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terça-feira, 31 de março de 2015

Armada ou desarmada?


                                       

Wilalba F. Souza                                                                        31/03/2.015

Parece que esquentou, no Congresso e nas Assembleias Legislativas, a discussão sobre o armamento, ou não, das Guardas Municipais, mais especificamente de quem cuida das ações de fiscalização do trânsito urbano. E não é novidade pra ninguém que as Polícias Militares, possivelmente pelo aumento da demanda ao atendimento de ocorrências de maior grau de complexidade, têm se afastado desse mister. E, onde não existe o fiscal, as pequenas, e porque não as mais graves também, infrações se tornam rotineiras e menosprezadas pelos infratores e por quem deveria impedi-las. É comum viaturas policiais cruzarem com veículos em infração e seguir adiante, como se nada estivesse acontecendo.

Às vezes nossas autoridades civis, certamente desconhecedoras de assuntos dessa lavra, se deixam levar pela primeira abordagem de assessores, desviando-se do núcleo central de assuntos mais importantes. Lógico que o grande problema das guardas a ser atacado não é do armamento. A questão fundamental, e mais difícil de resolver, é a da efetividade, do compromisso, do atendimento ao público e de sua autoridade. Tenho convicção que, a esta altura, e considerando a “brecada econômica” pela qual passa o país, não existe dinheiro para investimentos. A centralização de recursos deixa municípios à mingua. E não é que existem pessoas por aí que ligam a tal autoridade a quem carrega trabuco na cintura? Pode até ser! Assim, mesmo respeitando o desejo dos guardas, sinto que há outras prioridades.

Desde há muito se noticia que a polícia inglesa faz grande parte de seu trabalho sem portar armamento. Isto funciona há anos e, lá, o uso de arma é condicionado a muita instrução, depois uma seleção rigorosa. Ouvi, de um deputado desarmamentista, que isto contribuirá perigosamente, para aumentar a cota de gente armada nas ruas, enquanto aparece, do outro lado, quem defenda os agentes armados. Hoje apareceu, na televisão, a prisão de um agente penitenciário que, armado ostensivamente, ainda emprestara seu revolver a um amigo. Assim, calcados nesse tipo de desvio comportamental, muitos preferem colocar suas“barbas” de molho; há uns dois meses, se tanto, em cena mostrada várias vezes pela TV, um marginal assassinou uma guarda feminina que, mesmo armada e tentando se defender, foi executada.

Segundo se propala, embora as estatísticas não apresentem grandes índices de agressões violentas e armadas contra agentes de trânsito, é importante que a segurança dos mesmos não seja minimizada. E não cremos que arma no porta/revolver seja fundamental. Mas temos assistido, via imprensa, alguns grupos batendo panelas por aí reivindicando: “queremos revólver!”. Isto antes mesmo de resolverem outras questões fundamentais, como formação, plano de carreira, salário compatível e reconhecimento institucional. Pessoalmente prevejo, a médio/longo prazo, importante papel para as “Polícias Municipais”. Através delas o chefe do executivo poderá estabelecer seu programa de segurança pública, coisa que não pode fazer hoje, nessa nossa república cambeta, onde os municípios dependem de tudo dos governos federal e estaduais.

A grande realidade é que, no plano econômico, a industria de armamento nacional agradeceria enormemente se as guardas municipais deste nosso vasto território adquirissem as armas. Nos termos em que essas Corporações funcionam hoje, acho isto temerário, principalmente para trabalhar no trânsito, onde as armas mais importantes são a educação, o apito e o bloco de registro de infrações. Uma estrutura básica para se proporcionar armamento pode fragilizar, ainda mais, suas condições de trabalho. Gera grandes despesas, burocracia, preocupações e possíveis incidentes.

Existe uma cultura, de antanhos, e que passa por cima de normas legais, de que policiais e militares podem andar armados em qualquer situação. Estão “forçando a barra”, descumprindo ditames de controle. O porte de arma aos agentes, assim como o cidadão dito comum, exige uma série de condições para o seu uso, a partir do seu registro pessoal. Libera-se a arma para atos de serviço, deslocamentos de casa para o trabalho e em locais onde presume-se a não existência de policiamento. Em festas, clubes, boates e locais do gênero, estando o homem de folga, é totalmente vedado uso de armamento. Mas esta norma é atropelada constantemente, dando origem a incidentes desagradáveis. Há poucos dias um Policial Militar de folga matou um surfista desarmado numa localidade em São Paulo, me parece. E é muito comum seu uso irregular e imprudente, por “autoridades”, em locais policiados ou possuidores de segurança particular.  Uma temeridade, até! Ninguém pode se considerar acima da lei.



