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quinta-feira, 30 de dezembro de 2021

Só Lula consegue unir a oposição? Ou é apenas sintoma de fibrose mental?

 Wilalba F. Souza                                      30/12/2021 

         Na esquerda brasileira certamente há quem pense sério a respeito do Brasil e da necessidade de mudanças estruturais, em amplo espectro, focadas à retomada de rumos, sem essa de estatização de tudo e populismo radical.  Uma dessas cabeças, pelo que de sua boca ouvi, poderia ser o ex-senador e ex-ministro Cristovam Buarque.

         Pra falar a verdade, embora possa parecer impossível, suas pautas, pelo menos em tese, passam pelas reformas política, educacional, previdenciária, de amplo alcance social e outras bem coerentes! Tudo muito parecido com o que propõe o governo de hoje, mas que não anda nas casas legislativas! Por quê? Tudo que é bom e necessário fica parado, pois o que interessa é congelar as ações que levariam a população a reconhecer o bom trabalho da administração atual.

         Até admiro esse veterano político, embora confesse nunca ter visto comentários sobre seu pensamento político-ideológico. Desconfio muito dessa generalização de que todo esquerdista seja comunista. Da mesma forma, que todo conservador, de direita, seja chegado a uma ditadura. Se forem extremistas, suas pontas se tocam!  Mas, sintetizando, ele disse claramente, numa "live" transmitida pelo Youtube:

 

1. As mudanças nas universidades são muito difíceis, eis que quem as dirige hoje (gente da esquerda) acha que seus problemas são só de verbas, dinheiro;

 

2. É preciso acabar com os privilégios do serviço público, incluindo os do judiciário, pois o peso do estado é muito grande, não sobrando recursos para aplicação em outras áreas (óbvio). Obs. como bom e legítimo político, ele omite as enormes despesas do legislativo com remunerações miliardárias;

 

3. Comentando sobre a debatida questão ecológica, afirmou: - tratam disso - não diz quem, nem o quê - como se fosse um forte empecilho ao desenvolvimento;

 

4. Em outras considerações, omite aspectos influenciadores e resultantes da globalização, já que não somos uma ilha e sim extensão ou parte da grande tribo mundial.

 

         Enfim, sem abordar as desastrosas administrações da esquerda, concluiu que corrupção em governos do país é endêmica, de certa forma tentando minimizar os gravíssimos desmandos e a corrupção desenfreada entre seus correligionários. Mas, acho, podia tê-la pontuado. Não o fez porquê Lula, pra ele - e a bancada não contestou - seria o único qualificado para unir as forças contrárias a Bolsonaro para combatê-lo. - Não existe outro, disse. Pior que não existe, mesmo! Lula destruiu todos os que, estando ao seu lado, e depois de algum tempo, representaram perigo à sua liderança.

         Isto explica Dilma presidente, candidata imposta por ele, sobre a qual achava ter absoluto controle! Mesmo sendo sua súdita, ela não aceitou o mandato tampão, segurando a cadeira - que ela tanto gostou - para o guru petista, como ele queria. Lula só mantém ao seu lado os asseclas broncos ou os súditos. José Dirceu e Palocci, ex-presidiários, como ele, são mantidos a uma distância segura. O primeiro, uma eminência parda, não é ninguém sem seu chefe/guru; o segundo nem sei, porque "abriu o bico", em delação premiada, sobre os "podres" do ex-presidente, mas... suas palavras "borboletaram" ao vento.

         Claro que, neste pequeno espaço, fica até difícil a gente dizer o que pensa disso. Mas vamos lá!

         O que assistimos nesses depoimentos de intelectuais brasileiros, de lá e de cá, assusta. Transformaram - e eles que se expliquem - com suas ideológicas soluções para nossos problemas - que deveriam se ater às milhares de cabeças pensantes tupiniquins - em duas peças de um tabuleiro qualquer: de um lado o presidente em mandato (Bolsonaro), falante, de ficha limpa, e, do outro, um ex-presidente (Lula) mais falante e de péssimos antecedentes (está registrado na história), como imprescindíveis às nossas vidas.

         Para o respeitabilíssimo senador Cristovam Buarque a única saída para combater e suplantar o presidente atual, dito por ele.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2021

Êta democracia difícil! Ou Feliz Natal, Boas Festas e Próspero Ano Novo!!!

 Wilalba F. Souza                               29/12/2021 

         O Brasil, definitivamente, tem dificuldade pra lidar com a democracia, tal qual foi estabelecida. Sim, "bolada" para dar vez e voz ao povão. Fim do século XIX, após a Proclamação da República, quem assumiu, por força de acordos com os políticos que "derrubaram" a monarquia, foram os marechais. Ainda com um neófito ou insipiente sistema eleitoral, chegaram até a estabelecer eleições. Por aqui esse processo nunca, nunca foi "santo". A história de Getúlio Vargas, sua passagem, como ditador e, depois, como presidente eleito, que o digam.

         Lamentavelmente nós brasileiros não temos a cultura de ler sobre fatos pretéritos. Logo, sempre ficamos alheios, insensíveis. Na hora da tomada de uma decisão, marcamos na bestunta. Pelé diz que não sabemos votar. Dão de pau, nele! Juscelino foi eleito numa época promissora. Certo, ou errado, aproveitou a "deixa", construiu Brasília, expandiu a produção de energia, com usinas geradoras e refinarias, deixando uma base estrutural para o progresso. Nem falei da indústria automobilística.

         Um tal de Jânio Quadros, dono de uma vassoura, lá em São Paulo, logo depois de Juscelino foi eleito presidente. Deu um "pití", não sei porque, e abandonou Brasília. Dá até raiva. Iniciozinho da década de 60. Tempos de "guerra fria", entre Estados Unidos e União Soviética. Capitalismo x comunismo! Daí a confusão com Jango Goulart, vice de Jânio. Seria comunista! O que deu? As forças políticas se abraçaram com as armadas, dando como resultado a tal "Revolução de 64"!

         Alguns anos se passaram. O Brasil "foi devolvido" pelos "milicos", via escolhas do povo, aos políticos e ativistas civis, muitos deles os mesmos que deram motivos à ação já contada pelos militares. Fernando Henrique, ex-exilado político, intelectual sedutor, depois de trabalhar com Itamar Franco, foi ser - vejam só - presidente, também, e preparou, definitivamente, a "estrada" pra Lula e seus seguidores, tipo José Dirceu e companhia.

         Essa história, de Lula, Dilma - cassada - José Genoíno e alhures, todo mundo conhece. Então, fica assim: os militares se cansaram do poder; a esquerda, não! Aliás sempre adoraram fazer isto,  de mandar!  Até mesmo compartilhar governo pra esquerda é um sofrimento! A população se enjoou desse pessoal. Anos e anos acelerando pra trás e se lambuzando de dinheiro público. Um atraso só! Todo dia, no seu tempo, só notícias de corrupção. O Juiz Moro botou sua banda pra tocar, mesmo sendo satanizado pelo governo errático. Mas foi aplaudido pela população comum.

