o bom amigo coronel Antônio Marques, e ele autorizou-me a fazer contatos com a delegacia. Juntei-me, novamente, ao escrivão Astrogildo e iniciamos as diligências. Primeiro para confirmar a história da carta. Na casa do cabo, na Vila Isa, sua esposa informou ter ele, à época da morte de Aldina, se ausentado e desaparecido por uns dias. Estranhou, preocupada, o fato de ele ter voltado com uma bolsa e outros pertences, inclusive um par de óculos femininos. Recolhemos o material, não sem antes recomendar a um de meus auxiliares – cabo Levi – que fizesse uma vigilância na casa do suspeito – o graduado – nos avisando, imediatamente, sobre sua presença.

Na Relojoaria Chisté  o escrivão Astrogildo confirmou  ser Aldina a cliente que  adquirira os óculos. Logo a denúncia tinha procedência. Não me lembro por que razão, pouco antes disso, resolveu-se deter Alvim Falcão e levá-lo à delegacia. Foi um erro primário. Rapidamente impetraram um Habeas Corpus e ele  foi solto, depois de negar tudo sobre o crime. O cabo João, ao voltar para a casa, foi abordado pelo cabo Levi,  que, inacreditavelmente, o orientou a fugir, pois o batalhão e a delegacia o procuravam (foi excluído depois disto).  Assim, fechou-se a primeira fase da investigação, restando ao encarregado do inquérito apurar quanto ao mandante e a principal motivação do crime. Só que os executores desapareceram e os principais elos da investigação se desintegraram. Sei que um dos irmãos da primeira mulher do fazendeiro foi inquirido, tendo eu, a partir daí, me afastado, dando-me por satisfeito pela nossa participação.

Deduzo que a  forte  suspeita  de que o crime fora encomendado estava comprovada, exatamente por afastar Aldina da luta pela herança, embora restasse um filho do casal – Galileuzinho - assassinado tempos depois. Ele que, com toda certeza, ficaria como um dos herdeiros principais. Aldina teria contratado Alvim para execução de pessoas da primeira família de Galileu, mas ele a traíra por dinheiro maior da outra parte. Não tive mais notícia do desfecho policial ou judicial do rumoroso crime. Ele que, certamente, deu causa a outro evento inusitado: o desaparecimento inexplicável e “ad eternum” de Alvim Falcão e do Cabo João, seu assecla. Nunca mais foram vistos. E aí eu pergunto: onde anda Alvim Falcão?  Houve boatos sobre a possibilidade de uma poderosa família, proprietária de fazendas na região, e outras posses, em outro estado, ter dado guarida aos dois e, posteriormente, “liberado” suas execuções, como queima de arquivo, E esta é uma história que deveria ser mais bem esclarecida. Mas o que seria de todos nós se os mistérios não existissem.


terça-feira, 5 de agosto de 2014

Banalização...

                                       Banalização...

Wilalba F. Souza                                                                            05ago14

O Brasil está deveras muito doente. E, por isto mesmo uma cólica renal daqui, uma dorzinha de cabeça dali e outras ocorrências físicas similares nem são muito valorizados, deixando agravarem-se males que deviam ser tratados com prioridade, para que o organismo se recupere com maior efetividade.. E assim é nosso país. Deixa juntar, ao mesmo tempo, muitas doenças em sua estrutura político social ficando, pra não dizer impossível, uma recuperação mais rápida. É que o tempo vai passando e a “ziquizira” só ganhandoinfectos  adeptos.

Lendo a revista Época neste fim de semana, deparei com denúncias seríssimas envolvendo uma nora do ex(?) presidente que trabalha (?) no SESI e ganha entre vinte e cinco a trinta mil reais por mês sem ter que ir trabalhar. Não faz expediente. Mas recebe o salário impreterivelmente,
não é de hoje! O presidente do SESI é Jair Menegheli, muito amigo de Lula, “farinha do mesmo saco, diriam”, sempre ligado à atividade classista. Aliás, ele está lá há muito tempo e recebe, mensalmente, sessenta mil reais, além de carros e outras mordomias. O SESI tem mais gente na mesma situação. E com salários de dar inveja a 99,99 % dos brasileiros. Ah, mas lá não é dinheiro público! É sim. As empresas contribuem para atendimento a programas dirigidos aos trabalhadores da industria. É utilidade pública!

