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quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

Um Negócio da China

Wilalba F. Souza              10/Dez/2020 

Covid 19, um negócio da China. Se isto é uma assertiva, não sei. Mas estamos assistindo esse micro-monstro-pandêmico-chinês balançar o mundo. Os ingleses - aventureiros conquistadores, por natureza - já foram seus "donos"... "donos", da China, pessoal! Parece mentira! Uma formiga dominar um elefante, mas aconteceu. Hong Kong que o diga! Exploraram, os bretões, o misterioso e gigantesco país, por anos a fio, ele integrado por grupos étnicos, dinastias e crendices orientais, próprias de sua cultura milenar. Era e é (?) um grande dragão, de entranhas desconhecidas.

As coisas, percebemos, mudaram, um tanto, por lá. O grande e poderoso líder, Mao Tsé-Tung, entre 1949 e 1975, uniu o gigante e estabeleceu lá o comunismo, um socialismo monopartidário (Partido Comunista Chinês). Exceções, o Tibet (berço dos monges), que se rebela, mas é subjugado, e Hong Kong, megametrópole super moderna, ex-colônia britânica, devolvida pelos ingleses. Se julgou livre, independente, mas isto não ocorre. Mao teria, enquanto presidente, segundo registros históricos, feito expurgo de adversários e oponentes, na ordem de 40/50 milhões de compatriotas... mortos!!!

O comunismo chinês é único, radical. Mais que ditatorial. Um primeiro-ministro, "boçal e soberano”, rege a estrutura estatal de controles absolutos, incrivelmente integrada por iniciativas com caráter capitalista especial, em relação ao comércio globalizado.  É uma super economia. Tudo é centralizado a mão de ferro. Poucos decidem, o autoritarismo impera, muitos empreendem, ficam ricos, mas definitivamente atrelados e fiéis à máquina estatal, dona de tudo, quiçá, de todos.

Mais de um bilhão de chineses mantêm sua força de trabalho. Milhões e milhões são mão de obra das atividades produtivas, nas indústrias, fábricas e na agricultura. As relações trabalhistas em nada se parecem com as da maioria do mundo ocidental. Aliás muito pouco se propala, sobre isto.  Há muito progresso material, científico e econômico, sim, e poucas liberdades individuais. Estranhamente não vemos debates sobre essa proposta comunista e seus resultados.

Negar o poderio tecnológico e econômico chinês é desconhecer um mínimo de tudo que eles irradiam pelo e para o mundo, mormente o ocidental. Do alfinete, roupas e manufaturados, à tecnologia de ponta: vide a briga com os EUA pelo domínio da telefonia 5 G.  É enorme o percentual de países que dependem mais, ou menos, da China. Exemplo: os próprios Estados Unidos! E sem essa de que há clima para cortarem suas relações comerciais. É um casamento sem desquite...  sem divórcio!

O nosso modesto Brasil entra nessa roda, também. Mas, se perguntarem, alguns curiosos: e o vírus? Para os chineses um excelente negócio. Sem crises, discordâncias políticas, histeria coletiva e pandemia, mantêm todos produzindo. Inclusive vacina! E estão "bamburrando".

Vão se empanturrar...

 

Obs.  Bamburrar: para os garimpeiros, é encontrar grande veio de metal, ou pedras preciosas - regionalismo do leste mineiro.

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