Wilalba F. Souza
17jul14
Leio os jornais de BH e vejo estampada em suas
páginas, ação de deputado que já foi da PM e caiu de paraquedas na câmara,
tendo em vista os lamentáveis fatos ocorridos em 1.997. Sua “plataforma” é
igual samba de uma nota só: basicamente a convocação de comandantes para explicar à
comissão “a” ou “b”, sobre ações de sua competência, principalmente em
atendimento a reclamação de PM, ou de sua família, que se sente injustiçado por
isto, ou por aquilo. O comandante não agradou, fala com o parlamentar que ele
resolve!
Observo, há tempos, que com ajuda desse pessoal da
Assembleia Mineira,a capacidade operacional da Polícia Militar só vem
definhando. Diminuem a autoridade de oficiais e de quem comanda, transformando
a tropa em hordas de burocratas, comparadas as alguns serviços que nos prestam
alguns setores do serviço público. De militares que, antes de cuidarem das suas
obrigações, só exigem “seus direitos”. Primeiro aprovaram matérias que facilitaram a transferência prematura de
policiais militares de todas graduações e postos para a reserva, provocando uma
queda vertiginosa do efetivo operacional. Assim, os comandantes, hoje, são
muito cobrados, os oficiais sobrecarregados e, polícia sem efetivo fica
improdutiva.
Temos menos gente na rua. Em Barbacena, por exemplo, a
maioria das atenções da PM évoltada para os crimes violentos. Alguns locais de
grande movimentação estão desprovidos de policiamento. Nosso trânsito é uma
calamidade. Não há fiscalização e, sem ela, cada um cuida de si, passando por
cima das normas. O motorista está cada vez mais mal educado, agressivo, na
disputa por espaço. Campanhas? Nem ver!
Como fazê-las? E, lógico, o povo paga a conta, não só com os impostos, mas
também com a insegurança. Enquanto isto esse, ou esses defensores da “classe
dos militares”, caem em agrados que lhe proporcionem, nestes tempos de caça aos
votos, simpatia a qualquer custo.
As eleições estão se aproximando. Esse pessoal do
cabelo engomado e de ternos muito alinhados começa a mandar seus panfletos e
jornais personalizados, certamente pagos com dinheiro público. Prometem mundos
e fundos,“garimpando” votação que os mantenham em suas confortáveis poltronas,
pouco se importando com o desempenho operacional das corporações, Polícia
Militar e Corpo de Bombeiros Militar. E mais, com essas atitudes, além de
reduzir a segurança das ruas, deixam espaço para que outros órgãos apareçam e as
substituam.
Interferências externas seriam saudáveis e bem
recebidas quando, além de se preocuparem com o homem em si, lançassem suas ações
em benefício, também, da maior consistência institucional de quem tem a obrigação
e o dever de dar segurança à população. E, infelizmente, não é isto que está
acontecendo. Logo, escolha bem o candidato em quem votar! Seja ele ex-PM ou não.
Expor publicamente oficiais e
comandantes é muito pouco pelo que recebem dos cofres públicos. As mazelas
dessas casas legislativas mereceriam deles muito mais atenção para reduzir os
índices de insatisfação popular em relação ao trabalho (?) que dizem realizar!
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