Wilalba F. Souza
25jun14
Embora já estivesse nascido, e com três anos de idade,
é claro que não tenho a menor noção sobre como foi a Copa do Mundo de 1.950,
realizada no Brasil. Anos depois, principalmente após a vitória de 1.958, é que
pudemos entender um pouco sobre esses eventos que, desde o início daquele
século, é realizado pelo mundo, mais na Europa, berço do esporte bretão. E o que se
propalou mais foi sobre na derrota para o Uruguai no Maracanã, construído especialmente
para o importante campeonato.
Me parece que a Segunda Grande Guerra, depois de
destruir a Europa, “empurrou” o torneio para os lados de cá. Eurico Gaspar
Dutra era presidente e o ex-ditador, Getúlio Vargas, candidato, retornaria ao
Palácio do Catete – RJ, como se dizia naquele tempo,” nos braços do povo”. Sem
dúvida alguma, a partir daí, esse esporte evoluiu, por todos os cantos, “empurrado”,
também, pelo incremento das emissoras de rádio e, pouco depois, pela televisão. De início todas as
residências tinham seu rádio, daqueles grandes, cheios de botões, com antena
transversal no teto. Diversão garantida pelas novelas, músicas,
noticiários, humorismo e...futebol.
Tais instrumentos foram muito importantes para a
integração nacional. Chega ser incrível como, por todos os cantinhos de nossa
terra, a lingua não tenha quaisquer alterações, a não ser por pequenos
regionalismos que em nada interferem no nosso entendimento. E, com o tempo,
essas “diferenças” têm sido minimizadas. Na fronteira da Bahia com Minas, lá no Baixo Jequitinhonha, era comum se entender enrabar como “correr atrás”, cabo
como” rabo” e usar, perto do pessoal de lá, o termo bufar era reprovável.
Palavrão mesmo! Atualmente acho que essa diferença regional inexiste. E exatamente pela integração via veículos de
comunicação de massa.
Em 1.970, ano sempre lembrado pela conquista do tricampeonato
e pelo badalado “Milagre Brasileiro”, tendo em vista o implemento nacional em termos de industria, comércio,
estradas, agricultura e pecuária, etc, pudemos ver a disputa pela “televisão
colorida”. Foi uma festa só, vinda do México, que movimentou o “povão” de norte
a sul, leste a oeste. Depois de sessenta e quatro anos e pentacampeão mundial, decidiram
que a Copa seria realizada no Brasil. Muito”lobby”, grande quantidade de recursos públicos e promessas
mil para recebermos gente de toda parte do mundo, em estádios tão
badalados quanto superfaturados. Coisa de primeiro mundo, instalada num país
que não tem aeroportos e estradas do mesmo nível, carente de hospitais, médicos,
escolas e professores. É o tal de circo, dado à população pelos dirigentes
políticos.
Nem tudo está perdido. Muita coisa deve ser aproveitada
desta balada. Meio mundo veio à nossa terra. Cuidadosamente conduzido por
caminhos floridos, passando ao largo de seus inúmeros bolsões de pobreza. Mas, deixando de lado essas mazelas e
possíveis incidentes com os estrangeiros, realmente é prazeroso vermos o
pessoal de fora em nossa casa. Vieram se divertir, e estão fazendo isto. Ao
mesmo tempo os políticos vão levando o ano eleitoral em “banho maria”,
aproveitando estar o eleitor em estado de letargia, torpor mesmo.
As manifestações acontecem, até agora,
mais ou menos sob controle, como parte das lavas que emanam deste verdadeiro vulcão que entrou em erupção neste mês de
junho e que vai até julho.
Após a Copa, ganhando, ou não, a disputa esportiva, o
povão vai ter que “cair na real” e o vulcão ainda estará emanando calor. Até outubro, mês das eleições, o “pau vai
quebrar na casa de Noca”. O tom dos candidatos vai subir. Como na Copa, fica
difícil palpitar sobre quem a vencerá. Os melhores times que vi, até agora, e
respeitando outros pontos de vista, são os da Costa Rica, do Chile e o do Brasil, e este um pouco melhor, pelo fator
Neymar. Sobre as disputas eleitorais
fica mais difícil ainda opinar. Os “times” são muito ruins. Tudo “perna de
pau”.
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