sexta-feira, 27 de março de 2015

Orçamento Público

                                      

Wilalba F. Souza                                                                          27/03/2015 

“O Tempo” de ontem publicou matéria sobre o orçamento da Polícia Militar de Minas. Não entrou em maiores detalhes, mas informou que uns 97 % de tudo que a Corporação recebe vão para o pagamento de salários do pessoal da ativa e da reserva. Tenho cá minhas dúvidas e, na realidade, falar sobre cifras interessa muito pouco pra nós, leigos. É muito dinheiro? Sim, muito dinheiro!  Numa estrutura desse porte os gastos são altos. Como mais altos ainda são os valores do orçamento anual, por exemplo, da Assembléia Legislativa Mineira. Isto mesmo, os deputados mineiros gastam muito mais que toda a PMMG!!!

A reportagem afirma que, segundo informações do comando, os 3%  restantes, se tanto, dão para cobrir as demais despesas, mas não citam quais, pois há as necessidades com armamento, equipamento, formação, instrução, viaturas, aeronaves, combustível, instalações físicas, mais uma gama de implementos que garantam o funcionamento da máquina integrante do Sistema de Segurança Pública. E sobre o dinheiro da  assistência à saúde? Nada se falou. Muito pouco sobre o (IPSM) Instituto de Previdência do Servidores Militares – o pioneiro do Brasil, encarregado, prioritariamente, do pagamento de pensões, inclusive às pensionistas dos Bombeiros Militares, Omite, também, o fato  dele ter que integrar como despesa do orçamento da admnistração direta estadual, obrigatoriamente, há alguns anos. Assim, “O Tempo”, pela nossa ótica, fez um trabalho superficial e pouco esclarecedor.  O assunto é mais que complexo, O jornal Lançou dados para cima e os leitores que tirem suas conclusões.

Podemos afirmar que, no orçamento global do Estado, há as previsões de arrecadação e de gastos IPSM, uma autarquia que haveria de ter autonomia de planejamento e execução orçamentárias, mas não tem. Isto porque há muito não se recolhe, aos seus cofres, o que é previsto em lei, em contribuições patronal e do segurado, embora existam promessas de recomposição de suas reservas. E claro que, se lançadas essas despesas como se elas fossem do orçamento da Polícia Militar, isto não nos parece muito correto, ainda mais que o sistema integra os Bombeiros também.  É que, a bem da verdade, tendo como base o que ocorre com esse Instituto, nos atrevemos a afirmar que os governos atuais já misturaram gestões de implementação dos órgãos da administração direta com a indireta. No popular poderíamos afirmar que enfiaram tudo num balaio só. A execução das despesas do IPSM, e isto deve acontecer com outras autarquias, é em regime de caixa. Isto mesmo, o tesouro estadual repassa, periodicamente, o que é requisitado para pagamento de despesas, de acordo com um cronograma especialmente controlado pelos gestores do executivo estadual.

Exemplifica isto a ingerência intempestiva dos governos nas autarquias e empresas públicas, a nível nacional, o que fizeram com o “postalis”, dos correios e com os fundos de previdência suplementar da Petrobrás. Nestes últimos casos tais ações são agravadas porque, segundo se propala, o dinheiro foi aplicado em “fundos podres”, emitidos por Venezuela, Bolívia e Argentina, com fortes perdas para os trabalhadores que deverão arcar, mesmo assim, com a reposição dos prejuízos. Não queremos dizer que as reservas do IPSM tenham tido destino idêntico, mas que, com tal ingerência , desvirtuaram os recursos em atividade não prevista com a lei, evitam o “acerto de contas” e vão empurrando o problema coma “barriga”!


