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segunda-feira, 30 de junho de 2014

Evolução, Formação e Disciplina nas Organizações Militares Mineiras

                    

Wilalba F. Souza                                                                  28jun2.014

Todo relacionamento social precisa ter suas regras. Por isto mesmo a busca de organização. E, nela, hierarquia e a disciplina estão presentes, mesmo sem algo escrito sobre o assunto..  Nos primórdios o mais forte ditava as regras. Evoluindo, o ser humano, outras variáveis foram sendo integradas, através dos tempos, à personalidade e, de forma cabal, a questão da força bruta perdeu importância dentro da convivência entre nós. A inteligência, a formação, o discernimento e outros talentos pessoais estão mais valorizados. Desta forma, ou de certa maneira, a força física, por si só, deixou de prevalecer e passou mais a servir nos aspectos em que ela é necessária e sob controle, ainda mais após o advento de armas e assessórios afins, cada vez mais eficazes.

Assim, o merecimento intelectual, o nível de ensino superior, o conhecimento, apoiado por condições físicas básicas, necessárias à execução de tarefas, estão em alta. Basta observar os processos de seleção por todos os segmentos, públicos ou privados. Fui educado em um regime disciplinar mais exigente, sem radicalismo, e tenho acompanhado algumas alterações nos regulamentos da PM e no BM, através dos anos. Num passado mais ou menos recente, o nosso homem era mais abrutalhado, inclusive dentre os oficiais. Para recrutamento de praças as exigências intelectuais eram básicas. Tivesse o candidato boas condições de saúde, primeiro grau e fizesse um mínimo de pontos num exame de escolaridade, estava “incluído”. Não se exigia, do soldado, grandes arroubos intelectuais, ainda mais que muitos jovens se esquivavam da farda caqui, ou amarela. A “procura” era pequena.

Os regulamentos eram muito severos. A autoridade de sargentos e oficiais inquestionável. Afinal, para lidar com homens de formação social e familiar menos refinada, pra não dizer deficitária em todos os sentidos, cada unidade tinha, no mínimo, um xadrez. Era comum determinar-se recolhimento, a ele, de policial militar que cometesse  falta disciplinar com  maior gravidade. E, muitas vezes, era feito mediante força. Isto fora as ordens e punições com detenções, quando o Oficial de Dia, ou seu preceptor, tinha que conferir o cumprimento das penas uma ou duas vezes por dia. Era a forma de ter a tropa sob controle, disponível e “motivada” pelo rigor e poder das regras.

Com o correr dos anos e a evolução, mesmo, de nossa sociedade, progredimos todos, juntos. O antigo RDPM (Regulamento Disciplinar da Polícia Militar) evoluiu para o atual Regulamento de Ética e Disciplina da PM/BM. Em relação às normas do passado, as mudanças foram quase radicais. As penas disciplinares restritivas de liberdade, de todo eliminadas. Nada de xadrez disciplinar. Prisão só mediante as prescrições contidas no Código Penal Militar ou em razão de enquadramento, pelas leis civis, por delitos assim concebidos. Certamente que comandar exige mais hoje de quem ocupa cargos de chefia. O código atual é extremamente recursal e dificulta penalizar o faltoso com a oportunidade que uma organização militar exige. E isto permite que desvios comportamentais fiquem sem apenação, por motivos vários e, me parece, principalmente pelo excesso de papel e burocracia. E, a nosso ver, aí reside a principal deficiência nas mudanças encetadas no ordenamento disciplinar em foco.

Passados alguns anos de sua edição, vemos necessidade de se fazer uma atualização nesses aspectos, eis que, a prática deve induzir e motivar alguns aperfeiçoamentos, em prol da melhor execução dos trabalhos de Polícia e Bombeiro Militares. Um de meus antigos comandantes sempre destacou, em suas palestras, que nenhuma instituição, sem embasamento disciplinar e hierárquico sólidos, consegue executar as missões para a qual foi criada. E eu deduzo que o equilíbrio entre as conquistas sociais, incluindo os salários, e a melhoria na prestação de serviços deve ser perseguido, sob pena de se investir muito e receber contrapartida de  pouca produtividade. E isto vale para todas as empresas, em especial as organizações militares.





quarta-feira, 25 de junho de 2014

Times de pernas de pau



Wilalba F. Souza                                                                           25jun14

Embora já estivesse nascido, e com três anos de idade, é claro que não tenho a menor noção sobre como foi a Copa do Mundo de 1.950, realizada no Brasil. Anos depois, principalmente após a vitória de 1.958, é que pudemos entender um pouco sobre esses eventos que, desde o início daquele século, é realizado pelo mundo, mais na  Europa, berço do esporte bretão. E o que se propalou mais foi sobre na derrota para o Uruguai no Maracanã, construído especialmente para o importante campeonato.

