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sábado, 19 de dezembro de 2020

Cinquenta e cinco dias em Pequim, ou "A revolta dos Boxers"

 Wilalba F. Souza           20/Dez/2020 

Um filme com esse título foi lançado em 1963. Mao Tsé-Tung estava no auge de seu governo revolucionário, ele que unira, pela força, a China, em um regime comunista. Claro que a influência inglesa direta derretera, exceção feita a Hong Kong, o que duraria por mais algum tempo, naquela, reconhecidamente cidade-estado, ocidentalizada, com de histórico extremamente complexo, universalmente assediada por motivos econômicos. Vale a pena dar uma estudada nesses aspectos. Na segunda guerra os aliados expulsaram os japoneses de lá! Mao estava chegando.

Mas, no filme, que não deixa de ter um conteúdo documentário, se vê, perfeitamente, como o mundo ocidental, capitalista se debruçou sobre aquele gigante, esgarçado por dinastias, grupos de poder e étnicos, cada um tentando unir tudo em torno de um mando, uma só autoridade, um só governo.

Os denominados "Boxers” formavam uma tribo engajada por lutadores marciais violentos, que se rebelaram contra a forte presença estrangeira - ingleses, franceses, alemães e até americanos. E estes tiveram que mandar tropas para resgatar seus cidadãos, integrantes de missões diplomáticas. Morreu muita gente. Mas essa saga prosseguiu, e continua, como já foi dito, principalmente em relação a Hong Kong.

Observando o cenário mundial de hoje, onde se destacam o tal vírus, Covid-19, e o local onde ele teria se originado, a China, sutilmente se percebe a inversão dos papéis, considerado o enredo do filme estrelado por Charleston Heston e David Niven. Atualmente os tentáculos chineses alcançam todo nosso mundo de Deus. A começar pelos Estados Unidos, onde têm investimentos inimagináveis. Na indústria automobilística isto se mostra escancarado. As grandes marcas que o digam, pelas parcerias e sociedades solidificadas.

Os americanos entregaram, e isto vem de muitos anos passados, e é o que se vê, seu mercado de manufaturados (mão de obra na China é barata) aos orientais e, devagar, pacientemente, sempre avançaram muito além disso. Constroem de "um tudo", como se diz no nordeste brasileiro. Das bonecas de pano aos aviões e foguetes. Avançam célere e tecnologicamente por todas as áreas de conhecimento. E olhem que não falamos de flores, digo, de insumos, máscaras e vacinas... isto é coisa pequena!!!

 

"Deixem a China dormir, pois quando ela acordar o mundo irá tremer!

(Napoleão Bonaparte)

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