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sexta-feira, 25 de julho de 2014

Saudosismo e o PM legal




Wilalba F. Souza                                                                     25jul14


Reconheço! Sou um saudosista juramentado. Não desses que andam por aí e, resfolegando, se desmancham a falar dos tempos de antanho sonhando, até, em poder regredir no tempo, não para reviver, mas para viver o mesmo período de maneira diferente, usando da experiência adquirida para excluir os equívocos e erros eventualmente cometidos. Na realidade isto, além de ser impossível, seria injusto para os demais filhos de Deus.A bem da verdade os nossos filhos e os que nos sucedem é que devem analisar nossos desvios e procurar evita-los.

Por força de missão que me foi dada, e eu a aceitei, frequento e convivo bastante com nossos companheiros da Polícia Militar, de soldado a coronel e tenho, por isto mesmo, percebido suas dificuldades. A nossa capacidade operacional  está numa queda vertiginosa, não se podendo exigir mais do efetivo que nos sobrou. Já disse antes que o governo e seus deputados liberaram geral e facilitaram transferência homens e mulheres jovens para a reserva. Um desfalque considerável, sem possibilidades de reposição de um dia para o outro. Assim, o negócio é ir “tocando o barco” do jeito que der. E nós que já estivemos, e de certa maneira ainda estamos, nessa canoa, sempre fazemos  análises dessas coisas. Afinal andamos pelas ruas!

Este cidadão vai, todos os sábados cedinho, a uma feira lá na rua do Colégio Imaculada. Na barraca do Luiz Paulo sempre encontramos um queijo de excelente qualidade. Há tempos não vemos policiamento no local. Era comum encontrarmos uma dupla  fazendo sua ronda. O estacionamento, depois que retiraram a polícia, passou a ser controlado por flanelinhas. E alguns motoristas, até de veículos grandes, se apossam da rua como querem. E é assim mesmo: onde não há fiscalização, a desordem começa a corroer devagarzinho até tomar conta.

Aliás, falando em trânsito, esse setor que há anos sempre teve a maior atenção dos comandantes deve ter sido extinto. Tenho saudades daquele importante serviço, sim! Daquele “guarda” de boné branco que impunha respeito nas vias e nos locais mais movimentados, sendo conhecido dos comerciantes, transeuntes, adultos ou crianças que viam nele um anteparo, sua segurança. Foi um tempo em que era normal soldados serem homenageados pelas câmaras municipais, tendo em vista o importante papel que representavam junto à comunidade. Hoje o jeito é eu perguntar: pessoal, onde anda o guarda de trânsito, o “Cosme e Damião”, o Guarda Belo, personagens mais que importantes na nossa cultura?  Por onde andam as Patrans e as patrulhas escolares que faziam um belo trabalho às saídas das escolas? Os postos policiais nas periferias, referências das populações mais simples? Sim! Onde os PMs socorriam pessoas, evitavam brigas e até parto faziam?

Esses questionamentos nós poderíamos fazer aos comandantes. Só que eles estão entupidos de cobranças. Seus efetivos são diminutos, enquanto as demandas aumentam dia a dia. E o mais interessante é que, com muita veemência, são cobrados a reduzir os índices criminais. A alcançar umas tais de metas inventadas pelos teóricos engravatados dos gabinetes. Assim,como cidadão, prefiro fazer cobranças ao governo e aos deputados que, num estalar dos dedos, reduziram a capacidade de trabalho de uma corporação que sempre se sobressaiu naquilo que é a sua finalidade: fazer policiamento. E não se faz policiamento sem efetivo. Por culpa deles que não harmonizaram as necessidades do homem, da instituição e do povo,usuário na ponta dessa estrutura prestadora pública de serviços.

Aliás sobre estas questões já escrevi e dei minhas humildes opiniões. O que espero – e sei lá se isto é possível – é que essas autoridades se reúnam e promovam um debate sobre o assunto. Vamos colocar em pratos limpos essa questão. Qual a razão dessa queda vertiginosa de nossa capacidade operacional. Onde está o “guarda de trânsito? O policiamento preventivo nos locais mais movimentados, nas áreas sensíveis, nas estradas e no meio ambiente? Cadê o PM legal?



sexta-feira, 18 de julho de 2014

Política mal feita, em prejuízo da comunidade.