Me parece que a Segunda Grande Guerra, depois de destruir a Europa, “empurrou” o torneio para os lados de cá. Eurico Gaspar Dutra era presidente e o ex-ditador, Getúlio Vargas, candidato, retornaria ao Palácio do Catete – RJ, como se dizia naquele tempo,” nos braços do povo”. Sem dúvida alguma, a partir daí, esse esporte evoluiu, por todos os cantos, “empurrado”, também, pelo incremento das emissoras de rádio e, pouco depois, pela televisão. De início todas as residências tinham seu rádio, daqueles grandes, cheios de botões, com antena transversal no teto. Diversão garantida pelas novelas, músicas, noticiários, humorismo e...futebol.

Tais instrumentos foram muito importantes para a integração nacional. Chega ser incrível como, por todos os cantinhos de nossa terra, a lingua não tenha quaisquer alterações, a não ser por pequenos regionalismos que em nada interferem no nosso entendimento. E, com o tempo, essas “diferenças” têm sido minimizadas. Na  fronteira da Bahia com Minas, lá no Baixo Jequitinhonha, era comum se  entender enrabar como “correr atrás”, cabo como” rabo” e usar, perto do pessoal de lá, o termo bufar era reprovável. Palavrão mesmo! Atualmente acho que essa diferença regional inexiste. E exatamente pela integração via veículos de comunicação de massa.

Em 1.970, ano sempre lembrado pela conquista do tricampeonato e pelo badalado “Milagre Brasileiro”, tendo em vista o implemento  nacional em termos de industria, comércio, estradas, agricultura e pecuária, etc, pudemos ver a disputa pela “televisão colorida”. Foi uma festa só, vinda do México, que movimentou o “povão” de norte a sul, leste a oeste. Depois de sessenta e quatro anos e pentacampeão mundial, decidiram que a Copa seria realizada no Brasil. Muito”lobby”, grande  quantidade de recursos públicos e promessas mil  para recebermos  gente de toda parte do mundo, em estádios tão badalados quanto superfaturados. Coisa de primeiro mundo, instalada num país que não tem aeroportos e estradas do mesmo nível, carente de hospitais, médicos, escolas e professores. É o tal de circo, dado à população pelos dirigentes políticos.

Nem tudo está perdido. Muita coisa deve ser aproveitada desta balada. Meio mundo veio à nossa terra. Cuidadosamente conduzido por caminhos floridos, passando ao largo de seus inúmeros  bolsões de pobreza.  Mas, deixando de lado essas mazelas e possíveis incidentes com os estrangeiros, realmente é prazeroso vermos o pessoal de fora em nossa casa. Vieram se divertir, e estão fazendo isto. Ao mesmo tempo os políticos vão levando o ano eleitoral em “banho maria”, aproveitando estar  o  eleitor em estado de letargia, torpor mesmo. As  manifestações acontecem, até agora, mais ou menos sob controle, como parte das lavas que emanam deste verdadeiro  vulcão que entrou em erupção neste mês de junho e que vai até julho.

Após a Copa, ganhando, ou não, a disputa esportiva, o povão vai ter que “cair na real” e o vulcão ainda estará emanando calor.  Até outubro, mês das eleições, o “pau vai quebrar na casa de Noca”. O tom dos candidatos vai subir. Como na Copa, fica difícil palpitar sobre quem a vencerá. Os melhores times que vi, até agora, e respeitando outros pontos de vista, são os da Costa Rica, do Chile e o do  Brasil, e este um pouco melhor, pelo fator Neymar.  Sobre as disputas eleitorais fica mais difícil ainda opinar. Os “times” são muito ruins. Tudo “perna de pau”. 




segunda-feira, 23 de junho de 2014

Receita de moqueca

                                       

Wilalba F. Souza                                                                 19jun14

Enquanto criança eu morava com minha família, composta pelos meus pais e seus oito filhos. Uma “escadinha” e tanto que vivia perambulando pelas ruas empoeiradas de Governador Valadares, banhada pelo Rio Doce e servida pela, à época, Estrada de Ferro Vitória-Minas. Com a cidade em crescimento, assistimos madeireiros destruírem a Mata Atlântica, naquela região leste, onde comercializavam as madeiras nobres e punham fogo no resto, abrindo espaço para estradas e pastos que abrigariam a criação de gado bovino.

Não existia qualquer preocupação com a natureza, com a ecologia. Todo mundo tinha armas de caça e, não raro, várias espécies de aves e animais faziam parte do cardápio popular. O crime, cometido inconscientemente pelos aventureiros e novos empreendedores que aportaram à cidade, nunca era abordado, pois o que mais interessava era o progresso, a qualquer custo, daquela promissora parte de Minas. Sobre o assunto, as escolas se calavam e não me lembro do tema integrar compêndios.

