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sábado, 31 de maio de 2014

Meu pedacinho de chão

                               

Wilalba F. Souza                                                       30maio14

Confesso que, há algum tempo, costumava, à tardinha, assistir algumas novelas da “Globo”. Aquelas de enredo e atores interessantes, de onde a gente podia “espremer” algum lazer e proveito cultural. Passado muito tempo, descobri, há poucos dias, “O meu pedacinho de chão”. Historinha da melhor qualidade, recheada de excelentes artistas. Diversão pura. Estão certos quando dizem que a arte imita a vida...

O coronel fazendeiro, depois de se estressar porque seu filho, ao retornar da universidade, aparece com um diploma de engenheiro agrícola e não de bacharel advogado – seu sonho - resolve lançá-lo como candidato à prefeitura, pois, segundo ele e seus amigos, o prefeito em exercício é ladrão. E a trama se desenrola, também, em seqüências românticas, caricatas e num formato que, se não inovador, se mostra diferente.

No início da “campanha” o coronel, de dentro de seu automóvel, pelas ruas, aparece, todo feliz, atirando balas para as crianças da cidade. Ele que, na realidade, leva tudo a “ferro e a fogo”, descumprindo a legislação trabalhista em relação aos empregados de sua fazenda, no que é seguido por todos os comerciantes, com o aval do chefe do executivo. Mas, em relação ao candidato, filho do coronel, percebe-se que ele é pessoa de boa índole e aceita ser político por pressão do pai e de Pedro Falcão, pai da moça que ele quer namorar. Lá como cá, a coisa mais importante, antes de tudo aliás, é fazer todo mundo “tirar” o título eleitoral.

O escritor – ou novelista – explora, e bem, o cotidiano que nossa política partidária brasileira pratica, em todos os níveis. Adversário é tratado como inimigo e o jogo “rasteiro” faz parte do processo. O discurso, mesmo que mentiroso e surreal, é o que vale. A ética, cobrada dos outros, evapora como éter, se é que alguém se lembra disso.

Por exemplo: todo governante é exímio distribuidor de “balas” para as crianças. Mesmo contrariando a legislação vigente ele, literalmente, “compra” lá, seus votos. Inaugura obras pelas metades, usando dos meios orçamentários, a “torto e a direito”,  não importando qual a sigla partidária. Todos são iguais. É cultura e não há como fiscalizar. Hoje foi noticiada a presença de D. Dilma, em Poços de Calças, distribuindo guloseimas, digo, máquinas para a micro região. Prática antiga.  Consiste dar em comodato, “patrulhas mecanizadas”, às associações micro-regionais, em auxílio aos municípios que a compõem. Aí “montam” os palanques, mesmo fora do horário político, e “deitam” falação, elogios e promessas de campanha que, futuramente, serão mal administradas.

O presidente do TSE foi nomeado pelo chefe de governo. Logo, a gente coloca um pé atrás. O do STF também. Só que este, depois de condenar os mensaleiros e negar-lhes liberdade, está desgastado, em desconforto. As “pressões” são constantes  e ele vai se aposentar prematuramente. Os partidos políticos já querem sua filiação, mesmo não podendo se candidatar. Virou “puxador de votos”. O deputado petista Vicentinho, na bronca por causa da condenação de seus “pares”, afirma que vê, no magistrado, ódio em suas decisões. Mas vão entrar com um HC. Querem os mensaleiros trabalhando e em liberdade. Às vezes me pergunto: será que José Dirceu, Jesuíno “o honesto” e o resto do time são considerados heróis? Eles que teriam dado tudo de si pelo governo atual e pelo povo brasileiro?

Bom, mas o nosso juiz, Joaquim Barbosa, já bateu o martelo. Negócio de política deve ficar prá depois. Por hora é passar o bastão para o Lewandovski – é isto mesmo – seu desafeto, e ir para Miami, nos “States”.Lá ele teria uma casa, de sua propriedade, localizada em um bairro de luxo perto da praia. Quer viver a vida. E “tá” mais que certo. Foi o tempo em que juiz se aposentava, arrumava umas aulinhas na faculdade e saia de férias para seu “ap” em Guarapari, Ubatuba, Porto Seguro. Hoje... nem ver! Esse negócio de Búzios, Cabo Frio e outras “praças”, menos votadas, nem ver. Há muito bandido solto e, quer saber? Miami é Miami, tá!!! E dizemos isto porque está todo mundo curioso com essa novela, cujos capítulos veremos através da imprensa. Quanto aos mensaleiros, todos já estão dizendo que, agora, vai todo mundo pra rua. Algum deles poderá, caso queira, lógico, também de ir para Miami, já pensaram? Marcos Valério não. Esse, sim, tem que pagar “tintim por tintim”. 


Mas, na verdade, na verdade, quero ver se o coronel Napoleão vai conseguir fazer de “Nando” o prefeito e se ele vai casar do a Dina, filha do Pedro Falcão. Se o Zelão, depois que aprender a ler... E o médico, gente!!!  Não consegue clientes, coitado...

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Lepo, lepo.

                                                

Wilalba F. Souza                                                                 29maio14

Lepo, lepo é o título de uma música que fez grande sucesso na Bahia, no último carnaval. Virou um “hit” nacional, cantado em um ritmo meio misturado, de samba com balanço caribenho, animado e que motiva as pessoas a dançarem. E diz a letra:

                          “Ahh, eu já não sei o que fazer
                            Duro, pé rapado, com salário atrasado
                           Ahh, eu não tenho mais por onde correr
                           Já fui despejado, o banco levou meu carro...”
E, mais à frente, conclui:
                           “E se ficou comigo é porque gosta do meu lepo, lepo...”

E aí vem a dança toda retorcida, com os coreógrafos balançando a mão, em pêndulo, à frente do corpo. Coisa parecida com o que o Falcão, lá do Ceará, faz, imitando algo que os jegues têm em profusão. É divertido e, às vezes, sem colocar maldade, aquilo vai se propagando por todos os lados,entre religiosos, idosos, jovens, crianças, passando, o grupo musical, por todos os programas de televisão que embalam, enfim, o sucesso mais que retumbante, da cantoria, por causa do... lepo, lepo.

O nome do grupo musical, ou conjunto, me causou estranheza. Psirico. É psirico daqui, psirico dali, e a moçada envolvida pela alegria.No meu tempo de jovem, estudante ainda, brincavam que meu amigo e companheiro José Maria da Luz – anda meio adoentado e torcemos pela sua breve recuperação – fora a uma casa, naquele tempo chamada de tolerância, quando uma bela mulher se aproximou dele e perguntou:- Ô bonitão, você é de psirico?, tendo ele respondido, timidamente, mas de pronto: - não senhora, sou de Divinópolis!  É claro que, às gargalhadas, todos nós, seus colegas, lhe caíamos “no pelo”.

Não sei se houve alguma mudança no significado do vocábulo, mas sou induzido a pensar que quase ninguém o conhece, Ou, no mínimo, e talvez, a ignorância  seja  minha por ter aprendido tudo errado. Entretanto, se considerarmos que  um dos grupos mineiros de destacado sucesso nacional, e até internacional, há anos e anos, se chama Skank, droga de consumo proibido, não há porque ficarmos admirados. Também...

Quando o ex(?) presidente Lula diz, para a imprensa,  que “é  babaquice” achar que metrô tem que  levar turistas até a porta dos estádios, na Copa do Mundo, pois o povo vai de chinelo, a pé, etc, para justificar omissões e atrasos em obras prometidas em seu governo, sem desconfiar ser o termo chulo e nem um pouco didático, mais ainda quando usado por uma “autoridade” de sua estatura  histórica; quando a presidente (?), durante evento coberto pela mídia, discursa para políticos que a apóiam e afirma que “o Temer – vice-presidente da República - merece mais quatro anos da brisa do palácio do governo, pouco se importando com o fato de que isto é afirmação cabal de  que,  seu substituto direto,  é um “boa vida”, remunerado com dinheiro público e sem o que fazer; quando uma funcionária da CBF, membro do Comitê Organizador da Copa, a respeito dos desvios de dinheiro público de obras, necessárias ao evento, afirma que “o que tinha de ser roubado já aconteceu, e nada mais há, a fazer,  vou parafrasear a D. Marta Suplicy, ministra (?), em situação parecida e e seu opção...com todo o respeito, vou relaxar e ... dançar o lepo, lepo...





     

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Culpa da Copa do Mundo

                            

Wilalba F. Souza                                                           27mai2014

Está na moda os políticos curtirem com a nossa cara. Nós brasileiros temos o costume de assimilar os maiores absurdos, não reagir, e tentar salvar o “nosso lado”. O resto que se vire. Quem tem muito dinheiro compra casas ou sítios em condomínios luxuosos e abrigados. Só freqüenta a cidade a trabalho e em caso de extrema necessidade. O mais pobre agüenta como pode, mora mal, em bairros sem estrutura e organização, verdadeiras favelas onde, quando o poder público chega, fica difícil qualquer intervenção mais efetiva. Exemplo? Barbacena. Lamentavelmente a periferia da ex “Cidade das Rosas” está se expandindo em favelas, pois as administrações omitem acompanhamento e regulamentação para ocupação do terreno. É de estarrecer.

