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segunda-feira, 16 de junho de 2014

Reivindicando como um leão e Votando como um jumento


Wilalba F. Souza                                                                13jun14


Ao “passear” pelo blog do coronel Paulo Paul, da reserva da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, li, em um de seus textos, a frase, no contexto de uma de suas crônicas, ou reportagens que lá existem em profusão. E não é que o brasileiro tem esta mania! São manifestações por todos os lados, recheadas de “black-blocks”, a quebrar o que vêem pela frente, sem medir as conseqüências. Praticando e incitando a violência. É a psicologia da multidão, onde seus componentes, se sentindo energizadas, se é que podemos dizer assim, como que seguindo um ensaio, repetem os mesmos atos, sejam eles quais forem.

Nas quebradeiras de ontem, dia da estreia do Brasil na Copa do Mundo,há imagens de um pai arrancando uma balaclava (máscara que cobre a cabeça e o rosto, iguais a que os pilotos de formula 1 usam), irritado e  gritando ao filho que trabalhava para mantê-lo, e não para vê-lo no meio daquela turba. Aquele garoto, de classe média – assim parecia – deve ter conforto acima do padrão brasileiro, celular “incrementado” por mídias avançadas, cama confortável e, certamente, ocupa vaga em uma boa escola, paga ou pública. Seus pais devem considerá-lo “bom garoto”, com defeitos próprios da idade, e lhes dão, religiosamente, quatro refeições diárias, coisa que desejava o Lula quando ainda era pobre.

No “teatro de operações”, a Polícia Militar é composta, em sua grande maioria, por muitos jovens de mais ou menos  mesma idade do rapaz acima citado. Todos brasileiros, com sonhos parecidos, em campos antagônicos, naquele momento conturbado. Em casa, pais preocupados com pedradas, bombas, pauladas, cacetetadas e outras ocorrências, graves ou não. Certamente a esposa do senhor que retirara seu filho das “confusões” assistira, aflita, o que a TV mostrava a todo Brasil. Em outro lar, os pais, a esposas e filhos dos PM vendo as ações de seu pelotão. Um deles, ferido por uma pedrada, era retirado por colegas. Críticos, de fora da contenda, passam a analisar, sentados em confortáveis poltronas, tudo. As origens dos black blocks, com alguns até defendendo suas ações, acusando a polícia de violenta. Outros fazendo exatamente o contrário e incitando: “- A polícia tem é que baixar a borduna nesses malfeitores!”. E claro, a mídia explorando a audiência, num show sem fim. Conclusão: muitos setores lucram com isto!

E, neste mês de Copa do Mundo, podemos nos preparar para muito circo, futebol e confusão. Confusão e futebol. O debate político está enfraquecido. Pobre. A baixaria está à solta. O Brasil na Berlinda. Notícias do exterior colocam em xeque até nossa democracia, exatamente em razão das tais “manifestações”. Exagero, eis que, há muito pouco tempo, a França, “berço da liberdade”, estava incendiada por protestos violentos sem que se colocasse em dúvida sua condição democrática  e sua governabilidade. A nós, desfavoravelmente, incidentes de rua em evento de repercussão mundial. Só que...

Infelizmente, por mais que sejamos informados sobre as mazelas de determinados políticos, seus desvios de comportamento e de dinheiro dos cofres públicos a encherem seus bolsos e de seus apaniguados, eles continuam por aí. Eleitos por essas mesmas pessoas que, inconformadas com os problemas nacionais – e elas não são poucas – decidem fazer greves, paralisar cidades, fechar hospitais, além de destruir patrimônio público e privado. Não seria melhor “quebrarmos” a seqüência nefasta de políticos e governantes que se perpetuam “mamando” no erário, rindo nas nossas caras, através do voto consciente? Pra quê continuar votando como jumento e manter uma corja de desonestos a nos dirigir?


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