Wilalba F. Souza                                                                                17jul14

Leio os jornais de BH e vejo estampada em suas páginas, ação de deputado que já foi da PM e caiu de paraquedas na câmara, tendo em vista os lamentáveis fatos ocorridos em 1.997. Sua “plataforma” é igual samba de uma nota só: basicamente a  convocação de comandantes para explicar à comissão “a” ou “b”, sobre ações de sua competência, principalmente em atendimento a reclamação de PM, ou de sua família, que se sente injustiçado por isto, ou por aquilo. O comandante não agradou, fala com o parlamentar que ele resolve!

Observo, há tempos, que com ajuda desse pessoal da Assembleia Mineira,a capacidade operacional da Polícia Militar só vem definhando. Diminuem a autoridade de oficiais e de quem comanda, transformando a tropa em hordas de burocratas, comparadas as alguns serviços que nos prestam alguns setores do serviço público. De militares que, antes de cuidarem das suas obrigações, só exigem “seus direitos”. Primeiro aprovaram matérias  que facilitaram a transferência prematura de policiais militares de todas graduações e postos para a reserva, provocando uma queda vertiginosa do efetivo operacional. Assim, os comandantes, hoje, são muito cobrados, os oficiais sobrecarregados e, polícia sem efetivo fica improdutiva.

Temos menos gente na rua. Em Barbacena, por exemplo, a maioria das atenções da PM évoltada para os crimes violentos. Alguns locais de grande movimentação estão desprovidos de policiamento. Nosso trânsito é uma calamidade. Não há fiscalização e, sem ela, cada um cuida de si, passando por cima das normas. O motorista está cada vez mais mal educado, agressivo, na disputa por espaço. Campanhas?  Nem ver! Como fazê-las? E, lógico, o povo paga a conta, não só com os impostos, mas também com a insegurança. Enquanto isto esse, ou esses defensores da “classe dos militares”, caem em agrados que lhe proporcionem, nestes tempos de caça aos votos, simpatia a qualquer custo.

As eleições estão se aproximando. Esse pessoal do cabelo engomado e de ternos muito alinhados começa a mandar seus panfletos e jornais personalizados, certamente pagos com dinheiro público. Prometem mundos e fundos,“garimpando” votação que os mantenham em suas confortáveis poltronas, pouco se importando com o desempenho operacional das corporações, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar. E mais, com essas atitudes, além de reduzir a segurança das ruas, deixam espaço para que outros órgãos apareçam e as substituam.

Interferências externas seriam saudáveis e bem recebidas quando, além de se preocuparem com o homem em si, lançassem suas ações em benefício, também, da maior consistência institucional de quem tem a obrigação e o dever de dar segurança à população. E, infelizmente, não é isto que está acontecendo. Logo, escolha bem o candidato em quem votar! Seja ele ex-PM ou não. Expor publicamente  oficiais e comandantes é muito pouco pelo que recebem dos cofres públicos. As mazelas dessas casas legislativas mereceriam deles muito mais atenção para reduzir os índices de insatisfação popular em relação ao trabalho (?) que dizem realizar!






segunda-feira, 14 de julho de 2014

O Brigadeiro-do-Ar Maurício Resende de Souza


Wilalba F Souza                                                                                                                  22set2.008
                                                                                                                                                     