         Bolsonaro não mostrou a vassoura (lembram do Jânio?). Mas, igualmente, prometeu limpar o Brasil. Praticamente sozinho se elegeu. Mas não combinou com os outros poderes, todos aparelhados pelos operadores de plantão, segundo seus interesses.  Achou que esse seria, também, o sonho do legislativo e do judiciário! Não é, nunca foi e, nunca será! Êta três anos difíceis - esqueçam até a pandemia. Um verdadeiro "cabo de guerra" entre essa turma bem empregada, maioria corrupta, contra quem foi eleito em 2018 e que está levando pra suas casas - dizem que pra eleição, 6 bilhões de reais.  São escroques convictos e verdadeiros donos do Brasil. Que prejuízo para os compatriotas! Estão nem aí! Jair vem tentando se mexer! Não consegue.

         Moro era juiz, foi ministro, brigou com seu chefe e virou seu adversário. Lula, descondenado por seus negócios escusos, de comprovada corrupção, quer a coroa, pela terceira vez (falam que ele lidera as pesquisas!). Aliás, o Supremo Tribunal Federal é quem tem governado demais, em canetadas contra o executivo e o legislativo. Isolou a Constituição no lixo.   Também, penso eu, o Senado, cheio de "gentinha", deixa!!!! Nosso presidente manda nada! Então, senhores, desde o desmonte da Monarquia nos esforçamos, e como, pra deixar nosso barco adernado... sem velas e sem bússola! Tudo indica que o ano de 2022 vai ser pior!!!

 

Feliz Natal, Boas Festas!!

sexta-feira, 17 de dezembro de 2021

Racismo!

 Wilalba F. Souza                                                   17/12/2021 

         Em 1963 cheguei, com minha família, a Barbacena.  Cidade esquisita, velha, fora do eixo BH/Valadares. Eu não tinha agasalho.

         Lugarzinho frio, sô! Aí meu pai, tenente da PM, funcionário público, foi até o Colégio Estadual Prof. Diaulas Abreu, e me matriculou. Segundo, ou terceiro ano ginasial, nem sei!

      Sem eira, nem beira, adentrei os portões de um estabelecimento moderníssimo. Obra de JK e Bias Fortes. Grandes homens, em tempos outros.

         Menino, se juntando a meninos - e meninas - minha turma tinha uma garota - me aliei a um dentuço, César, menino sonhador, com quem jogava bola no Pontilhão, onde, sob liderança de adultos, como Zé Drumont e Hérquinho, bricávamos, inocentes, um futebol de alegrias.

         Mas, na sala de aula, tinha um garoto diferenciado, até já famoso. Craque do Andaraí, ganhava até um troco "por fora"! Família numerosa, morava com os seus numas enormes casas, distribuindo os casais por amplos quartos. Eram religiosos. Respeitavam o candomblé e tinham seus altares, com santos diversos, limpos e bem cuidados...

Íamos para a escola de mãos dadas, agasalhadas por uma japona, dele, que eu não tinha igual!

         Zé Mauro, um baita cara, casado com Lourdes, irmã do Orlando - e minha também - por fortíssima afinidade, com muita naturalidade, me pegava pelos braços e me dava seus passes. Me "limpava" de maus olhares. E eu sempre acreditava. Me fazia bem.

        Domingo, solteiro, sem rumo e sem prumo, eu ia pra lá... Macarronada era farta e servida em bacias... preparadas por Lourdes, por Cleuza e suas irmãs. Pinga não faltava, mesmo que fiscalizada por nossa mãe, D. Ana. Depois, com a barriga cheia, muito cheia, me escornava no sofá.

        Pois é. A casa era cheia. E eu, ali deitado, feliz, vi uma moça passar. Arregalei o olho... gostei. Depois da soneca, apertei a campainha de sua casa e a pedi em casamento. Deu certo.

         Meu irmão Orlando, o Bill, o Graveto, fez sua vida comigo, na PMMG. Lamento não ter estado com ele por mais tempo. Ele com aquele nariz de bruxa, dentes escancarados, cujos filhos, hoje bem encaminhados e adultos me chamam de tio.

         Finalmente... pra quê essa besteira, essa politicagem porca, nojenta, de querer por cor naquilo que nunca enxergamos, a não ser alvos corações dos quais sentimos saudades. Alegres saudades!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2021

Eunucos

 Wilalba F. Souza                                                  16/12/2021 

Há mais de trinta anos, juntando tostões, comprei uma casinha simples, no bairro Boa Vista. Paguei o que os vendedores pediram, no dinheiro. Com advogada do lado, fomos ao cartório e lavramos a escritura. Enfim, eu, minha mulher e meus filhos pequenos, tínhamos um teto.

Eu era capitão. Numa correria doida, servindo em Belo Horizonte, resolvi deixar os meus em Barbacena, onde minha mulher tinha irmãos e a mãe, dona Geralda, uma princesa das nossas vidas.

Enfim, deitando meninos pelo chão, em meio às obras, Gracinha, minha mulher, sozinha, organizou a casa. Com nossas economias montou um lugar agradável, com muito conforto. Sem luxo, mas acima do que a gente tinha experimentado! Coisa de quem acredita em Deus!

Há uns dois anos vi que, embora com todos os impostos pagos e com a escritura pública em mãos, precisava registrá-la: Ahhh quem não tem registro não é dono. Desculpem... aí começa a roubalheira, escancarada. Coisa antiga de cartórios de milionários chupadores de sangue, crápulas da lei.

Tá bom, vamos registrar, decidi. Escritura, impostos pagos, fui à prefeitura ver a documentação. Certidão negativa, nenhum crime contra o patrimônio, tudo pago de conformidade com o correto! Gente... "burrocracia" pura!

Vamos ao cartório, munidos da papelada. Número de CPF, identidade, nada consta judicial, ficha corrida. Afinal um mero registro vale mais que o título de transferência e, vou correr atrás.

Ledo engano... decretou o dono do cartório. Quem te vendeu a casa era judicialmente impedido. Aí me perguntei: gente, como lavraram a escritura. Há trinta anos? Estranho, como estranha é a decisão da juíza, em despacho numa ação por nós recorrida. Disse nada, em lugar nenhum. Uma canetada eunuca, sem rumo, coisa do judiciário rico e irresponsável...

        Douta, doutora, majestade juíza, você não é trilho ferroviário. A casa é minha, quem sabe você ache que é sua? Em tempo, não falei seu nome. Não mereces! Fazes parte dos eunucos!

quinta-feira, 9 de dezembro de 2021

Gasolina, de graça, para vereadores de Barbacena

 Wilalba F. Souza                                                       09/12/21 

Realmente um acinte, numa cidade onde há carências enormes de assistência à população. E a vereança - pelo menos a maioria dela - prefere cuidar de seus umbigos. Fica parecendo aquela história da "farinha pouca, meu pirão primeiro"! E é, ninguém tem dúvida.

Pelo que consta, e o que na prática ocorre, é que a maioria dos vereadores continua exercendo suas atividades profissionais, fazendo da câmara apenas um "bico" de arrecadação mais que complementar.

E a gente, como cidadão, tem que reclamar, porquê as coisas vão de mal a pior, inda mais que até o prefeito, refém dos vereadores, mal assumira o cargo, arranjou uma viagem para a Rússia, e teve que ficar, por lá, de quarentena, gastando dinheiro - de onde, não sabemos - por ter positivado covid, por uma boa temporada, deixando seus afazeres por aqui.

As ruas estão esburacadas. Dia desse ficamos sem coleta de lixo (caminhão quebrado), por quê?  E a falta d’água por três dias? Ah, a bomba quebrou. Outra vez? A motivação seria falta de dinheiro ou de uma gestão mais responsável?

