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segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Sobre Políticas de Segurança Pública

                    
Wilalba F. Souza                                                                  25ago13

A campanha política está me parecendo meio morna. Tenho observado horários políticos gratuitos, na mídia, “em branco”. Meu sentimento pessoal é o de que brasileiro pouco se interessa por isto. Mais ou menos o que acontece com “A Voz do Brasil”! Muita coisa difundida pelas redes sociais visa denegrir este ou aquele candidato. Ridicularizá-lo a ponto de diminuí-lo como pessoa. Os tais programas obrigatórios da televisão e do rádio no tal horário eleitoral são verdadeira “suga mental”. Ninguém agüenta! Coisa antiga, com formato angustiante, maçante e enjoativo. Assim, pressupomos, tem eleitor que no dia marcado sai pra votar sem saber em quem. E isto deve valer até para os cargos governador e presidente. Ah, mas tem os debates para cargos do executivo! Nada! O  blá, blá, blá é sempre o mesmo.

Nas promessas de campanha não se acredita mais. Os discursos são muito surrealistas. E a disputa se faz via apresentação de programas que não serão cumpridos, por um ou outro motivo. É cultural dos políticos. Assumido o cargo, o percentual de metas alcançado é muito aquém do projetado. Objetivos importantes são deixados de lado. Continuarão sendo,  problemas quase insolúveis. Exemplos clássicos são as estações de tratamento de esgoto e a questão dos lixões a céu aberto. Uma vergonha nacional! Estou vendo Aécio prometendo dar tratamento mais digno aos aposentados e à terceira idade. Lula, que expandiu o” bolsa família” por motivos puramente eleitoreiros e Dilma, sua sucessora, permaneceram mudos, estáticos, em seus mandatos, mantendo o tal fator previdenciário, que corrói aposentadorias e pensões dos...velhinhos!!!  Aécio promete melhorar, mas não se aprofunda na questão. Não conheço o discurso da Marina Silva. É ambientalista e não sei se abordará o assunto com a seriedade e respeito que ele merece.

Sobre políticas de segurança pública falam muito pouco. É um dos grandes problemas do Brasil – desafio mesmo - e repercute sua gravidade nas cidades. Em todos os Estados está entre as maiores reivindicações do povo. É fato que polícia não dá conta do recado. Seja militar ou civil. Estadual ou federal. Os reflexos da insegurança são sentidos por todos nós e prefeitos não têm como estabelecer políticas para o setor. É histórico o fato do poder central “abraçar” esta prerrogativa. Agora estão legalizando e regulamentando poder de polícia para as guardas municipais. As localidades que tiverem arrecadação e orçamento suficientes poderão assumir, paulatinamente, funções que antes eram de exclusividade das PM.  Não há como fazer isto a curto prazo. Ainda haverá muitas discussões. Há espaços que podem ser ocupados por essas novas polícias. Inicialmente, penso eu, devem assumir o controle e fiscalização do trânsito urbano, normalmente defasados por todos os cantos.

Morrem, no país, anualmente, quase trinta mil pessoas vitimadas só pelo nosso trânsito. Se somarmos a esses dados outras mortes nos assaltos, em crimes violentos, nos embates com policiais e entre quadrilhas, o absurdo se agrava. Ultrapassa números de muitas guerras pelo mundo. Há mais veículos pelas estradas e não há policiamento suficiente. Seja ele nas rodovias federais ou estaduais. Nas vias urbanas os índices são importantes. Alarmantes mesmo! Os prejuízos decorrentes são enormes. Recursos desperdiçados e que podiam ser investidos em outras áreas. Os candidatos, mesmo à reeleição, em suas falas, demonstram total desconhecimento do assunto. São lacônicos e se limitam a comentar, genericamente, sobre o que vão fazer, ou fizeram, com ênfase nos investimentos em viaturas e equipamentos. É muito pouco. Por nossas estradas despoliciadas se transportam as drogas, contrabando facilitando uma gama enorme de  irregularidades, e o deslocamento de  outras cargas ilegais, além de veículos furtados. Fala-se pouco sobre o assunto. Enquanto isto, mesmo em estradas mal cuidadas, começam a instalar pedágios, por obra e graça do governo petista que, nas suas campanhas, se dizia contra a privatização.

Em Minas Gerais, que tem a maior malha rodoviária do país, as estradasestaduais são “cuidadas” por um efetivo diminuto, sendo que as Companhias de Meio Ambiente e Trânsito,  ancoradas nos Comandos Regionais, têm seu desempenho prejudicado. Não é necessário ver as estatísticas. É só andar pelas nossas vias e constatar pessoalmente. Imaginem o que é cumprir essas duas importantes missões, pelo nosso Estado com mais ou menos dois mil e quinhentos homens. Dá uns três PM (s) por município. Se considerarmos que esse pessoal adoece, tira férias, faz instrução etc, a coisa é mais preocupante ainda. Ou investem pesado nisso ou assistiremos o agravamento da situação.  Propaganda oficial pode estar difundindo o contrário, mas esta é a nossa realidade, infelizmente! Nossas cidades, nossas estradas e nosso meio ambiente estão gritando por socorro! Vamos prestar atenção no que dirão os candidatos a respeito do assunto. 

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