A gente também não deve generalizar sobre o consumo de carne da fauna silvestre por famílias. Lá em casa, por exemplo, nunca fizemos uso dessa prática. Meu pai sempre mantinha, no quintal, uma pequena horta e um ou dois” capados” que faziam nossa festa de tempos em tempos. Matavam o bichinho, davam uma queimada na pele e aproveitavam tudo. Tripas e sangue para chouriço, carne picadinha para linguiça, pernis para um assado, miúdos para a feijoada, com feijão preto, que só era usado, não sei porque, pelas pessoas mais pobres. Se alguém chegasse em uma casa e visse o pessoal comendo d o “pretinho”, já deduzia: esse pessoal deve estar passando por dificuldades!!! Pura besteira!

Tinha o tal bucho que se dava pros menos favorecidos. Quem comesse isto estaria quase cometendo um crime. Se servido em prato esmaltado então, era o “fim do mundo”. Pior ainda se tivesse um descascado qualquer. Pois é, as coisas mudam! O bucho virou dobradinha. E é delicioso, mas tem que saber como prepará-lo. Comi muita dobradinha lá pelo baixo Vale do Jequitinhonha, onde fiz muitas “diligências”, como se dizia antigamente. Hoje ainda se acha, mas não é muito comum. Em Governador Valadares tínhamos comê-la quase que escondido, depois de uma boa dose de pinga. Veja só!

O Rio Doce, ah doce rio! Dava peixe que não cabia nem em história de pescador. Dourados e Surubins, como dizia meu finado tio Eugênio, “era de monte”. O resto, que vinha nas tarrafas e nos anzóis, de segunda categoria. Pois é! Virou um grande esgoto e escoadouro de produtos químicos de indústrias. O mau-cheiro chegava da Cenibra (fábrica de papel), instalada acima um sessenta quilômetros. Preço do progresso “justificavam” os incômodos...

Ainda nos bons tempos, chegou à nossa casa, um amigo de meu pai, curiosamente chamado de “Zé Aflito”. De dentro de um embrulho, feito com um papel grosso – os açougues o usavam antigamente – retirou muitas postas de dourado, ou surubim, e foi logo pedindo: - Alceu, faz aí esse peixe pra nós! – É pra já, respondeu... Postas do peixe numa bacia, meu velho deu uma temperada com sal e limão, na medida, deixando reservado. Em seguida picou, em pedaços pequenos, vários tomates bem maduros. Mesma coisa com a cebola de cabeça e cheiro verde – salsinha e  cebolinha. O molhe de coentro, bem generoso, à vista, e  uma garrafa de pinga debaixo da pia.

Numa panela grande, já ao fogo no fogão à lenha, uma boa quantidade de gordura – óleo de soja estava começando – e um pouco de azeite – era muito caro – e  uma colherada de colorau (urucum). Panela quente e o “cozinheiro” colocou uma camada de tomate com cebola, outra de postas, e foi intercalando, também com o cheiro verde e o coentro, até encher o vasilhame. Abafado com uma tampa, esperamos uns trinta minutos. Com o caldo fizeram um pirão, com farinha de mandioca. Curioso, não saí de perto. Premiado, me serviram arroz branco, o peixe com pirão bem colorido, e uma folha de alface. “ – Pai! Este peixe tem espinho? – Tem não menino! Come logo!  Caladinho fui sentar num cantinho do chão da cozinha e “apresentado” à legítima moqueca de peixe. Coisa dos capixabas que, hoje recebem, via Rio Doce, nossos esgotos. Dourados e surubins? Desaparecemos com eles...



sexta-feira, 20 de junho de 2014

VIVA O POVO BRASILEIRO. POR RUTH AQUINO

Todas as semanas leio o artigo da Ruth Aquino com textos ricos, de fácil entendimento e que nos remetem sempre a uma reflexão. Este é mais um. Fala das palavras do Então Presidente Lula.

É uma vergonha e uma irresponsabilidade com o povo brasileiro a guerra entre classes sociais que Lula vem fomentando. Uma guerra fictícia que só serve a objetivos eleitoreiros. Os insultos grosseiros dirigidos a Dilma Rousseff na estreia da Copa do Mundo, no Itaquerão, têm sido usados por Lula para atacar, mais uma vez,  a tal “elite branca” que ele adulou em 2002 como candidato à Presidência.
Há 12 anos, Lula tentava cativar banqueiros, empresários e a classe média. Queria afastar o medo de que um metalúrgico sindicalista no Planalto pudesse lançar o Brasil no comunismo. Um medo infundado, porque Lula manteve a política econômica de Fernando Henrique Cardoso e conservou a seu lado ministros-chave. Lula prometia construir “um Brasil solidário e fraterno, um Brasil de todos”. Uma de suas bandeiras era a ética, a mudança na forma de fazer política, o combate inclemente à corrupção.
Hoje, o que significa ser brasileiro e patriota? Quem faz greve, para o PT, é oportunista, e as paralisações são políticas, visam derrubar Dilma. Os estudantes que protestam por direitos como educação, saúde e transporte não passam de garotos mimados, filhinhos de papai. Os médicos e professores que exigem melhores salários e condições de trabalho são antipatriotas. Melhor importar cubanos e pagar salários aviltantes porque o grosso vai para Fidel. Os metroviários, os rodoviários tampouco são o povo brasileiro, porque, afinal, tocaram o terror antes da Copa das Copas. Os sem-terra e sem-casa, que não viram o governo do PT cumprir um décimo das promessas de habitação, não passam de uns ingratos.

