Wilalba F. Souza
18ago14
Certas coisas neste nosso Brasil são desconcertantes.
A começar pelo completo desconhecimento popular a respeito do processo
eleitoral e sua legislação. Isto no caso específico dessas
eleições que nós teremos em outubro próximo. Tem a ocorrência dos fichas sujas que não poderiam concorrer porque
já tinham pendências junto à justiça, normalmente ligadas a desvio de dinheiro
público, abuso de poder econômico, etc, correndo a cargos públicos e outros
problemas mais. Se o indivíduo postulante foi denunciado depois de seu
registro, pode ser candidato. Caso contrário, não, mas pode recorrer, etc, etc.
Pelo menos é isto que ouvimos pelos noticiários
Enfim, a não ser em casos pontuais, esses empecilhos
são perfeitamente removíveis via advogado especialista. Um caso emblemático é o
do ex-governador do Distrito Federal, o conhecido Roberto Arruda, que até já
teve de renunciar por causa de problemas legais que lhe resultariam em processo. Fugiu da
cassação para voltar a ser candidato. Por noticiário divulgado ele lidera as pesquisas. Como, se seus
antecedentes desaconselham isto? É da cultura do brasileiro e não conseguimos
explicar! É mais comum do que se imagina. Ficha suja não atrapalha ninguém.
O acidente que vitimou Eduardo Campos, um dos
candidatos à Presidência da República, mostra a todos como eleições no país é
um processo injusto e desigual. Mas nos comentários e debates dos
“especialistas” ninguém aborda isso. Enquanto quem ocupa o cargo - caso da D. Dilma
– tem toda a cobertura oficial, aparato de segurança, um séqüito de auxiliares
e técnicos para assegurar seus deslocamentos, os outros se viram com o que podem,
dentro das possibilidades pessoais e partidárias. Em outras nações o chefe do
executivo tem que se licenciar do cargo. Seria mais justo se, no mínimo, todos
os candidatos recebessem, legalmente, o apoio oficial com critérios rígidos de
segurança. Gostaria de saber se os assessores da presidente autorizariam um
piloto de jatinho pousar, tendo ela como passageira, naquele aeroporto
limitado? O resultado, além do desperdício de vidas, foi uma profunda guinada
em uma disputa eleitoral de peso que começara há tempos. Muda tudo, a partir
das pesquisas, com a substituição de Campos por Marina. Deviam prevenir para
esses acidentes absurdos não ocorressem, evitando, ao mesmo tempo, o
aparecimento de alguém para criar clima de conspiração, atentado, etc.
Então nos resta acompanhar a evolução dos fatos. E com
muito cuidado, inclusive para entender as propostas de Aécio e Marina. Os dois
são políticos de mentalidade completamente diversa. Ela, ligada às questões do
meio ambiente, sofre a antipatia dos setores produtivos agrários. Bem votada há
quatro anos, mais como um “ desabafo” do eleitor insatisfeito com PT/ PSDB, tem
um bom número de eleitores. Ele um
político moderno, embora jovem, mas experiente, amealhou muitos apoios. Dilma, Com a máquina administrativa nas mãos, vai bater “o
mesmo tambor” e repetir que seu é seu governo direcionado para os mais pobres.
Tem funcionado, mas os muitos desvios de conduta e erros de sua política
econômica vão ser muito explorados pelos adversários. Esperar pra ver...
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