Fiscalização e controle de trânsito é um horror. Falta investimento em pessoal da Guarda Municipal. Ah, faltam recursos, diriam! Tudo bem! Sem dinheiro, também, para organizar a passagem de pedestres entre os Bairros Passarinhos e Vilela, o que poderia evitar as altas e estrondosas buzinas a ar, estressantes, das composições e comboios da MRS-Logística, a da famosa esteira dos minérios. Será que contatar a empresa resolveria? Como sabê-lo?

Enfim, todos esses vereadores sabem das nossas carências, mas preferem cuidar de si. Então votam projetos em nosso desfavor, tal qual esse das cotas pessoais de gasolina. Até que seria justo, se olhassem mais para a população. Prometeram, em suas campanhas eleitorais, fazer isto, mas essa história de terror nunca terá fim.

terça-feira, 7 de dezembro de 2021

Itamar Augusto Cautiero Franco

Ex-presidente do Brasil

 

Wilalba F. Souza   07/12/21

 

Nasceu em 1930, em um navio cruzeiro, na costa marítima brasileira, tendo sido registrado em Salvador/Bahia. Não conseguimos, em nossa pesquisa, dados sobre o espaço temporal, mas sua família, de origem mineira, depois se instalou em Juiz de Fora.

Itamar Franco iniciou sua escalada política na antiga "Manchester Mineira". Lá foi prefeito. Depois, senador. Por duas vezes governou Minas Gerais. Na segunda, bastante competência, administrou e resolveu grave crise institucional, no Corpo de Bombeiro e na Policia Militar, por ocasião de movimento salarial mal conduzido por oficiais superiores, agravado pela insensatez e incompetência de seu antecessor, Eduardo Azeredo, que chegou a ser processado e condenado por envolvimento em escândalos políticos e financeiros, dentre outras mazelas.

Itamar assumiu a Presidência da República depois da cassação, pelo Congresso Nacional, de Fernando Collor, de quem era vice. Na condição de mandatário maior do Brasil, entre 1992 a 1995, interrompeu a sanha voraz da escalada inflacionária que nos perseguira, a todos, por anos a fio. Assim, em 1994, planejou e colocou em prática o Plano Real, que viabilizou boa impulsão na economia, pela estabilização da moeda.

Num país desmemoriado, também por manobras de caciques políticos e seus clãs, historicamente oportunistas e instalados, a biografia desse grande brasileiro sempre ficou um tanto empanada, com a eleição de Fernando Henrique Cardoso, ministro de seu governo, que assumiu, a si, todos os louros por aquele avanço.  Estranhamente têm omitido até o nome de seu Estado de origem, que é a Bahia, embora nós, mineiros, tenhamos orgulho ao considerá-lo nosso legítimo conterrâneo.

Homem simples, não me esqueço de sua generosidade, no seu último ano de governo, ao reunir os comandantes do policiamento do encontro de presidentes dos países integrantes do Mercosul, realizado em Ouro Preto, no fim de 1994 - do qual eu fazia parte - quando, em agradecimento, fez questão de cumprimentar um a um, os oficiais em comando. Baiano, ou mineiro, Itamar Franco deu importante contribuição ao nosso país.



quarta-feira, 17 de novembro de 2021

Pundonor

 Wilalba F. Souza                 17/NOV/2021 

Fala-se muito da existência de ação articulada, em movimento mundial, com cunho político-ideológico, pretendente a instalar uma tal de "nova ordem" nas democracias conservadoras, pulverizando, de morte, costumes e heranças culturais seculares, desestruturando a espinha dorsal de hoje, a família, eleita a célula master de todos grupamentos humanos desenvolvidos. Assim fomos educados e assim, até agora, a temos cultuado.

Pretende-se, dizem, fazer isto via lideranças progressistas, disseminando, dentre outras coisas, uma tal ideologia de gênero, onde crianças - não sei como - escolherão seu sexo na pré-adolescência, ficando proibida a interferência dos pais. Me pergunto, como, se órgão sexual não é um adorno, tal qual um brinco, ou um anel qualquer, que a gente pode usar, substituir - tanto homem, quanto mulher - sem intervenção cirúrgica!

Parece loucura desse pessoal, neste mundão, dito de Deus. Homem e mulher já nascem com características físicas próprias, imutáveis; com capacidade de reprodução e manutenção da espécie, da vida humana! O resto entra no rol dos estereótipos comportamentais perfeitamente aceitáveis pela sociedade, sem essa de "forçar a barra", cercear liberdades individuais e criar conflitos.

Não é pesadelo, mas já temos visto, em algumas escolas brasileiras de curso básico e secundário, e mesmo em estabelecimentos comerciais, tentativas da adoção dos banheiros coletivos, “unissex". É estranho demais! Pra completar, o uniforme dos "alunes" (ridícula linguagem neutra 🙄) vale pra meninas e meninos, que o usarão como quiserem: o garoto pode ir com saia e sua colega, de calça comprida. Segundo dizem, ele estaria querendo ser mulher, ela, homem. Não se trata apenas de simples indumentária.

Penso que essas extravagâncias vão dar com os "burros n'água". Tenho dúvidas se isto vai "pegar". É muito louco, no meu caso, imaginar como minha neta, uma menininha meiga e tímida, fará para compartilhar seus momentos de intimidade pessoal com garotos de sua idade, ou não. Pior, se isto for imposto " a muque", qual será o desfecho?

Isto tudo me induz pensar que, num futuro que já nos rodeia, o pudor será extirpado de nossa cultura. Nos festejos, bailes, comemorações e afins, será natural senhoras e senhores, casados ou não, frequentarem, desnudos, os "toilettes", fazendo suas necessidades fisiológicas, higiene pessoal e retoques na maquiagem, sem qualquer constrangimento!

Destarte, desaparecendo o pudor, também o pundonor estará sendo destituído de sua importância. Nesse caso, será decretada a falência de toda e qualquer instituição, pública ou privada, pela total e inexorável falta de ética, já que, hoje, a maioria da população não tem reagido, à altura, a essas pressões, vindas de militância coordenada e especialmente preparada politicamente, eis que, parecendo estar deitada em berço esplêndido, transfere suas responsabilidades para o poder público, deixando que invadam suas crenças, convicções e mentes.

Certamente será o fim da democracia e das liberdades individuais. Instalada a bagunça, não nos iludamos: poderosos ditadores colocarão, à sua maneira, ordem na casa!

quarta-feira, 3 de novembro de 2021

“POLÍCIA v. BANDIDO”

     

Klinger Sobreira de Almeida – Militar Ref.
Membro da Academia de Letras João Guimarães Rosa/PMMG

         A essência de toda profissão é a Segurança no Trabalho. Sua ausência pode acarretar lesão ou morte ao trabalhador, a terceiros, e destruir o ambiente.

Atuei, por quase seis lustros, em atividade empresarial propícia a acidentes (transporte de carga e passageiros). Éramos rigorosos no treinamento e conscientização.

Dentre os muitos motoristas impecáveis, havia uma com mais de 50 anos de profissão, em rodovias federais, estaduais e zonas urbanas. Nunca se envolvera em acidentes nem cometera qualquer infração na direção veicular. Um modelo!