No mesmo semanário escancaram uma viagem da senadora Kátia Abreu à Europa, a fim de representar o Brasil em uma espécie de seminário internacional, de interesse (?) do senado! Tudo pago com dinheiro do povo (coitado), inclusive as despesas do seu futuro (está lá na revista) namorado. Tem até foto dela com seu acompanhante. Essa senadora, pelo que eu assistia de seus pronunciamentos da tribuna, me parecia uma senhora  (ela já é vovó) de princípios muito firmes. É daquelas que “pregam” muita moral e chama às falas quem faz “xixi” fora do penico! Mas, fazer o quê? Alguns diriam: é só uma viagenzinha de uns cinqüenta, sessenta mil reais. Coisa pouca!
Perto dos desvios da Petrobras é pouco sim. Falam que, por baixo, a nossa (minha também?) maior empresa nacional levou uma paulada de R$750 mi (dava pra ajudar muitas das nossas Santas Casas que estão aí fechando as portas). E aí a “Veja” escancara: as perguntas eram previamente passadas aos convocados pela CPI instaurada para apurar sobre as irregularidades na empresa petrolífera. Quem tem o dever de explicar – e tem um ministro do Lula (Gilberto de Carvalho),” vigia” da Dilma (nessa hora ela “sai, ou é colocada, de banda”) - que finge tenta-lo, mas não o faz. Escorrega mais que peixe ensaboado, dando uma de “João Plenário”. Igual aquele comediante da “Praça é nossa”. Só enrola.
Bem, e aqui e ali, numa Assembléia estadual qualquer, o deputado foi denunciado pela ex-mulher que resolveu botar as “manguinhas” de fora e revelar suas falcatruas. Coisa de desvio de muito dinheiro. Enfim, os senhores repórteres dão um duro danado, mexem no que procuradores e polícia não se atrevem bulir e, conclusão, dia a dia boa parte de nossa imprensa, mormente a escrita, fica sem espaço pra tanta safadeza. Vira rotina. O povo se acostuma. Tal qual ocorre com os altos níveis da criminalidade; com a péssima situação de nossos hospitais; com a calamitosa carência da maioria das escolas públicas; com a pífia administração de nossas cidades poluídas, sem tratamento de esgoto, sem projetos, onde o povo não aprende que só ele pode mudar todo este estado de coisas calamitosas e desavergonhadas  pelas quais passamos.



sexta-feira, 1 de agosto de 2014

E o Millor tinha toda a razão



                           
Wilalba F. Souza                                                                 01ago14


              Se sou eu quem manda, é democracia...
                                                      Se é o outro, é ditadura!
                                                              (Millor Fernandes)

É fato que os mandatários do poder central que aí estão, lutaram, da forma que puderam, para retirar o poder dos militares  e  proporcionar o retorno à democracia e isto ninguém discute, embora para que isto acontecesse sem  maiores  incidentes,  a  exemplo  do   que vimos em outros países da América do Sul, a mídia e os próprios militares, de certa forma, contribuíram muito com isso. E só quem se aprofunda nos registros dessa história recente tem conhecimento desses detalhes.

Mas é só abrir os jornais e verificar que esses “democratas” querem continuar indefinidamente no poder. E, para isto, utilizam dos mesmos mecanismos que criticaram quando ativistas, lá nos anos, ditos de chumbo.Não posso engolir a informação de que o governo federal está criando órgão militar  para, através do Exército, monitorar movimentos sociais. E, sem entrar em maiores detalhes, vejo sinais de intervenção das “Armas”em assuntos ligados à segurança pública. E lógico que esta missão será bem recebida pelos militares,” jogados ao ostracismo” pelos governos que se seguiram no pós revolução.

Como na Copa das Confederações e na Copa do Mundo, segundo entendo, e em situação de emergência, apoio de qualquer entidade brasileira é benvindo, desde que “cada coisa fique no seu porta coisa”. Os militares federais e os brasileiros perderam muito com a extinção da formação cívica de jovens que, há tempos, ocupavam os quartéis e os “Tiros de Guerra”. Sem o “poder” de outras eras, ficam meio à berlinda, aparecendo às vezes, quando em missões humanitárias. Enquanto isto nossas fronteiras, ditas secas, ficam sem proteção. Por quê? Logo, estão oportunizando o entrometimento das Forças Armadas em assuntos que não são de sua ceara. Querem a volta do poder dos setores de informações da FFAA? Elas que aperfeiçoem sua atuação naquilo que é de sua competência legal e institucional! Belos quartéis pelas orlas são mais atrativos.

Para analistas isto é injustificável. Também acho. Os governos que melhorem os investimentos nas instituições constitucionalmente criadas para monitorar e controlar  os movimentos sociais e outros similares, dentre elas as PM, muitas com seus efetivos completamente defasados em relação às suas necessidades ao atendimento ao povo. Assim, vindo tais projetos de quem vem, tudo soa muito, mas muito estranho mesmo!Ainda mais que que há debates e debates sobre a desmilitarização das Polícias Militares. Esperar, atento para ver! A OAB decretou: “Exército não tem que monitorar manifestações”. Como toda caminhada começa pelo primeiro passo, ponho minhas barbas de molho. O Millor tem toda a razão.