Wilalba F. Souza
25ago13
A campanha política está me parecendo meio morna.
Tenho observado horários políticos gratuitos, na mídia, “em branco”. Meu
sentimento pessoal é o de que brasileiro pouco se interessa por isto. Mais ou
menos o que acontece com “A Voz do Brasil”! Muita coisa difundida pelas redes
sociais visa denegrir este ou aquele candidato. Ridicularizá-lo a ponto de
diminuí-lo como pessoa. Os tais programas obrigatórios da televisão e do rádio
no tal horário eleitoral são verdadeira “suga mental”. Ninguém agüenta! Coisa
antiga, com formato angustiante, maçante e enjoativo. Assim, pressupomos, tem
eleitor que no dia marcado sai pra votar sem saber em quem. E isto deve valer
até para os cargos governador e presidente. Ah, mas tem os debates para cargos
do executivo! Nada! O blá, blá, blá é sempre
o mesmo.
Nas promessas de campanha não se acredita mais. Os
discursos são muito surrealistas. E a disputa se faz via apresentação de
programas que não serão cumpridos, por um ou outro motivo. É cultural dos políticos.
Assumido o cargo, o percentual de metas alcançado é muito aquém do projetado.
Objetivos importantes são deixados de lado. Continuarão sendo, problemas quase insolúveis. Exemplos clássicos
são as estações de tratamento de esgoto e a questão dos lixões a céu aberto.
Uma vergonha nacional! Estou vendo Aécio prometendo dar tratamento mais digno
aos aposentados e à terceira idade. Lula, que expandiu o” bolsa família” por
motivos puramente eleitoreiros e Dilma, sua sucessora, permaneceram mudos,
estáticos, em seus mandatos, mantendo o tal fator previdenciário, que corrói
aposentadorias e pensões dos...velhinhos!!! Aécio promete melhorar, mas não se aprofunda
na questão. Não conheço o discurso da Marina Silva. É ambientalista e não sei
se abordará o assunto com a seriedade e respeito que ele merece.
Sobre políticas de segurança pública falam muito
pouco. É um dos grandes problemas do Brasil – desafio mesmo - e repercute sua
gravidade nas cidades. Em todos os Estados está entre as maiores reivindicações
do povo. É fato que polícia não dá conta do recado. Seja militar ou civil. Estadual
ou federal. Os reflexos da insegurança são sentidos por todos nós e prefeitos não
têm como estabelecer políticas para o setor. É histórico o fato do poder
central “abraçar” esta prerrogativa. Agora estão legalizando e regulamentando
poder de polícia para as guardas municipais. As localidades que tiverem
arrecadação e orçamento suficientes poderão assumir, paulatinamente, funções
que antes eram de exclusividade das PM. Não
há como fazer isto a curto prazo. Ainda haverá muitas discussões. Há espaços que
podem ser ocupados por essas novas polícias. Inicialmente, penso eu, devem
assumir o controle e fiscalização do trânsito urbano, normalmente defasados por
todos os cantos.
Morrem, no país, anualmente, quase trinta mil pessoas
vitimadas só pelo nosso trânsito. Se somarmos a esses dados outras mortes nos
assaltos, em crimes violentos, nos embates com policiais e entre quadrilhas, o
absurdo se agrava. Ultrapassa números de muitas guerras pelo mundo. Há mais
veículos pelas estradas e não há policiamento suficiente. Seja ele nas rodovias
federais ou estaduais. Nas vias urbanas os índices são importantes. Alarmantes
mesmo! Os prejuízos decorrentes são enormes. Recursos desperdiçados e que
podiam ser investidos em outras áreas. Os candidatos, mesmo à reeleição, em
suas falas, demonstram total desconhecimento do assunto. São lacônicos e se limitam
a comentar, genericamente, sobre o que vão fazer, ou fizeram, com ênfase nos investimentos
em viaturas e equipamentos. É muito pouco. Por nossas estradas despoliciadas se
transportam as drogas, contrabando facilitando uma gama enorme de irregularidades, e o deslocamento de outras cargas ilegais, além de veículos
furtados. Fala-se pouco sobre o assunto. Enquanto isto, mesmo em estradas mal
cuidadas, começam a instalar pedágios, por obra e graça do governo petista que,
nas suas campanhas, se dizia contra a privatização.
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