Olho Vivo
Wilalba F. Souza
31/04/14
Estou
sabendo que a ALMG, através de seus deputados, aprovaram um requerimento de proposição
de projeto para aumentar o valor do abono de permanência, de quem, após ser
transferido para a reserva, resolver continuar em atividade. De 30
para 50%.
Há
tempos temos criticado tais propostas, que para mim têm propósito puramente
eleitoreiro, pois, ao fim, além de criar abismos salariais entre PMs de mesmo
posto/graduação, possivelmente vão influir nas futuras negociações salariais na
Corporação. Pode parecer que não, mas a qualquer momento isto pode criar um
desconforto. Há casos em que, tendo em vista esse abono, coronel em função de
comando recebe menos que um tenente coronel reconvocado.
Quando
foi aprovada a lei 109, nos estertores de 2.012, ela veio toda cheia de
detalhes de interesse do governo, interferindo inclusive na arrecadação do
nosso IPSM. Junto, nessa “Lei Frankstein”, embutiram “benesses” que me “soam” como
verdadeiras armadilhas. E quase tudo em
desfavor, ou futuramente prejudicial ao pessoal da reserva e pensionistas. O
Estado, e a qualquer momento, pode rever o sistema de nossa
correção salarial (do pessoal da reserva) e aí, amigo, como temos alertado,
o fantasma da paridade salarial, que já foi quebrada, tomará forma de um monstro que nos penalizará,
como fazem hoje com o regime geral de previdência.
Podem
pensar, os menos avisados, que sou contra benefícios para a tropa. E aí se
enganam. As exceções têm que existir, para confirmar a regra. E não é isto que
está acontecendo. Todo mundo em atividade,ou a maior parte da tropa, recebe o
“bônus de produtividade”. E o que era – no meu entendimento – para ser exceção,
já é regra. Vira saláriosem que o “empregador” seja obrigado a contribuir com a
previdência.Logo, tendo que se afastar, o PM perderá o “benefício”, pura e
simplesmente, pois nem como tempo de serviço isto é contado.
Nossa
luta tem que ser permanente para recuperar a paridade, vinda lá do ano de
1.958. Ela, sim, seria, e poderá voltar a ser nossa segurança futura. Permitirá
mantermos nosso poder aquisitivo e garantirá
que nossas pensionistas ficarão “abrigadas” com o falecimento do PM. Enfim,
nestes tempos de eleições temos que ter o maior cuidado com “as oferendas” que
nos aparecem. E mais, o que precisamos é de aumentos para
todos da Corporação. O pessoal do regime geral de previdência e “na ativa”, tem
muitos e bons penduricalhos. Ao se aposentar perde boa parte de sua “renda”. E,
anos depois, vê reduzida sua aposentadoria pelo tal
“fator previdenciário”. E não nos iludamos: o governo é “doido” pra fazer isto
conosco. Por isto aceita aprovar, mais ainda em época de eleições, essas
“premiações. Olho vivo!!!
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