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quinta-feira, 29 de maio de 2014

Lepo, lepo.

                                                

Wilalba F. Souza                                                                 29maio14

Lepo, lepo é o título de uma música que fez grande sucesso na Bahia, no último carnaval. Virou um “hit” nacional, cantado em um ritmo meio misturado, de samba com balanço caribenho, animado e que motiva as pessoas a dançarem. E diz a letra:

                          “Ahh, eu já não sei o que fazer
                            Duro, pé rapado, com salário atrasado
                           Ahh, eu não tenho mais por onde correr
                           Já fui despejado, o banco levou meu carro...”
E, mais à frente, conclui:
                           “E se ficou comigo é porque gosta do meu lepo, lepo...”

E aí vem a dança toda retorcida, com os coreógrafos balançando a mão, em pêndulo, à frente do corpo. Coisa parecida com o que o Falcão, lá do Ceará, faz, imitando algo que os jegues têm em profusão. É divertido e, às vezes, sem colocar maldade, aquilo vai se propagando por todos os lados,entre religiosos, idosos, jovens, crianças, passando, o grupo musical, por todos os programas de televisão que embalam, enfim, o sucesso mais que retumbante, da cantoria, por causa do... lepo, lepo.

O nome do grupo musical, ou conjunto, me causou estranheza. Psirico. É psirico daqui, psirico dali, e a moçada envolvida pela alegria.No meu tempo de jovem, estudante ainda, brincavam que meu amigo e companheiro José Maria da Luz – anda meio adoentado e torcemos pela sua breve recuperação – fora a uma casa, naquele tempo chamada de tolerância, quando uma bela mulher se aproximou dele e perguntou:- Ô bonitão, você é de psirico?, tendo ele respondido, timidamente, mas de pronto: - não senhora, sou de Divinópolis!  É claro que, às gargalhadas, todos nós, seus colegas, lhe caíamos “no pelo”.

Não sei se houve alguma mudança no significado do vocábulo, mas sou induzido a pensar que quase ninguém o conhece, Ou, no mínimo, e talvez, a ignorância  seja  minha por ter aprendido tudo errado. Entretanto, se considerarmos que  um dos grupos mineiros de destacado sucesso nacional, e até internacional, há anos e anos, se chama Skank, droga de consumo proibido, não há porque ficarmos admirados. Também...

Quando o ex(?) presidente Lula diz, para a imprensa,  que “é  babaquice” achar que metrô tem que  levar turistas até a porta dos estádios, na Copa do Mundo, pois o povo vai de chinelo, a pé, etc, para justificar omissões e atrasos em obras prometidas em seu governo, sem desconfiar ser o termo chulo e nem um pouco didático, mais ainda quando usado por uma “autoridade” de sua estatura  histórica; quando a presidente (?), durante evento coberto pela mídia, discursa para políticos que a apóiam e afirma que “o Temer – vice-presidente da República - merece mais quatro anos da brisa do palácio do governo, pouco se importando com o fato de que isto é afirmação cabal de  que,  seu substituto direto,  é um “boa vida”, remunerado com dinheiro público e sem o que fazer; quando uma funcionária da CBF, membro do Comitê Organizador da Copa, a respeito dos desvios de dinheiro público de obras, necessárias ao evento, afirma que “o que tinha de ser roubado já aconteceu, e nada mais há, a fazer,  vou parafrasear a D. Marta Suplicy, ministra (?), em situação parecida e e seu opção...com todo o respeito, vou relaxar e ... dançar o lepo, lepo...





     

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