Lá pelos idos de 1.963/64 tínhamos 16 ou 17 anos e estudávamos no  Colégio Estadual de Barbacena. Meus colegas mais próximos e de sala de aula – a gente morava muito perto uns dos outros - eram   Orlando Freitas,  César  Ladeira,   Milton  Resende de Souza e  Oswaldo Emídio. À exceção deste, todos gostavam de futebol. O Orlando, um  ou dois anos mais velho, se destacava como  jogador de bola. Muito magrela, não tinha físico de atleta,  mesmo semi-profissionalizado pelo Andaraí. Os demais, incluso o abaixo assinado, eram apenas medianos, embora se julgassem melhor que isto. O César, meio deslumbrado, otimista, tinha em seu irmão, Edo Ladeira, aluno do Curso de Formação de Oficiais da Polícia Militar, um meio ídolo e espelho; o  Milton  era  mais sério, adulto, contudo participativo;  o  Oswaldo,  tímido  e  evasivo, mostrava-se um estudante com desempenho acima da média, mas em se tratando de prática desportiva, verdadeira decepção.

Eu, o César e o Milton nos inscrevemos  para  teste  nos  infantís/juvenís do Olimpic, clube de projeção na cidade. Todos se saíram muito bem, mas  somente eu fui inscrito, disputando um campeonato. O César arrumou uma ocupação, na Rádio Correio da Serra, para ler notícias de esportes; o negócio do Milton era estudar e namorar: boa pinta e possuidor de volumoso topete,  fazia sucesso entre as meninas.  Hoje cultiva, se é que posso assim dizer, uma extensa mas simpática calvície. O Orlando continuou o fino da bola  e o Oswaldo, como sempre, evasivo.

Terminado o “ginásio”, em 1.964, todos nós, exceto o Oswaldo, tentamos concurso para a PM – todo mundo tinha parente da Corporação .O Milton, cujo pai era funcionário civil da  Aeronáutica, resolveu fazer as provas da EPCAr, embora tivesse horror a altura. Resultado: não  conseguimos  ser  aprovados e o Milton,  muito organizado, criterioso e acima de tudo mais centrado, foi selecionado, iniciando o que seria uma bela carreira, ainda que não de piloto, mas ligada à área administrativa. Perdemos o colega do Estadual mas fomos adiante,  continuando aquela vidinha de adolescentes e jogando nossas “peladas” no “Campo do Sanatório”, grande área vaga, próximo  à  linha férrea  quase desativada, no bairro do Pontilhão, pertinho da casa dos  pais do Milton, edificada às suas margens. Lá frequentavam os peladeiros e amigos de todas as idades,  dentre eles, mais novo dois ou três anos que nós, o Maurício, irmão do Milton, grande garoto, afável, carinhosamente chamado de “Mamão” pelo Zé Drumond, um coroa peladeiro que achava ter, sua cabeça, tamanho acima da média.

O Maurício era querido de todos. O Milton, mais protocolar, meio metido, puxara pelos traços do pai, “seu” Manoel. O Maurício era mais popular, alegre, muito conhecido nas redondezas. Acho que herdara as feições da mãe, D. Ilda, senhora educadíssima e simpática que, com seu esposo,  criou  seus filhos com  muito amor, mas de forma severa  e  firme. O Maurício era voluntarioso  e jogava mais bola que o Milton. Não  me lembro se ele estudava  no Estadual...acho que sim ! Certa vez me confidenciou que também iria fazer carreira na aeronáutica, seguindo o exemplo do irmão. Gostava  de aviação. Em 1.965 jogamos  muitas “peladas” juntos.

No final do ano lá fomos, os colegas do Estadual, mais uma vez, tentar concurso  para a PM. Leva-mos o Oswaldo junto. Todos fomos aprovados e, no ano seguinte, 1.966,  matriculados no CFO (Curso de Formação de Oficiais), no Departamento de Instrução, em Belo Horizonte. Nunca mais vi o Maurício, mas guardo seu sorriso escancarado até hoje. Numa de minhas poucas vindas a Barba-cena, em 1.967 ou 1.968,  fui informado, e fiquei muito chocado com a notícia: Maurício, e muitos outros estudantes, foram  convidados  para voar com a Aeronáutica numa data festiva daquela  força. Segundo me chegou ao conhecimento, durante  a  manobra conhecida pelos pilotos como “looping”, o avião em que estava não conseguiu completar a volta de 360 graus  e  se  espatifou  no solo, ceifando a vida e  os sonhos daquele menino, enlutando sua família e seus amigos.

