Wilalba F. Souza
08maio14
O tema é mais discutido, principalmente, ao se
aproximarem eleições. E ele volta,“bombando”, este ano, a exemplo do que se deu
por ocasião da “Copa das Nações”, quando do controle às manifestações contra o
governo foram ressuscitadas e as PM
tiveram que agir, com severidade, minimizando badernas até hoje inexplicáveis pelos
teóricos, sociólogos, palpiteiros e políticos, mesmo considerando quando, por
todo o território, protegidos pela lei, cidadãos, parece que até de bem, depredaram
patrimônio público, particular, saquearam e enfrentaram a polícia. Ao fim,
ninguém ficou preso, inclusive vândalos e marginais oportunistas, exceção feita
aos dois “manifestantes” que, há uns dois, três meses, acenderam o estopim de
um artefato que provocou a morte de um cinegrafista. Isto representa muito
pouco, pelo absurdo que as turbas acometeram.
Na hora em que o “circo” pegou fogo, os governadores acionaram suas polícias. Qual delas? A militar? Mesmo com
todas suas deficiências, o descaso com que são tratadas, a enorme tarefa que
lhes é afeta, neste nosso país carente
de tudo. A despeito de treinamento e
equipamento defasados, foram pras ruas controlar os distúrbios públicos. E isto
não é novidade. Se o Governador ordena, o comandante reúne sua tropa, seja a
hora que for, e sai em socorro da população. Existe toda uma técnica para tal tipo de
trabalho. Formações táticas específicas, coordenadas e iniciadas lá nos cursos
básicos, com a ordem unida que exercita a disciplina,os reflexos e comportamento durante essas ações
sensíveis. E ordem unida é coisa de militar. Comandar e ser comandado é coisa
de militar. E, pelo que chegou ao nosso conhecimento, a maioria das corporações
se saiu muito bem ao combater o vandalismo, a depredação e os absurdos assistidos pela maioria dos
brasileiros. Houve exceções, sim. E isto é normal. Afinal todo mundo foi pego
de surpresa, pensando: “Ah!, futebol é festa e isto vai dar satisfação ao
povo!”. Não existe aquela que ele quer é pão e festa? Pois é, parece que esta
não é, mais, uma verdade absoluta a ser explorada pelos mandatários.
A origem das favelas, o aumento delas e a carência de
quem, por falta de opção, as habita, todo mundo sabe. Os políticos também.
Agravando-se os problemas sociais, por falta de ações públicas, os
governantes decretam: “ polícia neles”, pois
traficantes “tomaram o poder”. Aí
não tem jeito: balas traçantes, armas de guerra, metralhadoras, modernas pistolas, muita munição e tocaia. Da polícia? Não! Dos bandidos. Após, ferido
um transeunte, recolhem as armas da polícia, a primeira suspeita. E. dessa forma, não há “UPA” que dê jeito. São
equívocos que não se corrigem com mudanças em nomenclaturas, discursos ou
destruição de instituições como as nossas PM. Que tal investir mais na sua formação? Melhorar as condições de trabalho e
segurança de quem se propõe a enfrentar bandidos de todos os níveis, dispostos
a matar e são armados para isto? Ora, é mais fácil cortar despesas com
segurança que com projetos eleitoreiros como bolsa família, sua casa, sua vida
e similares; é mais “lucrativo eleitoralmente” investir enormes quantia no
processo eleitoral (urnas eletrônicas, cadastramento biométrico (?) e outras “modernidades”) de fácil controle,
que nem as nações mais desenvolvidas usam, que cuidar da melhoria de vida de
todo cidadão.
Mas eu, calejado pelos anos de labuta nessa área, não
me assusto. Eleições à vista e nossa presidente já aumentou o “Bolsa família”,
reduziu a prestação dos financiamentos do “Nossa casa, nossa vida”, adiou o
aumento da gasolina, das taxas de energia que “estourarão após as apurações” –
seja quem for o vencedor do pleito - e, incrível, ainda disse, em rede
nacional, que quer investigação severa dos desvios da Petrobras (já vimos este discurso antes), ela que presidia o tal
conselho que autorizou a compra de uma refinaria nos Estados Unidos por “
milhões de dinheiros” acima do que valia. Assim, os vários candidatos opositores
têm que adiantar os temas de seus discursos. E, com os avassaladores índices
criminais subindo às alturas, quem mais aparece, e a toda hora do dia, são as
PM, constitucionalmente encarregadas do policiamento ostensivo. Assim, a
audiência midiática é feita em cima dos crimes e da criminalidade. Como quem
trabalha muito erra mais, “pau nela!!!”.
