Wilalba F. Souza
13jun14
Ao “passear” pelo blog do coronel Paulo Paul, da
reserva da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, li, em um de seus textos,
a frase, no contexto de uma de suas crônicas, ou reportagens que lá existem em profusão. E não é que
o brasileiro tem esta mania! São manifestações por todos os lados, recheadas de “black-blocks”, a
quebrar o que vêem pela frente, sem medir as conseqüências. Praticando e
incitando a violência. É a psicologia da multidão, onde seus componentes, se
sentindo energizadas, se é que podemos dizer assim, como que seguindo um ensaio,
repetem os mesmos atos, sejam eles quais forem.
Nas quebradeiras de ontem, dia da estreia do Brasil na
Copa do Mundo,há imagens de um pai arrancando uma balaclava (máscara
que cobre a cabeça e o rosto, iguais a que os pilotos de formula 1 usam), irritado
e gritando ao filho que trabalhava para mantê-lo, e não
para vê-lo no meio daquela turba. Aquele garoto, de classe média – assim
parecia – deve ter conforto acima do padrão brasileiro, celular
“incrementado” por mídias avançadas, cama confortável e, certamente, ocupa vaga
em uma boa escola, paga ou pública. Seus pais devem considerá-lo “bom garoto”,
com defeitos próprios da idade, e lhes dão, religiosamente, quatro refeições
diárias, coisa que desejava o Lula quando ainda era pobre.
No “teatro de operações”, a Polícia Militar é
composta, em sua grande maioria, por muitos jovens de mais ou menos mesma idade do rapaz acima citado. Todos
brasileiros, com sonhos parecidos, em campos antagônicos, naquele momento
conturbado. Em casa, pais preocupados com pedradas, bombas, pauladas,
cacetetadas e outras ocorrências, graves ou não. Certamente a esposa do senhor
que retirara seu filho das “confusões” assistira, aflita, o que a TV mostrava a
todo Brasil. Em outro lar, os pais, a esposas e filhos dos PM vendo as ações de
seu pelotão. Um deles, ferido por uma pedrada, era retirado por colegas.
Críticos, de fora da contenda, passam a analisar, sentados em confortáveis
poltronas, tudo. As origens dos black blocks, com alguns até defendendo suas
ações, acusando a polícia de violenta. Outros fazendo exatamente o contrário e
incitando: “- A polícia tem é que baixar a borduna nesses malfeitores!”. E
claro, a mídia explorando a audiência, num show sem fim. Conclusão: muitos
setores lucram com isto!
E, neste mês de Copa do Mundo, podemos nos preparar
para muito circo, futebol e confusão. Confusão e futebol. O debate político
está enfraquecido. Pobre. A baixaria está à solta. O Brasil na Berlinda. Notícias
do exterior colocam em xeque até nossa democracia, exatamente em razão das tais
“manifestações”. Exagero, eis que, há muito pouco tempo, a França, “berço da
liberdade”, estava incendiada por protestos violentos sem que se colocasse em
dúvida sua condição democrática e sua governabilidade.
A nós, desfavoravelmente, incidentes de rua em evento de repercussão mundial.
Só que...
Infelizmente, por mais que sejamos informados sobre as
mazelas de determinados políticos, seus desvios de comportamento e de dinheiro
dos cofres públicos a encherem seus bolsos e de seus apaniguados, eles
continuam por aí. Eleitos por essas mesmas pessoas que, inconformadas com os
problemas nacionais – e elas não são poucas – decidem fazer greves, paralisar
cidades, fechar hospitais, além de destruir patrimônio público e privado. Não
seria melhor “quebrarmos” a seqüência nefasta de políticos e governantes que se
perpetuam “mamando” no erário, rindo nas nossas caras, através do voto
consciente? Pra quê continuar votando como jumento e manter uma corja de
desonestos a nos dirigir?
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