Aliás, a cultura dos nossos mandatários é, de alguma maneira, apesar dos tais portais de transparência, dificultar “a leitura” das previsões orçamentárias, criando mecanismos que flexibilizem acesso aos ativos para cobertura de despesas de eu interesse/necessidade. Como exageram, nesse quesito, é muito comum assistirmos constantes desvios de finalidades como, por exemplo, alterar a destinação de dinheiro de uma rubrica para outra, às vezes menos nobre, mas populista. No Distrito Federal o governo teria deixado de pagar professores para financiar carnaval, este ano. Há tempos o governo mineiro usa as reservas do IPSM – destinadas à quitação de pensões – em outros projetos. Aliás, recentemente, diminuiu percentual de suas obrigações patronais. Destarte é obrigado a cobrir as despesas, não só com pensões, mas também do plano de saúde de seus segurados. Como isto é justificado legalmente, não sabemos. Toda a contribuição do militar é utilizada, imediatamente, para cobrir as pensões e contas do Plano de Saúde dos dependentes dos segurados. Em suma, sua dívida sempre aumenta. Isto é muito comum no Brasil: órgãos da previdência oficial terem suas reservas expropriadas. Nossa conclusão? Como diz o Geraldo Magela, aquele comediante “ceguinho” mineiro, “É muito dificirrrrl, sô!!!

sábado, 21 de março de 2015

Atirar antes, perguntar depois, matar ou correr!



Wilalba F. Souza                                                                              20/03/15

Dia desses, pelas redes sociais, vi o depoimento estressado, de oficial  comandante de Polícia Militar de um de nossos estados, sobre a instrução aos seus comandados, no caso abordagem e confronto com   marginais.  É preferível ser julgado por sete que carregado por seis, disse ele, numa alusão ao atrevimento e coragem de bandidos que estão cada vez mais armados e equipados para a “guerra”.  Esta prática, se não é nova, recrudesce e se reflete junto à tropa, na mesma proporção em que tem sido alvo da violência de quadrilhas, cada vez mais preparadas, se é que assim podemos dizer. E a coisa chegou a tal ponto que essa animosidade extrapola ao controle do estado, mesmo em relação às forças legais. Exemplo disso são as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, senão por todos os rincões. A quantidade de marginais e policiais mortos, em circunstâncias não esclarecidas, está diariamente estampada nos noticiários sensacionalistas de jornais e TVs.

Há uns dois meses, em uma pacata cidade próxima a Barbacena, depois de ser perseguido por uma viatura composta por dois policiais militares, um motociclista infrator teria reagido à abordagem e acabou sendo morto. De posse de um pedaço de cano, ou algo parecido, o rapaz, não habilitado, teria partido para cima dos militares. Mesmo sem maiores informações e detalhes sobre a ocorrência, o que concluímos é que o respeito pelas autoridades está indo para o limbo e, ainda, que, por causa disto, a reação desencadeada por muitos de nossos companheiros costuma descambar para excessos que, ao fim, e certamente, trazem reflexos negativos às famílias dos envolvidos e à Corporação, aumentando a sensação de insegurança que entra pelas nossas casas diariamente. Há, nisto tudo, um somatório de causas e efeitos que nos transformam em um país de desencontros tão grandes que o crime de morte está banalizado, cometido por quem quer que seja. Uma manchete de hoje, com toda a certeza, vai dar lugar a outra, de maior gravidade, amanhã e, enquanto não faz parte dela, a maioria da população apenas lamenta...e olhe lá!!!


É inaceitável a ação desses bandidos. O que uma guarnição básica, aquela formada por dois patrulheiros em uma viatura pequena, pode fazer quando depara com um bando super-armado, preparando o estouro de um caixa eletrônico? Resposta simples: correr e...correr! Muitas vezes nem adianta pedir apoio, cobertura, pois o tempo é curto, o socorro costuma não chegar e o que resta é lavrar o famoso BO! Imaginemos nós com que estado de espírito ficam os componentes de pequenos destacamentos que, sem poder de reação ”torcem”, literalmente, para que sua cidade não seja alvo desses assaltos. Se os “celerados”, por todo nosso território, rotineiramente atiram em suas vítimas civis por qualquer motivo - e que ela, homem ou mulher, nem se atreva coçar o nariz, nesta nefasta abordagem - o que ocorre a um policial em serviço quando depara com essas criaturas do mal por aí? Normalmente, e quando tem tempo, atira primeiro, senão arrisca levar bala!  E bem diz o ditado: “se cochilar o cachimbo cai”! Assim, a gente quer entender a lógica de críticos por aí que destacam, em letras garrafais, pela imprensa, que a polícia no Brasil é a que mais mata no mundo. Esquecem de relacionar isto à constatação de que a marginalidade, dita tupiniquim, é de uma letalidade recorde!

terça-feira, 17 de março de 2015

A Caçadora de Petistas



Wilalba F. Souza                                                                      16/mar/2.015




