Wilalba F. Souza 20/Dez/2020
Um
filme com esse título foi lançado em 1963. Mao Tsé-Tung estava no auge de seu
governo revolucionário, ele que unira, pela força, a China, em um regime
comunista. Claro que a influência inglesa direta derretera, exceção feita a
Hong Kong, o que duraria por mais algum tempo, naquela, reconhecidamente
cidade-estado, ocidentalizada, com de histórico extremamente complexo,
universalmente assediada por motivos econômicos. Vale a pena dar uma estudada
nesses aspectos. Na segunda guerra os aliados expulsaram os japoneses de lá!
Mao estava chegando.
Mas,
no filme, que não deixa de ter um conteúdo documentário, se vê, perfeitamente,
como o mundo ocidental, capitalista se debruçou sobre aquele gigante, esgarçado
por dinastias, grupos de poder e étnicos, cada um tentando unir tudo em torno
de um mando, uma só autoridade, um só governo.
Os
denominados "Boxers” formavam uma tribo engajada por lutadores marciais
violentos, que se rebelaram contra a forte presença estrangeira - ingleses,
franceses, alemães e até americanos. E estes tiveram que mandar tropas para
resgatar seus cidadãos, integrantes de missões diplomáticas. Morreu muita
gente. Mas essa saga prosseguiu, e continua, como já foi dito, principalmente
em relação a Hong Kong.
Observando
o cenário mundial de hoje, onde se destacam o tal vírus, Covid-19, e o local
onde ele teria se originado, a China, sutilmente se percebe a inversão dos
papéis, considerado o enredo do filme estrelado por Charleston Heston e David
Niven. Atualmente os tentáculos chineses alcançam todo nosso mundo de Deus. A
começar pelos Estados Unidos, onde têm investimentos inimagináveis. Na
indústria automobilística isto se mostra escancarado. As grandes marcas que o
digam, pelas parcerias e sociedades solidificadas.
Os
americanos entregaram, e isto vem de muitos anos passados, e é o que se vê, seu
mercado de manufaturados (mão de obra na China é barata) aos orientais e,
devagar, pacientemente, sempre avançaram muito além disso. Constroem de
"um tudo", como se diz no nordeste brasileiro. Das bonecas de pano
aos aviões e foguetes. Avançam célere e tecnologicamente por todas as áreas de
conhecimento. E olhem que não falamos de flores, digo, de insumos, máscaras e
vacinas... isto é coisa pequena!!!
"Deixem
a China dormir, pois quando ela acordar o mundo irá tremer!
(Napoleão
Bonaparte)
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