C o n v i t e
Wilalba F. Souza
Convido todos os companheiros militares estaduais de
Minas Gerais a se nteressarem mais pela legislação que regulamenta e dá
destino às suas vidas e de suas famílias. A “bola do dia” – e olha que
existem muitas outras – é a lei 10.366, que sustenta legalmente a existência e
todas as ações do IPSM (Instituto de Previdência dos Servidores Militares de
Minas Gerais). Muita gente, mas muita gente mesmo, da ativa, da reserva e
reformada, é completamente alheia à
instituição previdenciária precursora de todas as outras que estão por
aí, sejam federais, estaduais ou municipais.
Ao longo dos anos essa previdência dos militares
mineiros vem aperfeiçoando suas ações, num esforço gradual e permanente dos comandantes
e assessores, tendo em vista as atividades de
polícia militar por todos os rincões, dando segurança à população Muitos
dos que só acordam para isto quando precisam, mal sabem seu custo, do trabalho
que deu montar essa formidável rede assistencial, de benefícios que poucos brasileiros têm, em
instituições similares.
Assim, quando se permanece alheio aos processos de
mudanças encetados pelo Estado em assuntos de nosso interesse, o resultado pode
ser mais que desagradável, nefasto e sem volta. Vejam bem a situação dos
aposentados brasileiros inscritos e sob a égide maldosa do tal
fator previdenciário. Coisa de técnicos seguida por políticos que sabem não
terem aposentados “massa de manobra” para reagir. Lula, de quem os
“bolsistas” e aliados falam maravilhas, manteve essas maldades e é seguido por
Dilma.
A partir de 2.008 o governo mineiro, por injunções
políticas e por outras, ditas de “ordem administrativa”, vem alterando nosso
Estatuto, sob as “barbas” de alguns comandantes e, incrível, com ajuda de
deputados que dizem nos representar. Tudo começou com o tal de bônus de
produtividade, clara quebra da paridade salarial conquistada em 1.958 para reservistas
e reformados. Transformaram em pó um sistema de remuneração consagrado. Esses
bônus e outras alterações na vida dos militares da ativa, pendo eu, mais cedo
ou mais tarde vão estourar nas mãos dos ditos Inativos e pensionistas. Como o “ativo” de hoje será o
“inativo” de amanhã, ele que se cuide.
Nos chegou às mãos um trabalho resultado de comissão
composta por assessores do comando e representantes da classe dos militares.
Qualquer um de nós pode ter acesso a ela. Os textos produzidos ajustam,
atualizam e direcionam o IPSM às nossas necessidades, evitando
as distorções “trabalhadas” anteriormente em nosso desfavor, inclusive pela malfadada lei 125. Só não sabemos se o governo vai
acatar nossas sugestões e até onde vamos ser atendidos. Depende muito de nós.
Vem eleições por aí. Não cruzemos os braços. Pelo menos nos informemos.
Ir para a reserva não encerra nosso ciclo de
responsabilidade em relação à família militar estadual.
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