Tenho saudades do Maurício e chego a imaginar que talvez pudéssemos ser um pouquinho mais felizes se destino não o tivesse impedido construir sua vida e uma carreira na Aeronáutica. As coisas estariam melhores para todos. Quem sabe hoje ele fosse o Brigadeiro  Maurício Resende, Comandante da  “Escola” e, em uma visita informal,  pudéssemos, com todo o respeito que sempre nos mereceu, pedir a ele: - ô Maurício, seus aviões  de  treinamento estão fazendo muito barulho quando, sobrevoando, insistentemente, quase todos os dias, a EPCar  e a  área urbana de nossa cidade, perturbam nosso sossego. E o que é pior, suas  acrobacias,  arrojadas  e embora seguras, não nos são total garantia de que, mais cedo ou mais tarde, um deles não venha cair sobre nossas cabeças? Ao que aquele velho amigo e comandante certamente responderia, depois de mais um largo e escancarado sorriso: - ô cara, pode deixar que vou resolver isto, para, em seguida, emendar: - a propósito, sábado à tarde vai ter aquela “peladinha dos véio”! Com um  churrasquinho depois ...


Defenestração Pública

                                  

Wilalba F. Souza                                                                       14julho14      

Nossa seleção brasileira, jogando em casa, perdeu duas vezes para equipes mais competentes, claro, por placares impensáveis. Mesmo assim ficou na quarta posição, entre as 31 equipes que nos visitaram. O nosso técnico e sua comissão, todos com títulos mundiais em anos anteriores, foram defenestrados pela imprensa. Muitos apresentadores, da área esportiva ou não, destilaram,  pela mídia, em evento de alta audiência,sua ira pra cima de profissionais que sempre honraram nosso futebol.

É da índole do brasileiro e, pessoalmente, não acho isto justo que esta turma de criticos seja o julgadora suprema e absoluta com poderes para destruir a história das pessoas. E esta cultura é irradiada por todos os setores. Errou, ou “derrapou”, “pau nele”. Esses críticos logo determinam as soluções – usando o poder diante de microfones e câmeras – recomendando a destituição de todo mundo, já indicando seus substitutos. Eles que, em boa maioria, estenderam os tapetes de rosas para os jogadores e técnicos. Uma festa só, contando com o hexa-campeonato.

E, no esporte, mesmo com toda a preparação e suporte financeiro poderosos, nada se pode garantir. Resolve-se tudo dentro do campo. Os heróis ou vilões se digladiam lá, nas “arenas”, termo mais usado hoje para denominar os estádios. Claro que o futebol nos envolve mais. Só que a dosagem por aqui é muito alta. Coisa de país cheio e problema que procura válvulas de escape. Negócio provocado e alimentado por governos para ocupar o ego da população, às vezes decepcionada pelo andar, chacoalhante e capenga da carruagem que nos conduz.

E a tal carruagem está com as rodas empenadas. Os mesmos críticos, não só do futebol, costumam lançar seus impropérios pra todos os lados. Acho que o povo cansou disto, porque nada tem mudado. Fazem muito barulho por causa do péssimo atendimento das escolas, hospitais, dos transportes, das obras superfaturadas que, às vezes, desmancham por qualquer motivo, mas ela continua, a carroça,  trôpega do mesmo jeito. As ocorrências policiais deverão, breve, retornar com força total, para as televisões. A banalização da violência segue seu curso em espetáculos horrorosos.

Enquanto isto, pelas mesmas emissoras de TV e rádio, o governo,  de todos os lados, aumentou, em 800%, os gastos com propaganda oficial.Assim, a Petrobras volta a ser o orgulho nacional, os programas estabelecidos nos trilhos, a inflação “domada”, o sistema eleitoral preparado para receber os eleitores no fim do ano, o crescimento da economia dentro do que é possível, blá, blá, blá... Já pensaram se o Brasil ganhasse a Copa? Seria a redenção! Para a cambeta Argentina também! Deus é brasileiro mesmo. O jeito é continuar embarcado nessa carruagem...a única que temos!




quinta-feira, 10 de julho de 2014

E o time do Brasil perdeu...

