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sexta-feira, 16 de maio de 2014

BRASILEIRO É TÃO BONZINHO

                                   Brasileiro é tão bonzinho

Wilalba F. Souza                                                                    15mai14

Os mais velhos estão lembrados, certamente, de um quadro de programa humorístico, na televisão, a mostrar uma loura muito bonita que, após ser enganada por um conterrâneo nosso, se apressava em elogiá-lo com a frase do título, quase jargão. E todo mundo ria daquela bobagem repetitiva, no fundo vazia de conteúdo e sem graça, não fosse pelas formas da linda atriz, de origem norte americana.

E é só ligar a televisão, rádio, ou ler nossos jornais para confirmarmos que continuamos mais ”bonzinhos” ainda, perseguindo a  linha irônica do enredo do humorístico que fazia todo mundo rir. No Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Recife e mais um sem número de capitais e cidades do interior, as greves e protestos sociais brotam como nos surtos de sarampo ou catapora (nem se fala disso hoje) do meu tempo de criança. Remédio pra esses males era, basicamente, chá caseiro, repouso, cuidados dos nossos pais e eles iam embora.

Mal comparando, nossos dirigentes políticos estariam na condição de pais separados, brigando pela guarda do filho doente, sem dar a devida atenção a ele. Esta disputa política por hegemonia no poder tem feito muito mal ao Brasil. Petistas e seus aliados querem que os estados ou cidades governados pelo PSDB e aliados se “arrebentem“.- Assim o povo vota em nós”. E, do lado de lá, a estratégia é a mesma. Enquanto isto o garoto - o povo, desculpem - tem seu estado de saúde agravado. É insanidade demais de  quem grita querer  o bem de todos. Enquanto isto a doença avança e “encroa”.

A classe política brasileira é incapaz de, seja em que época for, “ dar um tempo”. Toda ela, quando as pesquisas falam em seu desfavor, enche os olhos de sangue, mostrando sua arrogante e nefasta beligerância. A tal ética já foi “cremada”. Embora não a respeite, a cobra de seus “inimigos”. Essa campanha do medo, lançada pelo PT, e criticada por ele mesmo lá atrás, como coisa do PSDB, antes da eleição do Lula, através de uma atriz, causou reação, protestos. E está sendo utilizada, agora por quem a recriminou. Conclusão: bateu levou e o resto que se dane. Inclusive a criança com febre...

O tempo vai passando e a doença do filho se agrava. Aí repouso e cuidados básicos e improvisos não surtem mais efeito. O remédio tem que ser mais forte, dolorido mesmo. E ninguém quer aplicá-lo. Quem o fizer vai ficar mal com a criança. O perigo é ela “ir a óbito”, como dizem os médicos. E isto é o que esses governantes têm pela frente agora. Um surto doenças muito graves: greves na polícia – Polícia Federal não (será?)- a Justiça proibiu durante a Copa-, manifestações por todos os cantos, avenidas e rodovias fechadas, paralisação nos transportes públicos, caos na saúde, desfalques em estatais, aeroportos entupidos, saques, destruição e morte. Ah! Isto pode esperar. O debate mais importante, para “nossos” representantes é o eleitoral. Virou guerra. E as desgraças que ela nos deixa, não cabem nesta pequena página. Para os políticos vencedores restarão os despojos: toda essa destruição que eles promovem em nome do “ganhamos. Nós mandamos” e outras cantilenas acompanhadas do descumprimento das promessas de campanha.

Como a atriz/comediante, claques batem palmas, mesmo sem ter conseguido uma moradia, um salário justo, uma aposentadoria correta, sem o “sangue-suga do fator previdenciário, com  pouca comida à mesa, sem hospital, sem escolas decentes para seus filhos,  sem o direito de ir e vir em paz, vilipendiado e humilhado, mas esperançoso de que, “desta vez, seremos salvos e manteremos nossas bolsas”,  esquecendo que  o político eleito, de presidente a vereador, alcançado seu objetivo,  tem uma só preocupação: ser re-eleito” ad-eternum”! A que preço? Qualquer um que não saia de seu bolso e que, de preferência, propicie a eliminação sumária e definitiva de seus adversários políticos. Como isto é impossível, a guerra vai continuar e muita gente vai a óbito por isto, tal qual o filho mal cuidado.  Brasileiro é tão bonzinho?












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