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sexta-feira, 6 de junho de 2014

Semana da PM mineira, a Copa e Carlos Lacerda

          

Wilalba F. Souza                                                                     05/06/14

Entre os dias 3 e 9, deste mês de junho, comemoramos o 239º  aniversário da nossa gloriosa PM. Representantes do pessoal da reserva e reformados de Barbacena, integrantes da União dos Militares de Minas Gerais (UMMG), desfilaram ao fim da solenidade, na Academia da Polícia Militar, em Belo Horizonte. Condecorados com a Medalha Coronel Fulgêncio de Souza Santos (herói morto na Revolução de 32, na vitória contra  paulistas e aliados) os nossos companheiros da ativa, 3º sgt Márcio Louvera e o ten coronel José Antônio Andrade, comandante do 38º BPM, por trabalho destacado em suas atividades.  E, com a que considero a maior premiação estadual, via UMMG, a medalha “Dever Cumprido”, os militares que completaram 60 anos de Polícia Militar – 30 na ativa e 30 na “inatividade”- caso do sargento Gilton  Maria da Silva  e do Cabo Assis Honorato da Silva. No discurso do presidente da UMMG, coronel César Brás Ladeira, preocupação com os altos índices criminais e a insistência de políticos, principalmente, em cobrar redução disto apenas com ações de polícia, esquecendo as carências do povo nas áreas sociais, de  transportes, saúde, infra-estrutura, etc, obrigações dos governantes que, nas campanhas, prometem coisas que não podem cumprir, mesmo algumas de  simples execução.

Assim, ouvimos muitas bobagens em relação à nossa Corporação, que sabemos ter, lá, suas deficiências. E não são poucas. Entretanto, e graças ao bom senso de quem tem um “dedal de juízo”, nos mantemos aí, sempre em condições de atuar, em todas as situações. Nesses dias de agitação e desencontros, com greves e manifestações que brotam, como tiririca das nossas hortas, mais ainda com a “Copa do Mundo”, está todo mundo – da PM, é claro – na ”posição de sentido”, à disposição do povo e dos turistas. São nossos cadetes e alunos de outros cursos, no Batalhão de Eventos, somando  para melhorar a comunicação com todos, indistintamente. Rapazes se esforçando para entender o inglês, o francês, o castelhano e outras língua, menos“votadas”, além do efetivo maior que integra o esforço de policiamento ostensivo no “Mineirão”, nos locais de treinamento e do cotidiano, por todas as “Minas Gerais”.

 Aliás, são tantas as frentes de atuação que desfilá-las não é muito fácil pra quem está “do lado de cá”. Demonstrando a grandeza e a disponibilidade do policial militar, isto tem que ser posto, nosso Hospital Militar foi todo mobilizado – à exceção da emergência cirúrgica – para uma espécie de hospital de campanha, buscando otimizar atendimento em boas condições em emergências. E não é guerra! Ou haverá esse o clima? Esperamos e temos fé que não! A propósito, no final da semana passada, em Belo Horizonte, senti, em companheiros da minha geração, receio pela forma que nosso país vem sendo conduzido, e por todos os cantos. Não se pune mais ninguém e, consequentemente, fica no ar aquela sensação de que tudo se pode. Basta um pouquinho de coragem e senso de irrespon-sabilidade. Diariamente temos assistido paralisações e greves em busca de melhoria salarial, etc, etc. Ocorre que, julgados os méritos de  algumas dessas pendengas, pelo poder judiciário, os líderes dos movimentos simplesmente desconhecem as sentenças. E aí paga o “povão”. Em São Paulo,  o“metrô”, que sempre dá problema, parou de vez. Pra acabar de “arrebentar” os agentes do serviço de trânsito (1.800) “congelaram” a cidade, aproveitando o momento no afã de “ganhar mais algum”.

No Rio, são os ônibus. Mesmo com o “fim” do movimento reivindicatório eles são imobilizados. Os “usuários”, insatisfeitos, ainda destroem e colocam fogo nos veículos. Pode ser o caos? Não sei? O descontrole está generalizado. Enquanto isto o Procurador Geral da República dá parecer favorável a que Jesuíno, “o honesto”, saia da prisão. Na realidade, minha conclusão é a de que, sem construção de mais prisões, não há como “recolher”os prisioneiros,  pois as existentes já estão superlotadas e novas custam muito caro. O “Lalau”, aquele juiz que embolsou milhões de reais dos cofres públicos, já está em casa, rico de “marredeci”! Oba, mais uma vaga, dirão os “carcereiros”! Breve, breve, abre a do Jesuíno...a do Zé Dirceu...a do... Enfim, é vaga pra danar, sô!

Por fim, eu que nunca gostei de filme de terror, já estou me acostumando. Parece que a população também. Dia inteiro é crime sobre crime. Fatos absurdos sendo banalizados, com a presidente da república recomendan-do, aos seus “súditos”, que se comportem durante a “Copa” e assistam os jogos tomando uma cervejinha! É mole? Pra encerrar, a “Globo” mostrou um documentário sobre a revolução, destacando um discurso de Carlos Lacerda – sua fala  se encaixa no que assistimos hoje - e a editoria o considerou inédito - no qual ele afirmava “:- Derrubado Jango, a ascensão de Castelo Branco e de novo governo no Brasil, é  a oportunidade do país retomar às rédeas de uma nação em desordem, sem governo e onde a corrupção e a ladroeira campeiam”. Foi  isto o que disse, literalmente, e em tom até mais grave. Mas são outros tempos, outro Brasil, não havendo o menor espaço para radicalismos e medidas “salva pátria” por quem se ache tutor do Brasil. Entretanto é imperiosa uma “arrumação” da casa. E medidas amargas ocorrerão pela frente. Doença grave não se cura com chazinhos caseiros. Preparemo-nos! Quem foi Carlos Lacerda? O espaço aqui é curto. Os mais jovens dêem uma pesquisada no “google”.



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