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domingo, 18 de maio de 2014

UM DIA DE DOMINGO...



Wilalba F. Souza                                                                       17mai14

Pois é pessoal, ninguém precisa me lembrar que já estou meio (?) velho porque acordo sabendo disto. Mas não tem jeito. Eu, que acho ser músico, pois me arrisco fazer uma “basezinha” no violão e no teclado, o que já seria muito bom e Satisfatório, desde o início do ano passado me interessei pelo aeromodelismo. Tem muita gente que acha ser isto coisa de criança. Ao contrário, é coisa de adulto, pode ser cara, e é “hobby” que “vicia”. Uma “cachaça” mesmo, no dizer de quem o pratica.

Me enturmei com aeromodelistas de Barbacena e, de início, cheguei a tomar umas aulas com alguém mais experiente. É muito difícil. Como dizem,“papagaio velho não aprende falar”. E têm razão. Este papagaio não acreditou,  continua a quebrar “asas de combates”,” treinadores” em isopor” e gastando suas baterias – dos aeros e do aprendiz. Na nossa Barbacena a maioria dos praticantes são pessoas simples, de pouco poder aquisitivo, mas composta por cidadãos que conhecem sobre aviões, aeronáutica e Força Aérea Brasileira. Como na “terrinha” está “fincada” a Escola preparatória de Cadetes do Ar, existem, lá, alunos que gostam de “voar” seus” aeromodelos. Está no sangue deles.

Até o final do ano passado nós, aeromodelistas, podíamos, mediante obediência às normas de segurança bastante rígidas e explícitas, usar, mormente em fins de semana, parte da pista do aeroporto para nossos voos. Fomos proibidos, tendo em visto uma propalada série de exigências da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), do sistema militar de controle do tráfego aéreo e da EPCAr, de freqüentar o local. Assim, e reconhecendo que tudo tem sua hora e suas regras, corremos atrás, via presidente do GABAR (Grupo dos Aeromodelistas de Barbacena), isto a partir de novembro/dezembro de 2.013. Documentação pronta, sinalizada positivamente pelos órgãos afins, semana passada o brigadeiro comandante, recém-chegado decidiu, de plano: nada de aeromodelista. “-Há um projeto de obras do governo federal que pode, não se sabe quando,  entregar o aeroporto militar/civil (?) para a prefeitura e, até lá, não autorizo nada.”

Tudo bem! “Rabo entre as pernas”, saímos decepcionados, certos de que quem “manda, manda mesmo”, não sabemos até quando,  e deve ficar com o ego bem inchado, mesmo que de nada! Lamentamos que ainda haja, neste país, gente que acha ser a cidania  dividida entre cidadão civil e cidadão militar. E este, sem generalizar, acha que é mais brasileiro, mais poderoso, forte, herói até, que os demais. Sou brasileiro, sou cidadão e tenho orgulho de ser militar. Esse deve ser um exemplo a ser seguido, pergunto eu?  

Bom. Mas vamos para o domingo. Jornal “O Tempo”: Petrobras – sem acento, pô!, notícia antiga, já “tá” enjoando. Dá em nada mesmo... vejamos Dora Kramer, gosto de suas crônicas: o Estado tem medo de ser carimbado como autoritário, “deixa que o direito de uma maioria seja uma agenda imposta pela violência. A polícia se torna desacreditada...um policial espancado, um coronel da PM vira tocha humana na mão dos bandidos e ninguém se comove com isto”.Tudo segundo a ótica de ministro filiado ao PC do B, dos poucos da “esquerda” a criticar o cacoete da confusão entre o combate ao autoritarismo do Estado e a defesa do Estado  democrático na manutenção dos limites da ordem. E aí, gente, digo eu, querem acabar com as PM!!!

Mas, sigamos em frente, com  uma pérola do Elio Gaspari – esse é daqueles que usa o adágio: “pau que dá em Chico, dá em Francisco”-, e nos brinda com esta pérola, em sua mensagem de hoje, “O lobo de Trilussa”. E disse, ou “escrevinhou”, parafraseando o Zelão da novelinha da Globo: vendo-se a fala de Lula propondo que o PT recupere “o orgulho” no combate à corrupção, sai da tumba do poeta italiano Trilussa (1871/1950) uma de suas fábulas: “Um lobo disse a Deus:-algumas ovelhas dizem que eu roubo muito. Precisamos acabar com essa maledicência. E Deus respondeu: - Roube menos!. Essa valeu pra mim e pro resto da semana, entretanto...

Antes do almoço fui ao aeroporto, (está tudo igualzinho e sem obras) cuidado pelo comandante da EPCAr, visitar o presidente do Aeroclube Barbacena, piloto civil Henrique, meu amigo, também pressionado por todos os lados, pelo comando aeronáutico local. Pátio cheio de aeronaves oficiais e um entra e sai de gente. Aí me disseram que era um encontro de turmas da aeronáutica, isto quando pousava um jato da Embraer, dos grandes, a serviço desse pessoal. Tudo bem. Minha corporação (PMMG) é mais humilde. E, dos nossos salutares encontros, isentamos, de despesas, o erário público. Mas essa é outra história...





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