                         E o time do Brasil perdeu...

Wilalba F. Souza                                                                   09jul14


Passei a noite passada meio atordoado. O time, ou melhor, a Seleção Brasileira perdeu, e feio, para a equipe da Alemanha, evidentemente muito mais bem treinada e com melhores jogadores. Essa ideia de ficar choramingando pelos cantos também não adianta, mesmo porque nosso país tem sérios problemas para resolver no seu dia a dia. Inclusive para pagar pelos luxuosos estádios que construiu, a preços altíssimos. O evento,que se encerra dia 13 de julho foi um sucesso midiático e divulgou nossas coisas para o mundo. E só!

Tá todo mundo com “cara de paisagem”. Uma “sengraceza” de doer. Fecharam o país pra uma festa de um mês e o banquete desandou. Temos que voltar à realidade. Estou curioso para ver as feições dos políticos que esperavam “faturar” em cima do evento. D. Dilma, de difícil sorriso, era só alegria com torcedores brasileiros, se entregando, totalmente, à campanha política. O mesmo aconteceu com Aécio, exponencial candidato,Envergando a “amarelinha”.

O jeito é “pegar no pesado”, pois a inflação precisa ser controlada e os números da nossa economia têm rolado para baixo. Parece que nossos governantes não enxergam isto. Crescimento pífio, para quem, segundo os especialistas, gasta mais do que tem. Aliás, é preciso que esse pessoal da equipe econômica abra os olhos e cumpra seu papel. Itamar Franco e Fernando Henrique deram uma ajeitada na nossa economia. Estabilizaram a moeda, diminuíram a dívida nacional e passaram “as rédeas” para Lula que só fez gastar. Dilma segue a mesma rotina.

Certamente não dá pra entender esse negócio de voto. Pelo que fizeram, Itamar e Fernando Henrique deveriam ser, sempre, homenageados. Não é isto que acontece, principalmente por quem vota hoje. Nem deve se lembrar mais do que é inflação galopante.   Esse “dragão” está por aí.O pessoal do PT e do PMDB está alimentando o bichinho. Gastam muito e mal. Vide Petrobras e as obras da Copa do Mundo. O que deveria ser conquista do povo está virando castigo. Como tem gente que goste disso! Essa turma continuará por aí. Também não sei se a outra tem meios de melhorar as coisas.

 Itamar Franco  não está mais entre nós e Fernando Henrique, que já domesticou esta fera, não deve estar disposto a fazê-lo de novo. É mais fácil consertar o nosso time de futebol. Felipão se aposenta (deu bobeira ao voltar, coisa que FH nunca faria) Atletas de futebol  temos de sobra.O Neymar “caiu fora” e está preservado e técnicos todos nós somos. Isto não é problema e vida que segue!




segunda-feira, 7 de julho de 2014

EUA aprovam venda de insulina inalável para diabéticos


Medicamento Afrezza pode substituir injeções no controle glicêmico.
Níveis de insulina são alcançados até 15 minutos após administração.

Do G1, em São Paulo
A Agência de Alimentos dos Estados Unidos (FDA) aprovou no país a comercialização da insulina inalável Afrezza, medicamento de ação rápida e que substitui as injeções para o controle glicêmico em pessoas que têm diabetes.
É uma nova opção de tratamento para pacientes com diabetes que devem usar insulina antes de ingerir alimentos.

A aprovação ocorreu no fim de junho. O Afrezza consiste na inalação do pó em um pequeno inalador, de fácil uso. O produto dissolve-se rapidamente quando atinge o pulmão e fornece insulina rapidamente para a corrente sanguínea.
Um comunicado divulgado pela MannKind, laboratório que produziu o medicamento, informa que os níveis de insulina são alcançados de 12 a 15 minutos após a administração.
Mas a FDA adverte: o medicamento deve ser utilizado em combinação com uma insulina de ação lenta em pacientes com diabetes tipo 1 e não é recomendado a pessoas que fumam ou tratam cetoacidose diabética.

