Wilalba F. Souza 07/Dez/2020
A
velha história de imprevisão do que pode vir da cabeça de juiz se manteve
ontem. Depois de cinco votos sequenciais favoráveis à
"inconstitucionalidade" da Constituição Cidadã de 1988, mas
certamente resultante da "grita geral" por redes sociais e membros do
Congresso - que acionaram seus "trombones" - os demais ministros,
claro que a partir do quinto voto - se negaram permitir mais um achaque à Carta
Magna. Então fica definido: a não ser que se vote, nas casas legislativas, um
projeto de Emenda Constitucional, a tal reeleição de Alcolumbre e Maia está
vedada.
Depois
que o ministro Lewandowski, que presidiu, no Congresso, o julgamento da
cassação da ex-presidente Dilma, descumpriu, na maior "cara dura", o
texto constitucional, mantendo-a com seus direitos políticos, a coisa toda vem
se degringolando. Dia desses votaram
favoravelmente à soltura de Luís Inácio Lula, mesmo condenado em segunda
instância. Claro que liberaram geral para outros apenados, entupindo e travando
os nada lépidos tribunais com enxurradas de recursos.
Aliás,
basta recorrermos aos noticiários deste ano para constatarmos o
auto-empoderamento do STF que julga de tudo e a todos. Uma estrutura monstruosa
abraçando o mundo. Primeiro, via seu ex-presidente Tóffoli, que tirou a
autoridade do presidente da República para coordenar o combate à pandemia,
repassando-a aos governadores e prefeitos.
Posteriormente transformou aquele tribunal em uma delegacia de polícia, instaurando
inquérito, determinando apreensões e prisões, para combater os ditos delitos
das tais "fake News". A esse respeito, sabe-se de indiciados existem,
ainda imobilizados com tornozeleiras eletrônicas. São inquéritos sem prazo e
inconclusivos. Pior: não há instância onde se recorrer! Esse é o Supremo
Tribunal Federal...
Nenhum comentário:
Postar um comentário