Wilalba F. Souza
05/06/14
Entre os dias 3 e 9, deste mês de junho,
comemoramos o 239º aniversário da nossa
gloriosa PM. Representantes do pessoal da reserva e reformados de Barbacena,
integrantes da União dos Militares de Minas Gerais (UMMG), desfilaram ao fim da
solenidade, na Academia da Polícia Militar, em Belo Horizonte.
Condecorados com a Medalha Coronel Fulgêncio de Souza Santos
(herói morto na Revolução de 32, na vitória contra paulistas e aliados) os nossos companheiros da
ativa, 3º sgt Márcio Louvera e o ten coronel José Antônio Andrade, comandante
do 38º BPM, por trabalho destacado em suas atividades. E, com a que considero a maior premiação
estadual, via UMMG, a medalha “Dever Cumprido”, os militares que completaram 60
anos de Polícia Militar – 30 na ativa e 30 na “inatividade”- caso do sargento
Gilton Maria da Silva e do Cabo Assis Honorato da Silva. No
discurso do presidente da UMMG, coronel César Brás Ladeira, preocupação com os
altos índices criminais e a insistência de políticos, principalmente, em cobrar
redução disto apenas com ações de polícia, esquecendo as carências do povo nas
áreas sociais, de transportes, saúde,
infra-estrutura, etc, obrigações dos governantes que, nas campanhas, prometem coisas
que não podem cumprir, mesmo algumas de simples execução.
Assim, ouvimos muitas bobagens em
relação à nossa Corporação, que sabemos ter, lá, suas deficiências. E não são
poucas. Entretanto, e graças ao bom senso de quem tem um “dedal de juízo”, nos
mantemos aí, sempre em condições de atuar, em todas as situações. Nesses dias
de agitação e desencontros, com greves e manifestações que brotam, como
tiririca das nossas hortas, mais ainda com a “Copa do Mundo”, está todo mundo –
da PM, é claro – na ”posição de sentido”, à disposição do povo e dos turistas.
São nossos cadetes e alunos de outros cursos, no Batalhão de Eventos, somando para melhorar a comunicação com todos,
indistintamente. Rapazes se esforçando para entender o inglês, o francês, o
castelhano e outras língua, menos“votadas”, além do efetivo maior que integra o
esforço de policiamento ostensivo no “Mineirão”, nos locais de treinamento e do
cotidiano, por todas as “Minas Gerais”.
Aliás, são tantas as frentes de atuação que
desfilá-las não é muito fácil pra quem está “do lado de cá”. Demonstrando a
grandeza e a disponibilidade do policial militar, isto tem que ser posto,
nosso Hospital Militar foi todo mobilizado – à exceção da emergência cirúrgica
– para uma espécie de hospital de campanha, buscando otimizar atendimento em boas
condições em
emergências. E não é guerra! Ou haverá esse o clima?
Esperamos e temos fé que não! A propósito, no final da semana passada, em Belo Horizonte ,
senti, em companheiros da minha geração, receio pela forma que nosso país vem
sendo conduzido, e por todos os cantos. Não se pune mais ninguém e,
consequentemente, fica no ar aquela sensação de que tudo se pode. Basta um
pouquinho de coragem e senso de irrespon-sabilidade. Diariamente temos assistido
paralisações e greves em busca de melhoria salarial, etc, etc. Ocorre que,
julgados os méritos de algumas dessas
pendengas, pelo poder judiciário, os líderes dos movimentos simplesmente
desconhecem as sentenças. E aí paga o “povão”. Em São Paulo , o“metrô”, que sempre dá problema, parou de
vez. Pra acabar de “arrebentar” os agentes do serviço de trânsito (1.800)
“congelaram” a cidade, aproveitando o momento no afã de “ganhar mais algum”.
No Rio, são os ônibus. Mesmo com o “fim”
do movimento reivindicatório eles são imobilizados. Os “usuários”,
insatisfeitos, ainda destroem e colocam fogo nos veículos. Pode ser o caos? Não
sei? O descontrole está generalizado. Enquanto isto o Procurador Geral da
República dá parecer favorável a que Jesuíno, “o honesto”, saia da prisão. Na
realidade, minha conclusão é a de que, sem construção de mais prisões, não há
como “recolher”os prisioneiros, pois as
existentes já estão superlotadas e novas custam muito caro. O “Lalau”, aquele
juiz que embolsou milhões de reais dos cofres públicos, já está em casa, rico
de “marredeci”! Oba, mais uma vaga, dirão os “carcereiros”! Breve, breve, abre
a do Jesuíno...a do Zé Dirceu...a do... Enfim, é vaga pra danar, sô!
Por fim, eu que nunca gostei de filme de terror, já
estou me acostumando. Parece que a população também. Dia
inteiro é crime sobre crime. Fatos absurdos sendo banalizados, com a presidente
da república recomendan-do, aos seus “súditos”, que se comportem durante a
“Copa” e assistam os jogos tomando uma cervejinha! É mole? Pra encerrar, a “Globo”
mostrou um documentário sobre a revolução, destacando um discurso de Carlos
Lacerda – sua fala se encaixa no que
assistimos hoje - e a editoria o considerou inédito - no qual ele afirmava “:- Derrubado
Jango, a ascensão de Castelo Branco e de novo governo no Brasil, é a oportunidade do país retomar às rédeas de
uma nação em desordem, sem governo e onde a corrupção e a ladroeira campeiam”.
Foi isto o que disse, literalmente, e em
tom até mais grave. Mas são outros tempos, outro Brasil, não havendo o menor
espaço para radicalismos e medidas “salva pátria” por quem se ache tutor do
Brasil. Entretanto é imperiosa uma “arrumação” da casa. E medidas amargas
ocorrerão pela frente. Doença grave não se cura com chazinhos caseiros.
Preparemo-nos! Quem foi Carlos Lacerda? O espaço aqui é curto. Os mais jovens
dêem uma pesquisada no “google”.
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