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segunda-feira, 28 de abril de 2014

"Surpresassas" Agradáveis Que a Vida Nos Reserva

Surpresassas Agradáveis Que a Vida Nos reserva
Wilalba F. Souza                                                                   abril 2.014

Meus colegas de farda, amigos, muitas pessoas a nós ligadas, sabem que, formado aspirante, lá pelo final década de 1.969, fui classificado no 6º BPM, unidade de grandes tradições, sediada em Governador Valadares e que para lá foi no início dos anos cinqüenta. O Vale do Rio Doce estava,
literalmente, sendo desbravado. E não só ele, também os Vales do Mucuri e do Baixo Jequitinhonha.

Naquela unidade pude aprender muito e testemunhar, talvez, e eu penso assim, a maior das tarefas, façanha mesmo, da PM pelos rincões das Minas Gerais. O efetivo do “ 6° do Bravo Torres” ultrapassava os três mil homens e sua missão foi, talvez, sem que seus comandantes tivessem essa
visão minha atual, ocupar e pacificar – literalmente –  cidades e povoados daquelas plagas, onde a autoridade do PM era inquestionável. Menos pela força da lei, mais pela necessidade do nosso homem se impor, mesmo que em pequeno número e desprovido de comunicação e transporte.

Ocupada a vila, distrito ou cidade, depois de organizadas como” urbis”, o PM assistia e garantia a chegada dos juízes, promotores e delegados da Polícia Civil. Conheci, lá mesmo em Governador Valadares, o destemido coronel Pedro Ferreira que, após anos e anos como Delegado Especial de Polícia, passou a função para jovens autoridades da Polícia Civil que passaram a conduzir os inquéritos e as investigações.

Assim, nos dez ou doze anos que servi naquela região, trabalhei com muita gente boa, produtiva e amiga. Companheiros dos quais não me esqueço, mas que, pego em pela memória e pelo tempo passado de lá para cá, deixo de lembrar o nome inteiro. É que eu estava em uma solenidade numa igreja católica em Belo Horizonte e, sentado à minha frente, reconheci um tenente que, como sargento, conheci – trabalhamos juntos, inclusive – no “Batalhão do Pagode Chinês” (Troféu ganho pela unidade pelo belo desempenho num desfile, se não me engano, na cidade do Rio de Janeiro).

Bati levemente no ombro do velho parceiro que não via há muito e perguntei-lhe:
                         - Oi, sô! Quê que cê ta fazendo aqui?
                         - Oi, coronel, que bom vê-lo. Meu filho está recebendo seu espadim!
                         Parabéns Pascoal. Que bom, disse-se a ele. – Meu filho também! Que legal! Vamos tirar uma foto.
       
Acabada a solenidade chegou até nós meu filho, Rafael Meneghin e me apresentou seu colega, o cadete Teixeira, filho do Paschoal. A foto registrou o momento feliz de pais e filhos. “Surprezassa”, não?
                       


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