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sexta-feira, 18 de julho de 2014

Política mal feita, em prejuízo da comunidade.


Wilalba F. Souza                                                                                17jul14

Leio os jornais de BH e vejo estampada em suas páginas, ação de deputado que já foi da PM e caiu de paraquedas na câmara, tendo em vista os lamentáveis fatos ocorridos em 1.997. Sua “plataforma” é igual samba de uma nota só: basicamente a  convocação de comandantes para explicar à comissão “a” ou “b”, sobre ações de sua competência, principalmente em atendimento a reclamação de PM, ou de sua família, que se sente injustiçado por isto, ou por aquilo. O comandante não agradou, fala com o parlamentar que ele resolve!

Observo, há tempos, que com ajuda desse pessoal da Assembleia Mineira,a capacidade operacional da Polícia Militar só vem definhando. Diminuem a autoridade de oficiais e de quem comanda, transformando a tropa em hordas de burocratas, comparadas as alguns serviços que nos prestam alguns setores do serviço público. De militares que, antes de cuidarem das suas obrigações, só exigem “seus direitos”. Primeiro aprovaram matérias  que facilitaram a transferência prematura de policiais militares de todas graduações e postos para a reserva, provocando uma queda vertiginosa do efetivo operacional. Assim, os comandantes, hoje, são muito cobrados, os oficiais sobrecarregados e, polícia sem efetivo fica improdutiva.

Temos menos gente na rua. Em Barbacena, por exemplo, a maioria das atenções da PM évoltada para os crimes violentos. Alguns locais de grande movimentação estão desprovidos de policiamento. Nosso trânsito é uma calamidade. Não há fiscalização e, sem ela, cada um cuida de si, passando por cima das normas. O motorista está cada vez mais mal educado, agressivo, na disputa por espaço. Campanhas?  Nem ver! Como fazê-las? E, lógico, o povo paga a conta, não só com os impostos, mas também com a insegurança. Enquanto isto esse, ou esses defensores da “classe dos militares”, caem em agrados que lhe proporcionem, nestes tempos de caça aos votos, simpatia a qualquer custo.

As eleições estão se aproximando. Esse pessoal do cabelo engomado e de ternos muito alinhados começa a mandar seus panfletos e jornais personalizados, certamente pagos com dinheiro público. Prometem mundos e fundos,“garimpando” votação que os mantenham em suas confortáveis poltronas, pouco se importando com o desempenho operacional das corporações, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar. E mais, com essas atitudes, além de reduzir a segurança das ruas, deixam espaço para que outros órgãos apareçam e as substituam.

Interferências externas seriam saudáveis e bem recebidas quando, além de se preocuparem com o homem em si, lançassem suas ações em benefício, também, da maior consistência institucional de quem tem a obrigação e o dever de dar segurança à população. E, infelizmente, não é isto que está acontecendo. Logo, escolha bem o candidato em quem votar! Seja ele ex-PM ou não. Expor publicamente  oficiais e comandantes é muito pouco pelo que recebem dos cofres públicos. As mazelas dessas casas legislativas mereceriam deles muito mais atenção para reduzir os índices de insatisfação popular em relação ao trabalho (?) que dizem realizar!






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