O maior inimigo de Lula e Dilma, hoje em dia, é o que eles chamam de “elite branca”. Primeiro, pela cor da pele – Lula já deixou claro que brancos, na sua opinião, são perniciosos e causam desastres internacionais na economia. Especialmente, os de olhos azuis. Em segundo lugar, estudaram demais, leram demais, fizeram mestrado, doutorado. Segundo Lula, isso estraga o caráter. As convicções de Lula deveriam impedi-lo, moralmente, de aceitar e comemorar os títulos de doutor honoris causa de universidades no mundo inteiro.  Acadêmicos, professores universitários, cientistas não são, definitivamente, “o povo brasileiro”. Ricos, então... Esses deveriam ser banidos. Não os ricos “públicos” – políticos, senadores, deputados, sindicalistas, amigos do PT. O ódio é contra os ricos “privados”. Esses são mal-educados, xingam Dilma, em pleno estádio. O povo brasileiro não é assim. É cordial e civilizado. E, quando sai quebrando tudo na rua, deixa de ser brasileiro?
Temos presenciado o exercício pobre, populista, ignorante, de tentar desviar a insatisfação popular para uma guerra entre classes sociais e até entre grupos étnicos. É o maniqueísmo do Poder. Trata-se de um recurso comum de governos acuados, de qualquer coloração política. É bem verdade que, dentro do governo, tem gente que se envergonha do “nós contra eles”. Na quarta-feira, o ministro Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência, afirmou que não foi só a “elite branca” que xingou Dilma. “Não tinha só elite branca, não! Fui e voltei de metrô. Tinha muito moleque gritando palavrão dentro do metrô que não tinha nada a ver com elite branca. A coisa desceu! Esse cacete diário de que não enfrentamos a corrupção, aparelhamos o Estado, somos um bando de aventureiros que veio se locupletar, essa história pegou na classe média.” A classe média no Brasil tem renda familiar per capita de R$ 291 a R$ 1.019, segundo o governo. Ela é centrista, conservadora e, hoje, insatisfeita com a inflação crescente, o descontrole dos gastos públicos, o baixo nível dos serviços públicos e a corrupção institucionalizada. Ela estava no estádio.
Nesses momentos de retórica radical, vale entrar no túnel do tempo e reler o que o candidato Lula escreveu há exatos 12 anos na “Carta ao povo brasileiro”:
– O Brasil quer mudar. Mudar para crescer, incluir, pacificar. Nosso povo constata com pesar e indignação que a corrupção continua alta e, principalmente, a crise social e a insegurança tornaram-se assustadoras. O país não pode insistir nesse caminho. O povo brasileiro quer mudar para valer. Quer trilhar o caminho da reforma tributária, que desonere a produção. Da reforma agrária que assegure a paz no campo. Da redução de nossas carências energéticas e de nosso deficit habitacional. Da reforma previdenciária. O novo modelo não poderá ser produto de decisões unilaterais do governo. Acredito que o atual governo colocou o país novamente em um impasse. A estabilidade, o controle das contas públicas e da inflação são hoje um patrimônio de todos os brasileiros. Não são um bem exclusivo do atual governo. Vamos ordenar as contas públicas e mantê-las sob controle.
Luiz Inácio Lula da Silva, 22 de junho de 2002.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Reivindicando como um leão e Votando como um jumento


Wilalba F. Souza                                                                13jun14


Ao “passear” pelo blog do coronel Paulo Paul, da reserva da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, li, em um de seus textos, a frase, no contexto de uma de suas crônicas, ou reportagens que lá existem em profusão. E não é que o brasileiro tem esta mania! São manifestações por todos os lados, recheadas de “black-blocks”, a quebrar o que vêem pela frente, sem medir as conseqüências. Praticando e incitando a violência. É a psicologia da multidão, onde seus componentes, se sentindo energizadas, se é que podemos dizer assim, como que seguindo um ensaio, repetem os mesmos atos, sejam eles quais forem.

Nas quebradeiras de ontem, dia da estreia do Brasil na Copa do Mundo,há imagens de um pai arrancando uma balaclava (máscara que cobre a cabeça e o rosto, iguais a que os pilotos de formula 1 usam), irritado e  gritando ao filho que trabalhava para mantê-lo, e não para vê-lo no meio daquela turba. Aquele garoto, de classe média – assim parecia – deve ter conforto acima do padrão brasileiro, celular “incrementado” por mídias avançadas, cama confortável e, certamente, ocupa vaga em uma boa escola, paga ou pública. Seus pais devem considerá-lo “bom garoto”, com defeitos próprios da idade, e lhes dão, religiosamente, quatro refeições diárias, coisa que desejava o Lula quando ainda era pobre.

