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terça-feira, 6 de maio de 2014

OLHO VIVO

                             Olho Vivo

Wilalba F. Souza                                                            31/04/14

Estou sabendo que a ALMG, através de seus deputados, aprovaram um requerimento de proposição de projeto para aumentar o valor do abono de permanência, de quem, após ser transferido para a reserva, resolver continuar em atividade. De 30 para 50%.

Há tempos temos criticado tais propostas, que para mim têm propósito puramente eleitoreiro, pois, ao fim, além de criar abismos salariais entre PMs de mesmo posto/graduação, possivelmente vão influir nas futuras negociações salariais na Corporação. Pode parecer que não, mas a qualquer momento isto pode criar um desconforto. Há casos em que, tendo em vista esse abono, coronel em função de comando recebe menos que um tenente coronel reconvocado.

Quando foi aprovada a lei 109, nos estertores de 2.012, ela veio toda cheia de detalhes de interesse do governo, interferindo inclusive na arrecadação do nosso IPSM. Junto, nessa “Lei Frankstein”, embutiram “benesses” que me “soam” como verdadeiras armadilhas. E quase tudo em desfavor, ou futuramente prejudicial ao pessoal da reserva e pensionistas. O Estado, e a qualquer momento, pode rever o sistema de nossa correção salarial (do pessoal da reserva) e aí, amigo, como temos alertado, o fantasma da paridade salarial, que já foi quebrada, tomará forma de um monstro que nos penalizará, como fazem hoje com o regime geral de previdência.

Podem pensar, os menos avisados, que sou contra benefícios para a tropa. E aí se enganam. As exceções têm que existir, para confirmar a regra. E não é isto que está acontecendo. Todo mundo em atividade,ou a maior parte da tropa, recebe o “bônus de produtividade”. E o que era – no meu entendimento – para ser exceção, já é regra. Vira saláriosem que o “empregador” seja obrigado a contribuir com a previdência.Logo, tendo que se afastar, o PM perderá o “benefício”, pura e simplesmente, pois nem como tempo de serviço isto é contado.

Nossa luta tem que ser permanente para recuperar a paridade, vinda lá do ano de 1.958. Ela, sim, seria, e poderá voltar a ser nossa segurança futura. Permitirá mantermos nosso poder aquisitivo e garantirá  que nossas pensionistas ficarão “abrigadas” com o falecimento do PM. Enfim, nestes tempos de eleições temos que ter o maior cuidado com “as oferendas” que nos aparecem. E mais, o que precisamos é de aumentos para todos da Corporação. O pessoal do regime geral de previdência e “na ativa”, tem muitos e bons penduricalhos. Ao se aposentar perde boa parte de sua “renda”. E, anos depois, vê reduzida sua aposentadoria pelo tal “fator previdenciário”. E não nos iludamos: o governo é “doido” pra fazer isto conosco. Por isto aceita aprovar, mais ainda em época de eleições, essas “premiações. Olho vivo!!!






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