Primeiro assunto:
Deito muito cedo e, de
modo geral, madrugo. Trocar ideia, no meu grupo da turma de oficiais de 1969, é
bom. Aliás, ainda temos liberdade pra fazer isto.
Então, vamos lá, sobre o
que dizem companheiros da PMMG, (1) os compromissos do governador Zema, com as
classes e (2) pessoas que ficam dando pitacos (tipo Coronel Mendonça), como se
representassem algum segmento social:
(1). Este mês o governo de
Minas ainda teve dinheiro para pagar o setor da segurança pública e saúde. E
isto ocorrerá dia 9 de abril, quarta-feira que vem, segundo o noticiário,
praticamente sem atraso. Logo, foi mantido esse compromisso assumido com ditos
segmentos. Mas foi declarado, pelo chefe do executivo, que este mês, pra fazer
isto, ele deixará de pagar fornecedores do Estado. Aí pergunto: vai cumprir o
cronograma de quitação do nosso Sistema de Proteção Social? Penso que não.
Outra coisa: será que, no
mês que vem, haverá recursos suficientes para cobertura desses compromissos (os
nossos) e os que estão pendentes (restante do funcionalismo)? Com a paralisação
da economia se deduz um estrangulamento na arrecadação, em todos os níveis
(Federal, estadual e municipal), sendo impossível à União ter lastro financeiro
para tapar esses buracos, essas crateras, conforme têm "exigido"
governadores e prefeitos um tanto, ou muito, radicais. O Dória, com aquele
estilo aparentemente refinado, porém incisivo, e até agressivo de se
posicionar, já está jogando a responsabilidade pro presidente Bolsonaro - acha
que ele tem uma cornucópia - exigindo liberação de recursos extraordinários
para São Paulo, um super-estado, imobilizado pela quarentena. Essa mesma linha
- de isolamento social rígido - foi adotada por outros governos, centenas de
prefeitos de capitais... e mesmo do interior.
Então, a meu ver, só nos
resta aguardar e nos resguardar, enquanto cidadãos. O cenário é nebuloso. Se o
Mandetta - a maior autoridade, atualmente, do país - não der uma flexibilizada,
a cobra vai fumar. Aliás, Bolsonaro escafedeu-se, pois seu (?) ministro tem
apoio do judiciário (STF), do Congresso, via presidentes das duas casas, além
da imprensa, que toca terror no povo, mais de 24 horas por dia.
(2). Sobre pitacos, no
caso do Mendonça, e outros menos votados, trata-se de uma ocupação de vácuo
deixado por quem devia se posicionar - no caso, o comando e as associações. A
família militar mineira - e de modo geral, a população- ficou meio que perdida.
E mira alguma atenção ao discurso do oficial. Eu, pessoalmente, ainda sobre o
Mendonça, o mesmo que, depois de Tomar "umas e outras", falou que
queria matar o Zema, num cenário risível é jocoso, escuto suas falas e me
resguardo. Não sei quem ele representa!
Segundo assunto, conecto,
também desagradável:
Comentaram, na imprensa,
que Bolsonaro ia dispensar Mandetta. Aliás, ele, irritadíssimo com o ministro,
falou sobre isto abertamente. Depois de reunião ministerial, ontem, ficou tudo
na mesma. E pior, Mandetta voltou com língua mais afiada. E manteve seu
discurso, rebaixando o presidente à sua insignificância. É triste, não gosto de
falar isto, mas foi o que deduzi.
Pior: disseram, por aí,
que os militares impediram Bolsonaro de mandar Mandetta às favas, neste momento
sensível. Toda equipe daquele ministério sairia junto, num desastre total.
Mandetta bateu no peito e confirmou, na tampa. Dá a impressão que uma junta
militar (gente, é o que se depreende!) assumiu o controle. Eu não ouvi, depois,
um pio de Bolsonaro. No mínimo estranho. E botem estranho nisto.
Estou de olho...
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