Wilalba F. Souza
02jul14
Todos os dias da semana, invariavelmente, tenho que
percorrer o mesmo trajeto, na nossa cidade de Barbacena, em minhas idas e
vindas para a sede regional da UMMG, onde sou diretor. Hoje, pouco antes de
sair, ouvi um pouco sobre a prisão do ex-presidente da França. Comentavam sobre
informações privilegiadas que teriam lhe dado alguma vantagem em tempos de
eleições no seu país, “berço da liberdade”. Aí, pensativo com o assunto, me
pergunto: puxa, com que naturalidade noticiam o “enquadramento” de figura tão
importante? Aqui no nosso torrão isto não acontece. Não a notícia, mas não
acontece mesmo é a prisão. Tenho certeza que existe quem pense e divulgue ser
“uma vergonha, um vexame, para nós brasileiros”. E a nossa imagem? Perguntariam
outros!
No caminho para o trabalho ligo o rádio e ouço mais
noticiários. “ Se a presidente Dilma for reeleita ela deverá nomear mais cinco
juízes para o Supremo”. E são esses magistrados que, saltando por cima da
legislação, reformam penas de antecessores seus, politizando questões
criminais de alta repercussão. Quer dizer, nomeando todos os membros do mais
alto tribunal, a “justiça” estará dominada. Um dos juízes que assumiu o Tribunal Superior Eleitoral, e que já
trabalhou para o Lula e o PT como advogado, nada mudou para as eleições deste
ano. Deve ter mantido as “coisas” do mesmo jeito por orientação e influência de
seus mentores. E, dessa forma, em outubro, alguém terá como cobrar, pelo menos
em tese, imparcialidade de seus julgados?
Ainda pelas ruas, mais noticiário. Lula, em evento no
Pará, onde o filho do ex-governador Jader Barbalho, um dos “Barbalhinhos” da
mesma linhagem, aquele mesmo que, como senador, teve que renunciar ao cargo por
falcatruas no Congresso, era lançado candidato ao governo estadual, discursou
dizendo que seu aliado não precisava ficar com vergonha, certamente das
irregularidades cometidas pelos políticos daquele estado. Pode parecer até
“birra” contra o ex(?) presidente, mas ele sempre “jogou” com cartas escondidas
nas mangas e nunca se envergonhou disto.Aliás ele mesmo diz, pra cima e pra baixo, que o
julgamento dos “mensaleiros” foi político. E digo, foi não! Continua em
“tramitação”. É só nos informarmos sobre as últimas decisões a respeito.
Também, nesse ritmo que as coisas andam, e onde o
trabalho da polícia é desqualificado permanentemente, essas mazelas tendem a se
agravar. É desmotivante, mas quem tem o dever de agir não pode omitir
providência.Chegando à rua Pereira Teixeira, logo depois da
avenida Sanitária,observo um carro em cima do passeio, pessoas indo para
o meio da rua,disputando espaço com veículos, e um senhor falando
algo, em tom indignado, com o responsável pela irregularidade e sendo desrespeitado.Estacionei mais acima e voltei. Dei apoio ao senhor e,
depois de muito discutirmos, recebendo respostas inadequadas e desaforadas do
infrator,ele resolveu tirar seu veículo da calçada, não sem
antes prometer voltar com ele para aquele local assim que fossemos embora...quer
dizer, se as autoridades não tomarem providências, tudo continuará
na mesma bagunça. E olha que um amigo meu já informou ao Dr Odilon da Sutrans/
Barbacena, sobre as irregularidades da borracharia que, além de não ter alvará,
prejudica os transeuntes. E nossos colegas da PM passam por lá a toda hora e
deixam “a coisa correr”.
E o Sarkozy? Certamente que ele não continuará preso,
pois me parece que tal circunstância é temporária. Mas, comprovada sua
culpabilidade, ele responderá nos temos da lei francesa, por ela. Sem “stress”!
Por aqui, e fico imaginando, se Lula fosse preso, o que aconteceria. Ele, que não
sabe de nada e, mesmo assim, defende publicamente mensaleiros e seus aliados de
comportamento reprovável! Ah! Haveria comoção nacional, cujos resultados não me
atrevo prever. Aliás, acho que isto não aconteceria. Ele e D. Dilma têm “fortes
ligações” com o pessoal do judiciário. Enquanto isto, tenho de “lutar” para que
o borracheiro e sua freguesia deixem de colocar seus carros no passeio e
ocupem a rua com cones, macacos hidráulicos, pneus e o que mais quiserem. Os
incomodados que se virem... como eu que, ao retornar para minha casa, comprovei
que o insensato e desaforado borracheiro voltou com o
veículo para cima da calçada. Fazer o quê!!!
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