A parte mais antiga de Barbacena tem alguma organização urbanística. De anos para cá é uma lástima. É comum morador fazer muro em cima da calçada, para proteger a entrada de sua casa, construída no alinhamento do passeio. Quem acha que não, dê uma passada na rua Ceará, no bairro Boa Vista. Nas reformas de imóveis  é liberado o depósito de material nas calçadas e no meio da rua. A permissividade é escandalosa. Já falei da invasão de terrenos promovida pela EPCar ao longo de sua história aqui, mas há outros exemplos: o Hotel Grogotó, lá na Penha, simplesmente fechou uma rua que “incomodava”, pois passava ao lado de sua entrada, e ...tudo certo. Eu fazia umas caminhadas por lá até que, certo dia, “topei” com um tapume impedindo a passagem e um aviso descarado: “Rua interrompida temporariamente para obras...”  E ninguém fala “bulufas” Prefere continuar com “sua cidade” bagunçada.

Eu sei que, a esta altura, todo mundo acaba “pagando a conta”, de um jeito ou de outro. O pessoal taxado de “classe média”, ou seja, quem ganha salário e pode  fazer uma casa melhor, pela falta de opção, procura o local “menos ruim”. Isto não é fácil na nossa” terrinha”. Tenho amigos que economizaram toda uma vida, construíram seus imóveis, na esperança de que sua rua fosse pavimentada (asfaltada ou calçada e com rede fluvial), mas, infelizmente, apesar dos apelos e das promessas, sofrem com a ação das águas da chuva, dos buracos e da poeira. Outro dia, um desses meus amigos confessou que está preocupado por que um seu vizinho está fazendo uma rampa de entrada de veículo na sua garagem que vai até o meio da rua em prejuízo de todo mundo. O pior é que, acionado o setor próprio, da prefeitura, ele, invariavelmente se omite. Uma autoridade policial, sensibilizada com a dificuldade dos pedestres, no início da rua São Vicente de Paula, no pontilhão, na subida pro Andaraí, fez documento oficial para a prefeitura que autorizara, do lado do ponto de ônibus, um espaço para carga e descarga, ao dono de uma pequena oficina de consertos eletrônicos, e que lhe serve de estacionamento particular. Não se sabe porquê, nem lhe responderam. Ali, agarradinho, há um “ponto” de moto-taxi. Os rapazes se assentam no passeio, também ocupado em parte por suas motos, obrigando os transeuntes – senhoras, crianças e idosos – a se arriscarem pelo meio da rua, disputando espaço com veículos de todos os tamanhos. A placa de estacionamento proibido, do mesmo lado, não impede que motoristas deixem seus carros por lá. Essa é nossa cidade. Esse é o lugar onde moramos e criamos nossos filhos. Finalizando, para confirmar essas práticas irregulares, quando puderem, dêem uma olhada na rampa de acesso que construíram numa panificadora luxuosa inaugurada onde funcionou o DEMAE, lá na Avenida Governador Bias Fortes. Ficou ridícula e desnivelou o passeio. E vai ficar assim. Ninguém reclama e, mesmo que o fizesse, de nada ia adiantar. É a nossa sina e, não tenha dúvida, se não for petista ou aliado, vai dizer  tudo isto acontece por culpa da Copa do Mundo, no Brasil. É mole?



terça-feira, 27 de maio de 2014

É proibido proibir e a liberdade de imprensa

                  
Wilalba F. Souza                                                             26amai2014

Não estou muito informado sobre a legislação que cuida da regulação das atividades da imprensa neste nosso Brasil. O que percebo é que a maioria dos brasileiros “curte” mais rádio e televisão do que jornais escritos. Ler dá muito trabalho, que o diga o ex(?)presidente Lula. E tudo indica, também, que a população ignora a questão, ficando isto por conta dos interesses  (pouco transparentes) dos governos. E, no cone sul, temos exemplos em vizinhos que exageram, para evitar críticas às autoridades. Na Venezuela fecham jornais e emissoras de rádio e TV. Na Argentina estatizam a  distribuição de papel. Quem apóia recebe sua cota, senão é obrigado a fechar suas redações. Mas, mesmo nas nações mais desenvolvidas os governantes criam alguns instrumentos de controle, não tão radicais como vemos por estas bandas, mas eles existem.

No Brasil são muitas as tentativas de ”aperfeiçoar” e regular  os meios de comunicação, chamados de quarto poder. No período do governo militar havia intervenção e “força” para reprimi-los, através de decretos autoritários. Mesmo assim o “quarto poder” dava “voltas” nos mandatários conseguindo ajudar, e muito, a difusão de mensagens para retorno à democracia plena. Conseguido isto, desde os tempos do  peessedebista Fernando Henrique e, prosseguindo com o Petista, este mais radical, com planos de permanecer por aí  por tempo indefinido, os políticos aliados, principalmente, ao governo, conspiram para limitar a ação dos meios de comunicação e informação. Sinto que eles querem aproveitar o fato de haver real necessidade de regulação, por outros motivos, e inserir proibições que os blindem. É uma prática corriqueira “transplantarem-se”, nos projetos,  emendas que nada têm a ver com a motivação central da lei. São as famosas “leis Frankstein”, aprovadas, às vezes, com barganhas vergonhosas, de ganho direto ou indireto de setor  que nada tem a ver com o requerimentos originais...

E é lógico que, no capitalismo em que vivemos, há notícias que vendem mais. Me disseram que, em primeiro lugar, vêm as que envolvem presidentes e governadores. Nos “palácios” são permanentes os plantões. Depois vem o resto. Meu sentimento é de que a própria imprensa, no seu resguardo, renega qualquer medida que restrinja sua atuação. É uma queda de braço. Já ouvi, de profissionais da área, que já existe, na legislação convencional, instrumentos de defesa, via judiciário, como o direito de resposta, a possibilidade de ação por calúnia, injúria, difamação, etc. Mesmo assim não sei até onde pode ir essa liberdade  de imprensa que se considera auto-suficiente para decidir o que é conveniente, ou não, de  ir a público, muitas vezes alegando que quem tem que censurar é o leitor, o ouvinte ou o telespectador. \Só sei que, nessa “tocada”, e disputando audiência, nossa imprensa (mais as TVs) tem banalizado assuntos de imensa consternação, mostrando a violência, repetidas vezes, como  assaltos e homicídios, que nos tocam profundamente.  Detalham, com imagens que dramatizam, via comunicadores talentosos, bandidos executando homens e mulheres com tiros “a queima roupa”, e as vítimas esvaindo em sangue, nos estertores da vida, num show macabro sem tamanho. Tenho certeza que, com a repetição desses delitos odiosos, nos muitos canais que entram nas casas de todos nós, há um  aumento da sensação de insegurança nas ruas.

Se eu pudesse pediria, ao nosso sistema midiático em geral, para conter um pouco, um pouquinho só, essas emanações que só fazem apavorar as pessoas. A Globo noticiou, ontem, proibição, pela justiça, da exibição de reportagem sobre a Suzane Richthofen. Aquela que, com o namorado e o cunhado, assassinou os pais. Durante o “Fantástico” os apresentadores leram nota da emissora repudiando o ato judicial por ter concedido uma liminar, requerida pelos defensores da condenada, em ação que teria sido – segundo eles - um verdadeiro atentado a “liberdade de imprensa”. Bom, se tudo foi feito através da lei, com despacho de juiz competente, e como já, antes do fato, nos convenceram, os donos dos meios de comunicação,  haverem instrumentos formas legais capazes de coibir abusos e outros desvios da atividade, não há que se falar  em atentado contra ninguém, confirmando-se, assim, a desnecessária adoção de  mais instrumentos de  “regulação da imprensa”. Mas vê-se, por isso, que essas pendengas não têm fim.

O comportamento de toda e qualquer nação livre e democrática depende muito, mas muito mesmo, de sua cultura. Não só de leis e regulamentos escritos, que os juristas chamam de direito positivo.  A educação e a ética são vias saudáveis à boa convivência social, cruciais ao alcance dos melhores índices de desenvolvimento humano. Enquanto isto não acontece temos que ir experimentando remédios amargos, receitados pelos dirigentes e políticos brasileiros, e o resultado tenebroso de seus efeitos colaterais, no momento em que todo mundo assume uma máxima criada, parece, por Caetano Veloso, durante os chamados “anos de chumbo”, e assimilada nestes  tempos de liberdade, sem responsabilidade, e que diz: “É PROIBIDO PROIBIR”.










segunda-feira, 26 de maio de 2014

Que vergonha, sô!