Qualquer mobilização popular de caráter político tem lá sua legitimidade, seja ela originada de correntes de esquerda, de direita, de centro ou  sem definição. São demandas da democracia onde o povo manifesta suas insatisfações contra o estado das coisas e sobre desempenho de dirigentes. Mas todas essas conquistas incluem mais que responsabilidade, em relação a alguns resultados que vou chamar de efeitos colaterais, quando se perde o controle da multidão, que pode transformar-se em uma turba, verdadeiro perigo para a segurança das pessoas, eis que há uma tendência, explicada pela psicologia, até de pessoas de gênio e antecedentes pacíficos, integrarem atos de violência, em apoio até àquelas ações tipo “black block”.

Interessante disto tudo é ter assistido, pela televisão, é claro, às manifestações de ontem, onde o foco, por todo o Brasil, era a criticada administração da presidente Dilma e do PT (além de seus aliados, claro), apenas três meses após iniciado seu segundo mandato. Pelo que se nos apresenta, o governo virou, literalmente, o país de cabeça para baixo. A maneira pela qual isso tem sido feito todo mundo já sabe, pois o bolso é a parte mais sensível do corpo humano... e da população. Por muitas cidades brasileiras houve manifestação, de gente com roupas e bandeiras misturadas tal qual uma aquarela nas cores ditas nacionais. Querer minimizar essas ações e desqualificar sua legitimidade é continuar vivendo no mundo do Lula, digo, da lua.

Temos acompanhado as várias tendências que surgem pela mídia. Falam em “impeachman”, pela total incapacidade demonstrada por Dilma e seus assessores em conduzir o Brasi, que parecem torcer para que ele afunde, como se fosse um barquinho qualquer, embora seja um transatlântico. É, realmente, e a esta altura, radicalismo não dá, mesmo porque uma redoma protege quem é presidente. Aliás, o tal Rui Falcão, atual presidente do Partido dos Trabalhadores, irônico acima da medida, já disse, com toda hipocrisia que o “capeta” lhe deu: “-Tirar o PT do poder somente tentando nas próximas eleições, em 2.018!”.  E nisto ele tem razão. Só não sabemos até quando, com essas loucuras que eles cometem, se o país resiste. Se bem que, caso haja problemas, e não sei se precisamos de mais,  o Lula já disse que pode lançar mão ao “tropa” do Stédile.

Nos movimentos de ontem, o que de melhor pudemos assistir foi a qualidade, literalmente, de quem perfilou no monumental desfile democrático. Gente pacífica que, mesmo assim, não consegue mostrar aos nossos políticos que discursos e leis apenas nada resolvem; que a honestidade e a moralidade, nem que seja um dedalzinho só, devem prevalecer; que a democracia não pode servir de escudo às ilegalidades que se apresentam escancaradas. E se dinheiro da Petrobras, ou de outras “brás” mais, irrigaram a eleição de políticos, isto deve ser considerado. Caso contrario nós brasileiros vamos continuar penalizados, conformados com essas mazelas, banalizadas via dirigentes desonestos a manobrar o timão (não é o do Lula, viu!) desse Titanic que está fazendo água!

Relevante, por todos os cantos e cidades a atuação das PM, com destaque nas capitais, mais ainda para São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Rio Grande do Sul, Paraná, e outros grandes centros, enfim. Mostraram porque são instituições irmãs, com mesma linguagem, princípios e doutrinas, consolidadas pela cidadania e que precisam somente de reconhecimento, apoio de verdadeira polícia, já integrada ao povo. Aliás, em Belo Horizonte, os PM desarmaram (está em “O Tempo”), numa ação operacional sensível, literalmente, uma senhora de setenta e dois anos que levou, para as manifestações, na Praça da Liberdade, uma faca bem afiada. Pra quê aquela “arma letal”? Segundo ela mesma, “pra se defender e caçar petistas”... Se a moda pega! Infelizmente esse partido, antes esperança de pobres e trabalhadores, está provocando pesadelos em todo mundo!


segunda-feira, 9 de março de 2015

Agiotagem!

                                            Agiotagem!

