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quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Anastasia e Dilma

                                

Wilalba F. Souza                                                                          11ago14

Não me esqueço de ter feito, após as eleições de Anastasia e Dilma para os governos de Minas e Brasil, respectivamente, comentários sobre seus mentores. Aqui Aécio Neves, que primeiro acoplou sua “cria” à vice- governança e lá, Lula que substituiu José Dirceu pela sua futura candidata à presidência. Lembro ter chamado Anastasia de “Dilma do Aécio”. São dois nomes que surgiram muito depressa no cenário político partidário, por obra de seus chefes.

Na realidade Anastasia ainda subiu nos palanques quando da candidatura de Aécio Neves ao governo mineiro, pois foi seu indicado na chapa. Ele,   excelente técnico, guindado à política partidária. Nesse ponto foi uma ascensão muito rápida. Depois assumiu o governo com a saída de Aécio, candidato a senador, conseguindo ser re-eleito a seguir. Lembro que a máquina oficial foi usada a todo vapor. Coisas do Brasil! Até comandante geral se envolveu em campanha pelos  quartéis. Medo do candidato Barbacenense Hélio Costa?

Todos nós sabemos que na política existem as negociações. Umas éticas e muito produtivas à população; outras danosas e de favorecimento pontual. A quebra da paridade salarial iniciada em 2.008 por Aécio e seu vice, a meu ver foi fundamental para que chegássemos ao estado de coisas que assistimos hoje. Além de desnivelar os salários das corporações militares estaduais, buliram com nosso instituto de previdência, destroncaram nossos regulamentos e ninguém fala nada sobre isto. A população mineira está carente de maior atuação em policiamento, urbano, rural, rodoviário, etc. O próximo governador e nós da PM/BM temos árdua missão de minimizar esses graves problemas criados por Aécio/Anastasia, com a ajuda de parlamentares e mesmo comandantes sem miolo. De massa encefálica encardida.

Com Dilma aconteceu quase a mesma coisa. A “sargentona” ,assim  costumam intitulá-la mandou e desmandou na Casa Civil. Espécie de anteparo de Lula, logo ganhou-lhe a confiança, ele que adora fazer média e festa. Acredita até que descobriu o Brasil. Dilma foi, então, eleita com os apelos de seu mentor, embora fosse desconhecida dos brasileiros. Uma forma que Lula achou para continuar mandando. E assim são os governantes acostumados ao poder. Ou viciados com o poder. O mesmo ocorreu com Aécio e Anastasia nas Minas Gerais. São muito parecidos, nossos políticos. E nosso povo não consegue enxergar isto.

Entretanto Anastasia é mais discreto, conversa pouco e é articulado. Pelo que dizem, se mostra pessoa firme, mas amena. O considero, em Minas Gerais, o nosso mais  promissor representante. Deve ser eleito senador com muita facilidade. Não tem concorrentes. É uma exceção nesses casos, embora sofra muitas influências, até negativas, de políticos que o rodeiam. Já Dilma, meio abrutalhada, não é do “riscado”. Mal articulada, fala mal e esbanja antipatia. Sua administração dá sinais de que está fazendo água. Muitos escândalos, equívocos e erros de estratégia econômica que vão estourar a qualquer momento. Caso da Petrobras, que além de fazer negócios estranhos, ainda tem que vender seus produtos abaixo do preço. Pra continuar falando de energia, também nossas tarifas de energia elétrica estão com seus preços lá embaixo, sendo que o governo Dilma tem gastado milhões em sustentação  financeira às distribuidoras nacionais. Coisa de louco. Porquê? Tudo pela reeleição.

Hoje Aécio “fatura” em cima de seu “pupilo”. Lula, embora não seja candidato, à vista do governo Dilma vive esgueirando-se por aí e não aparece. Mas trata-se de um político poderoso. Fez e aconteceu em seu governo em época de vacas gordas. Qualquer técnico, por mais competente que seja, tem que aprender a se relacionar politicamente. Por isto mesmo penso ser uma temeridade deixar as coisas como aí se apresentam. Não morro de amores por Aécio, mas como ele vai ter que mudar as cabeças pensantes na cúpula do país, tendo Anastásia por perto as coisas poderão fluir melhor. Ainda mais que, mande quem mandar, os erros  cometidos lá e cá terão de ser corrigidos. Haja  borracha...




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