Nesse exemplo, recordei-me de meus tempos de jovem tenente (21 anos), atuando, à época, em região de elevada frequência de criminalidade violenta (pistoleiros e ladrões!), quando tive o privilégio de participar da equipe do legendário “Cap Pedro”.

Sua equipe submetia-se a treinamento esmerado: táticas de abordagem, tiro de combate policial... As ações eram objeto de críticas sérias, visando o aperfeiçoamento. O Chefe (maneira como o tratávamos) não admitia falhas no “fazer polícia”; era rígido na questão de “Segurança no Trabalho Policial”. Orgulhava-se em dizer que, em anos de captura, jamais perdera um policial – “não cultuo galeria de heróis mortos, prefiro a galeria de bandidos mortos”; “coragem não se confunde com imprudência”.

Essas lembranças me vêm à mente ao deparar com o noticiário oriundo de Varginha, 31Out, destacando a ação policial (PMMG + PRF) que desbaratou um contingente de bandidos organizados – 2 sítios alugados, mais de dez viaturas, farto e qualificado armamento de guerra, coletes à prova de bala, explosivos etc – prestes a desencadear a invasão da cidade, tal qual vem acontecendo nos últimos tempos (Criciúma, Araçatuba, Campinas, Passos, Uberaba...).

A Operação Policial, lastreada certamente em inteligente Estudo de Situação, resultou na surpresa, resposta avassaladora e morte de 26 bandidos. O alvo foi o denominado “Novo Cangaço”, que se caracteriza por aterrorizar as madrugadas das cidades: invasões e explosões; cidadãos, feitos reféns; e alguns perdem a vida.

Esse “Novo Cangaço”, produto, como temos destacado em crônicas anteriores, de uma série de fatores – (1) beneplácito da legislação penal; (2) degradação do sistema penitenciário, dominado pelo crime organizado; (3) fragilidade do Sistema Federal de Segurança Pública – precisava receber um golpe de frenagem, e recebeu. Varginha está agradecida por ter se livrado da barbárie, cujas consequências seriam imprevisíveis.

A Polícia, segundo seus protocolos de atuação individual ou coletiva, quando aborda o marginal, visa imobilizá-lo e prendê-lo; a morte constitui uma exceção em legítima defesa própria ou de terceiros. Contudo, e isto já alertávamos em palestra de 1985 – Violência e Terror – a caminhada da criminalidade associada ao tóxico, estava tornando o criminoso do passado “um lírico do crime”.

Hoje, não há condições da Polícia se expor perante a pesada tropa do crime organizado e propor a rendição, pois já é recebida com rojões de guerra (o bandido brasileiro, por seus feitos, crê na sua superioridade de fogo!). Foi assim em Varginha; só que, desta feita, a delinquência teve a resposta inesperada e avassaladora.

Enquanto a sociedade saúda a operação policial, um pseudoanalista lamenta que nenhum policial tenha sido vitimado no confronto, e uma deputada desfocada da realidade é favorável aos bandidos (O TEMPO, 1ºNov, p.22/23).  

As Forças de Segurança Estadual e Federal deram a resposta adequada e oportuna aos infelizes bandidos do “Novo Cangaço”. Essa modalidade não pode persistir.

Agora, cabe aos Poderes Legislativo e Executivo da União atuarem no sentido de reformular o Sistema Penal, mormente no que tange ao Processo e Execução da Pena, e vedar as vulnerabilidades da Segurança Pública nas fronteiras terrestres e na área litorânea.  

Meus cumprimentos efusivos aos inteligentes e destemidos policiais da PMMG e PRF – competência, eficiência, eficácia e efetividade! – que, imobilizando a poderosa organização, preservou as comunidades do Sul de Minas, principalmente Varginha. 

quarta-feira, 27 de outubro de 2021

Dé-já vu

 Wilalba F. Souza       27/Out/2021 

Embora necessário, fica cada vez mais difícil pra gente, simples mortal, acompanhar qualquer noticiário brasileiro tanto o usual, escrito, radiofônico ou televisivo, quanto outros desenvolvidos por mídias diversas. As rusgas de viés político-ideológico, carregadas de ódio, sempre dão as caras. O jornalismo profissional, que acostumamos ler, ouvir e assistir, anos após anos, foi transformado em canhões que disparam seus petardos em direção aos alvos adredemente selecionados, via empresas e profissionais, ditos do ramo. Claro que o dinheiro, também, tem dado causa a isto. Segundo se sabe, por ter cortado polpudas verbas, destinadas aos poderosos veículos da imprensa nacional, Bolsonaro e seu governo são as "moscas" preferidas, em destaque, ou seja, o adversário ou inimigo a ser abatido. E, muitas vezes, o presidente até que dá motivo, pois não filtra muito aquilo que fala.

Desta vez foi por causa de um comentário, em cima de reportagem publicada na revista "Exame", sobre possíveis efeitos colaterais que poderiam advir de vacinas anti-covid 19. Então, primeiro lhe retiraram a "live" do ar, sendo que, depois, com as deturpações de sempre, outros veículos propagaram o assunto, como se fossem originadas do presidente, as conclusões da revista. Algo muito parecido com a "gripezinha" difundida pelo médico Dráuzio Varela e que caiu no colo de Jair Bolsonaro, tendo sido ele nomeado "pai daquela criança".

Bem, em final de temporada futebolista gosto de acompanhar os debates afins. Em princípio nos aliviam - será? - da acidez dos noticiários, nestes tempos mais que bicudos. Ainda mais que, depois de meio século em branco, o Clube Atlético Mineiro pode se sagrar Campeão Brasileiro. Por isto, nas redes sociais, dois jornalistas esportivos, de excelente nível, têm minha preferência: Eduardo Tironi e Arnaldo Ribeiro. Formam uma boa dupla, sendo bastante coerentes em suas análises. Mas os dois às vezes se juntam ao Juca Kfouri e Mauro César, estes mais explosivos, embora muito conceituados no que propõem. 

Por isto, ontem, resolvi acompanhá-los, os quatro, em uma "leve", no YouTube. E estavam agradando. São bons no que fazem, e assim foi, até que Kfouri resolveu corrigir o português do Tironi, que se referiu a um "dé-já vú" qualquer, de evento esportivo passado. Interrompendo o colega, Kfouri apressou-se em informar que a maneira correta de se expressar o termo, um galicismo de origem francesa, era "dejaví" e não "dejavú", tendo sido acatado, de pronto. Só que, pouco depois, um dos seguidores fez um "chat”, lido por Tironi. Se dizia brasileiro, morador da França, e afirmou que, naquele país, se pronunciava "dejavú”, mesmo. Interessante e instrutiva a interferência - cheguei a pensar - quando, estranha, intempestiva e agressivamente, Juca Kfouri, num visível ataque de nervos, se adiantou e vociferando ataques verbais, chamou de assassino quem comentara sobre efeitos colaterais de vacinas dos programas de imunização em curso, certamente para atingir Bolsonaro, que comentara, acho que um dia antes, a reportagem da "Exame".