No “teatro de operações”, a Polícia Militar é composta, em sua grande maioria, por muitos jovens de mais ou menos  mesma idade do rapaz acima citado. Todos brasileiros, com sonhos parecidos, em campos antagônicos, naquele momento conturbado. Em casa, pais preocupados com pedradas, bombas, pauladas, cacetetadas e outras ocorrências, graves ou não. Certamente a esposa do senhor que retirara seu filho das “confusões” assistira, aflita, o que a TV mostrava a todo Brasil. Em outro lar, os pais, a esposas e filhos dos PM vendo as ações de seu pelotão. Um deles, ferido por uma pedrada, era retirado por colegas. Críticos, de fora da contenda, passam a analisar, sentados em confortáveis poltronas, tudo. As origens dos black blocks, com alguns até defendendo suas ações, acusando a polícia de violenta. Outros fazendo exatamente o contrário e incitando: “- A polícia tem é que baixar a borduna nesses malfeitores!”. E claro, a mídia explorando a audiência, num show sem fim. Conclusão: muitos setores lucram com isto!

E, neste mês de Copa do Mundo, podemos nos preparar para muito circo, futebol e confusão. Confusão e futebol. O debate político está enfraquecido. Pobre. A baixaria está à solta. O Brasil na Berlinda. Notícias do exterior colocam em xeque até nossa democracia, exatamente em razão das tais “manifestações”. Exagero, eis que, há muito pouco tempo, a França, “berço da liberdade”, estava incendiada por protestos violentos sem que se colocasse em dúvida sua condição democrática  e sua governabilidade. A nós, desfavoravelmente, incidentes de rua em evento de repercussão mundial. Só que...

Infelizmente, por mais que sejamos informados sobre as mazelas de determinados políticos, seus desvios de comportamento e de dinheiro dos cofres públicos a encherem seus bolsos e de seus apaniguados, eles continuam por aí. Eleitos por essas mesmas pessoas que, inconformadas com os problemas nacionais – e elas não são poucas – decidem fazer greves, paralisar cidades, fechar hospitais, além de destruir patrimônio público e privado. Não seria melhor “quebrarmos” a seqüência nefasta de políticos e governantes que se perpetuam “mamando” no erário, rindo nas nossas caras, através do voto consciente? Pra quê continuar votando como jumento e manter uma corja de desonestos a nos dirigir?


quinta-feira, 12 de junho de 2014

Historias que eu guardo...esta escreví em 2.009.


                                     

                                     Disciplina e Adestramento

05out09

                                                                                                                      Wilalba F. Souza
Há alguns dias fui convocado pela UMMG (União dos Militares de Minas Gerais) para uma reunião de trabalho na nossa sede em Belo Horizonte. Infelizmente o presidente havia se demitido e o vice-presidente, coronel César Braz Ladeira, estaria sendo conduzido, legal e formalmente, àquele cargo que exige muita dedicação e suor. E eu tenho certeza que isto nunca seria, ou será, problema para ele,, eis que o nosso colega sempre demonstrou força de trabalho e entusiasmo ímpares.

Conheço o coronel César desde os idos de 1.963, quando, adolescentes,      frequentamos o Colégio Estadual de Barbacena.  Concluindo o antigo ginasial, de  lá  saímos, juntos com o o Oswaldo Olímpio Emídio e o Orlando Antônio de Freitas, hoje coronéis da reserva,  para o Curso de Formação de Oficiais no Departamento de Instrução, em 1.966.  Depois de declarados aspirantes, nossa convivência deu uma guinada, pois meu companheiro foi para o 9º BPM e eu, virado de cabeça para baixo, me vi classificado no 6º BPM, de Governador Valadares.

Apesar da distância, sempre recebia notícias dos colegas, de suas dificuldades, sucessos,casamentos, nascimento de filhos, evolução cultural, promoções, etc. Sei que o César se formou em história. Foi professor do Colégio Tiradentes de Barbacena e de cursinhos, mas sempre focado na sua carreira de oficial.  Reconhecidamente foi um dos pioneiros na implantação efetiva de um  policiamento mais moderno na   sede da unidade. Como capitão trabalhou, por muitos anos, em Ouro Preto, à época desprezada pelos oficiais pois, além do seu caráter especialíssimo, de cidade turística e centro estudantil universitário, a antiga capital não ofertava boas condições de moradia e trabalho.  Posso dizer que ele foi um dos comandantes mais laboriosos da região. E tem mais, estudioso e pesquisador, o considero uma autoridade no que concerne ao nosso patrimônio histórico.

