Wilalba F. Souza
03jul14
No período do governo militar muitos dos
direitos dos cidadãos foram restringidos, segundo a história, a fim de que os
governantes tivessem mais poder para colocar o país nos “eixos”. Assim, muitas
situações eram resolvidas por decreto, sem interferência do poder legislativo
que continuou sendo exercido, porém controlado, ainda mais que o partido
governista tinha ampla maioria.
Curiosamente, na Constituição, dita
“cidadã”, de 1.988, muitos desses instrumentos permaneceram e, até hoje, se
abusa de decretos e medidas provisórias, instrumentos criados para uso restrito,
mas que se transformaram em armas usadas pelos chefes do executivo, mesmo os
que têm minoria e encontram extrema dificuldade de governar, pois a cultura da
oposição, no Brasil, é “destruir” o oponente, tendo em vista as eleições
seguintes, mesmo que o cidadão seja prejudicado pela manobra.
Assim, quem assume o executivo e tem
maioria nas casas legislativas, “deita e rola”. Senadores, deputados e
vereadores seguem, na grande maioria dos casos, as orientações do “chefe”, no
caso presidente, governador e prefeito. Logo, os decretos, as medidas provisórias
e a maioria da casas legislativas transformam quem deveria governar, com o povo, em verdadeiros ditadores. Ou
reizinhos, se assim podemos dizer.
Isto, segundo pudemos observar, tem
transformado nossa democracia num sistema “capenga”, onde os poderes “se
cheiram muito”. Aquela independência entre eles foi “pro
espaço” há muito tempo. Basta acompanharmos a interferência do poder judiciário
no legislativo, mudando as feições de leis para atender quem? Ao poder
executivo, que nomeia seus componentes – caso do Supremo Tribunal Federal –
interessado em que os condenados do “ mensalão” fossem liberados, mantendo mais um “canal e forte
influência”.
Para comprovar o excessivo poder do executivo,
no Brasil, práticas, condenadas no passado, “pipocam”, por todas as casas do
legislativos,via leis denominadas Frankstein, pois no
seu texto misturam de tudo, legitimando,
a meu ver ilegal e moralmente condenáveis, negociatas, trocas de “benesses”,
para esse ou aquele vereador, deputado, senador, classe ou setor, tudo a custos
altíssimos, pois sempre há quem vá
degustar esses verdadeiros banquetes com o erário público. Uma pequenina
amostra disso consta do informe publicitário divulgado pelo Sindifisco MG
(Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual de Minas Gerais). Nada de
novo, sô!!! Mas vale a pena lembrar.
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