Wilalba F. Souza
01/03/2.015
As pessoas vão, graças a Deus, envelhecendo, e parece que isto
é da nossa natureza, passam a fazer suas reminiscências. Ontem telefonou-me um
antigo companheiro de farda, pois trabalhamos, há muitos anos, na região de
Governador Valadares e Aimorés, divisa com o Espírito Santo, em tempos de vida
bem difícil. O sargento Mangel, parceiro de jornadas, sempre se destacou, entre
seus colegas, pelo tirocínio que, aliado à sua disposição de trabalho, rendeu
bons trabalhos para a comunidade. Passados mais de trinta anos que eu não o via, ele
me telefonou e, ainda que rapidamente, lembrou-se da detenção que fizemos de um
motorista que adaptara gás de cozinha em seu jeep, pois a gasolina era bem
cara. Por ser prática ilegal e a adaptação perigosa– o gás era subsidiado para
que as famílias pudessem tê-lo nas suas casas – o moço acabou multado, ficando
apreendido o tal bujão.
Eram tempos de crise dos
combustíveis, pois a Petrobras produzia pouco e a importação ficava muito cara.
O preço do barril de petróleo custava um absurdo, o que refletia na alta da
inflação, obrigatoriamente. A despesa do Brasil com esse item era enorme e o
juro da dívida externa pesado, fazendo de nossa dependência do FMI uma
verdadeira escravidão. Hoje pouca gente se lembra disso, mas esse foi um dos
motes para evolução do pro-álcool, programa, à época, inédito no mundo e que,
junto com medidas sérias perpetradas via Petrobrás, minimizaram nossa
dependência de tais importações. O governo dos militares deixava claro, sobre
as medidas implementadas, seu grau de seriedade, e que tudo era feito para
melhorar a situação do país. Embora haja quem conteste os militares, quem é
imparcial em relação à sua administração, mesmo sem sê-lo quanto ao sistema de
governo, sabe que, reconduzida à nação à democracia que os brasileiros queriam,
os “milicos” deixaram uma estrutura de base para o deslanche da economia e do
desenvolvimento, dela tendo se aproveitado o presidente Itamar Franco e
Fernando Henrique que conseguiram, de fato, colocar o comboio nos trilhos, via
“Plano Real”.
E democracia é assim.
Assume o governo quem o povo quer. Os militares teriam sido colocados lá pela
vontade popular e de lá foram retirados da mesma maneira. E tudo ia muito bem
até que os militantes do PT e seus aliados encontraram em Lula o perfil ideal
para dirigir essa imensidão de território, que é o nosso Brasil. Aproveitando
tudo que recebera de positivo dos seus antecessores, navegou em águas
tranquilas e fez seu nome “flanar” por este mundo de Deus. Afeito a lorotas,
com seus programas assistenciais ganhou a simpatia de boa parte do povo, mas em
relação à economia e à ética escorregou. E como! Ele propalava aos quatro
cantos que o Brasil nada devia ao FMI, a quem inclusive emprestava dinheiro e o
esbanjou, mesmo em época de crise mundial, chamada por ele de “marolinha”. E,
de firula em firula, com muita propaganda oficial, contando com ajuda do
“mensalão” e de outras “jogadas” rasteiras, emplacou D. Dilma no Planalto, mesmo
sem ter “currículo” para isto, no dizer popular, morro abaixo, por quatro anos!
E, deu no que deu, e no que ainda dará! Após sua reeleição, a “presidenta”, que
em campanha escondera os frutos ruins, “oferecendo” apenas aqueles que pareciam
bons, resolveu mostrar os podres e corrigir os rumos da economia. E como! Dizem
que vendendo o almoço para comprar a janta...
A coisa tá preta. Tem
gente querendo “impeachman”, por isto e por aquilo, mesmo quem votou nela. E não tem jeito: a dona soltou um
pacotão de impostos e aumentos de doer..., mais ainda no bolso do pobre.Pra“arredondar”,
os políticos, parece, ficaram doidos...pra agarrar o que podem. É aumento de ganhos daqui, passagem de avião prá lá e
prás suas mulheres, com nomeação suspeita de colegas em CPI envolvidos no tal
“lava-jato”, onde constam seus nomes, para apurar, “rigorosamente”, quais deles
receberam propina, enquanto a juiz passeia no carro aprendido do “ricão”
flagrado com a mão na massae a imprensa publica que a mulher do Tiririca vai
viajar de avião, sim, pronto, e acabou! Ao mesmo tempo, caminhoneiros quase
param o Brasil, pois D. Dilma está querendo recuperar a Petrobras a qualquer
preço, dando tratamento isonômico para suprir os erros idêncicos cometidos coma
Eletrobras, cujos sistemas estão com as pernas “bambinhas da silva”, segundo
ela e seus assessores, por causa da “crise hídrica”. Assim, cada dia sai um
boato nas redes sociais. Dia 13 deste mês os militantes do PT vão às ruas pra
manter suas boquinhas, em favor de Dilma. O Lula já reclamou que eles querem é dinheiro
e não lutam mais sópor ideologia. O ex-presidente é de uma hipocrisia
invejável: ele que não tem grana e nem tá aí pra isso!!!E, dia 15 de março,
aqueles que não concordam com a “desgovernança” vão à luta pelo “Fora PT, fora
Dilma”! Pelo prisma governamental as
eleições por eles vencidas e a democracia garantem que, em seus nomes, tudo
pode ser feito, inclusive esculhambar com nossas vidas, do jeito que eles
quiserem. Pelo menos é assim que deduzimos, mediante suas argumentações.
Como o que gosto e
acompanho mais são os assuntos ligados à segurança pública e à polícia, dá pra
se ver que esses desencontros, todinhos, desaguarão nas corporações que
fazem, ou tentam fazer, a segurança nas ruas. Não bastassem os elevadíssimos
índices criminais por todo o Brasil, que exigem muito dos nossos contingentes,
vemos, com apreensão, a possibilidade de entreveros sociais urbanos, que
deslocarão policiamento para controlar distúrbios e quebradeiras, reduzindo a
capacidade de combate ao crime diuturno, fazendo essa bola de neve crescer.
Nossa conclusão, à vista desse caos já presente, me transporta lá para os
tempos de juventude, quando, deparando com situações similares e sem saída,
iríamos concluir que, infelizmente, essas autoridades estão mais perdidas que
“cego em tiroteio”!!!
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