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sábado, 31 de maio de 2014

Meu pedacinho de chão

                               

Wilalba F. Souza                                                       30maio14

Confesso que, há algum tempo, costumava, à tardinha, assistir algumas novelas da “Globo”. Aquelas de enredo e atores interessantes, de onde a gente podia “espremer” algum lazer e proveito cultural. Passado muito tempo, descobri, há poucos dias, “O meu pedacinho de chão”. Historinha da melhor qualidade, recheada de excelentes artistas. Diversão pura. Estão certos quando dizem que a arte imita a vida...

O coronel fazendeiro, depois de se estressar porque seu filho, ao retornar da universidade, aparece com um diploma de engenheiro agrícola e não de bacharel advogado – seu sonho - resolve lançá-lo como candidato à prefeitura, pois, segundo ele e seus amigos, o prefeito em exercício é ladrão. E a trama se desenrola, também, em seqüências românticas, caricatas e num formato que, se não inovador, se mostra diferente.

No início da “campanha” o coronel, de dentro de seu automóvel, pelas ruas, aparece, todo feliz, atirando balas para as crianças da cidade. Ele que, na realidade, leva tudo a “ferro e a fogo”, descumprindo a legislação trabalhista em relação aos empregados de sua fazenda, no que é seguido por todos os comerciantes, com o aval do chefe do executivo. Mas, em relação ao candidato, filho do coronel, percebe-se que ele é pessoa de boa índole e aceita ser político por pressão do pai e de Pedro Falcão, pai da moça que ele quer namorar. Lá como cá, a coisa mais importante, antes de tudo aliás, é fazer todo mundo “tirar” o título eleitoral.

O escritor – ou novelista – explora, e bem, o cotidiano que nossa política partidária brasileira pratica, em todos os níveis. Adversário é tratado como inimigo e o jogo “rasteiro” faz parte do processo. O discurso, mesmo que mentiroso e surreal, é o que vale. A ética, cobrada dos outros, evapora como éter, se é que alguém se lembra disso.

Por exemplo: todo governante é exímio distribuidor de “balas” para as crianças. Mesmo contrariando a legislação vigente ele, literalmente, “compra” lá, seus votos. Inaugura obras pelas metades, usando dos meios orçamentários, a “torto e a direito”,  não importando qual a sigla partidária. Todos são iguais. É cultura e não há como fiscalizar. Hoje foi noticiada a presença de D. Dilma, em Poços de Calças, distribuindo guloseimas, digo, máquinas para a micro região. Prática antiga.  Consiste dar em comodato, “patrulhas mecanizadas”, às associações micro-regionais, em auxílio aos municípios que a compõem. Aí “montam” os palanques, mesmo fora do horário político, e “deitam” falação, elogios e promessas de campanha que, futuramente, serão mal administradas.

O presidente do TSE foi nomeado pelo chefe de governo. Logo, a gente coloca um pé atrás. O do STF também. Só que este, depois de condenar os mensaleiros e negar-lhes liberdade, está desgastado, em desconforto. As “pressões” são constantes  e ele vai se aposentar prematuramente. Os partidos políticos já querem sua filiação, mesmo não podendo se candidatar. Virou “puxador de votos”. O deputado petista Vicentinho, na bronca por causa da condenação de seus “pares”, afirma que vê, no magistrado, ódio em suas decisões. Mas vão entrar com um HC. Querem os mensaleiros trabalhando e em liberdade. Às vezes me pergunto: será que José Dirceu, Jesuíno “o honesto” e o resto do time são considerados heróis? Eles que teriam dado tudo de si pelo governo atual e pelo povo brasileiro?

Bom, mas o nosso juiz, Joaquim Barbosa, já bateu o martelo. Negócio de política deve ficar prá depois. Por hora é passar o bastão para o Lewandovski – é isto mesmo – seu desafeto, e ir para Miami, nos “States”.Lá ele teria uma casa, de sua propriedade, localizada em um bairro de luxo perto da praia. Quer viver a vida. E “tá” mais que certo. Foi o tempo em que juiz se aposentava, arrumava umas aulinhas na faculdade e saia de férias para seu “ap” em Guarapari, Ubatuba, Porto Seguro. Hoje... nem ver! Esse negócio de Búzios, Cabo Frio e outras “praças”, menos votadas, nem ver. Há muito bandido solto e, quer saber? Miami é Miami, tá!!! E dizemos isto porque está todo mundo curioso com essa novela, cujos capítulos veremos através da imprensa. Quanto aos mensaleiros, todos já estão dizendo que, agora, vai todo mundo pra rua. Algum deles poderá, caso queira, lógico, também de ir para Miami, já pensaram? Marcos Valério não. Esse, sim, tem que pagar “tintim por tintim”. 


Mas, na verdade, na verdade, quero ver se o coronel Napoleão vai conseguir fazer de “Nando” o prefeito e se ele vai casar do a Dina, filha do Pedro Falcão. Se o Zelão, depois que aprender a ler... E o médico, gente!!!  Não consegue clientes, coitado...

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