Antes da aprovação, testes foram realizados com mais de 3 mil participantes, portadores de diabetes tipo 1 ou tipo 2. Ainda não há previsão para a venda do medicamento no Brasil.
Dados sobre a doença

quinta-feira, 3 de julho de 2014

MANOBRAS DA SEPLAG


A prisão de Sarkozy, Lula e o borracheiro

                     

Wilalba F. Souza                                                                   02jul14

Todos os dias da semana, invariavelmente, tenho que percorrer o mesmo trajeto, na nossa cidade de Barbacena, em minhas idas e vindas para a sede regional da UMMG, onde sou diretor. Hoje, pouco antes de sair, ouvi um pouco sobre a prisão do ex-presidente da França. Comentavam sobre informações privilegiadas que teriam lhe dado alguma vantagem em tempos de eleições no seu país, “berço da liberdade”. Aí, pensativo com o assunto, me pergunto: puxa, com que naturalidade noticiam o “enquadramento” de figura tão importante? Aqui no nosso torrão isto não acontece. Não a notícia, mas não acontece mesmo é a prisão. Tenho certeza que existe quem pense e divulgue ser “uma vergonha, um vexame, para nós brasileiros”. E a nossa imagem? Perguntariam outros!

No caminho para o trabalho ligo o rádio e ouço mais noticiários. “ Se a presidente Dilma for reeleita ela deverá nomear mais cinco juízes para o Supremo”. E são esses magistrados que, saltando por cima da legislação, reformam penas de antecessores seus, politizando questões criminais de alta repercussão. Quer dizer, nomeando todos os membros do mais alto tribunal, a “justiça” estará dominada. Um dos juízes que assumiu o  Tribunal Superior Eleitoral, e que já trabalhou para o Lula e o PT como advogado, nada mudou para as eleições deste ano. Deve ter mantido as “coisas” do mesmo jeito por orientação e influência de seus mentores. E, dessa forma, em outubro, alguém terá como cobrar, pelo menos em tese, imparcialidade de seus julgados?

Ainda pelas ruas, mais noticiário. Lula, em evento no Pará, onde o filho do ex-governador Jader Barbalho, um dos “Barbalhinhos” da mesma linhagem, aquele mesmo que, como senador, teve que renunciar ao cargo por falcatruas no Congresso, era lançado candidato ao governo estadual, discursou dizendo que seu aliado não precisava ficar com vergonha, certamente das irregularidades cometidas pelos políticos daquele estado. Pode parecer até “birra” contra o ex(?) presidente, mas ele sempre “jogou” com cartas escondidas nas mangas e nunca se envergonhou disto.Aliás ele mesmo diz, pra cima e pra baixo, que o julgamento dos “mensaleiros” foi político. E digo, foi não! Continua em “tramitação”. É só nos informarmos sobre as últimas decisões a respeito.

Também, nesse ritmo que as coisas andam, e onde o trabalho da polícia é desqualificado permanentemente, essas mazelas tendem a se agravar. É desmotivante, mas quem tem o dever de agir não pode omitir providência.Chegando à rua Pereira Teixeira, logo depois da avenida Sanitária,observo um carro em cima do passeio, pessoas indo para o meio da rua,disputando espaço com veículos, e um senhor falando algo, em tom indignado, com o responsável pela irregularidade  e sendo desrespeitado.Estacionei mais acima e voltei. Dei apoio ao senhor e, depois de muito discutirmos, recebendo respostas inadequadas e desaforadas do infrator,ele resolveu tirar seu veículo da calçada, não sem antes prometer voltar com ele para aquele local assim que fossemos embora...quer dizer, se as autoridades não tomarem providências, tudo continuará na mesma bagunça. E olha que um amigo meu já informou ao Dr Odilon da Sutrans/ Barbacena, sobre as irregularidades da borracharia que, além de não ter alvará, prejudica os transeuntes. E nossos colegas da PM passam por lá a toda hora e deixam “a coisa correr”.