Lá por 1.990  servimos  em  Belo Horizonte    por   unidades e serviços diversos. Às vezes nos encontrávamos no Clube dos Oficiais para trocar umas ideias e relembrar os “antiga-mentes”. Entre os relatos sobre sucessos e decepções, o saldo sempre era positivo, como, aliás, continua sendo até hoje. Terminado nosso “tempo”, fui morar  em  Barbacena e ele ficou na capital, onde trabalhou  como executivo, na atividade privada, ligada ao ramo de segurança, inclusive em uma empresa que esteve instalada no Edifício Paraíba, de proprie-dade do IPSM (Instituto de Previdência dos Servidores Militares) quando, lá, eu  ainda colaborava na chefia de uma de suas divisões.

Há uns cinco anos o coronel César me procurou em Barbacena. O presidente, coronel Zéder, se candidatava à reeleição na UMMG e estava precisando de um diretor regional para substituir o tenente José Moreira Gomes, “o Cassiquinha”. Realmente uma missão difícil, tendo em vista o carisma do saudoso companheiro, já em idade avançada e um pouco adoentado. Depois de muita conversa, e após as eleições, acabei aceitando a missão. E nela continuo,  até hoje, ombreado ao  velho amigo e outros dedicados diretores por essas Minas Gerais.

Recentemente me contaram uma “historinha”  a respeito do presidente que eu realmente não conhecia. Ele, quando tenente, na década de 70, foi acionado, estando de Oficial de Dia/Comandante do Policiamento, para debelar um distúrbio, com brigas generalizadas, entre alunos da Escola Preparatória de Cadetes do Ar e  estudantes  do 2º grau de outros estabelecimentos. Nos fins de semana os “cadetes” da EPCAr saiam, muito bem fardados, diga-se de passagem, em hordas, pelo pequeno centro, e ocupavam tudo, inclusive a atenção das moças.  Isto provocava ciúmes e gerava confrontos.  Estas ocorrências já eram comuns e muito desagradáveis. Assim, nosso tenente, já no local dos incidentes, tendo sob seu comando um diminuto efetivo – o motorista e um patrulheiro - e constatando que os grupos opositores, em bom número, continuavam se agredindo verbalmente e a fim de mais brigas, fez seu plano mental e o executou de forma inusitada, surpreendente ! Interpondo-se entre os contendores e, utilizando-se apenas de sua voz de comando, bradou para os militares:
-       Atenção Corpo de Alunos, em forma ! Meia dúzia deles se aproximou e obedeceu.
-       Corpo de Alunos, sentido ! Coooobrir ! Grande
                                                    parte se juntou àquela meia dúzia.
-       Corpo de Alunos, firme ! Tava todo mundo “do-
                                                    minado”, digo, enquadrado.
-       Corpo de Alunos, orrrrrrdinário, marche ! E lá se foi a tropa da Aeronáutica, composta  por uns cem
 alunos,  desfilando,  coberta e alinhada, pelas ruas da cidade, até a sua escola, sob o comando do criativo tenente da PM.

Coincidentemente, já no portão da EPCAr, não se sabe se  aguardando, ou por mera coincidência, estava o oficial de dia, tenente Aer Milton Resende de Souza, nosso antigo colega do Colégio Estadual, amigão do César até hoje, que bastante  surpreso, perguntou: 
-       Mas o que houve, “Cezinha” ?
-       Oi, Milton ! Apenas um pequeno desentendimento com estudantes no centro, que poderia ter se agravado e eu achei melhor tirá-los de lá.
-       Muito obrigado César, como é que está sua família ?
-       Tudo bem. passa por lá qualquer hora dessas, respondeu  nosso oficial, antes de se despedir, arrematando : - Ah ! Ô Milton, parabéns ! Que tropa  disciplinada e, acima de tudo, adestrada à perfeição ...


Ao amigo coronel César muitas felicidades na nova missão.



segunda-feira, 9 de junho de 2014

A Pátria amada...e a patriotada.

                            
Wilalba F. Souza                                                                   07/06/14

Fico assistindo, nesta véspera de Copa do Mundo, muita gente empunhando bandeiras do Brasil. Igualzinho ao que fazem torcedores dos grandes clubes brasileiros. Às vezes misturar as coisas não é bom. A bandeira verde e amarela agitada, como vem sendo feito no “país do futebol”, cultua o time, formado pelos melhores atletas aqui nascidos. Uma coisa é torcer e trabalhar pelo Brasil nação, federação, o torrão natal, outra é vibrar com vitória nas “quatro linhas”. E ganhar a Copa não significará melhoria na vida do brasileiro, embora reconheçamos que teremos algum proveito com as obras, ainda não acabadas, ditas de infra estrutura, para o evento. Isso mesmo:  as superfaturadas, para aqueles  que, segundo se propala, “roubam mas fazem” , mesmo que gastando mais que os últimos três países que sediaram o torneio, juntos.