Assim, de maneira desagradavelmente melancólica, inusitada e constrangedora, encerraram um bom papo de cunho desportivo! E, sinceramente, até agora, não entendi essas conexões e o acender do estopim!!!

sexta-feira, 20 de agosto de 2021

Confissão

 Wilalba F. Souza                           20/08/2021 

Nas eleições de 2018, confesso, tinha optado por votar em candidatos mais tranquilos, ou mais ponderados, se é que assim podemos dizer. Pra governador, Antônio Anastasia, que já o fora em Minas, pensei, seria o nome ideal para reorganizar o Estado, depois de deletéria administração do petista Pimentel. E o presidente, quem poderia ser, no Brasil da "Lava-jato"? Quem sabe um homem também mais conservador e técnico, capaz de diálogo com todos, de pragmatismo reconhecido, como Henrique Meirelles, respeitado por muitos políticos e com bons serviços prestados na área econômica, ao Brasil.

Contra Anastasia, afirmei convicto, que não apareceriam nomes de peso, até porque a geração de políticos mineiros, com liderança expressiva, desaparecera com o passar dos anos, nada surgindo, de destaque. Aliás, depois de Tancredo nos legar Aécio Neves - uma decepção - tirando Anastasia, sobraram poucos, e "progressistas", com velhos discursos e práticas no mínimo suspeitas. Pimentel foi a comprovação disto: deixou nosso Estado à mingua.

Entretanto algo inusitado aconteceu. Em nível nacional "bombou" o nome do Capitão Jair Bolsonaro, antigo deputado federal do "baixo clero”, desconhecido, alavancado por suas propostas pelas redes sociais. Prometia acabar com a roubalheira oficial. Afinal os governos Lula-Dilma deram com os burros n`água. Um estava processado, a outra cassada! No afã de se perpetuarem no comando, deixaram a corrupção rolar. "Torraram" bilhões de dinheiros, fecharam os olhos à corrupção e se refastelaram. "Quem nunca comeu mel, quando come se lambuza", já diziam! E deu no que deu.

Bolsonaro convenceu os eleitores. Prometeu enterrar a corrupção e o desperdício de recursos, como praticaram os governos anteriores, conforme notícias amplamente divulgadas pela imprensa. Foi eleito por destacada maioria e tem lutado, permanentemente, contra um esquema de ocupação estruturada, por anos a fio. Como? Os brasileiros de todas camadas sociais e idades sabem!

Mas, surpresa mesmo, foi a vitória de Romeu Zema, em Minas Gerais, embora Anastasia tenha demonstrado, visivelmente, desinteresse pela campanha. Afinal, tinha mais quatro anos de mandato no Senado. O moço do Sul de Minas, mesmo sem "pegada" política, resolveu sair candidato e "bamburrou" os votos. Cansei de dizer, e estava redondamente enganado, que aquele "anônimo-neófito", inexperiente, não tinha currículo pra encarar um dos maiores estados do Brasil. Mas ele venceu!

Enfim, passados dois anos e meio, Bolsonaro e Zema "apanharam", mas aprenderam muito. O primeiro, ainda perseguido, entendeu que ninguém governa sozinho, sendo necessário, imperativo mesmo, conseguir alianças no Congresso. E esse foi um processo lento. Mais de dois anos pra "se mexer".  Depois, se levantou da cadeira e saiu pelo país. E tem se dado muito bem, ao lado do povo. Há controle total sobre as estatais, e elas dão lucro. Sem corrupção! Agora é segurar o timão (não é time de futebol, gente!), bem firme, até as eleições do ano que vem, pois o gigantesco esquema opositor a ele fará de tudo para apeá-lo da presidência. Antes das eleições de 22.

Zema também evoluiu.  E muito. No início, meio perdido, andou se escorando em assessorias progressistas de hábitos e antecedentes estranhos. Mas acertou-se com a máquina pública, trazendo para seu lado pessoas honestas, competentes e leais, conseguindo, com muita sensibilidade, ir saneando as finanças, colocando as coisas nos seus "porta-coisas"! Enfim, há muito se diz: -A simplicidade é o último degrau da sabedoria.

Conclusão... bem objetiva: em qualquer cenário, de normalidade, Zema (adversário: Kalil) e Bolsonaro (adversário: Lula) estarão reeleitos... se as urnas eletrônicas forem honestas. Depois disto, só Deus sabe!

quarta-feira, 14 de julho de 2021

Autos conclusos: foi o "Chico Forte", mesmo!!!

 Wilalba F. Souza           14/07/2021 

O tempo passa e, às vezes, acabamos perdidos entre fracos relatos, sem respostas a singelos e interessantes questionamentos, sobre curiosidades da nossa história, inclusive familiar, se assim podemos nos expressar, em relação à instituição Polícia Militar de Minas Gerais, onde nascemos, fomos formados e servimos, por longos anos.

Minha vida, e de minha família, sempre orbitaram em torno das cidades de Belo Horizonte, onde nasci, Governador Valadares, terra natal da maioria de meus sete irmãos, e Barbacena, localidades onde habitamos em algumas oportunidades.

Então vamos logo pontuar a questão: servi, de aspirante a capitão, no 6° Batalhão da PMMG (Governador Valadares), em novíssimo quartel, construído nas décadas de 50/60. E, da mesma forma, nos mesmos postos, em outras oportunidades, no 9° BPM (Barbacena), já instalado em sede construída à mesma época.

De 1956 a 1961 os governos de Juscelino, (presidente mineiro), coronel médico da nossa Corporação, e Francisco José Bias Fortes (governador barbacenense) alavancaram o desenvolvimento de Minas Gerais, em incontáveis frentes. Entre muitas obras, mandaram edificar, também, alguns quartéis novos, nas localidades onde a tropa mineira tinha sérias carências. Os projetos arquitetônicos e seus cálculos estruturais, bastante avançados e, mais que isto, belíssimos, foram trabalhados por oficiais especialistas da própria PM. Um orgulho enorme, pra nós!

E, durante nossas andanças entre 6° e 9° BPM (coincidência, a inversão gráfica do 6 e do 9), principalmente na terra dos Andradas e dos Bias, sempre alguém comentava: - a planta arquitetônica do 6° BPM, que seria edificada em Governador Valadares, foi "desviada" para Barbacena pelo Governador José Francisco Bias Fortes. A daqui está executada lá! E, sem maiores questionamentos, o que percebíamos é que, realmente, poderia haver uma razão: a fachada da "Sentinela da Mantiqueira" era, e continua sendo, belíssima. Por outro lado, os milicianos valadarenses do "6° do Bravo Torres", felizes em seu quartel novinho, também bonito, nunca comentaram, ou souberam, a respeito dessas especulações. Afinal, eu nunca ouvira deles qualquer abordagem sobre a tal permuta "forçada". Pra quem esteve aquartelado, por alguns anos, em rústicos barracões de madeira, às margens do Rio Doce, deixados pelo DNER, que pavimentara a BR-116, na década de quarenta, o prédio do Bairro de Lourdes era, literalmente, um palácio.

Recentemente, a propósito de um mural do artista italiano Alfredo Mucci, existente na fachada do 9° BPM, sobre o qual escrevi breve texto, lido pelo escritor, pesquisador e membro da Academia de Letras João Guimarães Rosa, meu colega de turma, do Curso de Formação de Oficiais de 1969, Ten.cel João Bosco de Castro, foi por ele relatado:

- Os coronéis, arquiteto, Walter Machado e engenheiro, Paschoal Silvestre, foram encarregados desses projetos. E neles trabalharam incansavelmente. O primeiro, que eu sempre visitava em sua residência, em Belo Horizonte, à rua Paraíba, não cansava de se lembrar da irresponsável e lamentável troca, aliás de péssimo-gosto, por ele atribuída ao “Chico Forte”, Governador José Francisco Bias Fortes.

