Wilalba
F. Souza
11ago14
Não me esqueço de ter feito, após as
eleições de Anastasia e Dilma para os governos de Minas e Brasil,
respectivamente, comentários sobre seus mentores. Aqui Aécio Neves, que
primeiro acoplou sua “cria” à vice- governança e lá, Lula que substituiu José
Dirceu pela sua futura candidata à presidência. Lembro ter chamado Anastasia de
“Dilma do Aécio”. São dois nomes que surgiram muito depressa no cenário
político partidário, por obra de seus chefes.
Na realidade Anastasia ainda subiu nos
palanques quando da candidatura de Aécio Neves ao governo mineiro, pois foi seu
indicado na chapa. Ele, excelente técnico, guindado à política
partidária. Nesse ponto foi uma ascensão muito rápida. Depois assumiu o governo
com a saída de Aécio, candidato a senador, conseguindo ser re-eleito a seguir.
Lembro que a máquina oficial foi usada a todo vapor. Coisas do Brasil! Até comandante geral se envolveu em campanha
pelos quartéis. Medo do candidato
Barbacenense Hélio Costa?
Todos nós sabemos que na política
existem as negociações. Umas éticas e muito produtivas à população; outras
danosas e de favorecimento pontual. A quebra da paridade salarial iniciada
em 2.008 por Aécio e seu vice, a meu ver foi fundamental para que chegássemos
ao estado de coisas que assistimos hoje. Além de desnivelar os salários das
corporações militares estaduais, buliram com nosso instituto de previdência,
destroncaram nossos regulamentos e ninguém fala nada sobre isto. A população
mineira está carente de maior atuação em policiamento, urbano, rural, rodoviário,
etc. O próximo governador e nós da PM/BM temos árdua missão de minimizar esses
graves problemas criados por Aécio/Anastasia, com a ajuda de parlamentares e
mesmo comandantes sem miolo. De massa encefálica encardida.
Com Dilma aconteceu quase a mesma coisa.
A “sargentona” ,assim costumam intitulá-la mandou e desmandou
na Casa Civil. Espécie de anteparo de Lula, logo ganhou-lhe a confiança, ele
que adora fazer média e festa. Acredita até que descobriu o Brasil. Dilma foi,
então, eleita com os apelos de seu mentor, embora fosse desconhecida dos
brasileiros. Uma forma que Lula achou para continuar mandando. E assim são os
governantes acostumados ao poder. Ou viciados com o poder. O mesmo ocorreu com
Aécio e Anastasia nas Minas Gerais. São muito parecidos, nossos políticos. E
nosso povo não consegue enxergar isto.
Entretanto Anastasia é mais discreto,
conversa pouco e é articulado. Pelo que dizem, se mostra pessoa firme,
mas amena. O considero, em
Minas Gerais , o nosso mais
promissor representante. Deve ser eleito senador com muita facilidade.
Não tem concorrentes. É uma exceção nesses casos, embora sofra muitas influências,
até negativas, de políticos que o rodeiam. Já Dilma, meio abrutalhada, não é do
“riscado”. Mal articulada, fala mal e esbanja antipatia. Sua administração dá
sinais de que está fazendo água. Muitos
escândalos, equívocos e erros de estratégia econômica que vão estourar a
qualquer momento. Caso da Petrobras, que além de fazer negócios estranhos,
ainda tem que vender seus produtos abaixo do preço. Pra continuar falando de
energia, também nossas tarifas de energia elétrica estão com seus preços lá
embaixo, sendo que o governo Dilma tem gastado milhões em sustentação financeira às distribuidoras nacionais. Coisa
de louco. Porquê? Tudo pela reeleição.
Hoje Aécio “fatura” em cima de seu
“pupilo”. Lula, embora não seja candidato, à vista do governo Dilma vive
esgueirando-se por aí e não aparece. Mas trata-se de um político poderoso. Fez
e aconteceu em seu governo em época de vacas gordas. Qualquer técnico, por mais
competente que seja, tem que aprender a se relacionar politicamente. Por isto
mesmo penso ser uma temeridade deixar as coisas como aí se apresentam. Não
morro de amores por Aécio, mas como ele vai ter que mudar as cabeças pensantes
na cúpula do país, tendo Anastásia por perto as coisas poderão fluir melhor.
Ainda mais que, mande quem mandar, os erros
cometidos lá e cá terão de ser corrigidos. Haja borracha...
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