Wilalba F. Souza                                                                      06/mar/2.015

Pois é, extinguiram sua pena, né Genuíno?, digo, Genoíno!  Graças a você e seus companheiros, pelo menos nos dias atuais, as coisas que deveriam ser feitas no país ficam de lado, em prejuízo de tudo aquilo que a população precisa. Seus malfeitos ocupam o tempo de todo mundo e promovem verdadeiro flagelo, mesmo nas relações entre os poderes constituídos. Você conta por aí que lutou bravamente para instalar, na nossa Pátria, uma democracia cujos frutos alcançassem a todos. Claro que nunca acreditei nisto e preferi acompanhar o trabalho de homens, já integrados à história, como Ulisses Guimarães, Tancredo Neves, Fernando Henrique Cardoso, Itamar Franco e um sem número de outros, mais equilibrados e menos aventureiros. Seu partido lutou à exaustão, apoiando Lula em sua fixação pela presidência e pelo mando, mesmo sendo despreparado para exercer o cargo. Menos pelo fato dele ter um inexpressivo currículo intelectual, mais por seu discurso megalomaníaco e insípido, cego às realidades do mundo de hoje que exige, de quem se propõe a administrar um país, conhecimento amplo da globalização que nos engole e que nos assombra. Infelizmente, seu líder e sua claque nos enganam e nos engessa há muitos anos. Presidência não é um boteco qualquer que dá festa o ano inteiro! O resultado disto: uma balbúrdia!

Está sim, Genoíno, uma desordem. E você enfiado nela até o pescoço! Essa fixação com a manutenção do poder só está rendendo prejuízo para o povo, incrível! Não bastasse o lamaçal promovido pelas ações do governo de Lula, continuado por Dilma, assistimos, inertes, os desmontes da Eletrobrás, da Petrobras e a queda efetiva de rendimento de outras empresas estatais, como os Correios, pra não citar outras, além de termos, nos anos de 2.013 e 2.014, experimentado verdadeira paralisação nacional, em prol do grande negócio dessa classe política brasileira: a tal de eleição! Só isto importa pra sua turma, mesmo mediante uma atividade mal exercida, já que, em nome dela, aconteceu o criminoso aparelhamento do Estado, promovido por vocês, em governo falsamente denominado popular, que cegou os mais desavisados e encaminhou pífias administrações, conduzidas por amadores, antes pobres que, num estalo de dedo, se transformaram em elites muito ricas, instaladas em mansões e nababescos gabinetes, recheados de luxuosas atividades festivas, disfarçadas por estapafúrdios discursos demagógicos que nos renderam, além de tudo, anos de inércia! De atraso! Foram muitas as mentiras institucionais, ditas com tamanha convicção que houve quem acreditasse. E sem essa de que só quem recebe bolsa família embarcou na canoa furada. Milhares de apaniguados alimentaram a crença de que governo lulupetista era a salvação! Se realmente quem mente vai pro inferno, Lula e virtual sua chefe, a d. Dilma, já estão com o passe garantido.

Você conta por aí que foi preso como guerrilheiro em tempos de ações ideológicas esquerdistas, lá pros lados do Araguaia, se não me engano. O plano era derrubar o governo pela força e instalar o comunismo. Sei lá! Afirmam que, sofrendo tortura, “entregou” colegas aos militares. Isso aí é o de menos. Mas, com essa “estória”, entrou na vida política, vivendo disto e dos cargos afins até os dias de hoje. Como presidente do Partido dos Trabalhadores você foi condenado por desvio criminoso de dinheiro público, utilizado, também, para garantir suporte a suborno de parlamentares em votações dos projetos do governo e de sua sigla partidária, sequiosa de dominação por tempo indefinido. Marcos Valério e outros empresários, envolvidos na mesma falcatrua, foram encarcerados e assim continuam!  A maioria dos políticos, mentores desses crimes, como você, está livre e solta. Há algo de podre nisso tudo! Nos preocupa o futuro desse desgoverno montado por vocês. Economia em total desordem, criminalidade galopante, saúde num caos, problemas de alta gravidade na Petrobras e na Eletrobrás, muita corrupção institucionalizada e Congresso enfiado nessa verdadeira bola de neve que ocupa diuturnamente a mídia. Outra guerrilheira, a senhora Dilma, foi içada à presidência por Lula,  ex-presidente, hoje rico, pobre arremedo de “Robin Wood”. Vocês sempre andaram ombreados e os dois nunca sabiam de nada! Aliás, são insipientes por natureza. O que, de plano, podemos concluir é que as primeiras experiências, de se colocar à frente da nação um ex-operário e uma mulher deram com os burros n`água! Pra mim um infeliz acontecimento, a preço incalculável! Nem petista de origem Dilma é! E há muito me pergunto a razão desse arroubo personalístico todo: certamente, uma das causas da evasão de muitos quadros petistas mais bem intencionados e que “bateram em retirada”!

