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sexta-feira, 25 de abril de 2014

SAUDADES DO CASSIQUINHA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

                                    
 SAUDADES DO                              CASSIQUINHA                                                                                           

Wilalba Ferreira de Souza.

Nunca  fui   muito íntimo do  tenente José  Moreira  Gomes, o “Cassiquinha”. Mais  pelo  fato de ter feito carreira fora de Barbacena, menos  por outros motivos que   pudessem in-terferir na relação de respeito e  admiração pessoal que sempre nutri por ele. Muito sério, curtia a solicitude e bem viver com os jovens e inexperientes, subordinados ou superiores que aportaram no nosso batalhão. Lembro-me dele desde adolescente, quando meu pai era oficial subalterno. Sei que ele sempre despontou como graduado, pois constantemente era requisitado para missões importantes. Com o seu  falecimento, há alguns anos,  experimen-tamos uma grande perda. Foi-se uma admirável referência de nossa geração.

O  “Cassiquinha”  ficou  muito  conhecido na cidade  por sua condição de atleta – foi cam-peão em 1.949 pelo Independente – e posteriormente por sua atuação,  na década de 1.960, no comando do contingente, formado por policiais  militares  à  disposição da delegacia de polícia, tendo à frente, geralmente, um oficial. Prestou  relevantes  serviços  à comunidade, mérito reconhecido até hoje. Quando tenente  cheguei a servir com ele. Homem de sorriso muito contido, por trás da cara de bravo batia em seu peito um enorme coração.   Cultivou  amigos e fiéis admiradores. No fim do ano de 2.004,  por ocasião das  eleições na  UMMG-  ele era o diretor regional –   recusou-se a trocar sua permanência no cargo -  oferecida pela situação, que era favorita –  para apoiar o candidato opositor,   a quem dedicava lealdade e reconhecimento. Na votação e durante todo o dia, mesmo adoentado, ficou  em pé, fazendo “boca  de urna”. Embora sua chapa tenha sido derrotada em todas as  urnas pelo Estado, em Barbacena o “cacique”, e só ele, obteve maioria de votos.

Recebi a missão de substituí-lo na UMMG-regional. Alguns de seus amigos, associados da UMMG, inconformados com a derrota, preferiram  abandonar suas  histórias  na  instituição e pediram para sair. “Saltaram do barco”. O “Cassiquinha” não. Respeitou  o processo elei-toral e permanecemos juntos. Fiquei receoso de que ele se afastasse. Ledo engano. Principal “construtor” da nossa sede local,  honrou, até o fim, seu nome gravado na placa  de  bronze da entrada. Enquanto  a  saúde permitiu, esteve presente. Falava pouco. Certa vez, para  sur-presa minha, disse que, lá pelos idos de 1.949, tinha  substituído o  à época  sargento Alceu de Souza, meu pai, no destacamento de Antônio Dias, pequenina cidade cravada entre Belo Horizonte e Monlevade. Fiquei feliz ao ver como fatos interessantes se cruzam pelas nossas vidas.

Não posso me esquecer do dia em que, numa de suas visitas, estando ele sentado  em uma das mesas da sala da administração, escutou do sargento Fernando “Mala”, como que que-rendo se vangloriar, o seguinte comentário, ouvido por todos: - senhor  tenente, eu já tra-balhei com o senhor na delegacia, isto nos tempos do antigo contingente, ao que o “Cassi-quinha”, sem nenhuma pressa,  com  a voz baixa e meio rouca emendou, fazendo todo mun-do gargalhar: - é verdade, mas você não valia m...nenhuma e eu te recolhi !

Homem direto, não podemos nos esquecer que ele foi um pioneiro e não parou depois de ir para a reserva, parece que em 1.977.    Chegou a se aposentar também na atividade privada, trabalhou como representante do IPSM e foi nosso diretor, em Barbacena, por mais de vinte anos, ele que faleceu há algum tempo. Por isto, onde você estiver, obrigado, “Cacique

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