E o Sarkozy? Certamente que ele não continuará preso, pois me parece que tal circunstância é temporária. Mas, comprovada sua culpabilidade, ele responderá nos temos da lei francesa, por ela. Sem “stress”! Por aqui, e fico imaginando, se Lula fosse preso, o que aconteceria. Ele, que não sabe de nada e, mesmo assim, defende publicamente mensaleiros e seus aliados de comportamento reprovável! Ah! Haveria comoção nacional, cujos resultados não me atrevo prever. Aliás, acho que isto não aconteceria. Ele e D. Dilma têm “fortes ligações” com o pessoal do judiciário. Enquanto isto, tenho de “lutar” para que o borracheiro e sua freguesia deixem de colocar seus carros no passeio e ocupem a rua com cones, macacos hidráulicos, pneus e o que mais quiserem. Os incomodados que se virem... como eu que, ao retornar para minha casa, comprovei que o insensato e desaforado borracheiro voltou com o veículo para cima da calçada. Fazer o quê!!!





Cultura de domínio total


                         

Wilalba F. Souza                                                                          03jul14

No período do governo militar muitos dos direitos dos cidadãos foram restringidos, segundo a história, a fim de que os governantes tivessem mais poder para colocar o país nos “eixos”. Assim, muitas situações eram resolvidas por decreto, sem interferência do poder legislativo que continuou sendo exercido, porém controlado, ainda mais que o partido governista tinha ampla maioria.

Curiosamente, na Constituição, dita “cidadã”, de 1.988, muitos desses instrumentos permaneceram e, até hoje, se abusa de decretos e medidas provisórias, instrumentos criados para uso restrito, mas que se transformaram em armas usadas pelos chefes do executivo, mesmo os que têm minoria e encontram extrema dificuldade de governar, pois a cultura da oposição, no Brasil, é “destruir” o oponente, tendo em vista as eleições seguintes, mesmo que o cidadão seja prejudicado pela manobra.

Assim, quem assume o executivo e tem maioria nas casas legislativas, “deita e rola”. Senadores, deputados e vereadores seguem, na grande maioria dos casos, as orientações do “chefe”, no caso presidente, governador e prefeito. Logo, os decretos, as medidas provisórias e a maioria da casas legislativas transformam quem deveria governar, com o povo, em verdadeiros ditadores. Ou reizinhos, se assim podemos dizer.

Isto, segundo pudemos observar, tem transformado nossa democracia num sistema “capenga”, onde os poderes “se cheiram muito”. Aquela independência entre eles foi “pro espaço” há muito tempo. Basta acompanharmos a interferência do poder judiciário no legislativo, mudando as feições de leis para atender quem? Ao poder executivo, que nomeia seus componentes – caso do Supremo Tribunal Federal – interessado em que os condenados do “ mensalão” fossem liberados,      mantendo mais um “canal e forte influência”.

Para comprovar o excessivo poder do executivo, no Brasil, práticas, condenadas no passado, “pipocam”, por todas as casas do legislativos,via leis denominadas Frankstein, pois no seu texto  misturam de tudo, legitimando, a meu ver ilegal e moralmente condenáveis, negociatas, trocas de “benesses”, para esse ou aquele vereador, deputado, senador, classe ou setor, tudo a custos altíssimos,  pois sempre há quem vá degustar esses verdadeiros banquetes com o erário público. Uma pequenina amostra disso consta do informe publicitário divulgado pelo Sindifisco MG (Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual de Minas Gerais). Nada de novo, sô!!! Mas vale a pena lembrar.





terça-feira, 1 de julho de 2014

Abandono, imprudência, falta de educação ...