Penso que, na nossa cultura e na do trabalhador brasileiro, em geral, não está incluída a capacidade de raciocinar em termos de união em torno da empresa/país onde ele trabalha. Nem passa pela sua cabeça que, assim, não ajudaremos ou melhoraremos nosso Brasil. O emprego se tornou apenas uma forma de sobrevivência, não se importando, para maioria, se seu empregador for à “bancarrota”. Procura outras opções, normalmente fica “de férias” com o seguro desemprego e, só  depois, sai em peregrinação por onde o aceitem. A legislação trabalhista protege, demasiadamente, o empregado e, por outro lado, costuma inibir o “patrão” que corre atrás de alternativas. Os custos são altíssimos e, cada qual por sua vez, puxa a corda para seu lado. Prejuízo para os dois e, porque não dizer, pra todos.

Tenho uma filha que, turismóloga, presta seus serviços a um hotel em Belo Horizonte. Me diz, ela, que há empregos, até razoáveis,na sua atividade, mas é muito difícil o relacionamento com o pessoal contratado. O índice de faltas é alto e, não poucas vezes, a administração fica  em dificuldades com as muitas licenças fictícias e ausência do trabalho por uma ou outra razão “esfarrapada”. O resultado não poderá ser outro senão prejuízo e desando na atividade.

Nos países desenvolvidos as greves são uma forte “arma” dos trabalhadores. Mas há, entre eles, um sentimento de proteção à empresa que os acolhe, razão pela qual criam uma relação de amor a ela. É o que falam dos japoneses. Os dois (empresa e empregados) se juntam, se ajudam, mutuamente. E isto vem de berço. Dos pais e das escolas. No meu tempo de primário e ginasial era muito comum ficarem, após as aulas,  dois ou três alunos para dar uma arrumada, uma varrida e uma rápida “ajeitada” na sala de aulas. Era uma mão lavando outra. Hoje chamam isto de trabalho, humilhação às crianças, etc, etc. Tudo bem, mas de vez enquanto exageram. Superprotegem e depois reclamam dos resultados.

Assistindo aos movimentos sociais e manifestações que surgem de todas as partes, pelo país, não encontro qualquer novidade em tudo que ocorre por aí. Dia destes um ministro da D. Dilma declarou - só pode ser sandice - que esses acontecimentos são muito bons, pois, assim,  ficam sabendo onde estão os problemas. Essa avalanche começou ano passado e, pelo que vemos, mesmo sabendo de muita coisa,  pouco/nada  foi feito pelos governos federais e estaduais. Mas isto tudo é conseqüência de nossa cultura. A de quem gosta de abraçar poderosos pela sua riqueza, venha ela de bicheiros que elegem seus representantes, de mensaleiros que enchem seus próprios bolsos e renovam suas festas  no continuísmo, seguindo o conselho do Gerson- “canhotinha de ouro”-  que nos induzia, num comercial de cigarros, há anos passados, a tirar vantagem em tudo. 

Pátria amada. Muita gente não sabe o que é isto. Certamente ela não é a dependência ou torcida por vitórias esportivas, muito menos o prazer de colocar, no congresso e para nos governar, pessoas de índole duvidosa. Já disseram, por aí, que se puserem um idiota no poder, de um dia para outro ele se torna celebridade e se verá rodeado de “admiradores e bajuladores”.  É a tal patriotada: fechar os olhos à verdade e votar, por pura “torcida”, e se gabar ter seu candidato vencido; sair em carreatas, cheias de bandeiras e foguetes, porque um  palhaço  virou deputado; o “bonitão” , nordestino, ou uma mulher, enfim, chegou à “esplanada”, depois que um operário, aposentado por perder um dos dedos  mínimos, descobriu o Brasil e o transformou, literalmente, em sua pátria amada.



sexta-feira, 6 de junho de 2014

Semana da PM mineira, a Copa e Carlos Lacerda

          

Wilalba F. Souza                                                                     05/06/14

Entre os dias 3 e 9, deste mês de junho, comemoramos o 239º  aniversário da nossa gloriosa PM. Representantes do pessoal da reserva e reformados de Barbacena, integrantes da União dos Militares de Minas Gerais (UMMG), desfilaram ao fim da solenidade, na Academia da Polícia Militar, em Belo Horizonte. Condecorados com a Medalha Coronel Fulgêncio de Souza Santos (herói morto na Revolução de 32, na vitória contra  paulistas e aliados) os nossos companheiros da ativa, 3º sgt Márcio Louvera e o ten coronel José Antônio Andrade, comandante do 38º BPM, por trabalho destacado em suas atividades.  E, com a que considero a maior premiação estadual, via UMMG, a medalha “Dever Cumprido”, os militares que completaram 60 anos de Polícia Militar – 30 na ativa e 30 na “inatividade”- caso do sargento Gilton  Maria da Silva  e do Cabo Assis Honorato da Silva. No discurso do presidente da UMMG, coronel César Brás Ladeira, preocupação com os altos índices criminais e a insistência de políticos, principalmente, em cobrar redução disto apenas com ações de polícia, esquecendo as carências do povo nas áreas sociais, de  transportes, saúde, infra-estrutura, etc, obrigações dos governantes que, nas campanhas, prometem coisas que não podem cumprir, mesmo algumas de  simples execução.

