Wilalba F. Souza
17mai14
Pois é pessoal, ninguém precisa me lembrar que já
estou meio (?) velho porque acordo sabendo disto. Mas não tem jeito. Eu, que
acho ser músico, pois me arrisco fazer uma “basezinha” no violão e no teclado,
o que já seria muito bom e Satisfatório, desde o início do ano passado me
interessei pelo aeromodelismo. Tem muita gente que acha ser isto coisa de criança.
Ao contrário, é coisa de adulto, pode ser cara, e é “hobby” que “vicia”. Uma
“cachaça” mesmo, no dizer de quem o pratica.
Me enturmei com aeromodelistas de Barbacena e, de início,
cheguei a tomar umas aulas com alguém mais experiente. É muito difícil. Como
dizem,“papagaio velho não aprende falar”. E têm razão. Este papagaio não acreditou, continua a quebrar “asas de combates”,”
treinadores” em isopor” e gastando suas baterias – dos aeros e do aprendiz. Na
nossa Barbacena a maioria dos praticantes são pessoas simples, de pouco poder
aquisitivo, mas composta por cidadãos que conhecem sobre aviões, aeronáutica e
Força Aérea Brasileira. Como na “terrinha” está “fincada” a Escola preparatória
de Cadetes do Ar, existem, lá, alunos que gostam de “voar” seus” aeromodelos.
Está no sangue deles.
Até o final do ano passado nós, aeromodelistas,
podíamos, mediante obediência às normas de segurança bastante rígidas e
explícitas, usar, mormente em fins de semana, parte da pista do aeroporto para
nossos voos. Fomos proibidos, tendo em visto uma propalada série de exigências
da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), do sistema militar de controle do
tráfego aéreo e da EPCAr, de freqüentar o local. Assim, e reconhecendo que tudo
tem sua hora e suas regras, corremos atrás, via presidente do GABAR (Grupo dos
Aeromodelistas de Barbacena), isto a partir de novembro/dezembro de 2.013. Documentação
pronta, sinalizada positivamente pelos órgãos afins, semana passada o
brigadeiro comandante, recém-chegado decidiu, de plano: nada de aeromodelista. “-Há um projeto de obras do governo federal que pode,
não se sabe quando, entregar o aeroporto
militar/civil (?) para a prefeitura e, até lá, não autorizo nada.”
Tudo bem! “Rabo entre as pernas”, saímos
decepcionados, certos de que quem “manda, manda mesmo”, não sabemos até
quando, e deve ficar com o ego bem
inchado, mesmo que de nada! Lamentamos que ainda haja, neste país, gente que
acha ser a cidania dividida entre
cidadão civil e cidadão militar. E este, sem generalizar, acha que é mais
brasileiro, mais poderoso, forte, herói até, que os demais. Sou brasileiro, sou
cidadão e tenho orgulho de ser militar. Esse deve ser um exemplo a ser seguido,
pergunto eu?
Bom. Mas vamos para o domingo. Jornal “O Tempo”:
Petrobras – sem acento, pô!, notícia antiga, já “tá” enjoando. Dá em nada
mesmo... vejamos Dora Kramer, gosto de suas crônicas: o Estado tem medo de ser
carimbado como autoritário, “deixa que o direito de uma maioria seja uma agenda
imposta pela violência. A polícia se torna desacreditada...um policial
espancado, um coronel da PM vira tocha humana na mão dos bandidos e ninguém se
comove com isto”.Tudo segundo a ótica de ministro filiado ao PC do B, dos
poucos da “esquerda” a criticar o cacoete da confusão entre o combate ao autoritarismo
do Estado e a defesa do Estado
democrático na manutenção dos limites da ordem. E aí, gente, digo eu, querem
acabar com as PM!!!
Mas, sigamos em frente, com uma pérola do Elio Gaspari – esse é daqueles
que usa o adágio: “pau que dá em Chico, dá em Francisco”-, e nos brinda com
esta pérola, em sua mensagem de hoje, “O lobo de Trilussa”. E disse, ou
“escrevinhou”, parafraseando o Zelão da novelinha da Globo: vendo-se a fala de
Lula propondo que o PT recupere “o orgulho” no combate à corrupção, sai da
tumba do poeta italiano Trilussa (1871/1950) uma de suas fábulas: “Um lobo
disse a Deus:-algumas ovelhas dizem que eu roubo muito. Precisamos acabar com
essa maledicência. E Deus respondeu: - Roube menos!. Essa valeu pra mim e pro
resto da semana, entretanto...
Antes do almoço fui ao aeroporto, (está tudo
igualzinho e sem obras) cuidado pelo comandante da EPCAr, visitar o presidente
do Aeroclube Barbacena, piloto civil Henrique, meu amigo, também pressionado
por todos os lados, pelo comando aeronáutico local. Pátio cheio de aeronaves
oficiais e um entra e sai de gente. Aí me disseram que era um encontro de
turmas da aeronáutica, isto quando pousava um jato da Embraer, dos grandes, a
serviço desse pessoal. Tudo bem. Minha corporação (PMMG) é mais humilde. E, dos
nossos salutares encontros, isentamos, de despesas, o erário público. Mas essa é
outra história...
Nenhum comentário:
Postar um comentário