Assim, claro que, mesmo sem encerrar o assunto, considero definitivamente esclarecida essa pendenga. Sempre respeitando a biografia do meu admirado "Chico Forte" (em 1958 concedeu a paridade de vencimentos entre pessoal da ativa e reserva), dou razão ao também saudoso coronel Walter Machado, que sempre fez críticas, nesse ponto, ao ato regionalista do governador.

O quartel barbacenense dispõe de amplos salões, ligados por enormes corredores e funcionais portas, além de janelas que proporcionariam excelente aeração aos soldados de Governador Valadares (altitude: 170 m h), no leste mineiro, e onde as temperaturas, por todo o ano, ficam acima dos 30 graus centígrados. Some-se a isto a sua maior dimensão, pois seu efetivo era bem expressivo.

O projeto que Bias Fortes mandou executar lá - conhecemos suas instalações, também - contempla ambientes mais fechados, com salas, alojamentos e outras repartições pouco arejadas, de pé direito um pouco mais reduzido, equipadas com "basculantes", inteligentemente dimensionados, objetivando proteção contra os ventos e o frio cortante no alto da colina, na Barbacena das Mantiqueiras (1160m/h), capazes de congelar nossos ossos! Mal comparando, é como se distribuir trajes de praia para um passeio em Bariloche, e capotão, com luvas e tudo, num verão de Copacabana! Enfim, sempre achei tudo isto muito interessante!

6° BPM - Gov. Valadares

9° BPM - Barbacena



segunda-feira, 5 de julho de 2021

Caminhada de histórias. Baixou o caboclo!

 Wilalba F. Souza           05/07/2021

Faço caminhada todos os dias. E dela participam alguns colegas.  E a gente escuta muitas histórias.  Eis uma delas, contada por um sargento veterano. E ele inicia assim:

- Chefe, certa vez, de serviço, fui acionado a comparecer em uma casa da zona boêmia de Mariana. Recomendei ao soldado Carlos, motorista da guarnição, composta por nós dois, que para lá dirigisse a viatura. A Sala de Operações informara que um indivíduo surtara e estava "botando terror" nos frequentadores.

- Depois de estacionarmos abordei, do lado externo, o pessoal da "gerência" que relatou ter um homem - freguês antigo - corrido com todo mundo, e que ele, um "negão" com dois metros de altura, estava lá dentro. Sim, num salão grande, com acesso estreito aos quartos!

- Chamei o colega e, empunhando um cassetete tamanho família, fui entrando no ambiente, sob penumbra, segurando, firme, o "prolongamento" do braço. Pouco se podia ver, e eu, nos meus 1.59 m de altura, comandante da guarnição, não podia recuar. A platéia, antes amedrontada, com a polícia por perto, criou coragem e aproximou-se da entrada. Pé por pé, avancei, "cabreiro", todo arrepiado, sô! Dos lados, mesas desarrumadas; à frente, o corredor escuro, entrada para a área de lazer, digo, dos quartos. E eu, pensando alto: - gente, onde está o cara? Pra quê? De repente, do nada, apareceu o gigante! Tremi. O sujeito esticou seu braço e me tomou o cassetete, gritando com uma voz estranha: - me dá esse porrete, baixinho!

- Não sei como, consegui catar uma cadeira, dessas de plástico, e a coloquei acima da cabeça, pois o "cara" resolveu me bater com o cassetete. Sobrou plástico prá todo lado. Na confusão - coisa de Deus - caímos no chão e eu já "engastaiado" numa gravata no seu pescoço suado. E ele se "estrebuchando". Tirei força não sei de onde! Se afrouxo a "pitanga", ele me mata, Jesus!!!  Maaaarcos, gritei! Me acode, seu fidumaégua! Ao longe ouvi de uma voz feminina: - vou buscar a benzedeira, "seu" cabo. Esse moço tá com um caboclo Exu qualquer baixado! -  Putamerda! Tudo bem, gemi! Mas chama, também, o Marcos... “pelamordedeus”!!!!

- Quando eu estava pra entregar os pontos chegou o soldado, me ajudando a algemar e amarrar as pernas do desordeiro. Mas o indivíduo continuou inquieto, agitado e "babando". Nisto uma das mulheres presentes - sempre elas - falou: - cabo, toma, joga essa cachaça nele que o espírito acalma. Não deu outra, foi uma dose só, no rosto, e o pocesso amansou. Incrível! Só que a tal entidade fantasmagórica passou pra dita mulher que trouxe a pinga. Ela teve uns ataques estranhos: começou a dançar, a pular, com os olhos vermelhos, esbugalhados, cabelos "desengranhados" e a rolar pelo chão. Literalmente, o ambiente virou uma zona...

- Coronel, continuou o colega, a Mercedes, benzedeira, quando chegou, percebeu que o tal espírito já saíra da mulher e se reinstalara no negão, que nós mantínhamos, com dificuldade, imobilizado. Insistente, ela ficou por mais ou menos uma hora fazendo seu trabalho, rezando mil orações, dando uma centena de passes e relando o negão com uns raminhos de arruda! E não é que ele acabou ficando mansinho, tranquilo, meio que atordoado!

Sem me descuidar, atento, desarmei o soldado Marcos e o mandei, por via de dúvidas, buscar reforço. Um tempão depois, num ambiente quase normalizado, sob certo controle, encerrei a ocorrência no local, liberando o camarada ao seu pessoal, aos seus parentes.

- Mas Zé Maria, o seu motorista/patrulheiro te deixou na fria. Merecia uma comunicação disciplinar, disse eu!

- Comandante, ele sempre foi bom de serviço e se justificou. Confessou-se cavalo de macumba e que correra pra evitar que aquele espírito mau o tomasse! Sabe, chefia, não teve jeito, após esse oportuno esclarecimento, e naquele clima adverso, não tive dúvidas, cuidei de mim: desarmei o parceiro. Vai que aquele Caboclo monta nele!!! Risos... a valer!!!

domingo, 4 de julho de 2021

Em Alfredo Mucci, quem manda é o IPHAN

 Wilalba F. Souza               04/07/2021

Há muitos anos frequento o 9° BPM / PMMG - Barbacena, onde servi por duas vezes: como tenente e capitão. É, o prédio, um dos marcos de modernidade, ou contemporaneidade, do município, junto com o Colégio Estadual. Tempos de Juscelino e Bias Fortes. Em sua fachada há um mural muito bonito, inspirado em Tiradentes, nosso alferes, protomártir da Independência, coadjuvado por uma torre, ou obelisco, bem alto, encimado por um globo, referência da cidade, especificamente de uma de suas antigas praças.

Sempre pensei, simploriamente, por boataria interna, que se tratava de uma obra de artista nosso, cabo ou sargento. Seria muita pretensão? Certo é que, anos após anos, essa obra de arte vem se desfazendo, ruindo com o tempo, já que as peças, em ladrilho (pastilhas) se descolam. Realmente uma perda inestimável. Recentemente fiquei sabendo que o mural é tombado pelo IPHAN. Ninguém pode tocar nele, sem autorização expressa.