Assim, ouvimos muitas bobagens em relação à nossa Corporação, que sabemos ter, lá, suas deficiências. E não são poucas. Entretanto, e graças ao bom senso de quem tem um “dedal de juízo”, nos mantemos aí, sempre em condições de atuar, em todas as situações. Nesses dias de agitação e desencontros, com greves e manifestações que brotam, como tiririca das nossas hortas, mais ainda com a “Copa do Mundo”, está todo mundo – da PM, é claro – na ”posição de sentido”, à disposição do povo e dos turistas. São nossos cadetes e alunos de outros cursos, no Batalhão de Eventos, somando  para melhorar a comunicação com todos, indistintamente. Rapazes se esforçando para entender o inglês, o francês, o castelhano e outras língua, menos“votadas”, além do efetivo maior que integra o esforço de policiamento ostensivo no “Mineirão”, nos locais de treinamento e do cotidiano, por todas as “Minas Gerais”.

 Aliás, são tantas as frentes de atuação que desfilá-las não é muito fácil pra quem está “do lado de cá”. Demonstrando a grandeza e a disponibilidade do policial militar, isto tem que ser posto, nosso Hospital Militar foi todo mobilizado – à exceção da emergência cirúrgica – para uma espécie de hospital de campanha, buscando otimizar atendimento em boas condições em emergências. E não é guerra! Ou haverá esse o clima? Esperamos e temos fé que não! A propósito, no final da semana passada, em Belo Horizonte, senti, em companheiros da minha geração, receio pela forma que nosso país vem sendo conduzido, e por todos os cantos. Não se pune mais ninguém e, consequentemente, fica no ar aquela sensação de que tudo se pode. Basta um pouquinho de coragem e senso de irrespon-sabilidade. Diariamente temos assistido paralisações e greves em busca de melhoria salarial, etc, etc. Ocorre que, julgados os méritos de  algumas dessas pendengas, pelo poder judiciário, os líderes dos movimentos simplesmente desconhecem as sentenças. E aí paga o “povão”. Em São Paulo,  o“metrô”, que sempre dá problema, parou de vez. Pra acabar de “arrebentar” os agentes do serviço de trânsito (1.800) “congelaram” a cidade, aproveitando o momento no afã de “ganhar mais algum”.

No Rio, são os ônibus. Mesmo com o “fim” do movimento reivindicatório eles são imobilizados. Os “usuários”, insatisfeitos, ainda destroem e colocam fogo nos veículos. Pode ser o caos? Não sei? O descontrole está generalizado. Enquanto isto o Procurador Geral da República dá parecer favorável a que Jesuíno, “o honesto”, saia da prisão. Na realidade, minha conclusão é a de que, sem construção de mais prisões, não há como “recolher”os prisioneiros,  pois as existentes já estão superlotadas e novas custam muito caro. O “Lalau”, aquele juiz que embolsou milhões de reais dos cofres públicos, já está em casa, rico de “marredeci”! Oba, mais uma vaga, dirão os “carcereiros”! Breve, breve, abre a do Jesuíno...a do Zé Dirceu...a do... Enfim, é vaga pra danar, sô!

Por fim, eu que nunca gostei de filme de terror, já estou me acostumando. Parece que a população também. Dia inteiro é crime sobre crime. Fatos absurdos sendo banalizados, com a presidente da república recomendan-do, aos seus “súditos”, que se comportem durante a “Copa” e assistam os jogos tomando uma cervejinha! É mole? Pra encerrar, a “Globo” mostrou um documentário sobre a revolução, destacando um discurso de Carlos Lacerda – sua fala  se encaixa no que assistimos hoje - e a editoria o considerou inédito - no qual ele afirmava “:- Derrubado Jango, a ascensão de Castelo Branco e de novo governo no Brasil, é  a oportunidade do país retomar às rédeas de uma nação em desordem, sem governo e onde a corrupção e a ladroeira campeiam”. Foi  isto o que disse, literalmente, e em tom até mais grave. Mas são outros tempos, outro Brasil, não havendo o menor espaço para radicalismos e medidas “salva pátria” por quem se ache tutor do Brasil. Entretanto é imperiosa uma “arrumação” da casa. E medidas amargas ocorrerão pela frente. Doença grave não se cura com chazinhos caseiros. Preparemo-nos! Quem foi Carlos Lacerda? O espaço aqui é curto. Os mais jovens dêem uma pesquisada no “google”.