Meu caro Genuíno, digo, Genoino! É triste (?) ver o que acontece com você e o seu colega José Dirceu. O coitado (?) continua preso (?). Embora tenha coordenado o “Projeto Mensalão”, nas “barbas”, literalmente, mas à revelia de seu chefe (???), na condição de ministro, nunca assumiu seus atos e reclama, injuriado, que ele e Dilma o abandonaram, talvez por terem sido beneficiados, nas eleições e nas casas legislativas, pelo dinheiro “sujo”.  Dia desses ele afirmou que está retomando suas atividades políticas, buscando recuperar o tempo perdido. Na manhã seguinte veio, no noticiário, dados sobre seu envolvimento no caso da Petrobras, o tal “lava-jato” do Juiz Moro. Aí fica difícil! E ele se declara inocente, injustiçado igualzinho a você! E continua ajoelhado e jurando não saber de nada – oxente! , sobre “Mensalão”! Você, também, que apenas teria assinado cheques em branco, quando presidente do PT, desinteressado pelo destino a ser dado para aquela “grana”! E que “grana”! Ele, o Dirceu, o outro Zé, está pleiteando aposentadoria, não sei através de qual instituto, inclusive querendo adicionar a temporada fora, como exilado, em tempos de Revolução!!! É ou não é difícil, sô? Essa vaca, chamada Estado Brasileiro, tem é que secar as tetas mesmo! A turma de vocês se mostra insaciável!!!

É preciso, Genuíno, digo, Genoíno, que vocês acordem. Essa “companheirada” está arrebentando com todos nós e ainda levanta o punho publicamente, em sinal de comemoração, mesmo quando é levado para a prisão, depois de promover mal feito! Não acredito em quem, via gesto copiado de movimento social dos negros americanos, dá vivas às suas falcatruas petistas, pessedebistas, pemedebistas e quaisquer outros siglas. São falsos “salvadores da Pátria”, deitados nas camas da ilegalidade, mais que marginais.  É desrespeito “dos brabos” com a população brasileira que vive um país em dificuldades, criadas pela insaciável sede de poder dos políticos, devendo mundos e fundos, com serviços básicos precaríssimos, aumento de preços de arrebentar, inflação descontrolada e políticos preocupados...com as eleições municipais do ano que vem e, agora, com a relação do Janot, enquanto  o povão vai pagando a conta do que ele não gastou, cobrada em forma de verdadeira agiotagem!!!

E você está livre e solto. Genoíno, ah Genoíno!!!


terça-feira, 3 de março de 2015

Os Carabineiros do Chile

                                    

Wilalba F. Souza                                                                         03/03/2.015


Os Carabineiros do Chile são a “polícia militar” ostensiva daquele país, criada em 1.927 e possui, também, um setor de investigações, estando apta a desenvolver o “ciclo completo da atividade policial”, que leva o infrator diretamente aos tribunais, sem a necessidade de percorrer os trâmites burocráticos que emperram a responsabilização de quem comete crimes. A legislação brasileira, neste aspecto, favorece os criminosos, inclusive os mais contumazes e isenta, por inépcia, pequenos delitos que se avolumam e atazanam a vida do cidadão.

Historicamente essa Corporação é relativamente nova, e se originou nos antigos Corpos de Cavalaria, conhecidos por usarem carabinas em seus efetivos. Alexandre Garcia está passando uns dias naquele importante e desenvolvido país sul-americano, colonizado por espanhóis, que é reconhecido nos mapas pela extensão bem estreitas de suas terras nas cordilheiras sul-americanas. Mas o nosso famoso cronista, crítico ferrenho e conhecedor das mazelas político-sociais que nos perseguem, através dos tempos, neste Brasil que poderia ser mais respeitado, derramou,  estes dias, os maiores elogios àquela força que detém enorme prestígio junto aos cidadãos aos quais serve.

Pra quem acha que militar não pode fazer policiamento, sugere-se pesquisar algumas informações sobre a excelência daquela polícia, e de outras similares, na Espanha, na França, com a sua militaríssima Gerdarmerie e ainda  junto à homônima canadense.

