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terça-feira, 13 de maio de 2014

A PEC 51 E O FIM DAS POLÍCIAS MILITARES

           

Wilalba F. Souza                                              13 de maio 2.014

Dei uma boa olhada na PEC 51. Modificam o artigo 144 (dêem uma lida no que está vigindo hoje) e, vejam bem, os seus signatários começam, neste país centralizador, a destacar as organizações das Polícias Federal, Rodoviária Federal e Ferroviária Federal. Lá não tem esta de unificar. Não tem esse negócio de ciclo completo, também. E, aposto, nem seus integrantes desejam isto. Comentam algo sobre remuneração, subsídios, mas, obviamente, nessas instituições poderão ocorrer, sem alardes, melhorias interessantes a eles sem a quebra de suas “espinhas”.

Para estados e municípios “sobram” e são incluídos os art. 144-A e 144-B.
Rezam que, aos primeiros, competirá organizar a Polícia Civil e o Corpo de Bombeiros e, aos segundos, as polícias dos municípios. Bom, se vão organizar a Polícia Civil – e ela existe – depreende-se que a(s) PM(s) desaparecerá(m) do mapa. Assim as Polícias Civis engrossam suas fileiras e sabe-se lá o que vai acontecer com os hoje militares, toda sua estrutura organizacional bem mais avançada que as das co-irmãs civis. O que será feito das instalações físicas (quartéis, demais próprios, setores de apoio, da Academia, do hospital, IPSM,  dos clubes e seus associados, etc, etc? Os Bombeiros não, ficam” imexíveis”, perdendo, se for o caso, a condição de militar, coisa mais que esdrúxula. Que crime que os Bombeiros cometeram para serem jogados no “balaio”?

Prosperando, tal qual a tal PEC se apresenta, os municípios necessitarão criar suas polícias, agora contempladas com a “escora” constitucional. E, na ”pitimba” que nossas cidades vivem, assumir tamanha responsabilida-de é coisa pra poucas localidades brasileiras. Nesse arremedo, considero assim, a  PEC, falam muito e não inovam coisa alguma, querem ver? No mundo inteiro – até na Bósnia – Corpo de Bombeiros é típico de município. Nesta nossa pátria mãe gentil, é estadual e poderá ser“dono” da defesa civil (tinha que ser forte nos municípios). Por isto que “passa ano, entra ano”, prefeitos andam de “pires na mão” atrás de governadores ou em Brasília. E, nem a poder de reza brava, os donos do Congresso mudam isto. A tal de reforma fiscal poderia descentralizar arrecadação e contemplar mais renda ao municípios. Isto eles não fazem. É muito ruim não terem ”suas bases” rastejando aos seus pés por míseros recursos conseguidos através das famosas emendas, moeda de troca nas
votações interessantes ao poder executivo.

Basicamente é isto, pra não ficar divagando sobre este assunto. Tem muita gente que acha que as PM do Brasil são iguais. Deveriam ser, mas, infelizmente, apenas se parecem. Há estados onde a Corporação recebe mais atenção e suas carências são menores. Assim trabalham melhor e as famílias têm mais proteção. Em Minas, por exemplo, a legislação que trata institucionalmente de sua PM é mais amadurecida, atualizada e sempre teve comandantes realizadores, apoiados por governadores de peso que sempre confiaram naquela que chamavam de “minha polícia”. Por outro lado, e aí não seremos nós que poderíamos esclarecer motivos, há PM(s)
mais para o norte/nordeste do país que ainda adotam o RDE – Regulamento Disciplinar do Exército, rígido, ultrapassado e carente de revisão para os tempos atuais. Polícias Militares que pararam no tempo e não cuidaram de sua questão previdenciária – e a lei permite isto; que recebem soldos aviltantes, são pobres em equipamentos e armamentos, maltratados mesmo e que, com razão,  renegam sua condição de militares.
- Vamos mudar, pior não pode ficar, devem dizer eles.

Então vamos fazer uma pesquisa de opinião pela internet. Jogam todas as PM num saco e perguntam, quem quer desmilitarizar? Bom número de“eus” que não gosta de militar pois, no passado “acabaram com o Brasil, sufocaram o grito de jovens que hoje seriam  bravos políticos”, uma bravata sem tamanho, pois Lula esteve lá e virou presidente. Eu, eu, eu, eu, representados por aqueles PM famintos, de  milicos do norte/nor-este desajustados e esquecidos por seus governos.E mais “eus” vindos de inocentes úteis e desinformados que perambulam por aí. A reação “dos contra” começou a surgir depois que   bom número de cidadãos, integrantes ou não das PM, tomaram consciência que da maneira eforma com que tudo está sendo encaminhado as PM desaparecerão engolidas pela   desmilitarização e unificação à civil já existente.Não precisa ser nenhum gênio para se perceber isto. Para as outras “polícias” quase nada muda. O alvo tem nome certo: Polícias Militares.
CONCLUSÃO: QUEM ACEITA A DESMILITARIZAÇÃO DAS PM JOGA, CONSCIENTE OU NÃO, PARA O FIM DA INSTITUIÇÃO. E TERÁ  PRAZO MARCADO: SEIS ANOS.









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