                                  Wilalba F. Souza 
                                                        24maio14
Neste mundo de meu Deus a gente escuta e vê de tudo. E, vez por outra, bolam historinhas mirabolantes e pitorescas para nos alegrar. Aliás, com a balbúrdia que observamos no dia a dia, uma risada de vez enquanto é bastante salutar. É, parece que não, mas, comprovadamente, sorrir é o melhor remédio. Me remete ao meu colega João Muniz,  companheiro de quarto durante em um curso que fizemos, juntos, em Recife, ihh!, há muito tempo, na Policia Militar de Pernambuco. Seus cidadãos são pessoas de boa índole, valentes e bastante conservadores. Os homens são “mandões” em suas casas. Mulher nova, dependente dos pais e separada do marido, de modo geral tem que voltar para casa e se portar como se solteira fosse, namorando, depois disso, na sala, sob vigilância permanente. Ninguém me contou. Eu vi. Eu testemunhei. E não tirem conclusões apressadas, tá!

Lá no Pernambuco a recepção é sempre auspiciosa. O “galo da madrugada” existe e as mulheres costumam ser bronzeadas, tal qual as índias do cinema brasileiro. Castanha e Caju, renomados cantores /repentistas, estavam começando. Comprei, deles, o disco do “Ladrão bobo e o ladrão sabido”. “Estourariam” em todo Brasil, pouco depois. Reginaldo Rossi, mais “rodado”, era figurinha fácil. Seus shows muito divertidos. Cansei de  fazer base de teclado do seu bolerãol, Garçon, para o Mário (Tim Maia de Barbacena) cantar por esses botecos afora. Às vezes nossos instrutores de educação física nos levavam para “malhar” na Praia de Boa Viagem, sempre pela manhã. Todo mundo já oficial superior, coroas mesmo, e eles não “forçavam muito a barra”. Certa vez fui dar um mergulho naquele “marzão” e os colegas de lá não deixaram. – Tem tubarão, moço, gritaram. Aí passei a ir para praia do “Janga”, mais calma, em Olinda.

Mas, voltando ao meu colega João Muniz, infelizmente já falecido, companheiro de fé, excelente contador de piadas e anedotas. Nos fazia rir a toda hora. Com seu jeito debochado ele contou a história do indivíduo que, desconfiando, ou melhor, mais que desconfiando que sua mulher o estava traindo com um de seus melhores amigos, resolveu, já nervoso com a situação, ficar na espreita. Avisou, depois do almoço, que ia trabalhar, saiu e deu a volta pelos fundos. Em local coberto, esperou por mais de uma hora, quando escutou a campainha. Esgueirou-se e viu que um de seus melhores amigos, um tal de Marcos, foi logo entrando e se atracando com a “dona da casa”. Procurou uma posição melhor pra ver no que ia dar aquilo, quando sua mulher começou a se despir. Pela parte de cima. Soutien fora, seus seios despen-caram. Em seguida, livre a parte de baixo, o traído assistiu quando a barriga e a “poupança” da companheira  quase se arrastaram pelo chão. O suficiente para o marido da dona colocar a mão no rosto e lamentar, profundamente: Aiii! Que vergonha do Marcão!

Pois é! Pode não dar para rir, mas o Ronaldo Fenômeno, um dos ex-jogadores da seleção brasileira que mais faturam nesse evento de junho disse, para a imprensa, que tem vergonha do Brasil pelo fato dos preparativos da Copa do Mundo não estarem prontos. Vive “agarrado” às autoridades que “pisaram na bola”, viaja pra todo canto e mantém um prestígio que talvez supere o do craque do passado. Ele que afirmou não serem as prioridades do torneio construção de hospitais. Ele que não tem vergonha nenhuma de ver a carência do povo brasileiro em projetos básicos, como transporte, escolas, moradia, segurança, etc. Ele que veio de uma comunidade bastante humilde em São Cristovam, no Rio de Janeiro. Ele que, por isto mesmo, recebeu do escritor Paulo Coelho, reprimenda pública que o insta calar a boca, antes de fazer pronunciamentos iguais a esses. Paulo Coelho esteve com Lula e outros “embaixadores” na Europa quando da escolha do Brasil para sediar a Copa, e se disse arrependido. Que vai ver jogos mas que, de forma alguma, irá a estádios e ...enquanto isto,  Ronaldinho, o Gaúcho, vai alugar sua casa, no Rio de Janeiro, no período dos jogos, por R$35.000,00 a diária. Tudo caladinho, caladinho...  




sexta-feira, 23 de maio de 2014

Será o Benedito???



Wilalba F. Souza                                                                    23mai14


Garoto, em Governador Valadares, lá pelas décadas de cinqüenta para  sessenta, era comum, mesmo em cidades menores – naquele tempo GV era pequena – existirem  dois, até três “cinemas”. Lá mesmo dispúnhamos dos cines Palácio, Ideal e Pio XII. À tarde, a gente montava em uma  bicicleta – toda família tinha algumas –  ia  pro cinema e a  encostava em cima do passeio, para  assistir  faroestes ou  chanchadas brasileiras. Rangolfh Scott, John Wayne, Oscarito e, Grande Otelo, faziam nossa alegria. Após, ia pra casa, dormia e, somente no outro dia, lembrava do “camelo”.

- Wilalba, cadê a bicicleta, gritava meu pai!
- Chiii, esqueci lá no cinema?
- Será o Benedito? Vai buscar, agora!!!

E lá ia eu pegar o veículo, encostado no mesmo lugar que eu deixara. Os tempos eram outros, evidentemente. A polícia tinha autoridade para cuidar da segurança e impunha respeito. Fórum e juizes estavam num outro nível, como instituições assentadas e em condições de resolver pendengas. Hoje tem gente que “encara” e desrespeita magistrados em audiências. Sinal
dos tempos e das autoridades capengas, onde pai que corrige filho com umas chineladas está fadado a ir para a cadeia.

Pois é. O Benedito citado no título se refere ao nosso governador Benedito Valadares. O mesmo que deu nome à progressista cidade do leste de Minas, a “Princesa do Vale do Rio Doce”, emancipada em 1.938. Getúlio Vargas que, no final do século XIX, estudou em Ouro Preto, à época centro de excelência universitária, ainda menor, e com um  irmão, teriam se envolvido em uma briga estudantil, e  participado da morte de um rival, também estudante. Como hoje, colocaram-no como autor do crime: era “dimenor”. Depreende-se que esta prática é mais antiga do que se pensa!

No início da década de trinta, as pendengas políticas foram resolvidas com uma revolução. Minas participou, apoiando Vargas, com tropas estaduais, dos embates, quando São Paulo foi derrotado por querer a hegemonia do poder. Coisa intrincada para a qual se sugere consultar a “história”. Getúlio assumiu “tudo” prometendo, dentre outras coisas, organizar a Justiça Eleitoral e promover eleições, em um prazo que se estendeu por mais tempo que o estimado por ele e seus seguidores.

Ao “presidente” cabia nomear os governadores ( Na Revolução de 64 isto não aconteceu). Para Minas Gerais, segundo contam, Getúlio teria re-tardado sua decisão. E isto provocou uma expectativa nos políticos e na população. – Quem será, perguntavam? Como Getúlio era admirador público e confesso de Benedito Valadares, começaram a propalar, em forma de questionamento, quase uma premonição coletiva: Será o Benedito? E acabou sendo!

Juscelino Kubstchek, Israel Pinheiro, Magalhães Pinto, Bias Fortes, Gustavo Capanema, Afonso Arinos, Milton Campos, José Maria Alkmin,Afonso Pena, Negrão de Lima, alguns dos mais notáveis políticos mineiros do século passado, reunidos em outro plano, pois já faleceram, devem estar comentando, após assistirem as bagunças, mazelas e desencontros deste nosso país de hoje, onde estamos paupérrimos de líderes e políticos de peso: - Será o Benedito???



O Comando da Aeronáutica e o Abuso de Autoridade

              

Wilalba F. Souza                                                                  27mai14

Há muitos anos, quando veio para Barbacena, a Escola Preparatória de Cadetes do Ar recebeu, para se instalar, ali nas imediações do Bairro São José,  o prédio do Colégio Mineiro. Uma conquista (?) para nossa tradicional e antiga cidade. Devagarzinho os comandantes, que há tempos eram as maiores e mais referenciadas autoridades da região, mormente no governo militar, foram se apossando de áreas públicas. Uma delas constituía a Praça de Esportes Municipal, inclusive com piscina, de programa implantado por Juscelino, quando governador, na década de 50. Cadê a tal praça? Foi invadida, com a omissão e fraqueza das autoridades da “terrinha”, pelos brigadeiros. Há pouco tempo prometeram devolver a área aos seus legítimos proprietários – o povo – e não o fizeram, empurrando com “a barriga” a ex-prefeita. Perdemos excelente  oportunidade de melhorarmos o trânsito que entra e desemboca no “Pontilhão”, hoje bastante problemático. Costumo dizer que estamos “sitiados” por esses militares. É só ver que suas (?) fronteiras cresceram enormemente além do que receberam em tempos de antanho. E o povo aguenta. E por isto paga caro, dando voltas quilométricas para atingir des-
tinos fisicamente bem próximos.