O autor, Alfredo Mucci, artista italiano premiadíssimo, morou por muitos anos no Brasil e deixou, por aqui, inclusive em Belo Horizonte, incontáveis criações, principalmente murais. Mas era, também, pintor. Chegou em Barbacena, a convite, na década de cinquenta, vindo do sul de Minas, e conviveu até com o famoso francês, escritor, artista e monarquista convicto, Georges Bernanos, nome de museu, aliás mal cuidado, perto de onde moro.

Enfim, para reconstituir a obra de Mucci estão trazendo um competente restaurador do Rio Grande do Sul, deixando de lado a ideia (aliás proibida) de usar mão de obra interna!  Valor aproximado do sensível trabalho: R$400.000,00. Do orçamento do IPHAN, lógico!

Se tudo der certo vamos sugerir e convidar, claro que com a aquiescência do Comando, a "Turma do Tiradentes", de 1960, para a festa. Afinal, estávamos aqui, ao vivo e a cores, há sessenta e um anos.






quarta-feira, 12 de maio de 2021

O Professor Brina e os Ministros Calça-curta.

 Wilalba F. Souza           12/05/21
 

Dia desses nossa turma de oficiais da PMMG, formada em mil, novecentos e sessenta e nove, via grupo de WhatsApp, relembrava nomes de nossos instrutores e professores. E, durante algum tempo, desfilaram os de antigos mestres, seus trejeitos, estilos e qualidades. De alguns já não me lembrava. Acho que memorizo melhor fatos que pessoas.

Nosso Augusto César Brina Vidal, mestre em Criminalística, não foi mencionado. Figura super educada, de aparência que nos induzia ser ele uma mistura de Ivon Curi com Alfred Hitchcock, era perito criminal competente, ministrava excelentes aulas, apresentando, para arrepio de nós alunos, "slides" horripilantes, com dissecação de cadáveres nas autópsias ou em cenas resultantes de crimes violentos, desnudando suas atividades na Polícia Civil de Minas Gerais.

Gostava muito, e se estendia mais, quando falava das características encontradas e estudadas nos meliantes contumazes, ditos de alto grau de criminalidade. Lombroso era sempre citado, por ter sido estudioso e escritor de teses que ainda se discutem por aí. Como se esquecer que, segundo ele, orelhas com o lóbulo todo colado ao rosto poderia ser uma das indicações de tendência marginal?  Aliás, sempre que observo uma pessoa com essas características, e sem qualquer discriminação a ela, me vem à mente aqueles ensinamentos do excelente professor. Pra falar a verdade, nem sei se o tal Lombroso, depois de mais de cinquenta anos passados, ainda tem esse potencial de referência nas escolas afins.

Nosso competentíssimo professor Brina sabia tudo sobre sua admirada corporação, a Polícia Civil. Formado em Direito, além da sua especialidade como perito, sempre nos brindava com seus conhecimentos sobre investigação processual e seus ritos, aliás missão fundamental daquele segmento. Entretanto, inexplicável e estranhamente, não conseguiu realizar seu sonho: ser delegado de polícia. Não conseguia passar no concurso. Aposentou-se como perito, certamente um tanto marcado por dentro.

E pensar que é muito mais fácil ser Ministro "ad eternum" da mais alta corte do nosso país, o STF. Sem concurso público algum. Sem eleição. Se tiver o curso de direito, basta. Não precisa nem ser juiz togado. É só política, mesmo. Algo parecido com os Delegados Municipais de Polícia que existiam no século passado. O prefeito nomeava, para seu "bate pau", via Secretaria de Segurança Pública, qualquer apaniguado de sua preferência. Nem precisava ser "letrado". E essa autoridade tinha todas as prerrogativas, na lei e fora dela, para processar, prender e soltar. Ah, e casar os outros também.  Eram os poderosos Delegados Calça-curta!


Foto: Disponível na Internet

quarta-feira, 21 de abril de 2021

21 de abril - Brasil de Tiradentes

Wilalba F. Souza             21/04/21 

Poucos, em suas vidas, foram agraciados, como eu, em oportunidades de vivenciar fatos muitíssimos importantes numa fase crucial de sua educação e formação. E me ocorre isto nesta data antes sempre reverenciada. Na nossa meninice costumámos tratá-la como "Dia de Tiradentes". Infelizmente, hoje, sem me importar com as motivações que nos levaram a esse silêncio inculto de todos, relembro essas ocorrências.

Era princípio da década de sessenta, do século passado, quando nós, alunos do Colégio Tiradentes da Polícia Militar de Minas Gerais, em nossos uniformes de gala, solenemente participamos da inauguração da Praça Tiradentes, no Centro de Belo Horizonte, na subida da Avenida Afonso Pena. A estátua do Mártir da Inconfidência está lá, até hoje.  É claro que todos nós, estudantes adolescentes, sabíamos de cor a sua história, sua luta pela nossa independência. Da morte, por enforcamento, do Alferes Joaquim José da Silva Xavier, aliás patrono da PMMG.

Por coincidência, em mil novecentos e sessenta e seis, eu, cadete do primeiro ano do Curso de Formação de Oficiais da Milícia de Tiradentes, fui selecionado para compor um grupamento de atletas designado para conduzir o "Fogo Simbólico" da citada praça até Ouro Preto. Fomos revezando, num percurso de 130 quilômetros. Um ônibus deu-nos apoio, até lá.

Depois de algumas horas adentramos a histórica Ouro Preto, tendo à frente um cadete, portando a tocha, escoltado por nossa equipe, através do qual seria acesa uma pira, instalada em destaque, e que permaneceria assim naquela semana. A Praça Tiradentes, em frente ao Museu da Inconfidência, nos recebeu aos aplausos, ela que estava apinhada de gente, participando daquele evento mais que tradicional. Também postada a Guarda de Honra e os Dragões da Independência do Regimento de Cavalaria de Minas. Cerimônia linda, significativa, respeitosa e, acima de tudo, de repercussão nacional.

Apenas para complementar, importante se dizer que o presidente do Brasil era o General Humberto de Alencar Castelo Branco, eleito pelo Congresso Nacional em 64, após o Movimento Revolucionário. Israel Pinheiro Filho, o nosso Governador, vitorioso nas eleições diretas, em 1965. Jovens, tínhamos muitas esperanças no Brasil de Tiradentes!


Cadete Paulino com a tocha no dia 21/04/1966.

sexta-feira, 9 de abril de 2021

Conversa pra amigo...

Wilalba F. Souza            09/04/2021 

Fazer análise objetiva sobre os rumos que podem tomar nosso país e seu sistema político é um exercício difícil. Por isto mesmo, nesse espectro tão amplo, com fontes de informações contaminadas, de um lado e de outro, há o perigo da gente pisar em terreno "pantanoso", inconsistente.

O Presidente da República, após eleito, também seus aliados e assessores, acharam que um trabalho pragmático e, principalmente honesto, seria suficiente para conseguir "simpatia” e apoio dos outros poderes. Infelizmente isto não aconteceu. O porquê, qualquer um sabe. Chamam isto de interesses difusos!

O poderio territorial conseguido, durante anos a fio, pela nossa imprensa, tornou-se quase insuperável, indestrutível. Já se integrou à formação, à cultura e à rotina popular. E os empregados dessa denominada "grande imprensa", se não alinhados, ideologicamente, estão fora...

