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domingo, 11 de maio de 2014

OS PRESIDENTES MILITARES

Os Presidentes Militares

Wilalba F.Souza                                                                         10maio14

São muitas as citações negativas à Revolução de 64, quando militares das Forças Armadas foram eleitos presidentes por colégio eleitoral, após o movimento hoje chamado de “Golpe Civil Militar”. Regime de excessão, pois alguns direitos constitucionais foram cassados de  políticos, principalmente, através de atos advindos do executivo, de caráter  impositivo e, com razão, chamados de ditatoriais. Na realidade,  historiadores e pesquisadores independentes, descompromissados com o” politicamente correto” dos tempos atuais, mesmo não concordando com esse “regime  militar”, contam a história de maneira imparcial, colocando os devidos pingos nos seus devidos “is”, mesmo que isto não agrade quem hoje – sob o manto da democracia – mande, desmande e cometa verdadeiros crimes contra a população, inebriada com propaganda em massa, enganosa, cara e que, de certa forma, mantém a mídia nacional, cuja maioria teme perder arrecadação e nos omite informações. Em um  país “emergente” e capitalista o dinheiro manda mais do que o cidadão simples pode imaginar. Mal comparando, essa massificação de propaganda institucional teve incremento fenomenal na Alemanha de Hitler, com seus sonhos de dominação mundial. E deu no que deu.

A “ditadura brasileira” é, reconhecidamente, por quem pesquisa com seriedade, diferente das outras, de países sul-americanos e de Cuba, uma das mais antigas do mundo e reverenciada, hoje,  pelos “democratas” no poder. Como aluno do Curso de Formação de Oficiais da PM cheguei a votar para cargos políticos, à exceção de prefeito e presidente. Prefeito das capitais eram nomeados. E, quando se referem ao “golpe”, a impressão que se tem é que o “regime” se apossou de tudo. Nomeou, para cima e para baixo, “proibiu geral”   e fechou o pano. Entretanto, segundo alguns escritores, as artes, a imprensa – inclusive a que inaugurou os tablóides
 ( lembram do “Pasquim”?)– continuou em atividade – mesmo que “vigiada”. A produção dos intelectuais foi enorme. Gonzaguinha, com
suas músicas, atraia estudantes aos seus shows superlotados com “Grito de Alerta”; Chico Buarque teve, naqueles tempos, o auge de sua produção artística. Parece brincadeira, mas, no quartel, rapazes, dedilhávamos no violão Geraldo Vandré, com o chamamento (ultra-subversivo? “ quem sabe faz a hora, não espera acontecer”, etc.

O tempo passou, os militares devolveram o governo aos civis. Se demoraram ou não, a discussão é outra e tudo está do jeito que está. Quem hoje manda só faz desqualificar militares – mesmo os que não têm idéia do que aconteceu e pagam um  preço muito alto por isto. Os próprios militares das Forças Armadas reclamam dos baixos salários e de seu sucateamento. E aí, surge quem, curiosamente, busca, lá atrás, como os cinco presidentes da “revolução” encerraram suas vidas. Todos com  aquilo que seus soldos proporcionaram: um apartamento, ou casa, um pequeno  sítio ou coisa parecida e os proventos da transferência para a reserva. Não há notícias de tratamento de saúde em hospitais de luxo, no exterior, ou vida extravagante. De filhos e dependentes “plugados” em funções ou empresas públicas, coisa comum entre os políticos de hoje.

De vez enquanto relembram dados publicados em alguns jornais sobre as mudanças, das residências oficiais, de presidentes que lotaram uma dezena ou mais de caminhões para a retirada de seus  pertences. Coisas demais, certamente. Mas afirmar que são produtos de origem duvidosa, além de atitude irresponsável, pode configurar até crime de difamação, se quem diz não prova. O que se sabe é que, presidente, cujos presentes lhe chegam, no exercício de sua função e acima de determinado valor, tem que incorporá-los ao patrimônio público. Quer dizer, não pode levá-lo após o mandato. Se isto acontece ou não, talvez um dia fiquemos sabendo. Será???





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