E o aeroporto? Eles o classificam de militar. Me disseram que há controvérsia. Enquanto isto a aviação civil emperra seu desenvolvimento por uma cultura de manutenção do “sabe com quem está falando?”, mania arraigada pelos regimes de exceção. É muito investimento e desperdício para atender aos dois aviões da força que ficam por aqui e luxo excessivo para manter, com dinheiro orçamentário, o “status” de “donos” da aviação brasileira, em todos os sentidos. E que o diga os pessoal do Aeroclube de Barbacena que não pode investir em melhoramentos, proibido e pressionado pelos nossos militares federais locais. Por isto, o angar do mesmo aeroclube, que aqui aportou antes da EPCar, está lançado às moscas.

Se um piloto civil fizer manobras radicais, evoluções e vôos rasantes num centro urbano qualquer, ele será apenado. Processam-lhe, tomam-lhe a licença e, sem exagero, o trancam no xadrez. Os pilotos da aeronáutica não.
Onde quer que estejam podem fazer suas acrobacias. Há muitos anos um colega meu de infância morreu em um passeio num T-6 quando o “atirado” piloto resolveu radicalizar. Enterrou sua aeronave na pista do aeroporto. O corpo do rapaz  - menino Maurício – foi reconhecido pelo pai...através tênis que usava à época. Certa vez outro piloto arrancou a “torre” de uma casa no centro, no Dia da Pátria, num vôo muito baixo. Tudo sem a mínima necessidade, a não ser de preencher o ego desses rapazes, “nossos” pilotos.
Há pouco tempo conheci o piloto que, sobrevoando Brasília, quebrou os vidros da sede do governo. Ele contou a “proeza” rindo, na maior naturalidade.

Não entendo como o Barbacenense vê tudo isto e se cala. Hoje, na hora do almoço, tocaram “horror” em todo mundo. Pra mim isto é insanidade e já está se tornando rotina. Na cabeça de quem cabe um desrespeito desses e em troca de quê? Uma série de rasantes criminosas, dadas por um avião a jato extremamente barulhento, pilotado por alguém cuja formação deveria ser mais cidadã, e que, certamente, por estar conduzindo uma máquina de tal poder ofensivo, se acha “o máximo” e deixa de proteger quem o “financia” e passa a agredi-lo, talvez se vangloriando pela sua coragem, tal qual seu igual que quebrou os vidros na capital federal, na frente da presidente, dos ministros e autoridades, ficando tudo “por isto mesmo”. Isto é que é “heroísmo”!

Mas ele é comandado. Então, a responsabilidade é, também e principalmente, de quem autorizou o absurdo. Do leão que ensina seus filhotes a caçar. Que fica todo orgulhoso quando prejudica velhos, crianças e doentes. Que fica sorridente ao ver suas “maquinas” sobrevoando hospitais, escolas, creches e residências. Que dá gargalhadas, com seu fogo atirando contra amigos, porque outros inimigos eles não devem ter. E ai, amigos, que respeito podemos ter por esses militares que se consideram
imunes e livres para tudo? Que se julgam tutores da Nação, mas que, pelos atos relatados, deixam claro sua índole aventureira e nefasta em relação a quem lhes paga: O povo, Ah!  “ o povo que se lasque”, devem pensar. Com a palavra quem foi eleito para conduzir os destinos de Barbacena e zelar pelo bem estar da população: prefeito, vereadores, promotores, juízes, que devem ter testemunhado tudo, porque, apelos já foram feitos e não foram – e acho também, não serão ouvidos. Os abusos de autoridade deverão continuar. Infelizmente continuaremos a ser agredidos.



quinta-feira, 22 de maio de 2014

Preciosidades que falam por si mesmas



- Dilma destacou, em encontro do  PTB (apóia sua re-candidatura), ontem, a figura de Getúlio Vargas e a inequívoca herança do partido para os trabalhadores. Pra quem defenestra ditadores, e os petistas fazem isto,menos com Fidel Castro, é um belo e oportunista reconhecimento ao caudilho que mandou e desmandou no país por muitos anos.

- Integra a pauta de reivindicações da Polícia Civil, que ontem estava de greve, por vários estados, inclusive em Belo Horizonte, a  desmilitarização das Polícias Militares. Andaram queimando pneus – disseram que era papelão – em plena Praça 7. Porquê será?  Ainda bem que ainda há  gente ajuizada – mesmo que em pequena quantidade – neste Brasil. O Estado de
Minas, em editorial, deu razões e justificativas para que isto não aconteça.

- O TSE suspendeu o comercial do PT que pode induzir o eleitor a ter medo, caso o partido saia do poder. As imagens mostram brasileiros empregados, com acesso a remédios, escolas, lazer, na atualidade e outros com cara de famintos, maltrapilhos e doentes, “exemplificando” o passado. Vão entrar com recurso para manter a prática. Enquanto isto, “o pau tá quebrando na casa de Jô”.

- Xuxa esteve ontem com nossa presidente. Sérgio Reis também. A primeira, defensora das crianças, contra os pais que corrigem filhos e, às vezes, dão-lhes umas palmadas. Ela que, pela televisão, ganha rios de dinheiro sugestionando crianças com seus produtos, caros e dispensáveis, considerando outras necessidades de famílias humildes que não têm instrumentos para convencer, disto, suas crianças.

- Dizem que pesquisas e o resultado da Copa podem determinar a troca de candidato. E, volta Lula não está descartada. Ele que agora está sem barbas, desdenhando essa possibilidade. Já vi esta história antes. Não que ocorresse “igualzinha”. Dizem que Jânio renunciou, não por causa de forças ocultas, mas porque lhe negaram poderes acima do que podia ter como presidente. Meu pai, o velho capitão Alceu, diria,”- êta falta de opção!!!


- Transcrevo o que considero a melhor parte da crônica da Dora Kramer de hoje, em “O Tempo”: Tanto o poder público constituído, quanto os candidatos da oposição a ele – em todos os níveis – têm uma responsabilidade        que ainda não se vê expressa nas agendas dos que disputam as eleições. Fácil a tarefa não é. Fazer o quê? Reprimir? Ninguém quer. É complicado até mesmo defender a tese, dado que além de todos desejarem o voto dos manifestantes, os brutos também votam. Conclusão minha, e não é brincadeira: cada um por si e Deus pra todos!

O avião está desgovernado, onde está o piloto?

                

Wilalba F. Souza                                                                    21mai2013

Esse negócio de greve á antigo. Seus “ensaios” devem ter começado a partir da “revolução industrial”, na Inglaterra, no final do século IX. Com o avanço tecnológico, as máquinas e equipamentos se modernizaram, bem como os meios de comunicação e transportes. Como, nem sempre,“coisa puxa coisa”, o capitalismo evoluiu para “dinheiro fazer dinheiro”, e era isto que mais importava, ficando para trás assuntos de crucial importância, como as condições do trabalho humanas.  A parte social da classe operária reagiu. Salários eram infames perto da lucratividade dos ricos industriais. O trabalho escravo, por isto, passou a ser combatido e culturalmente apoiado.

Muitos de nós podemos, ainda, assistir a um dos filmes mais interessantes de Charlie Chaplin – clássico do cinema mundial -  encontrado pelas lojas, em relançamentos. A pérola chamada “Tempos Modernos” sempre nos divertiu e ensinou. No enredo, donos de fábricas, com ternos bem cortados e de tecido especial, fumam vistosos charutos, usam elegantes  cartolas, e pressionam  trabalhadores mal vestidos, sujos e suados. Podiam fazer isto pela facilidade de se encontrar mão de obra e porque, as leis, deles quase nada cobravam. São inesquecíveis as cenas de “Carlitos” se contorcendo entre engrenagens e, mais tarde, acidentalmente, empunhando uma bandeira, liderando passeata por melhores condições de vida, certamente...com a polícia atrás. Ilariante!

Nessa trajetória, poucos anos depois, fortaleceram-se os sindicatos - união
e organização operária-  no benefício de  toda sorte de trabalhadores.  Leis foram criadas, pelo mundo, exatamente para tornar mais viável a lida dos homens, em todos os sentidos. Assim, greve é um instituto centenariamente reconhecido. Nos “entreveros” entre patrões e empregados é um dos instrumentos que podem ser usados. Excessos, de ambas as partes, envolvem a Justiça, para decidir a questão. Infelizmente, as tratativas nem sempre alcançam, com objetividade, um equilíbrio que atendam todos. Manifestações, passeatas e outros atos públicos costumam tomar rumos impertinentes, em prejuízo de todo mundo, da população em geral. E, observando a legislação, a partir da lei maior, vê-se que ela cobra,  determinados setores, por sua  importância fundamental,  obediência a alguns pressupostos que, ao fim, servem de “escora” para os patrões. E  isto é comumente visto nas atividades do serviço público.

