Wilalba F. Souza 06/Dez/2020
Na
criação da "Boina" nos propusemos a escrever e opinar sobre nosso
cotidiano. E assim temos procedido, neste humilde blog, há alguns anos. Vez por
outra o espaço temporal entre as crônicas se estende. E por motivos os mais
diversos. Não por falta de assunto, mas, até mesmo, por excesso deles.
Tivemos
recentemente as eleições municipais, quando olvidaram geral e irrestritamente,
a pandemia, pois político não vive sem elas. Assim, com toda sua autoridade,
deram um recesso ao vírus, até contarem os votos, válidos, nulos e abstenções
(estas, moralmente, ganharam o pleito).
Surpresas?
Em cidades menores, como a minha Barbacena, com pouco mais de 12.000 votos,
venceu Carlos Du, do MDB (quase concorreu pelo PSOL ???). As velhas lideranças
dos Bias e Andradas, "sobraram". Nem sei quem é (o novo prefeito),
assim como muitos dos milhares de eleitores que votaram nele. E Kalil, de Belo
Horizonte brilhou. Este senhor, mais grosso que porta de igreja, levou o troféu
sem dificuldades. E reiniciou suas ações tranca-ruas.
Mas, nós
brasileiros, nunca devemos nos surpreender com nada. Paes, do Rio de Janeiro,
carinha de bom moço, destronou o pastor Crivéla, chegado a um arrocho. Mas
carioca não gosta de aperto - diferente do mineiro: então, providenciariam uma
“distensão”. Voltaram com um mais "maneiro", mesmo que com alguns
processos em andamento.
Em
São Paulo, o Sr. Boulos, um extremista conhecido por liderar invasões de
propriedades públicas e particulares, ensaiou uma pressão, pra mim aproveitando
a péssima memória do povo. Mas o neto do velho Covas permaneceu. Foi reeleito.
Este moço é de muita raça: mesmo doente, e depois de ultrapassar uma Covid,
venceu. É, mas seu governador, J. Dória, como sempre, assumiu, a si, a
vitória...
Enfim, as
coisas continuam na mesma balada, neste ano pandêmico. Nosso presidente manda
pouco, fala muito, e recebe, diária e "noturnamente", fortes pancadas
da grande mídia. Mas, a despeito disso, não vislumbramos, ainda, quem possa se
contrapor a ele em eleição presidencial futura.
O
mesmo raciocínio funciona em relação aos presidentes das casas legislativas,
Alcolumbre e Rodrigo Maia Já estão se garantindo, num conluio com o STF- a
Constituição veda, peremptoriamente - recondução sequencial aos dois cargos.
Mas acima dessa Constituição, dita cidadã, está o Supremo Tribunal Federal
(muita gente diz que não, mas na prática é assim). Esse pessoal está reunido,
pra desmoralizar, mais ainda, a Carta Magna. Placar, até agora: cinco a zero
pra dupla. Inclusive o ministro indicado
por Bolsonaro já votou. Então... Nem adianta coçar a cabeça!!!
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