Dia destes o senador Rodolfe – ex ativista estudantil
( é bonito ser isto ) declarou que o
modelo de segurança pública brasileiro está esgotado, e tem que haver mudanças urgentes. É daqueles
políticos que não pode ver militar que “arrepia todo” e deixa de reconhecer que
o meio em que ele vive precisa, antes de todas as instituições nacionais, ser
todo desfeito e refeito. Mas isto não pode!
Quando falam assim, dão a entender que neste nosso Brasil tudo funciona.
A saúde, a educação, os transportes, o saneamento básico, e por aí vai. Ao lado do Randolfe “marcha” seu
colega, Lindemberg de Faria, do Rio de Janeiro. Esse jovem é mais radical
ainda. Seu estado tem alto Índice de mortalidade por crimes violentos e enorme
percentual de marginais por metro quadrado, numa bela e decantada metrópole
cercada por favelas (hoje apelidadas de comunidades. É mais charmoso!), onde se
abrigam hordas de bandidos. Pra falar a verdade, aqueles PM do Rio são verdadeiros
heróis. Por causa disto são castigados: recebem uma “ninharia”, num centro onde tudo é caro, menos para
políticos, intelectuais, artistas e similares.
O tal Projeto de Emenda Constitucional está para ser
votado. Mesmo dentro das PM há quem queira o que isto vá à frente. Deve ser por ignorância ou por algum problema pessoal, ligado a
resistência aos regulamentos e normas. Entendo. Todo ser humano tem lá suas carências.
Como cada estado da federação dá tratamento institucional específico a essas instituições,
penso eu que, para a PM de Minas, isto não deve interessar. De plano me vem à
mente tudo que construímos nestes dois séculos e meio. O nosso Instituto de
Previdência, que atende nossas pensionistas e trabalha a atenção à saúde em
coordenação com a diretoria específica, amparada, nos termos da lei,
principalmente pela nossa condição de militar, constitucionalmente reconhecida,
e nossa estrutura de assistência, criada
por nós mesmos, ao longo dos tempos. Esta mudança radical, caso avance – o monstro está de boca aberta -, implicará na revisão de tudo que regula nossa
vida atualmente, evidentemente para integrarmos outro regime salarial e de
previdência estatal. Assim, preparemo-nos, se isto acontecer, para dar adeus ao
IPSM (Instituto dos Servidores dos Militares de Minas Gerais), à nossa rede de
atenção à saúde, ao nosso secular Hospital Militar, e muitas outras conquistas
adquiridas com suor e persistência de nossos antecessores.
Sem querer generalizar, no nosso meio político está
cheio de “espíritos de porco”. Pra mexer na Petrobrás a luta é insana. Mesmo
sabendo que essa “galinha de ovos de ouro” está mal alimentada e produzindo menos,
não largam seu pescoço. Olhem a dificuldade para montagem das CPI. Usar algumas
outras instituições é mais fácil, dá audiência. Há pouco tempo o ex-governador
Paulista José Serra declarou, em alto e bom tom, que iria mudar o nome da PM de
São Paulo. Voltaria a ser Força Pública do Estado. Esses moços acham que mudar
nome transforma cultura e que, deixando de ser militar, num estalo de dedo, a
bandidagem vai acabar nos morros e nos conglomerados urbanos, dando sossego
à população. O povo, em sua boa parte da classe média, não está nem aí se o
crime é combatido por militar o civil. Quer é andar nas ruas, com seus
familiares sem sofrer com assaltos e violência. Ainda bem que tenho ouvido, no
nosso meio policial militar, entre graduados e oficiais, palavras de repúdio a
essas ameaças. Assim, nós que votamos, fiquemos atentos ao que dizem nossos
candidatos, em todos os níveis, a respeito do assunto. É tempo de votar e nossa
família tem muitos eleitores.
Por fim, fiquei sabendo que o tenente Gonzaga,
suplente de deputado federal, assumiu a cadeira titular hoje, lá em Brasília. Deve se
candidatar, à mesma cadeira, este ano. Ouvi dizer que ele é contra
a desmilitarização, mas há quem diga que “há controvérsias”. Vamos no popular:
“mensagens e telefonemas nele que vai precisar de votos daqui a pouco”
Acesse o blog “A boina do veterano”.
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