Todo mundo sabe que, para militares, a greve é proibida. Militar não pode ter sindicato, ou fazer manifestação. Deve pautar pelos regulamentos e pela legislação militar.  Assim, essa classe, mais ainda o pessoal das Forças Armadas, “treinado apenas para cumprir ordens”, ( no entender do falecido político Leonel Brizola), gaúcho que  proibiu suas forças policiais de subir nos morros do Rio, fica sem saída. “Engole” o     choro.
E as coisas, eles dizem, estão cada vez piores.  Acho eu que os militares das forças armadas brasileiras “estão porrrraquí”, igualzinho a um humorístico da “Escolinha do Professor Raimundo.

As Policias Militares são mais abertas, Vivem em contato direto com a população e assimilam suas dores, suas agruras, pois a “guerra” que enfrentam engloba desde o sutil policiamento escolar, às badalações dos grandes eventos, aos desfiles comemorativos, às formaturas glamurosas, ao enfrentamento de marginais perigosíssimos, com suas quadrilhas, vinculadas aos crime organizado. Nas desocupações de áreas e prédios invadidos, são elas que se fazem presentes. O mesmo PM que fez o parto ontem, tem que lançar a granada fumígena hoje. Suas manifestações, suas greves, são ilegais,  mas volta e meia isto acontecem,  pela fragilidade dos governos e pela falta de iniciativa em minimizar os problemas que as rodeiam. As lideranças, nestes casos, nem sempre são as mesmas.

Nos ocorre perguntar: das paralisações, qual delas, é a pior? Dos ônibus coletivos. Como o pessoal vai trabalhar, ir para a escola? É o caos. Olha São Paulo como para! Dos servidores da saúde. Puxa, é horrível, doente, não achar que nos acuda, assista os acidentados.  A mulher em trabalho de parto, cara! Dos bancários. Dia desses fui pagar uma conta e estava tudo fechado. Fui multado, uma injustiça. Pra quê eles fazem isto? É, mas Policial Militar é pior. Viu o que aconteceu em Recife? E agora Polícia Federal, Civil, todo mundo “endoidou” de vez. Dizem uns e outros: vai morrer muita gente! É muita confusão. Toda prestação de serviço, seja ela Pública ou privada, suspensa, pode ser devassadora. Umas a prazo um pouco mais longo, outras de efeito imediato. Nada de afirmar ser esta ou aquela pior. Senão lembremos de quando - foi um dia desses - o pessoal da limpeza pública do Rio de Janeiro cruzou os braços. Resultado? Um horror. Logo, é bom nossos governantes “correrem” atrás do prejuízo e não colocarem muita fé no ministro José Eduardo que declarou: ”papel da polícia é não criar problemas”. O papel de todos os segmentos é não criar problemas, principalmente a classe política dirigente que só pensa nas eleições  e na Copa do Mundo. O “avião” está meio desgovernado. Onde está o piloto?


segunda-feira, 19 de maio de 2014

Pitacos – está nos jornais!

Pitacos – está nos jornais!
Wilalba F. Souza                                                                 19mai14                


Só cinqüenta e quatro cidades, em Minas Gerais, têm Corpo de Bombeiros.
Lembram disso porque, estes dias, morreram quatro crianças em um incêndio residencial, na vizinha cidade de Barroso. É tempo de se entender que cidades precisão de polícia e bombeiros (olha o problema da defesa civil) administrados por ela, independentemente da existência das mesmas corporações em nível estadual. No caso das guardas, lentamente se vê que elas estão avançando. Bombeiros não. Em alguns países desenvolvidos há uma efetivo pequeno, básico, e um quadro de voluntários. 

PM faz protesto e cobra punição de criminosos.
Isto aconteceu ontem, em Belo Horizonte. Um dos homicidas de um cabo que reagiu para proteger vítimas de assalto é – ou era, um deles morreu em confronto com a polícia - portador de vasta ficha criminal e estava solto cometendo violência durante roubos. Reação ao trabalho de “enxuga gelo” permanente, com cobrança e críticas à atuação da PM que “apanha” de críticos, “ONGs” e outras “modernidades” que mais prejudicam que ajudam. O  policiamento ostensivo  está à mercê de marginais à solta e menores protegidos, perigosos e reincidentes. Vamos acompanhar e ver no que dá. Possivelmente o “povão” estará “na linha de fogo”.

E continua...
Os manifestantes querem ser incluídos nos debates e nas discussões que tratam dessas questões. Policial Militar virou “Judas permanente”” e, todo dia, vira sexta-feira da paixão para alguém – autoridades, políticos,
cientistas políticos e outras “crias” meterem o cacete”. Isto representa problema. No Brasil, normalmente, as PM representam o último bastião.
Não é Tião nem Sebastião, é derradeira saída mesmo!!! Governos e comandantes têm que dar tratamento “VIP” a esta questão.

Enquanto isto, está no jornal: Riqueza dos políticos aumenta até 500% depois de eleitos.Aliás, político pobre é igual a rabo de sapo. Não existe. O Nilton Cardoso fala que, na política, perdeu milhões e milhões... e acredita quem quiser. De concreto, o que se propalou, pela imprensa, é que sua ex-mulher, também “enfiada” no meio dominador, andou, com a separação, dando-lhe uma “boa sangrada”. Deve ser coisa de “somenas” valia, decidida na Vara da Família. Aí, pessoal, e é sério, acreditamos nele. Ex-mulher é fogo...
E o Paulo Maluf, heim?

Para confirmar a regra o STF está autorizando o MPF a tomar providências para repatriar US$53.000.000,00, bloqueados no exterior e que teriam sido desfiados via obras da prefeitura de São Paulo na administração do exótico político. É muita “grana”, mas não vai fazer nenhuma falta, certamente, ao ex-governador do maior estado brasileiro.
Fico imaginando: dos icebergs só podemos ver uma ponta... Ele bem que podia fazer igual ao mineiro Dilzon Melo que declara estar na política para ajudar as pessoas. Grande deputado!

O Tribunal de Contas da União poderá convocar a presidente Dilma.
 É, ainda, sobre a administração que jogou no “ralo” milhões e milhões de reais, ou dólares, na compra, pela Petrobras,d a refinaria de Passadena que insistem em chamar de Passadilma... perdoem-me, PASSADINA. Pra finalizar nossa “choradeira” de hoje afirmo: honesto, mas honesto mesmo, é o ex-deputado Jesuíno, homem  humilde, que tem ao seu lado ostestemunhos de pessoas ilibadas  como José Dirceu, Lula, e outros parceiros que gostam de usar barbas. Fazer o quê: as excessões existem para confirmar a regra.






domingo, 18 de maio de 2014

Reação em cadeia

                             
                                        

Wilalba F. Souza                                                                  16mai14

Hoje foi enterrado, em Belo Horizonte, segundo nos chegou ao conhecimento, o cabo César. Reagiu a um assalto e acabou sendo assassinado pelo(s) meliante(s). Após seus funerais os presentes,entre eles oficiais e praças, resolveram partir para uma manifestação, cooptada por redes sociais, em frente ao CICOP (Centro Integrado de Operações), ex-COPOM, próximo à Praça da Liberdade. Segundo me informaram, os manifestantes renegaram a liderança da Comandante do Policiamento da Região, dos deputados “representantes” da PM...”, associações, etc. Parece que um capitão assumiu a frente do “movimento”. Houve discursos, ameaças de paralisação no mês que vem, com “operação tartaruga”, repudiaram a Justiça Militar (sem ela é caminhar para a desmilitarização e assumir seus riscos) e a Corregedoria de Polícia. Depois dos discursos, das cobranças, e de abraçar o prédio que antes sediava o comando da PM, se dispersaram, marcando novo encontro, no mesmo local, no dia da missa de sétimo dia do nosso pranteado companheiro.

A verdade deve ser dita. Quem passa, por vontade própria, a integrar a PMMG sabe, e aprende mais ainda lá dentro, sobre seus riscos. Não é a primeira nem última vez que PM vai ser morto por meliante. Esteja ele em serviço ou não. Televisão e jornal destacam esses infortúnios diariamente, por toda a nação brasileira. A sensação que se tem é de que “o caldo” começa, se isto já não ocorreu, a entornar.  A pressão sobre o pessoal do policiamento ostensivo (PM, evidentemente) é insana, agravada por medidas equivocadas tomadas por governos e comandos. O “aperto maior  vem de fora”. Dos políticos, dos tais sociólogos, das entidades que dão, direta ou indiretamente, guarida a quem pratica ilegalidades nas comunidades - antigas favelas - abrigo ostensivo de marginais -,  dos sem terra, dos sem casa, dos “black blocks”, do senador fulano, do deputado sicrano, do traficante que controla os presídios, das leis frágeis exercitadas por judiciário fragilizado, e por aí vai.