Há pouco mais de vinte anos fui designado, com mais três ou quatro colegas mineiros, para frequentar o Curso Superior de Polícia em Recife, na Polícia Militar de Pernambuco. A turma, composta por trinta ou quarenta oficiais superiores originários de todo o Brasil, foi frequentada também o Capitão Carabineiro Miguel Angel Panadés, chileno ainda jovem, de traços físicos europeus, cultura acima da média, centrado em seus objetivos de profissional da segurança pública. Trouxe sua família e, lembro bem, não se acostumou com o clima quente e muito menos com os costumes do nordeste. Ele propalava que Augusto Pinochet, o general que poucos anos antes (1.990) deixara o poder que exercera desde 1.973, depois da “Revolução” que derrubou Allende, tinha a maior consideração com sua Corporação, e mais que isto, depositava nela a maior confiança, pela sua qualidade de trabalho e disciplina, a ponto de entregar-lhe a responsabilidade por sua  segurança  pessoal,  dispensando  o  Exército da tarefa.  – Nosso general foi um grande gestor na recuperação econômica chilena, que ainda experimenta enorme força de desenvolvimento, dizia ele, em cujo país já se podia andar de carros importados europeus com alto índice de tecnologia. Pinochet, à época, ainda gozava de grande prestígio junto ao Exército e parte da população, além de exercer a função vitalícia de senador, ele que iria morrer, em 2006, vítima de um ataque cardíaco, não sem antes ser processado e responder, já velho, pelos seus atos, criminosos, ou não, cometidos, na condição de ditador, regime em que manteve uma autoridade absoluta.

Curiosa, e coincidentemente, quem preside o Chile nos dias de hoje, a exemplo do Brasil, é uma mulher, a senhora Bachetet, de carreira política consagrada e eleita pela segunda vez. O Chile, pelo que nos chega a conhecer, tem lá seus problemas, mas mantém um bom ritmo de crescimento e consegue implantar um sistema democrático e desenvolvimentista bem mais avançado que o nosso: é só, por curiosidade, pesquisar os números pertinentes disponíveis pela mídia. Enquanto os chilenos experimentam progresso, mesmo com uma economia mais ou menos do tamanho da que temos em Minas Gerais, nosso imenso Brasil patina na lama derramada pela sua classe política dirigente, mais preocupada com eleições e mordomias que enfrentar com seriedade os problemas criados e agravados pelas gestões desastrosas dos últimos anos que assistimos por aí, onde a corrupção é a “estrela da companhia”. Infelizmente!!!



domingo, 1 de março de 2015

Cego em Tiroteio


Wilalba F. Souza                                                                                     01/03/2.015                                                                         

As pessoas vão,  graças a Deus, envelhecendo, e parece que isto é da nossa natureza, passam a fazer suas reminiscências. Ontem telefonou-me um antigo companheiro de farda, pois trabalhamos, há muitos anos, na região de Governador Valadares e Aimorés, divisa com o Espírito Santo, em tempos de vida bem difícil. O sargento Mangel, parceiro de jornadas, sempre se destacou, entre seus colegas, pelo tirocínio que, aliado à sua disposição de trabalho, rendeu bons trabalhos para a comunidade. Passados mais de trinta anos que eu não o via, ele me telefonou e, ainda que rapidamente, lembrou-se da detenção que fizemos de um motorista que adaptara gás de cozinha em seu jeep, pois a gasolina era bem cara. Por ser prática ilegal e a adaptação perigosa– o gás era subsidiado para que as famílias pudessem tê-lo nas suas casas – o moço acabou multado, ficando apreendido o tal bujão.

Eram tempos de crise dos combustíveis, pois a Petrobras produzia pouco e a importação ficava muito cara. O preço do barril de petróleo custava um absurdo, o que refletia na alta da inflação, obrigatoriamente. A despesa do Brasil com esse item era enorme e o juro da dívida externa pesado, fazendo de nossa dependência do FMI uma verdadeira escravidão. Hoje pouca gente se lembra disso, mas esse foi um dos motes para evolução do pro-álcool, programa, à época, inédito no mundo e que, junto com medidas sérias perpetradas via Petrobrás, minimizaram nossa dependência de tais importações. O governo dos militares deixava claro, sobre as medidas implementadas, seu grau de seriedade, e que tudo era feito para melhorar a situação do país. Embora haja quem conteste os militares, quem é imparcial em relação à sua administração, mesmo sem sê-lo quanto ao sistema de governo, sabe que, reconduzida à nação à democracia que os brasileiros queriam, os “milicos” deixaram uma estrutura de base para o deslanche da economia e do desenvolvimento, dela tendo se aproveitado o presidente Itamar Franco e Fernando Henrique que conseguiram, de fato, colocar o comboio nos trilhos, via “Plano Real”.