Desde há muito tempo governantes sempre lhes "compraram" apoio, com polpudos "incentivos", nos estados e na federação. Nos municípios, jornais e emissoras de rádio já eram - e são - de políticos regionais. Então, cessadas as verbas a esses viciados, em represália, uniram-se num discurso uno-virulento e, sistematicamente apontaram e apontam seus canhões para seu inimigo número um: Bolsonaro.  Eis a mosca saliente!  É o que vemos, no café, no almoço e na janta.

No programa matinal, de entrevista, noticiário e, pasmem, esportivo. Então, orquestrada, a imprensa sem dinheiro, a oposição derrotada nas urnas e a justiça, estruturadas, com viés à esquerda, aliaram-se, nessa "blitzen".

Os funcionários públicos, em geral e até aqui, não foram prejudicados. Seus ganhos estão garantidos. Trabalhem, ou não! Lamentavelmente só levam sérios revezes a grande massa de micro empreendedores, ambulantes, empresários e trabalhadores da atividade privada, obrigados a parar, pela ação poderosa, de uma nota só, dos governadores e prefeitos empoderados, apoiados pela lei e pelo arbítrio de interpretação facciosa.

A não ser saúde e segurança, e pontualmente uma e outra atividade pública, o restante está enclausurado, congelado, fazendo o tal “home office", ou atoa, como professores, a maioria dos militares das FFAA e funcionários públicos, ativos e aposentados.  Da justiça, em todos os níveis, então, nem se fala. Todo mundo recebendo salários, com tratamento diferenciado, tranquilo e seguro. Quem tem ações na justiça sabe do que estou falando! Medo? Só do Covid-19. Então, entrar nessa "briga", protestar, pra quê?

O governo, penso eu, e também por isto, está numa sinuca, meio que de bico. Tem que ir navegando o barco com muito cuidado. A palavra mais pronunciada, hoje, pelos contrários, é "impeachment".

Ao governo, construir o que for possível, manter a economia funcionando e combater a pandemia, com vacinas, principalmente, é que resta, e que não é pouco. Autogolpe, ou ação similar, é impraticável, arriscando forte reação, principalmente econômica, da comunidade internacional. E não estou sozinho nessa forma de enxergar esse "imbróglio".

Há observadores e analistas sérios, atentos.  Não há saída. Depois que Biden se elegeu presidente americano houve visível incremento dos ataques rancorosos e antiéticos oponentes! É vencer ou vencer, navegando esse barco desconfigurado até um porto seguro.

Controlando essa pandemia assoladora Bolsonaro se reelegerá presidente, ano que vem! Ainda não existem nomes para contrapô-lo. Não se inventa candidato de um ano pro outro. E essa turma do contra sabe disso. É agressiva e não desiste. Mesmo compondo um sistema fortíssimo, tem uma única certeza: Só ultrapassam o capitão provocando o caos ou depondo-o do cargo.

quarta-feira, 24 de março de 2021

Cálice...

 Wilalba F. Souza           24/03/2021 

No início da década de sessenta, do século passado, e todo mundo conhece a história, os militares brasileiros assumiram o governo, com a aquiescência popular. Houve, sim, procura, às lideranças da esquerda, combate aos guerrilheiros guevaristas, comunistas, subversivos e outros, opositores à nova "gerência". Muitos foram presos, processados, outros exilados, para diversos países. Mas, grande número de contrários aos militares permaneceu por aqui mesmo, mormente intelectuais, jornalistas e artistas.

Em sessenta e seis fui para a Polícia Militar de Minas Gerais onde, mesmo durante cursos até depois de formado, nunca ouvi palestras ou recomendações a respeito de obras deste, daquele ou de qualquer artista, jornalista ou escritor, embora existissem apêndices da tropa instruídos e em condições de fazê-lo. Mas, lembro-me bem, de comentários soltos, rotineiros, a respeito de um e outro jornalista ou cantor. E não tem como se esquecer de Gonzaguinha e Chico Buarque, especialmente. Jovens, como nós, esses admiráveis compositores/cantores, com sua arte, "combatiam" o regime - dito de exceção -, do qual discordavam. Apesar de tudo, sempre os admirei, em razão da música, nunca por viés ideológico. O primeiro, dentre outras coisas, intérprete do samba "É" -... a gente não está com a bunda exposta na janela / pra passar mão nela...”; o segundo, por causa do “Cálice" -...pai, afasta de mim esse cálice / de vinho tinto de sangue... Ambas "desancavam" a censura oficial, decretada pelo governo à época.

Bem... o tempo passou, os civis reassumiram as rédeas. Em 1988 votaram a Constituição Cidadã. Depois de alguns tropeços de antecessores, Itamar Franco entrou no lugar do cassado Fernando Collor e, com o ministro Fernando Henrique, estabilizou a inflação, adotando o Real, moeda que utilizamos até hoje.

Exatamente em 2002 Luiz Inácio - o Lula - eleito presidente, foi empossado, com muitas promessas, dentre elas a de agir com máxima correção e honestidade, em prol do Brasil e do povo. Os primeiros quatro anos foram bons. O mundo econômico favoreceu, e o Real também. Reeleito, começaram a aparecer algumas mazelas, tipo mensalão, com Zé Dirceu, e outras dificuldades, advindas, também, do petrolão, etc.

Conseguiram, Lula e o sistema, eleger Dilma Rousseff, mesmo tendo o presidente contrariado, com a escolha, seus pares e assessores. Propala-se que com alto investimento financeiro espúrio.

A partir daí Brasil começou a despencar ladeira abaixo.  Por causa investigações da Lava-jato. Dilma foi cassada. O vice-presidente Michel Temer assumiu e passou a faixa presidencial para o desacreditado das pesquisas, mas vencedor, pelo voto, Jair Bolsonaro, eleito para ocupar a Esplanada.

Radical, como prometera, vetou verbas milionárias da imprensa televisada, financiamentos e cargos ministeriais ao "toma lá, dá cá, Congresso. Por isto não pode governar em 2019/20. A reação foi violenta, articulados Congresso, Supremo Tribunal Federal e Imprensa - o quarto poder.

Bem, seguindo essa história, em princípio de 2020, em plena pandemia, o STF tirou do governo federal a autoridade para coordenar seu combate, assumindo governadores e prefeitos. Seriam os encarregados disso. E, até hoje, batem cabeça sobre quem manda, em quê!

Na pratica a Corte Suprema Brasileira assumiu o protagonismo, em todos os setores. Já disse antes, virou até uma super delegacia policial. Implantou a censura, instaurou inquéritos, mantendo sob custódia, monitorados por tornozeleiras eletrônicas, jornalista e até um deputado que teria ofendido um dos ministros, o que é apelidado de xerife, por um dos pares. E não há onde nem como recorrer, pois esse tribunal é inviolável, intocável. Em decisão visivelmente política, recentemente soltou, anulando sua condenação confirmada em tribunais superiores, o ex-presidente Lula, além de considerar o ex-juiz Moro suspeito durante seus julgamentos na Operação Lava-jato.

Já não fazem Gonzaguinhas e Chicos como antigamente. O primeiro morreu, lamentavelmente, em um acidente de carro, há muitos anos; Chico Buarque ainda está conosco, claro que sem aquela expansividade, aquele brilho de outrora. Entretanto aproximou dele o amaldiçoado cálice de vinho tinto de sangue, oferecendo-o aos ministros do Supremo. Parece que esses algozes da Constituição Federal e ele estão do mesmo lado, adernando, perigosamente, o barco Brasil, para bombordo!!!