Infelizmente, para as PM, só sobram “rabos de foguete”: o Carandiru de São Paulo; os invasores “sem terra”, há anos, no Pará, e coisas semelhantes, como as UPA no Rio de Janeiro. Tudo por deficiência nas ações e políticas sociais, no judiciário, em ministérios da maior importância e que, pra nossa desgraça, são conduzidos mais por discursos melosos que por ações. Temos assistido, pela mídia, debates e mais debates sobre – não é bem assim, o termo, mas muito parecido – o que fazer com as Polícias Militares? Afirmam que elas não estão preparadas para interferir no controle e combate à criminalidade; militar foi preparado para guerra e outras “presepadas” sem pé ou cabeça. E aí os “pesquisadores” se debruçam sobre “seus achados” e afirmam que PM é “cria da revolução”.

Qual delas?. Se é da de 64 eles estão trocando “coelho por lebre”. Mas este exemplo não serve, não conheço quem saiba diferenciar os dois animais. Então vamos dizer, cabrito com cachorro. Se os dois estiverem mortos, sem cabeças e sem patas, complica. Porque? Quando na ativa, na cidade de Governador Valadares, tinha um vendedor de cabritos conhecido e muito procurado pela sua freguesia. Até o dia em que ele esqueceu-se de cortar os pés do bichinho. Deram – a clientela – uma “coça” nele.

Em 1.964, quando os políticos envolveram a PM de Minas na “Revolução” não tínhamos adestramento, instrução e armamento para o combate. Muitos fuzis velhos, verdadeiras relíquias e efetivo psicologicamente despreparado para “a guerra”. Gente fardada, mas pacífica, em tempos que a criminalidade era localizada, identificável e basicamente sob controle. Nos quartéis foi um horror. Um batalhão, por maior que fosse, no interior, tinha uma frota de dois, três veículos, se tanto. Na capital não devia ser diferente. Assim, depois do “Movimento Civil Militar” nos preparamos  técnica e materialmente para executar a missão de, com exclusividade, exercer o policiamento ostensivo. É o que sabemos fazer e o que fazemos há cinqüenta anos,  desde que nos dêem um mínimo de condições e de valorização. Esses desmandos verborrágicos que o povo tem ouvido por aí em nada ajudam. Pelo contrário, jogam contra a segurança da família, do trabalhador, das nossas vidas, enfim.

Concluindo, podemos inferir que essa movimentação se deva mais às falácias e a desconsideração de órgãos oficiais que deveriam apoiar quem tem a missão de dar segurança, e não o contrário. Na ocorrência que vitimou o cabo César, do 13BPM, um marginal teria sido morto em tiroteio, um, bastante avariado, preso e um fugiu. Mas tem gente na sua captura. Urge que se trate o caso com cuidado. Acho que a população não pode e não deve pagar esta conta. É só lembrar o que aconteceu no Pernambuco esses dias. Reação em cadeia será um desastre completo. Ainda mais quando propalam por aí que “tudo começa por Minas”.







UM DIA DE DOMINGO...



Wilalba F. Souza                                                                       17mai14

Pois é pessoal, ninguém precisa me lembrar que já estou meio (?) velho porque acordo sabendo disto. Mas não tem jeito. Eu, que acho ser músico, pois me arrisco fazer uma “basezinha” no violão e no teclado, o que já seria muito bom e Satisfatório, desde o início do ano passado me interessei pelo aeromodelismo. Tem muita gente que acha ser isto coisa de criança. Ao contrário, é coisa de adulto, pode ser cara, e é “hobby” que “vicia”. Uma “cachaça” mesmo, no dizer de quem o pratica.

Me enturmei com aeromodelistas de Barbacena e, de início, cheguei a tomar umas aulas com alguém mais experiente. É muito difícil. Como dizem,“papagaio velho não aprende falar”. E têm razão. Este papagaio não acreditou,  continua a quebrar “asas de combates”,” treinadores” em isopor” e gastando suas baterias – dos aeros e do aprendiz. Na nossa Barbacena a maioria dos praticantes são pessoas simples, de pouco poder aquisitivo, mas composta por cidadãos que conhecem sobre aviões, aeronáutica e Força Aérea Brasileira. Como na “terrinha” está “fincada” a Escola preparatória de Cadetes do Ar, existem, lá, alunos que gostam de “voar” seus” aeromodelos. Está no sangue deles.

Até o final do ano passado nós, aeromodelistas, podíamos, mediante obediência às normas de segurança bastante rígidas e explícitas, usar, mormente em fins de semana, parte da pista do aeroporto para nossos voos. Fomos proibidos, tendo em visto uma propalada série de exigências da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), do sistema militar de controle do tráfego aéreo e da EPCAr, de freqüentar o local. Assim, e reconhecendo que tudo tem sua hora e suas regras, corremos atrás, via presidente do GABAR (Grupo dos Aeromodelistas de Barbacena), isto a partir de novembro/dezembro de 2.013. Documentação pronta, sinalizada positivamente pelos órgãos afins, semana passada o brigadeiro comandante, recém-chegado decidiu, de plano: nada de aeromodelista. “-Há um projeto de obras do governo federal que pode, não se sabe quando,  entregar o aeroporto militar/civil (?) para a prefeitura e, até lá, não autorizo nada.”

Tudo bem! “Rabo entre as pernas”, saímos decepcionados, certos de que quem “manda, manda mesmo”, não sabemos até quando,  e deve ficar com o ego bem inchado, mesmo que de nada! Lamentamos que ainda haja, neste país, gente que acha ser a cidania  dividida entre cidadão civil e cidadão militar. E este, sem generalizar, acha que é mais brasileiro, mais poderoso, forte, herói até, que os demais. Sou brasileiro, sou cidadão e tenho orgulho de ser militar. Esse deve ser um exemplo a ser seguido, pergunto eu?  

Bom. Mas vamos para o domingo. Jornal “O Tempo”: Petrobras – sem acento, pô!, notícia antiga, já “tá” enjoando. Dá em nada mesmo... vejamos Dora Kramer, gosto de suas crônicas: o Estado tem medo de ser carimbado como autoritário, “deixa que o direito de uma maioria seja uma agenda imposta pela violência. A polícia se torna desacreditada...um policial espancado, um coronel da PM vira tocha humana na mão dos bandidos e ninguém se comove com isto”.Tudo segundo a ótica de ministro filiado ao PC do B, dos poucos da “esquerda” a criticar o cacoete da confusão entre o combate ao autoritarismo do Estado e a defesa do Estado  democrático na manutenção dos limites da ordem. E aí, gente, digo eu, querem acabar com as PM!!!

Mas, sigamos em frente, com  uma pérola do Elio Gaspari – esse é daqueles que usa o adágio: “pau que dá em Chico, dá em Francisco”-, e nos brinda com esta pérola, em sua mensagem de hoje, “O lobo de Trilussa”. E disse, ou “escrevinhou”, parafraseando o Zelão da novelinha da Globo: vendo-se a fala de Lula propondo que o PT recupere “o orgulho” no combate à corrupção, sai da tumba do poeta italiano Trilussa (1871/1950) uma de suas fábulas: “Um lobo disse a Deus:-algumas ovelhas dizem que eu roubo muito. Precisamos acabar com essa maledicência. E Deus respondeu: - Roube menos!. Essa valeu pra mim e pro resto da semana, entretanto...

Antes do almoço fui ao aeroporto, (está tudo igualzinho e sem obras) cuidado pelo comandante da EPCAr, visitar o presidente do Aeroclube Barbacena, piloto civil Henrique, meu amigo, também pressionado por todos os lados, pelo comando aeronáutico local. Pátio cheio de aeronaves oficiais e um entra e sai de gente. Aí me disseram que era um encontro de turmas da aeronáutica, isto quando pousava um jato da Embraer, dos grandes, a serviço desse pessoal. Tudo bem. Minha corporação (PMMG) é mais humilde. E, dos nossos salutares encontros, isentamos, de despesas, o erário público. Mas essa é outra história...