E democracia é assim. Assume o governo quem o povo quer. Os militares teriam sido colocados lá pela vontade popular e de lá foram retirados da mesma maneira. E tudo ia muito bem até que os militantes do PT e seus aliados encontraram em Lula o perfil ideal para dirigir essa imensidão de território, que é o nosso Brasil. Aproveitando tudo que recebera de positivo dos seus antecessores, navegou em águas tranquilas e fez seu nome “flanar” por este mundo de Deus. Afeito a lorotas, com seus programas assistenciais ganhou a simpatia de boa parte do povo, mas em relação à economia e à ética escorregou. E como! Ele propalava aos quatro cantos que o Brasil nada devia ao FMI, a quem inclusive emprestava dinheiro e o esbanjou, mesmo em época de crise mundial, chamada por ele de “marolinha”. E, de firula em firula, com muita propaganda oficial, contando com ajuda do “mensalão” e de outras “jogadas” rasteiras, emplacou D. Dilma no Planalto, mesmo sem ter “currículo” para isto, no dizer popular, morro abaixo, por quatro anos! E, deu no que deu, e no que ainda dará! Após sua reeleição, a “presidenta”, que em campanha escondera os frutos ruins, “oferecendo” apenas aqueles que pareciam bons, resolveu mostrar os podres e corrigir os rumos da economia. E como! Dizem que vendendo o almoço para comprar a janta...

A coisa tá preta. Tem gente querendo “impeachman”, por isto e por aquilo, mesmo quem  votou nela. E não tem jeito: a dona soltou um pacotão de impostos e aumentos de doer..., mais ainda no bolso do pobre.Pra“arredondar”, os políticos, parece, ficaram doidos...pra agarrar o que podem. É aumento  de ganhos daqui, passagem de avião prá lá e prás suas mulheres, com nomeação suspeita de colegas em CPI envolvidos no tal “lava-jato”, onde constam seus nomes, para apurar, “rigorosamente”, quais deles receberam propina, enquanto a juiz passeia no carro aprendido do “ricão” flagrado com a mão na massae a imprensa publica que a mulher do Tiririca vai viajar de avião, sim, pronto, e acabou! Ao mesmo tempo, caminhoneiros quase param o Brasil, pois D. Dilma está querendo recuperar a Petrobras a qualquer preço, dando tratamento isonômico para suprir os erros idêncicos cometidos coma Eletrobras, cujos sistemas estão com as pernas “bambinhas da silva”, segundo ela e seus assessores, por causa da “crise hídrica”. Assim, cada dia sai um boato nas redes sociais. Dia 13 deste mês os militantes do PT vão às ruas pra manter suas boquinhas, em favor de Dilma. O Lula já reclamou que eles querem é dinheiro e não lutam mais sópor ideologia. O ex-presidente é de uma hipocrisia invejável: ele que não tem grana e nem tá aí pra isso!!!E, dia 15 de março, aqueles que não concordam com a “desgovernança” vão à luta pelo “Fora PT, fora Dilma”!  Pelo prisma governamental as eleições por eles vencidas e a democracia garantem que, em seus nomes, tudo pode ser feito, inclusive esculhambar com nossas vidas, do jeito que eles quiserem. Pelo menos é assim que deduzimos, mediante suas argumentações.


Como o que gosto e acompanho mais são os assuntos ligados à segurança pública e à polícia, dá pra se ver que esses desencontros, todinhos, desaguarão  nas corporações que fazem, ou tentam fazer, a segurança nas ruas. Não bastassem os elevadíssimos índices criminais por todo o Brasil, que exigem muito dos nossos contingentes, vemos, com apreensão, a possibilidade de entreveros sociais urbanos, que deslocarão policiamento para controlar distúrbios e quebradeiras, reduzindo a capacidade de combate ao crime diuturno, fazendo essa bola de neve crescer. Nossa conclusão, à vista desse caos já presente, me transporta lá para os tempos de juventude, quando, deparando com situações similares e sem saída, iríamos concluir que, infelizmente, essas autoridades estão mais perdidas que “cego em tiroteio”!!!