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sábado, 5 de abril de 2014

CONVITE

             C o n v i t e

Wilalba F. Souza

Convido todos os companheiros militares estaduais de Minas Gerais a se nteressarem mais pela legislação que regulamenta e dá destino às suas vidas e de suas famílias. A “bola do dia” – e olha que existem muitas outras – é a lei 10.366, que sustenta legalmente a existência e todas as ações do IPSM (Instituto de Previdência dos Servidores Militares de Minas Gerais). Muita gente, mas muita gente mesmo, da ativa, da reserva e reformada, é completamente alheia à  instituição previdenciária precursora de todas as outras que estão por aí, sejam federais, estaduais ou municipais.

Ao longo dos anos essa previdência dos militares mineiros vem aperfeiçoando suas ações, num esforço gradual e permanente dos comandantes e assessores, tendo em vista as atividades de  polícia militar por todos os rincões, dando segurança à população Muitos dos que só acordam para isto quando precisam, mal sabem seu custo, do trabalho que deu montar essa formidável rede assistencial, de  benefícios que poucos brasileiros têm, em instituições similares.

Assim, quando se permanece alheio aos processos de mudanças encetados pelo Estado em assuntos de nosso interesse, o resultado pode ser mais que desagradável, nefasto e sem volta. Vejam bem a situação dos aposentados brasileiros inscritos e sob a égide maldosa do tal fator previdenciário. Coisa de técnicos seguida por políticos que sabem não terem aposentados “massa de manobra” para reagir. Lula, de quem os “bolsistas” e aliados falam maravilhas, manteve essas maldades e é seguido por Dilma.

A partir de 2.008 o governo mineiro, por injunções políticas e por outras, ditas de “ordem administrativa”, vem alterando nosso Estatuto, sob as “barbas” de alguns comandantes e, incrível, com ajuda de deputados que dizem nos representar. Tudo começou com o tal de bônus de produtividade, clara quebra da paridade salarial conquistada em 1.958 para reservistas e reformados. Transformaram em pó um sistema de remuneração consagrado. Esses bônus e outras alterações na vida dos militares da ativa, pendo eu, mais cedo ou mais tarde vão estourar nas mãos dos ditos Inativos e pensionistas. Como o “ativo” de hoje será o “inativo” de amanhã, ele que se cuide.

Nos chegou às mãos um trabalho resultado de comissão composta por assessores do comando e representantes da classe dos militares. Qualquer um de nós pode ter acesso a ela. Os textos produzidos ajustam, atualizam e direcionam o IPSM às nossas necessidades, evitando as distorções “trabalhadas” anteriormente em nosso desfavor, inclusive pela malfadada lei 125. Só não sabemos se o governo vai acatar nossas sugestões e até onde vamos ser atendidos. Depende muito de nós. Vem eleições por aí. Não cruzemos os braços. Pelo menos nos informemos.

Ir para a reserva não encerra nosso ciclo de responsabilidade em relação à família militar estadual.




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