O gesto bananizado O futuro chegou e transformou tudo em lata de sopa Campbell’s – até a banana de Daniel Alves RUTH DE AQUINO

No primeiro dia, foi o gesto genial. Era um domingo. Ao se curvar no campo do estádio espanhol, descascar a banana, comê-la de uma abocanhada e cobrar o escanteio, Daniel Alves assombrou o mundo. Não só o mundo do futebol, esse que chama juiz de “veado” e negro de “macaco”. O baiano Daniel, mestiço de pele escura e olhos claros, assombrou o mundo inteiro extracampo. Vimos e revimos a cena várias vezes. “Foi natural e intuitivo”, disse Daniel, o lateral direito responsável pelo início da virada do Barcelona no jogo contra o Vilarreal. Por isso mesmo, por um gesto mudo, simples, rápido e aparentemente sem raiva, Daniel foi pop, simbólico, político e eficaz.
Só que, hoje, ninguém, nem Daniel Alves, consegue ser original por mais de 15 segundos. Andy Warhol previa, na década de 1960, que no futuro todos seríamos famosos por 15 minutos. Pois o futuro chegou e banalizou os atos geniais, transformando tudo numa lata de sopa de tomate Campbell’s. A banana do Daniel primeiro reapareceu na mão de Neymar, também vítima de episódios de racismo em estádios. Neymar escreveu na rede em defesa do colega e dele próprio: “Tomaaaaa bando de racistas, #somostodosmacacos e daí?”. Uma reação legítima, mas sem a maturidade de Daniel. Natural. Há quase dez anos de estrada de vida entre um e outro.
Imediatamente a banana passou a ser triturada por milhares de “selfies”. O casal Luciano Huck-Angélica lançou uma camiseta #somostodosmacacos. Branco, o casal que jamais correu o risco de ser chamado de macaco apropriou-se do gesto genial, por isso foi bombardeado por ovos e tomates na rede, chamado de oportunista. A presidente Dilma Rousseff, em seu perfil no Twitter, também pegou carona no gesto de Daniel “contra o racismo” e chamou de “ousada” a atitude dele. Depois de ler muitas manifestações, acho que #somostodosbobos, a não ser, claro, quem sente na pele o peso do preconceito.
“Estou há 11 anos na Espanha, e há 11 anos é igual... Tem de rir desses atrasados”, disse Daniel ao sair do gramado no domingo. Depois precisou explicar que não quis generalizar. “Não quis dizer que a Espanha seja racista. Mas sim que há racismo na Espanha, porque sofro isso em campos (de futebol) diferentes. Não foi um caso isolado. Não sou vítima, nem estou abatido. Isso só me fortalece, e continuarei denunciando atitudes racistas.”
Tudo o que se seguiu àquele centésimo de segundo em que Daniel pegou a fruta e a comeu, com a mesma naturalidade do espanhol Rafael Nadal em intervalo técnico de torneios mundiais de tênis, como se fizesse parte do script, tudo o que se seguiu àquele gesto é banal. Os “selfies”, a camiseta do casal 1.000, o tuíte de Dilma, as explicações de Daniel após o jogo, esta coluna. Até a nota oficial do Villareal, dizendo que identificou o torcedor racista e o baniu do estádio El Madrigal “para o resto da vida”. Daniel continuou a evitar as cascas de banana. Disse que o ideal, para conscientizar sobre o racismo, seria fazer o torcedor “pagar o mal com o bem”.
De toda a “bananização” do gesto de Daniel, a mais ironizada foi de Huck e sua mulher. Ele já explicou que não lucra nada com a camiseta. Huck não se emenda e escorrega na fama. Acha que é unanimidade no Brasil, mas ninguém é. Poucos podem ser brilhantes ao agir sem pensar. Em 2009, Huck foi vítima de assalto. Levaram seu Rolex em São Paulo. Contando com uma onda de solidariedade, Huck publicou um artigo no jornal Folha de S.Paulo. Escreveu que, caso morresse com um tiro de 38, deixaria “uma pobre criança órfã e uma jovem viúva”, “uma multidão bastante triste”, “um governador envergonhado” e “um presidente em silêncio”. Sua morte, escreveu Huck, seria “a manchete principal no Jornal Nacional”. Provavelmente verdade.
As banalidades, os plágios e as mentiras proliferaram com o Facebook. Redes sociais são bastante úteis, especialmente em ditaduras, democratizam o acesso à informação, ajudam os solitários a se conectar, mas são excelentes ferramentas para perder amigos. Tornaram-se também palco de intolerância e exibicionismo. O Facebook começa a afugentar muitos, pela quantidade de bobagens e pela perda de tempo de leitura e outros hábitos prazerosos.
De chorar de rir são as traduções automáticas, do português para o inglês, das manifestações na rede. Quando alguém sensato protestou, na semana passada, ao escrever que “pegar carona no gesto do Daniel Alves, uma bela sacada contra o racismo, é dose pra leão”, o Facebook explicou aos gringos : “Hitchhiking in the gesture of Daniel Alves, a beautiful balcony against racism, is dose to Lion”. Imagina na Copa...

sábado, 17 de maio de 2014

A CASA DA MÃE JOANA

Wilalba F. Souza                                                                        16jun14

Pois é pessoal, não tem jeito. Como eu já estou bem rodado, e isto não é novidade, às vezes tenho que recorrer a alguma lembrança que ainda me ocorre. E assisto, vamos dizer assim, de camarote, coisas do “arco da velha” –  e nem sei quem inventou isto! Na mídia trataram a greve da PM de Pernambuco como algo normal. É proibido, mas, de tanto acontecer, todo mundo se acostuma. Ocorreu no Pará, na Bahia, não sei se em Sergipe ou na Paraíba. É a banalização de algo muito sério e nós não temos estrutura para agüentar essa barra.

Um conhecido analista político/comentarista foi muito feliz ao concluir o absurdo que é, não a greve, mas o fato de, devido à circunstância, “brotarem” arrombadores e saqueadores por todos os lados. O que assistimos numa cidade pernambucana sem policiamento chega a estarrecer. Não só um descontrole, mas a constatação de que nosso
“tecido social” –termo  muito usado pelo coronel Klinger Sobreira – está podre, puído e dando sinais de que não tem conserto. E os saqueadores, muitas vezes, levam o produto do crime para seus carros. Quer dizer, não é obra de necessitados, de contemplados com o “bolsa família”.

Rotineira é a ação de oportunistas que “carregam” mercadorias de caminhões acidentados, ou de “ratazanas” de trecho que surrupiam cargas nas subidas íngremes das nossas rodovias. Conclusão: estamos nos transformando em uma nação corroída por abutres, em todos os níveis.
E não há polícia ou justiça que dê jeito. No vértice superior da pirâmide os poderosos, flagrados com a mão “na massa”  e   defendidos pelos colegas poderosos.Colocam toda a culpa no jogo político. O Juiz, que eles nomeiam, não podem condenar os parceiros. Segundo eles, os condenados, pessoas honestas, humildes e idosas, não podem cumprir a pena em regime fechado, etc, etc.

Na parte inferior da mesma pirâmide estão os menores e a camada “menos favorecida”, as minorias raciais, os “sem terra”, “sem teto”, “discriminados pelo sistema, pelo capitalismo” e que invadem, destroem,mas são cheios de advogados do sindicato, dos direitos humanos,   pessoal da reforma agrária e da OAB. Resultado: ninguém corre o risco de ir para a cadeia. Em Pernambuco destruíram bancos, carros de uma revendedora, patrimônio público e outras coisas mais. Amanhã ou depois veremos se alguém vai ser responsabilizado. Tenho certeza que não. Ao serem liberados, ilesos, ainda saem rindo “aos montes”.

Nas páginas de um jornal diário a foto do governador de Pernambuco, confortavelmente instalado em seu jatinho, sorrindo e ao lado da família, indo para São Paulo, enquanto o “pau quebrava” em seu quintal. Nas ruas viaturas do exército cheias de soldados com armamento pesado, ladeados por, certamente, pequeno efetivo da “Guarda Nacional” – formada por PM e policiais civis cedidos pelos estados brasileiros, e que, certamente, não possui condições numéricas, técnicas ou operacionais para suprir a demanda surgida após deflagração da greve.

Esses “desandos” confirmam nossas preocupações contidas em “A PEC 51 e a extinção das PM brasileiras”. A luta dos PM pernambucanos é, basicamente, por um salário justo, um plano de carreira, organização de sua previdência, me parece, e outras melhorias na Corporação que darão às suas famílias segurança e à população melhor qualidade de serviços.Mas o duro é ouvir do ministro da justiça a mesma “lenga, lenga”: - precisamos repensar a PM e a questão das greves. E eu digo que precisamos ver sim: tudo aquilo que de melhor puder feito para estimular o seu desempenho, antes que a insatisfação e o desânimo prejudique, ainda mais, a população e fique tudo igual “a casa de mãe Joana”.





sexta-feira, 16 de maio de 2014

BRASILEIRO É TÃO BONZINHO

                                   Brasileiro é tão bonzinho

Wilalba F. Souza                                                                    15mai14

Os mais velhos estão lembrados, certamente, de um quadro de programa humorístico, na televisão, a mostrar uma loura muito bonita que, após ser enganada por um conterrâneo nosso, se apressava em elogiá-lo com a frase do título, quase jargão. E todo mundo ria daquela bobagem repetitiva, no fundo vazia de conteúdo e sem graça, não fosse pelas formas da linda atriz, de origem norte americana.