Wilalba F. Souza                                                                            30jun04

Dia 28 de junho, sábado passado, fui a Belo Horizonte  a fim de visitar meu filho, Rafael, que lá trabalha. Estava dando uma festinha de  aniversário. Coisa discreta, poucos convidados, apenas familiares e dois amigos, além da namorada. O time do Brasil, a duras penas, se classificou para a fase seguinte da Copa, em jogo apertado, contra o Chile, na parte da tarde.  Sair de Barbacena para ir à capital tem sido, nos últimos anos, de enorme sacrifício. Certos trechos são perfeitas armadilhas, com asfalto esburacado, sinalização deficiente, muitas lombadas eletrônicas, quebra-molas e outras imperfeições que nos fazem percorrer um verdadeiro Rally.

Considerando que essa parte da Br 040 é uma das mais importantes vias de Minas, pois liga BH ao Rio de Janeiro, passando por algumas cidades de porte médio e de relativa significação, não há como disfarçar nossa indignação. Primeiro com os governos que gastam milhões de dinheiros com “propaganda” para mostrar seus (não) feitos e nos fazerem enfrentar essas agruras para deslocar por esses ínfimos cento e setenta quilômetros de decepção. Além de tudo temos que “encarar” motoristas de caminhão e mesmo de carros menores em velocidade altíssima. Nunca existe fiscalização e o que vemos é uma disputa do tipo “cada um por si e Deus por todos”, numa “terra de ninguém”.

Se não há  estradas, temos que nos concentrar em suas deficiências e re-dobrar o cuidado. Mas imprudência é uma constante nesses condutores e agravam a situação. Se imprimirmos uma velocidade de mais ou menos cem quilômetros por hora, certamente a maioria dos automóveis nos ultrapassará. Até aí nada de mal! Só que, em seguida, vêm os caminhões, peso pesados. Aqueles denominados bitrens. Dependendo da situação eles jogam seus possantes e truculentos veículos em quem transita na frente. desconhecendo que, na maior parte do percurso, a máxima para eles é de oitenta quilômetros  por hora.

Assim, sem necessidade, por duas horas e meia, a gente viaja tenso. Não vê um policial nos postos e dá graças a Deus quando chega ileso. Recolhe  as bagagens, toma um banho e um lanche, imaginando dar uma descansada, esticado na cama, vendo um programa de televisão qualquer. Que nada! As sete horas da noite um barulhão nos invade a casa. Um mal educado locutor, lógico que acobertado pelo pároco da Igreja de São Pedro, liga a parafernália e “destampa” a falar “abobrinha”, num volume extremamente alto. Essa igreja católica está a uns dois mil metros de onde moro. E sabe incomodar, inclusive com músicas de péssimo gosto, encerradas lá pelas 23 h. quando consegui “pegar no sono”.

Aliás, estradas péssimas, barulheira e desmandos em áreas urbanas é coisa recorrente, mais ainda “nas Barbacenas”. Como ninguém reclama, os que lucram com isso “tocam o bonde”. O resto é resto. Ano passado consultei a MRS (transportadora de minério pela ferrovia que passa por dentro da cidade) sobre o aumento do barulho de suas composições e eles disseram que era, o zunido maior que o de uma frota de caminhões,provocado pelas composições após darem um polimento nos trilhos. O que sei é que as populações que moram nas proximidades sofrem com isto e não sabem o que fazer. Neste país onde fazem passeatas e movimentos pela ecologia, pelo bem estar dos animais, pela limpeza dos rios, onde jogamos os esgotos, não querem cuidar do “bem viver” do ser humano.

Temos muitos problemas a serem solucionados, mas, como o da educação, não existe. Nosso povo desenvolveu a cultura do “vou resolver minhas questões e cada um que cuide da sua!”. Com isto a coisa vai se agravando. Sujeira, poluição sonora, ruas, passeios e estradas intransitáveis, prevalência do interesse particular sobre o público; do econômico sobre todos os outros e, dia a dia, vamos perdendo espaço, conforto e qualidade de vida. Por isto os condomínios luxuosos, longe do “povão”, da classe média e outras, moradia dos abastados...sem igrejas, sem ruas esburacadas, sem linhas e trens da MRS...