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quinta-feira, 3 de abril de 2014

O CINQUENTENÁRIO DA REVOLUÇÃO...E O POLITICAMENTE CORRETO

O cinquentenário da Revolução... e o
politicamente correto.

Coronel PM Wilalba F. Souza

Meu colega,  coronel  César Braz Ladeira, presidente  da União dos Militares de Minas Gerais, em depoimento no livro “Verdade, Somente Verdade”, do coronel Ellos Pires de Carvalho, rememorou passagem do dia 31 de março de 1.964 e e de outros que se seguiram quando, sentados numa rampa gramada do Colégio Estadual, em Barbacena, eu, ele e outros adolescentes assistimos, de longe, o movimento de tro pas do 9º BPM pela rua Pereira Teixeira, principal acesso à unidade.

Apesar de, no nosso meio estudantil e familiar, percebermos um clima diferente, nada da nossa rotina foi alterada, seguindo todos na mesma vidinha interiorana de jovens já preocupados com o futuro. O que  fa-zer, que profissão seguir, depois de terminar o segundo grau? Nas salas de aulas os professores não mudaram rotinas ou deram opiniões sobre aquelas mudanças no governo. Funcionou a matreirice mineira: “Passarinho na muda não canta”.

Afinal, ainda lembramos, eram tempos da propalada “guerra fria” disputa de poder entre blocos de países, resultado do pós-guerra, com a divisão no mundo povos com doutrinas opostas. Uma formada por nações  democráticas  – lideradas pelos Estados Unidos, principal-mente - e outra pelos países “vermelhos”, comunistas, dominada pela assustadora União Soviética, de Lenine e Stalin, conduzida com mão de ferro, embora Gorbachov, mandatário da época, fosse “mais macio”. Tempos  da “Ditadura do Proletariado”, vinda desde o início do século
XX, a manobrar  classes trabalhadoras  – camponeses e operários – novas dominadoras do cenário naquelas plagas. Viraram, por lá, a tal pirâmide social  de “ponta cabeça”.  E, dizem, terem os americanos,convencido líderes opositores brasileiros a “derrubarem” João Goulart – simpatizante dos comunistas (?)-, ele vice-presidente, substituto direto e legal de Jânio Quadros que renunciara. Para evitar confronto e possível derramamento de sangue, dizem isto, “Jango”  largou tudo e foi pro exílio no Uruguai.

O resto da história a maioria de nossa geração conhece. Certamente
sobre ela muitos continuarão falando, dando versões diversas  e opi-
niões conflitantes. Faz parte da natureza humana.  De  nossa   parte preferimos discorrer sobre o que vivenciamos. Como integrante  da PM nunca prendi um comunista ou mesmo diligenciei com  esse  pro-pósito. Quem o fez não deve ter vergonha de fazê-lo. Trabalhei e muito, pela segurança pública. Esse sempre foi o principal papel da PM, desde sua criação. Neste nosso Brasil o radicalismo, de direita ou de esquer-da, fizeram e continuam fazendo história. Infelizmente é o que assisti-mos a toda hora. São exceções e perceptíveis. E nesses grupos ninguém é santo. De um lado e de outro. E neles houve quem cometesse e comete muitos pecados em nome de seus objetivos. Então, não generalizemos.

Churchil disse ser a democracia o “menos ruim” dos sistemas de governo, até que apareça outro melhor.  Viradas de mesa, penso eu, e  revoluções pela força, são coisas do passado. Não são criação dos militares e sim dos “notáveis”, do poder econômico, dos intelectuais e dos políticos influentes. Vejam a história a partir da proclamação da república. Getúlio Vargas, ditador endeusado até hoje, mandou por muitos anos era civil. E mais, na atualidade, para externar o que pensa todo cidadão esbarra no tal de “politicamente correto”,  nem sempre tão correto assim.

Tem gente que costuma,  mas com muito cuidado, que “com os militares a vida era melhor. Havia mais segurança, as escolas funcionavam.  Presidentes e governadores nunca ficaram ricos  da noite pro dia”. E isto não quer dizer que todo mundo deseja mudança via outra revolução, retorno dos militares ou coisa parecida. Sonha apenas com mais honestidade  no trato da coisa pública, segurança, ensino e melhoria em suas condições de vida, dentre outras coisas.

O jornal “O Globo”, dia 23 de março14, publicou, no “Segundo Cader-no”, reportagem sobre o assunto. Li e aconselho a quem puder, fazê-lo. Delfim Neto, super-ministro civil “dos militares, foi  entrevistado. Hoje próximo de Lula, segundo ele por iniciativa do ex-presidente, dá depoi-mento meio contido. Vale a pena ler. No mais,  há entrevistas de inte-lectuais e artistas, todos “muito bem situados” , a desfilar suas faça-nhas naqueles dias, em tempos de censura, que não é coisa nova ou privilégio dos regimes chamados de “exceção”. Atenção aos marcos regulatórios “pipocando” por aí ...

A propósito, e para encerrar, grupos diminutos de radicais de direita e de esquerda,  encetaram  manifestações públicas em São Paulo e aca-baram em enfrentamento corporal. Como dizem aqui em Barbacena: - Uai,..só pode ser coisa de doido !!!



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