E é só ligar a televisão, rádio, ou ler nossos jornais para confirmarmos que continuamos mais ”bonzinhos” ainda, perseguindo a  linha irônica do enredo do humorístico que fazia todo mundo rir. No Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Recife e mais um sem número de capitais e cidades do interior, as greves e protestos sociais brotam como nos surtos de sarampo ou catapora (nem se fala disso hoje) do meu tempo de criança. Remédio pra esses males era, basicamente, chá caseiro, repouso, cuidados dos nossos pais e eles iam embora.

Mal comparando, nossos dirigentes políticos estariam na condição de pais separados, brigando pela guarda do filho doente, sem dar a devida atenção a ele. Esta disputa política por hegemonia no poder tem feito muito mal ao Brasil. Petistas e seus aliados querem que os estados ou cidades governados pelo PSDB e aliados se “arrebentem“.- Assim o povo vota em nós”. E, do lado de lá, a estratégia é a mesma. Enquanto isto o garoto - o povo, desculpem - tem seu estado de saúde agravado. É insanidade demais de  quem grita querer  o bem de todos. Enquanto isto a doença avança e “encroa”.

A classe política brasileira é incapaz de, seja em que época for, “ dar um tempo”. Toda ela, quando as pesquisas falam em seu desfavor, enche os olhos de sangue, mostrando sua arrogante e nefasta beligerância. A tal ética já foi “cremada”. Embora não a respeite, a cobra de seus “inimigos”. Essa campanha do medo, lançada pelo PT, e criticada por ele mesmo lá atrás, como coisa do PSDB, antes da eleição do Lula, através de uma atriz, causou reação, protestos. E está sendo utilizada, agora por quem a recriminou. Conclusão: bateu levou e o resto que se dane. Inclusive a criança com febre...

O tempo vai passando e a doença do filho se agrava. Aí repouso e cuidados básicos e improvisos não surtem mais efeito. O remédio tem que ser mais forte, dolorido mesmo. E ninguém quer aplicá-lo. Quem o fizer vai ficar mal com a criança. O perigo é ela “ir a óbito”, como dizem os médicos. E isto é o que esses governantes têm pela frente agora. Um surto doenças muito graves: greves na polícia – Polícia Federal não (será?)- a Justiça proibiu durante a Copa-, manifestações por todos os cantos, avenidas e rodovias fechadas, paralisação nos transportes públicos, caos na saúde, desfalques em estatais, aeroportos entupidos, saques, destruição e morte. Ah! Isto pode esperar. O debate mais importante, para “nossos” representantes é o eleitoral. Virou guerra. E as desgraças que ela nos deixa, não cabem nesta pequena página. Para os políticos vencedores restarão os despojos: toda essa destruição que eles promovem em nome do “ganhamos. Nós mandamos” e outras cantilenas acompanhadas do descumprimento das promessas de campanha.

Como a atriz/comediante, claques batem palmas, mesmo sem ter conseguido uma moradia, um salário justo, uma aposentadoria correta, sem o “sangue-suga do fator previdenciário, com  pouca comida à mesa, sem hospital, sem escolas decentes para seus filhos,  sem o direito de ir e vir em paz, vilipendiado e humilhado, mas esperançoso de que, “desta vez, seremos salvos e manteremos nossas bolsas”,  esquecendo que  o político eleito, de presidente a vereador, alcançado seu objetivo,  tem uma só preocupação: ser re-eleito” ad-eternum”! A que preço? Qualquer um que não saia de seu bolso e que, de preferência, propicie a eliminação sumária e definitiva de seus adversários políticos. Como isto é impossível, a guerra vai continuar e muita gente vai a óbito por isto, tal qual o filho mal cuidado.  Brasileiro é tão bonzinho?












terça-feira, 13 de maio de 2014

A PEC 51 E O FIM DAS POLÍCIAS MILITARES

           

Wilalba F. Souza                                              13 de maio 2.014

Dei uma boa olhada na PEC 51. Modificam o artigo 144 (dêem uma lida no que está vigindo hoje) e, vejam bem, os seus signatários começam, neste país centralizador, a destacar as organizações das Polícias Federal, Rodoviária Federal e Ferroviária Federal. Lá não tem esta de unificar. Não tem esse negócio de ciclo completo, também. E, aposto, nem seus integrantes desejam isto. Comentam algo sobre remuneração, subsídios, mas, obviamente, nessas instituições poderão ocorrer, sem alardes, melhorias interessantes a eles sem a quebra de suas “espinhas”.

Para estados e municípios “sobram” e são incluídos os art. 144-A e 144-B.
Rezam que, aos primeiros, competirá organizar a Polícia Civil e o Corpo de Bombeiros e, aos segundos, as polícias dos municípios. Bom, se vão organizar a Polícia Civil – e ela existe – depreende-se que a(s) PM(s) desaparecerá(m) do mapa. Assim as Polícias Civis engrossam suas fileiras e sabe-se lá o que vai acontecer com os hoje militares, toda sua estrutura organizacional bem mais avançada que as das co-irmãs civis. O que será feito das instalações físicas (quartéis, demais próprios, setores de apoio, da Academia, do hospital, IPSM,  dos clubes e seus associados, etc, etc? Os Bombeiros não, ficam” imexíveis”, perdendo, se for o caso, a condição de militar, coisa mais que esdrúxula. Que crime que os Bombeiros cometeram para serem jogados no “balaio”?

Prosperando, tal qual a tal PEC se apresenta, os municípios necessitarão criar suas polícias, agora contempladas com a “escora” constitucional. E, na ”pitimba” que nossas cidades vivem, assumir tamanha responsabilida-de é coisa pra poucas localidades brasileiras. Nesse arremedo, considero assim, a  PEC, falam muito e não inovam coisa alguma, querem ver? No mundo inteiro – até na Bósnia – Corpo de Bombeiros é típico de município. Nesta nossa pátria mãe gentil, é estadual e poderá ser“dono” da defesa civil (tinha que ser forte nos municípios). Por isto que “passa ano, entra ano”, prefeitos andam de “pires na mão” atrás de governadores ou em Brasília. E, nem a poder de reza brava, os donos do Congresso mudam isto. A tal de reforma fiscal poderia descentralizar arrecadação e contemplar mais renda ao municípios. Isto eles não fazem. É muito ruim não terem ”suas bases” rastejando aos seus pés por míseros recursos conseguidos através das famosas emendas, moeda de troca nas
votações interessantes ao poder executivo.

Basicamente é isto, pra não ficar divagando sobre este assunto. Tem muita gente que acha que as PM do Brasil são iguais. Deveriam ser, mas, infelizmente, apenas se parecem. Há estados onde a Corporação recebe mais atenção e suas carências são menores. Assim trabalham melhor e as famílias têm mais proteção. Em Minas, por exemplo, a legislação que trata institucionalmente de sua PM é mais amadurecida, atualizada e sempre teve comandantes realizadores, apoiados por governadores de peso que sempre confiaram naquela que chamavam de “minha polícia”. Por outro lado, e aí não seremos nós que poderíamos esclarecer motivos, há PM(s)
mais para o norte/nordeste do país que ainda adotam o RDE – Regulamento Disciplinar do Exército, rígido, ultrapassado e carente de revisão para os tempos atuais. Polícias Militares que pararam no tempo e não cuidaram de sua questão previdenciária – e a lei permite isto; que recebem soldos aviltantes, são pobres em equipamentos e armamentos, maltratados mesmo e que, com razão,  renegam sua condição de militares.
- Vamos mudar, pior não pode ficar, devem dizer eles.

Então vamos fazer uma pesquisa de opinião pela internet. Jogam todas as PM num saco e perguntam, quem quer desmilitarizar? Bom número de“eus” que não gosta de militar pois, no passado “acabaram com o Brasil, sufocaram o grito de jovens que hoje seriam  bravos políticos”, uma bravata sem tamanho, pois Lula esteve lá e virou presidente. Eu, eu, eu, eu, representados por aqueles PM famintos, de  milicos do norte/nor-este desajustados e esquecidos por seus governos.E mais “eus” vindos de inocentes úteis e desinformados que perambulam por aí. A reação “dos contra” começou a surgir depois que   bom número de cidadãos, integrantes ou não das PM, tomaram consciência que da maneira eforma com que tudo está sendo encaminhado as PM desaparecerão engolidas pela   desmilitarização e unificação à civil já existente.Não precisa ser nenhum gênio para se perceber isto. Para as outras “polícias” quase nada muda. O alvo tem nome certo: Polícias Militares.
CONCLUSÃO: QUEM ACEITA A DESMILITARIZAÇÃO DAS PM JOGA, CONSCIENTE OU NÃO, PARA O FIM DA INSTITUIÇÃO. E TERÁ  PRAZO MARCADO: SEIS ANOS.